Início do Projeto da China Pra Casa By Bike

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Kho Phi Phi, o destino mais procurado da Tailândia

Antes de começar a falar da Malásia preciso falar sobre a Ilha de Phi Phi. É o destino mais procurado da Tailândia graças a Praia de May Bay, onde foi filmado o filme “A Praia”. Eu a Cynthia tivemos ótimos momentos por lá e com certeza está entre os principais destaques da viagem. Um paraíso do qual nunca mais esqueceremos! 

Nós fizemos um passeio onde pernoitamos na Baia de May Bay, e acordar com a praia só para a gente foi sensacional! Éramos apenas 13 pessoas naquele paraíso tão procurado. A dica foi do Expert em Tailândia, Allex Ferreira, mais um ex-aluno que virou grande amigo. Confira as fotos e espere pela Malásia! Um grande abraço!

Valeu Allex! 

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A caminho de May Bay, Phi Phi Island, Tailândia.

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Chegando em May Bay, Phi Phi Island, Tailândia.

 

ÉÉÉÉ Nóóóóóiiiisssssss...

ÉÉÉÉ Nóóóóóiiiisssssss…

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May Bay, Phi Phi Island, Tailândia.

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May Bay, Phi Phi Island, Tailândia.

 

A Cynthia está indo embora… veja seu depoimento.

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Então é isso. Não tive coragem de pedir demissão para cruzar o sudeste asiático com o Aurélio, e por isso meu período de pedal foi mais curto que a vontade.  Coragem é foda.  Toda vez que penso nisso, tenho vontade de várias coisas diferentes, como pedir demissão por e-mail e também de voltar logo pra SP e fazer tudo aquilo que venho fazendo, afinal a vida tá boa sim, e time que está ganhando não se mexe.

Enfim, sou grata em ter conseguido tirar carnaval + 30 dias de ferias para poder experimentar um pouco, o que para muitos é uma verdadeira loucura: uma grande viagem de bicicleta (pelo menos para mim). Muito mais do que saber por onde pedalar, para que lado temos que ir ou onde vamos parar, esta viagem me trouxe a tona o verdadeiro significado do que é ter um irmão.

 O Aurélio sempre foi uma fonte constante de inspiração para mim e minha gratidão a ele depois dessa, aumentou exponencialmente.  Às vezes ele erra sim (como saber se vai chover, por exemplo), mas independente de qualquer coisa, ele me traz uma segurança e tranquilidade danada.  Sabe aquela musica “tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo”?  Bom, foi mais ou menos este o ritmo da minha viagem.

Quando decidi viajar pela Tailândia com o Aurélio, minha expectativa sempre foi de voltar alguém melhor do que fui.  Queria algo para mim mesmo, pode até parecer meio egoísta, mas minha procura nem era por paisagens ou ganhos culturais, apesar de tudo isso ser bem atrativo, mas sim em autoconhecimento.  Estava em busca de achar a resposta para tudo aquilo que não tinha e ainda voltar com as próximas perguntas prontas.  Objetivo arrojado, eu sempre soube.

Preciso dizer que muito mais do que meus anseios e expectativas, foi uma viagem que me ensinou muito sobre equilíbrio.   Sobre ter a humildade e tolerância para aceitar o desconhecido.   Sobre estar sempre focada, muito focada, e paradoxalmente poder manter a visão ampla, quase que infinita. Precisa-se estar em movimento  e assim oxigenar tudo aquilo que é necessário: da cabeça a panturrilha, e em especial o coração.

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 Aprendi tirar proveito da amplitude do significado de cada situação, tenha sido ela adversa ou favorável.   E o melhor, posso dizer que segui livre de tudo e ainda assim consegui manter firmemente minha perspectiva da realidade do mundo.  Mundo esse que se torna mais intrigante e especial a cada pedalada.   Talvez meu mundo tenha novas lentes agora, talvez sem miopia… talvez também seja minha euforia em cumprir a viagem até o fim.

Meu desejo de final de viagem é que o Aurélio consiga inspirar muito mais pessoas em seu caminho e que nunca perca o equilíbrio e a coragem. 

Chegou a hora de ir para casa.  Sinto que sou melhor hoje do que quando cheguei. 

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Ang Thong National Marine Park

Hoje foi dia de visitar um dos lugares mais espetaculares que já estive, o Ang Thong National Marine Park.

Este arquipélago possui 42 ilhas cobertas com vegetação típica de florestas tropicais e muitas  prainhas desertas. Este grupo fascinante de ilhas está distante cerca de 45 minutos da Ko Samui em lancha rápida. Geograficamente diferente das outras ilhas da região, as ilhas  de Ang Thong sobem do mar como paredes de rocha lapidadas dezenas de metros de altura. Além das muitas pequenas enseadas e belas praias, há erosões que moldaram algumas formações interessantes, como por exemplo, a Green Lagoon. Aqui as imagens valerão muito mais do que minha tentativa de descrever este lugar incrível.

Ang Thong National Marine Park - Ko Samui - Tailândia.

Ang Thong National Marine Park – Ko Samui – Tailândia.

Ang Thong National Marine Park - Ko Samui - Tailândia.

Ang Thong National Marine Park – Ko Samui – Tailândia.

Ang Thong National Marine Park - Ko Samui - Tailândia.

Ang Thong National Marine Park – Ko Samui – Tailândia.

Ang Thong National Marine Park - Ko Samui - Tailândia.

Ang Thong National Marine Park – Ko Samui – Tailândia.

Ang Thong National Marine Park - Ko Samui - Tailândia.

Ang Thong National Marine Park – Ko Samui – Tailândia.

Ang Thong National Marine Park - Ko Samui - Tailândia.

Cynthia curtindo a vista no Green Lagoon – Ang Thong National Marine Park – Ko Samui – Tailândia.

Ang Thong National Marine Park - Ko Samui - Tailândia.

Ang Thong National Marine Park – Ko Samui – Tailândia.

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Ang Thong National Marine Park – Ko Samui – Tailândia.

Ang Thong National Marine Park - Ko Samui - Tailândia.

Green Lagoon – Ang Thong National Marine Park – Ko Samui – Tailândia.

Ilha de Ko Samui – Crocodilos, serpentes e alguns micos

Chegamos em Ko Samui, a ilha mais bem avaliada pelos guias turísticos no Golfo da Tailândia (lado de dentro do continente).  A última parada ainda em ritmo de descanso antes de retornar ao pedal.

A ilha é conhecida por ter a maior variedade de coco do planeta e é completamente voltada ao turismo, de mini golfe a bar de gelo, encontra-se de todo tipo de entretenimento para todos os tipos de turistas “ocidentais” (nada de locais se divertindo por aqui).  Tivemos o prazer de presenciar espetáculos de tirar o fôlego e o desprazer de cair em armadilhas e enganações, e como vocês sabem, fico p. quando isso acontece. Deixa eu contar o que aconteceu…

O elefante é um dos símbolos mais tradicionais da Tailândia.  Eles estão por todo lado. Nas lojas de souvenires, nas camisetas, e também em todos os folders de passeios por aqui.  Apesar do passeio clichê, não podíamos deixar de experimentar o tal passeio de elefante.  Vou resumir se não este post var ter 200 páginas: nos venderam um passeio de elefante (tracking) de uma cachoeira a outra e mais um sh0w de elefantes no final, e o que tivemos foi um passeiozinho mequetrefe por meio de umas árvores para turista idiota ficar feliz.  Pois bem, fiquei puto,  exigi meu dinheiro de volta, e quase chamamos a polícia. Bati boca, na verdade me alterei com o funcionário. Foi um bafafá… e consegui reaver uma parte do dinheiro.

Passeio de elefante polêmico.

Passeio de elefante polêmico.

Superado o trauma do passeio de  elefante, os cartazes de shows de cobras e crocodilos nos chamaram a atenção.  Chegamos na “Crocodile Farm” e em principio nada nos surpreendeu.  Pra falar a verdade ter ido aos parques da Disney nos deixam mal acostumados…. Nada fica organizado e bonito o suficiente depois de se conhecer o mundo maravilhoso de Walt Disney.  O espetáculo do show das Orcas no Sea World por exemplo é lindo, mas não se compara com a experiência dos shows que vimos aqui.  Para se ter uma ideia a mão do instrutor de crocodilo era toda cheia de cicatrizes, lembranças de uma mordida de uma das feras anos atrás.

Que coragem!!!

Que coragem!!!

Impressionante!

Impressionante!

O cara treina o crocodilo na raça! Ali, a sensação do espetáculo é parecida com a de assistir um bom filme de suspense… você nunca sabe se o cara vai ou não sair vivo depois de enfiar a cabeça na boca do crocodilo.  Ele enfia a mão na goela do bicho e fica com ela lá, por sei lá, 10 segundos…. A Cynthia parecia que ia ter um treco… de fato uma coisa maluca difícil de explicar.  E se ele tomasse outra mordida ali?

O show das cobras foi igualmente surpreendente e aterrorizante… Os caras ficam atiçando as Najas e elas dão o bote, e eles desviam, como se estivessem brincando com a morte.  Uma picada daquelas cobras pode matar em questão de segundos…

Só pensava no Pitoco... kkk

Só pensava no Pitoco… kkk

Eu estava doido para eles me chamarem no palco, ahhh e não deu outra, pediram um candidato e lá fui eu…  kkkkk… Quase fiz nas calças! Parecia que estava congelado, nem respirava para elas não perceberem que eu estava ali.  Saí dali rapidinho com a certeza de que não quero nunca mais estar tão perto dessa serpente. Pensei logo no causo do Pitoco (mas isso é pra outra hora). Saímos dos espetáculos e não conseguíamos parar de lembrar das cenas que vimos, do perigo que os caras corriam, da falta de equipamento (os caras descalços!) e por aí vai.  Valeu muito a pena!

No começo eu estava com medo...

No começo eu estava com medo…

... depois continuei com medo!

… depois continuei com medo!

Que medo nada!?

Que medo nada!?

 

Congelou???

Congelou???

Outro passeio “mico” foi o jardim das borboletas e insetos, onde supostamente há milhares de espécies de insetos e borboletas. Fui na esperança de tirar muitas fotos, massss furada! Deve ser passeio para quem mora no Alasca que nunca viu borboleta na vida.  Nada demais.

Butterfly Garden

Butterfly Garden

Butterfly Garden.

Butterfly Garden.

Alguns episódios dos dois últimos dias de pedal

Como o vídeo que postei ontem era muito pesado, e o hotel que ficamos muito barato, levei quase a noite toda para baixar o vídeo.  Por isso vou condensar os melhores momentos do pedal de ontem e hoje:

Bando de macacos a beira da estrada.

Bando de macacos a beira da estrada.

Logo que o pedal começou, encontramos uma família toda de macacos que parecia aguardar nossa passagem… eram mais ou menos dez em cima do guardrail e só saíram dali quando cheguei bem pertinho.

Depois talvez a hora mais engraçada do dia… Paramos para almoçar em um lugar que parecia movimentado demais para ser verdade.  Os restaurantes nunca ficam tão lotados.  Passamos em frente, fizemos um sinal com a mão indicando “comida” “food” acenaram que sim… e paramos famintos. Começaram a servir comida sem a gente pedir, um monte de comida… aquilo não era normal…  Minutos depois descobrimos que era uma festa!  Nem entendemos direito de que se tratava a festa, mas tinha um cunho religioso (budista)…  Comemos muuuito e tentamos nos comunicar sem muito sucesso com os demais convidados.  Estar de bicicleta e com cara de cansado deve ter ajudado na decisão de nos convidarem….

Cynthia e eu de "bicões" na festa em homenagem a Buda.

Cynthia e eu de “bicões” na festa em homenagem a Buda.

Chegamos em uma cidadezinha já no litoral, e decidimos nos hospedar em um lugar que parecia inofensivo e barato.  Todo mundo sabe que o barato sai caro, certo?  Não deu outra!  Além da internet lastimável que já mencionei, o quarto ainda tinha um forro que a noite escutamos passos e barulhos de bichos não nos deixaram dormir (eu não, a Cynthia).  Ela fala que eram ratos, mas estou tentando convencê-la que eram esquilos. KKKK… Eram muitos!

A pousada barata que saiu caro!

A pousada barata que saiu caro!

Hoje o pedal rendeu um pouco mais e o trajeto foi mais interessante, já que estamos chegando em áreas mais turísticas.  Muitos gringos na rua e ambiente mais “internacional”…  A estradinha era bem mais tranquila e bem sinalizada que nos dias anteriores.  Pedalamos cerca de 150 km em dois dias entre Hat Chao Samram e Pak Nam Pran.

Palácio  Real Phra Ratchaniwet Marukhathaiyawan.

Palácio Real Phra Ratchaniwet Marukhathaiyawan.

Aproveitamos para conhecer um palácio real que me fizeram colocar uma espécie de saia pois não era permitido entrar de bermuda.  Os locais depois que me viram não queriam mais saber de ver o palácio, eu era a atração do lugar.  Olhem que elegância.

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