Campo de Concentração Nazista – Auschwitz

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Portão principal do Campo de Concentração Nazista com os dizeres: Arbeit Macht Frei (O trabalho libera) – Auschwitz, Polônia.

 

Foi a minha segunda visita no campo de concentração. Da primeira vez, a quantidade de visitantes e a minha pressa atrapalharam um pouco. Por isso, desta vez, cheguei ao Museu Estatal Auschwitz na hora que abriu, e sem pressa, fui visitando pavilhão por pavilhão.

Confesso que não é uma experiência agradável. Uma angústia foi crescendo dentro de mim, e pude imaginar o sofrimento, os gritos de horror, o cheiro da morte… e como da outra vez, entrei mudo e saí calado! E isso é tudo que eu tenho a dizer sobre Auschwitz, um dos lugares mais sombrios e repugnantes da história da humanidade.

 

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Paredão de fuzilamento. Campo de Concentração Nazista – Auschwitz, Polônia.

 

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Campo de Concentração Nazista – Auschwitz, Polônia.

 

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Foto dos prisioneiros – Campo de Concentração Nazista – Auschwitz, Polônia.

 

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Mais de 1,5 milhões de Judeus foram mortos durante a II Guerra Mundia (1939-1945). Corredor de um dos pavilhões aberto para visitação. Campo de Concentração Nazista – Auschwitz, Polônia.

 

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Crianças mutiladas submetidas em experimentos médicas por Josef Mengele. Campo de Concentração Nazista – Auschwitz, Polônia.

 

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Campo de Concentração Nazista – Auschwitz, Polônia.

 

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Campo de Concentração Nazista – Auschwitz, Polônia.

 

Crematório, Auschwitz, Polônia.

Crematório, Auschwitz, Polônia.

 

A frase escrita na parede está no primeiro pavilhão aberto para visitas. Auschwitz, Polônia.

A frase escrita na parede está no primeiro pavilhão (4) aberto para visitas. ” Quem não relembra o passado está condenado a repeti-lo”. Auschwitz, Polônia.

 

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Cracóvia, a antiga capital da Polônia.

A minha viagem entre a atual capital da Polônia (Varsóvia), até a antiga Cracóvia, alternou bons e maus momentos. A parte boa foram as pessoas que encontrei no caminho, o relevo relativamente plano e um leve vento a favor nos dois últimos dias. A ruim, além do céu nublado, garoa e frio, meu freio traseiro foi perdendo eficiência rapidamente, e quando cheguei a cidade, ele estava praticamente “morto”.

Conheci Cracóvia rapidamente em uma mochilão que fiz anos atrás. Chovia tanto naqueles dias que encurtei minha visita, ficando muita coisa para trás. Desta vez, tive um pouco mais de tempo, e ficando com os locais, pude sentir melhor a atmosfera da cidade.

 

Cracóvia - Polônia

Cracóvia – Polônia

 

Cracóvia - Polônia

Cracóvia – Polônia

 

Cracóvia - Polônia

Cracóvia – Polônia

 

Cracóvia - Polônia

Cracóvia – Polônia

 

Cracóvia - Polônia

Cracóvia – Polônia

Fundada em meados de 700, Cracóvia foi capital do país entre 1320 a 1596, e apesar do seu centro histórico ter sido destruídos em diversas guerras, em 1978 foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Possui aproximadamente 850 mil moradores, dos quais muitos são jovens universitários. Já foi Capital Europeia da Cultura (2000), e a enorme quantidade de turistas que recebe todos os dias, contribui para deixar suas noites bem agitadas.

O centro histórico é relativamente pequeno, com vários prédios e monumentos seculares de rara beleza. Visitar a praça do mercado, as igrejas em estilo gótico, ruelas de paralelepípedos, o bairro judeu e o Castelo Real, já poderia ser suficiente. Mas Cracóvia possui muita história! Para os religiosos, o famoso Santuário da Divina Misericórdia, onde supostamente Jesus apareceu e fez revelações para a Santa Faustina Kowalska (fato reconhecido oficialmente pela igreja católica), contribui para aumentar a quantidade de turistas. Até o lado negro da cidade, que foi capital do governo geral nazista durante a II Guera Mundial, atrai pessoas das mais diversas nacionalidade para saber e “sentir” um pouco do horror que rondou a cidade nesta faze negra da história da humanidade.

 

Típico carrinho de lanche, com o meu em cima de capô, das noites de Cracóvia, Polônia.

Típico carrinho de lanche, com o meu em cima de capô, das noites de Cracóvia, Polônia.

 

Típico lanche de Cracóvia, Polônia.

Típico lanche de Cracóvia, Polônia.

 

No único dia que fez sol, me enfurnei por 3 horas em um passeio guiado em uma mina de extração de sal nos arredores da cidade. É interessante, com diversas esculturas, igreja e restaurante a mais de 250 m de profundidade. O lado negativo foi que achei muito limpo e organizado para ser uma mina. O lugar recebe mais de 1 milhão de turistas por ano! Achei muito artificial…

Mina de Sal, Wieliczka, Polônia.

Mina de Sal, Wieliczka, Polônia.

Me hospedei na casa de Wojciech e Patrícia, um jovem e animado casal que além de hospitaleiros, me levaram para conhecer a noite da cidade. Ainda preocupado com meu freio, pois não havia encontrado bicicletaria aberta no final de semana, fui encontrar meus anfitriões em um bar. Era uma confraternização com os amigos de trabalho de Patrícia. Aí aconteceu uma feliz e incrível coincidência. Uma de suas amigas namora Arek, que é mecânico profissional de bicicleta. Bom, não precisa nem dizer que o papo rolou solto e meu mais novo amigo se candidatou para dar uma olhada no freio.

Wojciech e eu em Cracóvia, Polônia.

Wojciech e eu em Cracóvia, Polônia.

 

Arek, o cara que consertou o freio, Cracóvia, Polônia.

Arek, o cara que consertou o freio, Cracóvia, Polônia.

Na manhã seguinte, Robert, outro amigo que fiz via warmshowers, passou na casa do casal para me guiar até a casa de Arek, onde o freio foi reparado, e pedalar comigo um trecho até meu próximo destino, Auschwitz, o campo de concentração nazista que fica cerca de 75 km de distância.

O amigo Robert, Cracóvia, Polônia.

O amigo Robert, Cracóvia, Polônia.

Durante o pedal, fui me deliciando com o colorido das florestas!

 

Arredores de Cracóvia, Polônia.

Arredores de Cracóvia, Polônia.

 

A caminho de Auschwitz, Polônia.

A caminho de Auschwitz, Polônia.

Deixo aqui meus sinceros agradecimentos ao casal Wojciech e Patrícia, Arek e Robert!

 

 

Outono em Varsóvia…

Cheguei e parti de Varsóvia debaixo de chuva. Temperatura média de 8°C e um ventinho chato!

Era a minha segunda vez na cidade e confesso que não me senti muito animado para passear. Mesmo assim fui, debaixo de garoa, rever o centro velho e conhecer outros lugares que não tive tempo de fazer na minha primeira visita em 1997.

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Bicicleta estacionada na chuva na Universidade de Varsóvia – Polônia.

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Varsóvia – Polônia.

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Varsóvia – Polônia.

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Cidade Velha, Varsóvia – Polônia.

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Estádio de Varsóvia – Polônia.

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Centro Velho, Varsóvia – Polônia.

Me hospedei via warmshowers na casa de Bartek e Kaisa, um jovem casal que se conheceram viajando de bike. Uma história legal! Fiz um jantar para eles e fomos juntos a um bar da cidade onde uma amiga do casal estava fazendo uma festa de despedida. Deixo aqui meu agradecimento ao casal Bartek e Kaisa, assim como para Kasmina, outra amiga do casal, que me apresentou um delicioso prato local a base de fígado em um restaurante típico, e mesmo com chuva, topou me mostrar o Parque Lazienki, o maior parque da cidade. Deixo também um abraço carinhoso a Pawel e Boguska, outro casal do warmshowers que conheci na festa de despedida.

Obrigado a todos pelo carinho e hospitalidade!

Batek, Kaisa, Kasmina e Eu em noites de jogos de tabuleiro na casa do casal do warmshowers. Varsóvia - Polônia

Batek, Kaisa, Kasmina e Eu em noites de jogos de tabuleiro na casa do casal do warmshowers. Varsóvia – Polônia