Fotos entre Casablanca e a linda praia de Legzira, Marrocos

As fotos abaixo contam um pouco de como foram meus primeiros 1000 km com Jordi nesta terceira carona (primeira na Nova Zelândia e segunda na Europa) que ele pega com o Projeto da China Para casa by Bike.

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Forte de Al Jadidia. Marrocos.

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Cozinha rica em frutos do mar e peixe em El Jadida. Marrocos.

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Marrocos.

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Estrada no Marrocos

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Hospitalidade Marroquina

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Linda vista mesmo em dia feio. Marrocos.

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Senhor Marroquino

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Chef orgulhoso de seu Tajine de peixe. Marrocos.

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Medina de Safi. Marrocos.

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Safi – Marrocos.

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Dura vida no campo. Marrocos.

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Medina de Mogador. Marrocos.

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Estradas do Marrocos

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Bete-papo na beira da estrada do Marrocos.

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Mulher marroquina.

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Ambulante. Marrocos.

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Jordi e eu preparando o café da manhã. Marrocos.

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Estradas do Marrocos.

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Boas lembranças do outro lado do Atlântico. Ehhh Saudade!!! Marrocos.

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Acampamento no Marrocos.

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Jordi se deliciando ladeira abaixo. Marrocos.

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Vai um cafezinho? Marrocos.

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Transportando bananas. Marrocos.

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Hora da reza. Marrocos.

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Pescaria. Marrocos.

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Padaria. Marrocos.

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O caminho no Saara. Marrocos

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Boa conversa… Marrocos.

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Da minha bicicleta. Marrocos

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A flora do semi-deserto. Marrocos.

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Filha e mãe. Marrocos.

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Acampamento na praia de Legzira. Marrocos.

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Arco de Legzira. Marrocos.

Vale de Loire, uma das mais belas ciclovias da França.

Minha estada em Paris serviu também para eu tomar algumas decisões em relação ao roteiro que farei até Lisboa. Entre o caminho mais curto para tentar cumprir a viagem dentro dos 90 dias que são permitidos aos brasileiros na Europa, e esticar um pouco a viagem para rever amigos, decidi pela segunda opção, e essa decisão me fez tomar outras decisões.

Resolvi sair de Paris de trem para adiantar um pouco a viagem e ganhar tempo para rever meus amigos Vincent e Florian, que vivem em Theix, na Bretanha Francesa, região que estava fora do meu roteiro, já que fica na parte oeste, entre o Canal da Mancha e o Oceano Atlântico. Peguei o trem até Tours, e de lá segui pedalando por dois dias pelo lindíssimo Vale do Loire até Nantes, já pertinho do Atlântico. Média de mais de 100 km por dia com uma pernoite em Angers, na casa de mais um membro do Warmshowers.

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Minha bike no trem. França.

Foi uma decisão difícil na verdade! Confesso que não gosto da ideia de pegar o trem durante uma viagem de bicicleta. Mas a amizade que fiz com os dois franceses que viajaram comigo pela Croácia, Montenegro e Albânia, foi tão sólida  e verdadeira que não tive como negar a visita depois de uma conversa ao telefona. E estou super feliz indo para lá! Vou comemorar os 3 anos do Projeto da China para Casa by Bike com eles!

O Vale do Loire é um dos destinos mais procurados por cicloturistas do mundo inteiro. Dizem que 800 mil cicloturistas passeiam por lá todos os anos! E não é por menos! Ladeando o rio Loire, a ciclovia cruza a região com mais castelos por km² do mundo! Vinículas, parques nacionais, cidades medievais e muita natureza! Aliás, não me canso de repetir! As cores do outono deixam a paisagem ainda mais linda!

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Parque Regional Francês.

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Ciclovia Eurovelo Vale do Loire. França.

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Vale do Loire. França.

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Ciclovia Vale do Loire. França.

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Ciclovia Vale do Loire. França.

A ciclovia se estende por mais de 800 km e é extremamente plana e segura! Quase sempre exclusiva, muito bem sinalizada e com pavimento super bem conservado. Chega a impressionar!

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Sr e Sra. Gannon do warmshowers. Angers. França.

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Sinalização Eurovelo Vale do Loire. França.

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Vale do Loire. França.

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Vale do Loire. França.

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Vale do Loire. França.

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Vale do Loire. França.

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Vale do Loire. França.

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Ciclovia Eurovelo 6 – Vale do Loire. França.

Com a agenda cada vez mais apetada aqui na Europa, no entanto super feliz, vou cumprindo com a obrigação de deixar vocês informados sem perder os encantos que a minha viagem de bicicleta me proporciona… a quase 3 anos…

 

Paris… e a emoção de chegar pedalando!

Chegar em Paris pedalando foi mais um sonho realizado. Lá longe, a Torre Eiffel  parecia brincar de esconde-esconde! Quase sempre encoberta por prédios, de vez em quando ela aparecia, cada vez maior e mais bela. Muito próximo de completar 3 anos de viagem com o Projeto da China para Casa by Bike, na minha cabeça lembranças desde quando iniciei a viagem iam e vinham, sem ordem cronológica, me fazendo reviver emoções semelhantes aquela que eu estava sentindo agora. Uma ponta de orgulho! Lágrimas e ardência no nariz. Perguntas e respostas conectando meu subconsciente e eu! Um mergulho profundo na minha intimidade! Orgulho, saudade, conquista, ansiedade…

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Paris. França.

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Torre Eiffel. Paris. França.

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Basílica de Sacré Coeur. Paris. França.

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Champs-Elysées. Paris. França.

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Museu do Louvre. Paris. França.

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Minha bicicleta passeando por Paris. França.

Cheguei em Paris na véspera de um dos feriados mais importantes do país. No dia 11 de novembro é celebrado o dia do Armistício, em homenagem ao fim da Primeira Guerra Mundial. Não posso dizer que a cidade estava em festa, no entanto, um certo ar de tranquilidade devido ao feriado prolongado ajudou a pedalar pela cidade. Esta foi minha segunda passagem pela capital francesa. Como já conhecia as principais atrações turísticas, privilegiei passeios com a minha bicicleta. Paris possui mais de 700 km de ciclovias demarcadas. Me senti relativamente seguro no trânsito, me preocupando mais com os distraídos pedestres nas ciclovias.

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Clássica foto da Torre Eiffel. Paris. França.

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Torre Eiffel, Paris. França.

Em Paris fui hospedado por Jean Malet, membro do Warmshowers. Além de me receber com todo o conforto, Jean foi super hospitaleiro! Cicloturista experiente, Jean entende perfeitamente as necessidades de um aventureiro. Ele me guiou por um city tour noturno pela cidade, cozinhou pratos maravilhosos e ainda me ajudou com tudo que eu precisava. Tivemos conversas agradáveis e super produtivas. Espero um dia retribuir o carinho no Brasil. Obrigado Jean!

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Jean Malet, orgulhoso com sua quiche. Paris. França.

Bélgica de norte a sul!

Minha passagem pela Bélgica foi rápida, porém marcante! Cruzei o país de norte a sul, entrando pela Antuérpia, passando por Bruxelas e saindo por Mons, em apenas uma semana. No entanto, tive tempo de fazer novas amizades, provar alguns pratos típicos e deliciosos chocolates e degustar vários tipos de cervejas.

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Antuérpia. Bélgica.

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Antuérpia. Bélgica.

A Bélgica possui apenas 30.528 km², pouco maior que o estado de Alagoas, e por ser relativamente plano, é possível percorrer longas distâncias em um único dia. Priorizando muito mais os pontos onde consegui hospedagem via Warmshowers, do que propriamente as distâncias a percorrer, estabeleci um roteiro lógico, onde pude passar as noites bem abrigado do frio. Sempre chegando no final da tarde ou início da noite, fazendo um city tour na manhã seguinte e viajando teoricamente na parte mais quente do dia.

Essa estratégia me colocou na casas de diferentes tipos de pessoas. Com três idiomas oficiais, holandês, alemão e francês, tive a impressão que cada casa é regida conforme seu idioma. Em algumas, fui recebido com requinte, em outras com simplicidade. Mas todos me trataram super bem! Posso dizer que o Warmshowers funcionou muito bem por aqui!

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Lisette e Werner, meus anfitriões em Antuérpia. Bélgica.

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Sr. Michel e Sra. Monique, meus anfitriões em Ghlin. Bélgica.

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Minha anfitriã Audrey. Bruxelas. Bélgica.

A língua parece influenciar os pratos também! Dos sofisticados pratos franceses, como endívia gratinada, aos purês de batata, batata frita com salsicha alemãs e ou holandesas. A regra comum são as cervejas! Com mais de 1000 diferentes marcas, cada anfitrião me recebeu com a sua favorita. Todas muito mais encorpadas que a nossa! Fortes! Robustas! Biológicas! Escuras! Claras! Enfim! Tomei cerveja pra caramba!

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Audrey, Jelena, Jorge e eu na Brasserie Cantillon. Bruxelas. Bélgica. 

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Brasserie Cantillon. Bruxelas. Bélgica.

Para quem é fã de chocolates, a Bélgica é um paraíso! O país produz 170 mil toneladas por ano! Existe um estudo que afirme que o consumo de chocolate ultrapassa os 6 kg por pessoa por ano! PUDERA! São deliciosos! Ah! Dizem que o aeroporto de Bruxelas é o lugar que mais vende a iguaria no mundo! Fica a dica para os chocólatras.

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Mons. Bélgica

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Mons. Bélgica.

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Mons. Bélgica.

Passei um final de semana em Bruxelas onde conheci Audrey. Ela já morou no Brasil quando criança, fala um português perfeito e foi uma ótima anfitriã. Visitamos a cidade, bares e fomos a uma festa e a uma cervejaria com seus amigos Jelena e Jorge.

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Bruxelas. Bélgica.

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Bruxelas. Bélgica.

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Bruxelas. Bélgica.

Infelizmente peguei muito frio e chuva na Bélgica, comprometendo o número e a qualidade das imagens. Foi uma pena! As cores de outono estão mais lindas do que nunca!

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As cores do outono na Bélgica.

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Bélgica.

Minha próxima parada promete! Sobe na garupa e vamos juntos a Paris!

 

 

Amsterdam! Uma homenagem a ela… que fez minha cabeça!!!

Sem sombra de dúvidas, Amsterdam foi a cidade mais preparada com relação ao uso da bicicleta em que o Projeto da China para Casa by Bike visitou nesses quase 3 anos de viagem. Eu sei que isso não é novidade para ninguém! Mas também sei que poucas pessoas tiveram a oportunidade de pedalar por aqui. Eu já estive em Amsterdam como turista convencional, e confesso que minha paixão pela cidade só aumentou na companhia da minha bike. Só mesmo usando, é que se pode ter a verdadeira impressão, do tamanho e da qualidade da malha cicloviária da cidade. Embora o sol apareceu apenas uma vez nos dias em que fiquei por lá, usei bastante a bicicleta. Só quando Eric e Larissa chegaram de Colônia para curtir um feriado, é que deixei a bike descansando para perambularmos juntos entre os canais, ruelas, bares e cafés, curtindo o incrível colorido do outono e de alguma forma se infiltrando no ritmo, hora lento, hora agitado da cidade.

E como mais uma vez eu estou na correria, sem muito tempo para me dedicar ao computador, cumpro com minha responsabilidade, e trago para você, algumas fotos que fiz na cidade.

Ahh!! Esse post é em homenagem a minha bicicleta, viu!! Minha parceira, que me aguenta todos os dias, mais ou menos como em um casamento, nos últimos 3 anos. Pensou que era para quem?

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Rua em que me hospedei em Amsterdam. Holanda.

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Largas ciclovias e espaço para pedestres. Amsterdam. Holanda.

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Amsterdam. Holanda.

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Todos os tipos de bike em Amsterdam. Holanda.

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Amsterdam. Holanda.

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Amsterdam, Holanda.

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Contrastando com São Paulo e as grandes cidades brasileiras, aqui o desafio é achar um lugar para estacionar a bicicleta e não o carro. Amsterdam. Holanda.

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Amsterdam. Holanda.

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Casas flutuantes em dos canais de Amsterdam. Holanda.

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Sempre uma bicicleta no detalhe. Amsterdam. Holanda.

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Amsterdam. Holanda.

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Amsterdam. Holanda.

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Larissa, Eric, nosso anfitrião Leannaert, e eu. Amsterdam. Holanda.

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Estacionamento de bicicletas da estação de trem de Amsterdam. Holanda.

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Prédio exclusivo para estacionar bike. Amsterdam. Holanda.

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Semáforo. Amsterdam. Holanda.

É tanto carinho que nem sei se mereço!

Quando coloquei a Alemanha em meu roteiro, estabeleci uma rota priorizando visitar alguns amigos que fiz na estrada. E foi por isso que passei em Kosching! Terra dos meus amigos Ronny, Edi (General) e Daniel, que pedalaram comigo no Vietnã.

Infelizmente não conseguir dar um abraço em Daniel, mas fui super bem recepcionado pelo General e sua esposa Melitta, e por Ronny, sua esposa Heike e sua filha Lisa.

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Lisa, Heike, Eu, Melitta, Ronny e Edi. Koshing – Alemanha.

Ronny, Heike e Lisa, seguem meu blog desde que nos conhecemos. E é claro que à medida que me aproximava, trocamos mais e mais emails. Ronny é mecânico de bike nas horas vagas e se candidatou a dar uma geral na minha bicicleta. O que eu não esperava foi o “patrocínio” das peças! Cabos dos câmbios, K7, coroas, pedais, corrente, gancheira e umas coisinhas mais. Ronny deixou minha bike nova! Zerada!

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Minha bike no pedestal e nas mãos de Ronny! Koshing-Alemanha.

E não foi só isso! Eles preparam jantares, passeios, fomos a restaurantes típicos, me presentearam com roupas de inverno, com uma nova bandeira do Brasil, lanterna de cabeça, já que a minha o tempo tratou de dar um fim, um monte de guloseimas para a viagem… Rapaz! Cada hora era uma coisa! Até meu estoque de remédios eles renovaram… Bateu de novo aquele sentimento que já me referi aqui tempos atrás! Uma mistura de vergonha  e orgulho! Manja? Rola um certo constrangimento com tantos presentes e ao mesmo tempo, sei que eles estão felizes em poder ajudar!

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A bandeira do Brasil me esperando no quarto de hóspedes da família Berthold. Kosching. Alemanha.

O carinho que Ronny tem por mim é tão grande que chega a surpreender. Na parede da loja de bike onde compramos as peças, tem um quadro com uma foto minha de quando pedalamos juntos no Vietnã. Olha só que legal!

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Minha foto em uma feira de rua no Vietnã na parede da loja de bicicletas em Inglostadt. Alemanha.

Ronny é funcionário da Audi. Ele me levou para conhecer a linha de montagem de alguns modelos. O tour é fascinante! Robôs de última geração, precisão em cada detalha, logística, programação… Um Audi leva 30 horas para ser montado e a cada 83 segundos um carro fica pronto! Rapaz! Fiquei encantado! Infelizmente não é permitido fotografar ou filmar…

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Heike, Ronny (orgulhosíssimo funcionário), Lisa e eu. Fábrica da Audi. Inglostadt. Alemanha.

Edi fez questão de me visitar todos os dias na casa de Ronny. Ronny e Heike prepararam deliciosas receitas típicas! E para a nossa sorte elas estarão no próximo livro! Aguardem!!!

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Ronny e sua deliciosa receita que vai estar no livro Da China para Casa by Bike!

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Lisa saboreando o segundo prato preparado pelos Bertholds.

Ronny ainda me acompanhou por 90 km até Donauworth. Um deliciosa viagem beirando o Rio Danúbio, onde pudemos matar um pouco a saudade de pedalar juntos. Com os dias de descanso, a bike tinindo, e sem os alforjes, já que Heike e Lisa vieram jantar conosco, me senti um leão em cima da bicicleta.

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Vai Lisa! Tira logo a foto!!! O sol está nos segando.. kkk! Ronny e eu prontos para pedalar juntos depois de quase 2 anos. Kosching. Alemanha.

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Ciclovia Alemã.

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Ciclovia do Rio Danúbio. Alemanha

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Sinalização padrão das ciclovias alemãs.

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Lindo pôr do sol para coroar nossa despedida. Donauworth. Alemanha.

Foi mais uma despedida dolorida e emocionante. Daquelas que você parte querendo ficar! Assim como na despedida de Marco em Ravenna, não consegui segurar as lágrimas. Gratidão, carinho, amizade! Ronny é mais do que um amigo… é um irmão que fiz na estrada!

Muito obrigado Ronny, Heike, Lisa, Edi e Melitta! Espero vocês no Brasil… ou em algum lugar nesse mundão afora!