Feliz Ano Novo em Hanói – Capital do Vietnã

Através de Sôt, minha pequena amiguinha vietnamita, conheci Nini, que tem uma Tia que vive em Hai Phong, cidade onde deixei minha bike para seguir de ônibus para Hanói. Em alguns dias, volto para pegar minha bike e dar sequência a minha jornada.

Bicicleta descansando na Mercearia da tia de Nini.

Bicicleta descansando na Mercearia da tia de Nini.

A simpática Tia de Nini em seu comércio.

A simpática Tia de Nini em seu comércio.

 

Hanói é a segunda maior cidade do Vietnã com aproximadamente 6,5 milhões de habitantes e possui aproximadamente 3,7 milhões de motos, o que faz da cidade um verdadeiro caos. Posso afirmar que o trânsito de São Paulo é “fichinha” se comparado a Hanói. As motos fazem filas de mais de um quarteirão nas horas de pico nos semáforos.

Trânsito Hanói

Trânsito Hanói

Rua tomada por motos, bicicleta e pessoas...

Rua tomada por motos, bicicleta e pessoas…

As calçadas viram estacionamentos e muitas vezes rota de fuga para fugir da confusão estabelecida em um cruzamento. Para piorar, pequenos restaurantes servindo variados tipos de Noodles (macarrão de arroz) colocam suas mesas na calçadas. São milhares deles! A impressão é que todos comem nas ruas.

Opções para comer Noodles em restaurantes de rua em Hanói.

Opções para comer Noodles em restaurantes de rua em Hanói.

Almoço na calçada.

Almoço na calçada.

As calçadas tomadas forçam os pedestres a caminhar pelas ruas, piorando o trânsito e aumentando a sensação de insegurança.

As bicicletas geralmente são usadas como bancas de camelô e vendem de tudo!

Bike vendendo porcelana nas ruas de Hanói

Bike vendendo porcelana nas ruas de Hanói

Bike vendendo frutas, calçadas tomadas por motos estacionadas, motociclista na contramão. Isso é Hanói!

Bike vendendo frutas, calçadas tomadas por motos estacionadas, motociclista na contramão. Isso é Hanói!

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Bike camelô vendendo artesanato em Hanói.

Embora o Vietnã siga o calendário lunar, comemorando sua festa de ano novo somente na primeira lua cheia do ano, (meados de janeiro), constata-se que uma forte influência ocidental vem tomando conta do país. A cidade estava ainda mais agitada que o normal, e perto das 23:30h, muita gente foi ao Lago Hoan Kien esperar por uma queima de fogos que não aconteceu. Nem mesmo essa frustração atrapalhou a alegria dos locais, que tomaram as ruas e os bares da cidade. 

Foto celular. Reveillon em Hanói. Cecília, inês, Fede, Marileide, eu e as Vietnamitas.

Reveillon em Hanói. Cecília, inês, Fede, Marileide, eu e as Vietnamitas.

 

 

 

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Sôt,13 anos de pura simpatia.

Estava preocupado! Tinha poucos trocados em moeda local (Dong). Nas oportunidades que tive para trocar, ou encontrei os bancos fechados, ou eles não trocavam US$. Os dois caixas eletrônicos que encontrei não operavam cartão estrangeiro. Eram em cidades muito pequenas! Então, meu plano era parar em Tiên Yên, uma cidade um pouco maior no caminho para Ha Long, meu próximo destino.

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Na entrada da cidade, Sôt, essa figurinha de 13 anos começou a me seguir com sua bike. Com um sorriso no rosto fez como toda criança vietnamita que cruza meu caminho e disse: Hello! Tirando a mão rapidamente do guidão e acenando.

Para minha surpresa, ela falava um inglês bem razoável e soltou em seguida: Can I help you?

Disse a ela que estava procurando um banco e ela soltou: Ok! Folow me! E lá fui eu atrás da menininha.

Consegui sacar dinheiro e pedi a ela para me levar a um restaurante. A menininha descolada, sentou comigo, me adicionou ao facebook e traduziu para alguns adultos o que eu estava fazendo, para onde eu estava indo e tudo o mais.

Fiquei encantado com a minha nova amiguinha! Uma criança que tem alguns repentes de adulto… Cheguei a me emocionar algumas vezes. A saudade me fez imaginar estar conversando com a minha filha. Até os óculos me fez lembrar a Ana Laura! Esse encontro valeu o dia!

É por essas e outras que é muito bom viajar de bicicleta!