Alaska – As últimas lembranças

Abaixo segue algumas imagens que fiz no Alaska, um lugar incrível!

IMG_3668

Exit Glacier, Kenai Fjords National Park. Seward. Alaska

IMG_3669

Exit Grlacier hike, Kinai Fjords National Park. Seward. Alaska

IMG_3691

Kenai Fjords National Park. Seward. Alaska.

IMG_3694

Exit Glacier, Kenai Fjords National Park. Seward. Alaska.

IMG_3707

Exit Glacier hike, Kenai Fjords National Park. Seward. Alaska.

IMG_3709

Kenai Fjords National Park. Seward. Alaska

IMG_3596

Seward. Alaska.

IMG_3603

Feriado de 4 de julho. Seward. Alaska

IMG_3627

Seward. Alaska.

IMG_3633

Seward. Alaska.

IMG_3638

Ovas de salmão. Seward. Alaska.

IMG_3581

Hope. Alaska.

IMG_3332

Monte Mc Kinley – 6.190 m – Denali National Park. Alaska.

IMG_3481

Monte Mc Kinley. Denali National Park. Alaska.

IMG_3506

Monte Mc Kinley. Denali National Park. Alaska.

IMG_3507

Denali National Park. Alaska.

IMG_3523

Marcos Bueno ( Bike Sutras) e eu. Encontro inusitado em Wonder Lake. Denali National Park. Alaska.

IMG_3260

Denali NAtional Park. Alaska.

IMG_3393

George Parks Hwy. Alaska.

IMG_3297

Estacionamento para Motorhome.

IMG_3275

Acampamento no Denali National Park. Alaska.

IMG_3212

Pôr do sol no Monte Mc Kinley. Denali National Park. Alaska.

IMG_3228

Acampando no Denali National PArk. Alaska.

IMG_3232

Denali National Park. Alaska.

IMG_3238

Denali NAtional Park. Alaska.

IMG_3253

Denali National Park. Alaska.

IMG_3268

Denali National. Park. Alaska.

IMG_3270

Denali National Park. Denali.

IMG_3204

Ptamigam – Ave Alaska.

IMG_3436

Alce. Alaska.

IMG_3330

Esquilo. Alaska.

IMG_3197

Renas. Alska.

IMG_3203

Lobo. Alaska.

IMG_3224

Urso marrom e sua cria. Alaska.

IMG_3146

Cozinhando a uma distância segura da barraca. Precaução contra ursos. Alaska.

IMG_3151

Frio e pernilongos. Cozinhando no Alaska.

IMG_3133

Geroges Park Hwy. Alaska.

IMG_3090

Alaska.

IMG_3167

Alaska.

IMG_3363

Homer. Alaska.

IMG_3776

Alaska.

IMG_3378

Alaska

IMG_3780

Big Lake, Alaska.

IMG_3380

Alaska.

IMG_3382

Alaska.

IMG_3389

Alaska.

IMG_3393

Alaska.

IMG_3901

Alaska.

IMG_4021

Última noite no Alaska.

 

Denali National Park – Alaska

O Denali National Park está completando 100 anos  de um importante trabalho de preservação da fauna e da flora local. O parque é uma das maiores atrações do Alaska. São mais de 15.000 km² (maior que Alemanha, Holanda e Bélgica juntos), tendo como principal cartão postal o Monte Mc. Kindley, a montanha mais alta da América do Norte com 6.190 m de altitude. O Denali é um lugar único, onde é possível conviver com animais como ursos, lobos, renas, alces e outros em seu habitat natural, depois de um treinamento comandado pelos Ranger´s (Guardas do Parque).

Lagos cercados por montanhas cobertas de gelos, rios e corredeiras de degelo cortando vales de diferentes tons de verdes e muita vida animal fazem do Denali National Park um dos lugares mais lindos que já visitei no mundo. Vale a pena conferir!

 

Entre Saint-Louis e Dakar, a despedida de Jordi e os planos futuros.

A rota entre Saint-Louis e Dakar no Senegal representou o último trecho de mais uma etapa! No caminho alcancei o primeiro grande objetivo da viagem ao atingir a marca de 40.075 km pedalados, confirmando minha volta ao mundo de bicicleta. E me deliciei com o sorriso, o colorido e a hospitalidade dos senegaleses. Esses dias também marcaram a despedida do meu fiel companheiro Jordi depois de 2 meses de convivência e cumplicidade. E, como não poderia ser diferente, comecei organizar meus pensamentos para encontrar as respostas que definirão meus próximos passos.

Seis noites em Saint-Louis e algumas sessões de massagens me deixaram melhor, mas não foram suficientes para minha total recuperação. Estava irritadiço antes de reiniciar o pedal, preocupado com as dores e a sensação de dormência que se estendia desde o ombro até o dedão. E com a possibilidade de piora, já que minhas pesquisas apontavam vento contra e estrada de terra, com trechos de areão, que certamente nos fariam descer da bicicleta para empurrar, exigindo ainda mais do ombro. Para complicar ainda mais, não sabia a gravidade e as consequências da lesão, me sentindo um burro empacado em uma encruzilhada, sem ter como decidir o meu futuro.

Graças ao exercício de pedalar, o aquecimento corporal ocasionou o “milagre” de desaparecer com as dores já nas primeiras horas, remanescendo apenas a sensação de dormência, que persiste até hoje.

Associado a isso, o contato com as pessoas e o carinho das crianças ajudaram a espantar meu mau humor. Os senegaleses, de um modo geral, são mais reservados e tímidos se comparado aos habitantes dos outros países da África que visitei. Esbanjam simpatia e, ao serem cumprimentados, expressam um dos sorrisos mais genuínos que encontrei em toda minha viagem. Mesmo as crianças mais carentes, quase nunca abordam pedindo, e quando o fazem, pedem por cadeau (presente em francês), caneta ou lápis.

IMG_2680

Cercados pela curiosidade das crianças em Saint-Louis, Senegal.

IMG_2725

Ao pararmos nas vilas sempre somos cercados de crianças. Senegal

IMG_2685

Bonjour, monsieur!!! Senegal

A vaidade das mulheres é outra característica do Senegal que me chamou atenção. Os vestidos longos e soltos, brincos de argola, pulseiras, lenços na cabeça e sobre os ombros, e o quanto mais colorido melhor, são as tendências da moda por aqui. As mulheres mais jovens usam decote e exibem sensualidade nos ombros e costas. Já as casadas quase sempre se vestem com muita discrição. Mas todas expressam um sorriso simpático, oferecendo um charme todo especial ao país.

IMG_2688

Vestir-se bem mesmo quando o trabalho é duro, é regra das senegalesas. Senegal.

IMG_2735

Senegalesas.

IMG_3149

A beleza colorida das mulheres senegalesas.

IMG_2709

Senegalesa.

Nos dois primeiros dias, pedalamos por estradas secundárias de pouco movimento, onde nos deparamos com a simplicidade do povo local em pequenas vilas, muitas espécies de aves e cruzamos a incrível floresta de baobás, árvore símbolo do Senegal. Com exemplares gigantes e dispersos, os troncos e frondas sem folhagem lembram um cenário de ficção científica.

Diferente do que acontece quando pedalo em estradas secundárias, conseguimos encontrar boa comida apesar da simplicidade dos restaurantes, que oferecem apenas o Thieboudienne como opção. Thieboudienne é o prato nacional do país com arroz, legumes e geralmente peixe, mas que também pode levar carne e frango. O arroz “pegadinho” do fundo da panela oferece um sabor especial ao prato, sendo a paixão dos senegaleses. O ponto negativo é que não vendem água gelada, fato que associado ao forte calor, exigiu resiliência. A dica, se não quiser gastar em hospedagem nas grandes cidades, é procurar ajuda nas paróquias. Como 99% do país é devoto ao islã, a minúscula comunidade católica é bastante solícita. Em Thiés, Jordi e eu demos a sorte de encontrar uma igreja e não tivemos dificuldade em conseguir um lugar para acampar com segurança.

IMG_2742

Jordi pousando para foto com os baobás ao fundo. Senegal.

IMG_2689

Jordi empurrando a bicicleta para cruzar o areão. Senegal.

IMG_2699

Puxando um ronco! Senegal.

IMG_2721

Transporte público. Senegal

IMG_2738

Thieboudienne: Prato nacional do Senegal que leva peixe, legumes e arroz.

Já no terceiro e último dia, ao nos aproximar de Dakar, enquanto vivia a expectativa de completar a quilometragem equivalente à circunferência da Terra, Jordi e eu tivemos que redobrar a atenção em uma estrada movimentada e estreita, com motoristas apressados, conduzindo uma frota caindo aos pedaços.

IMG_2750

Perto de fechar mais uma etapa. Dakar, Senegal.

IMG_2758

Periferia de Dakar. Senegal.

IMG_2761

Periferia de Dakar, Senegal.

Muitos me perguntam sobre os prós e contras em viajar acompanhado. Uma dúvida que também sempre tive antes de começar a viajar de bicicleta. Cheguei a pedir, inclusive, depoimentos para alguns cicloturistas mais experientes, para deixar na página “O pai da Matéria” (Página do meu blog que criei para ajudar a informar, dar dicas, esclarecer e mostrar outras opiniões que não a minha). Mas nunca recebi resposta.

Durante essa minha empreitada prioritariamente solitária, também tive oportunidade de viajar em dupla, em grupo e em casal, embora a única mulher tenha sido minha irmã. Pessoas com características diferentes já pegaram “carona” no meu projeto, por períodos curtos e longos. O que me levou a refletir sobre alguns pontos importantes sobre o assunto.

Não entenda como conselho, mas talvez minha experiência possa te ajudar a ponderar.

Quando se viaja em dupla ou em grupo, fica evidente as vantagens no quesito segurança, compartilhamento de tarefas e emoções, supervisão mútua, economia. Assim como combinar prioridades e interesses comuns, cumprir horários e manter o cronograma, ou ter sucesso em sites de hospedagens são alguns pontos desfavoráveis. As chances de sucesso aumentam quando o parceiro é amigo “véio”, evidente. Mas na estrada, os encontros são casuais. Embora geralmente a afinidade é imediata, sempre é bom investigar a personalidade do novo amigo.

No entanto, acredito que saber “de você” é mais importante do que saber sobre o outro.

Antes de convidar ou aceitar um convite, sempre procuro identificar o momento que estou passando. Nas fases introspectivas prefiro estar só. Tenho dificuldades em penetrar como gostaria nos meus pensamentos quando estou acompanhado. Acontece, mas exige um estado de concentração no qual me torno ausente, sem vontade de conversar e mais impaciente. Em uma fase mais efusiva, evidentemente, sou mais comunicativo, flexível, bem como aceito melhor as interferências.

Outro ponto importantíssimo é saber sobre o quanto quero interagir com os locais. Estou sentindo na prática que quanto maior o grupo, menos o contato se torna íntimo. Percebo que em países mais ricos, no qual a população é, digamos, mais fria, viajar em dupla não faz muita diferença, pois o contato já é restrito naturalmente. Nos países onde a população tem característica acolhedora, percebo mais receptividade quando estou só. Além disso, não ter com quem conversar me torna ao mesmo tempo mais receptivo e disponível.

Jordi é o parceiro que mais tempo viajou comigo. A primeira vez na Nova Zelândia, a segunda na Europa e agora na África. Apesar de sermos extremamente diferentes, conseguimos nos ajustar e nos tornamos grandes amigos. Mas nem sempre foi assim! Logo no terceiro dia, ainda na Nova Zelândia, nossas divergências, personalidades e estilo em viajar de bicicleta, me obrigou a chamá-lo para uma conversa franca, na qual debatemos nossos pontos de vista. Percebi através do tempo que Jordi se adaptou bastante ao meu projeto de viagem. Em contrapartida, consegui respeitar sua individualidade. A partir daí, conseguimos administrar nossas diferenças, aumentando a compreensão e a paciência um com o outro. O fato de termos a interação com os locais como prioridade, nos coloca em alinhamento.

img_9922

Um brinde a nossa amizade, Jordi! Obrigado por tudo e até a próxima!

Posso dizer que o destino nos uniu e que a paixão em viajar de bicicleta solidificou a nossa parceria. Seguimos diferentes, discordantes em vários pontos, mas a amizade é sólida e as chances de pedalarmos juntos no futuro é muito grande! Enquanto Jordi segue pedalando até a Gâmbia, fico em Dakar para me recuperar, definir e planejar, entre 3 opções, os meus próximos passos.

O tempo me pressiona, e a decisão precisa ser tomada em poucos dias! A saudade pede para voltar, o instinto para seguir…

O que acha que vou fazer: voltar para casa, continuar na África ou cruzar o Atlântico? E se você estivesse em meu lugar, por qual dessas alternativas optaria? Deixe sua resposta nos comentários e aguarde novidades!

Bye bye Mauritânia! Bye bye Saara! E que venham novos desafios!

Meso não me sentindo 100 % depois de alguns dias de repouso, as dores regrediram, e resolvi enfrentar a estrada novamente. Estava inseguro e me sentindo pressionado pela minha própria vontade de seguir em frente, e por Jordi, que já demonstrava inquietude e impaciência por tanto me esperar. Coitado! Quero ressaltar que meu amigo fez de tudo para me deixar confortável, demonstrando solidariedade em todos os momentos que precisei. Até massagem ele me fez! Valeu amigão! Esse momento está sendo muito mais confortável com sua ajuda! Muito obrigado! Continuo contando com você, Jordi! Aliás, quero agradecer também a todos que me mandaram mensagens e ligaram para me dar uma força! Se os recados já são legais quando estou na boa, eles se tornam ainda mais importante quando estou na pior! Obrigado galera!

Entre Nouakchott e Saint-Louis / Senegal (o próximo ponto de apoio caso eu necessitasse), teria que pedalar cerca de 275 km, sendo 50 deles em estrada sem asfalto. Trepidação, areão e pelo menos  3 noites dormindo em barraca. Tudo isso me colocava em check! Mas depois de adiar nossa partida por duas vezes, fiz um teste e senti que poderia ao menos pedalar com uma das mãos. Decidi correr o risco, contrariando as recomendações!

Com o vento sempre ajudando e relevo gentil, pude realmente poupar o lado comprometido, pedalando apenas com a mão direita no guidão na maior parte do tempo. Diferentemente da parte norte do país, o Saara ao sul da Mauritânia é mais povoado, com muitas vilas e mais pontos de apoio. Embora precários, os pequenos comércios foram suficientes para nos abastecer com água, e nos colocar em contato direto com o curioso e amistoso povo local. A vegetação é outra diferença marcante! Árvores e arbustos são abundantes, marcando a zona de transição desértica, e assim, conseguimos sempre uma boa sombra para descansar no meio do dia.

IMG_2504

Pequenas vilas no Saara. Mauritânia.

IMG_2527

Pequenas vilas no Saara. Mauritânia.

IMG_2513

Jordi recebendo o carinho do povo local. Mauritânia.

IMG_2506

Simpáticos Mauritanos

IMG_2533

Ahhh minha rede!!! Saara. Mauritânia.

Quando nos aproximamos do Rio Senegal, também conhecido por Rio do Ouro, que separa a Mauritânia e o país de mesmo nome, como em um passe de mágica, o cerrado se transformou em zona pantaneira. Nesta região do delta, junto a foz, fica o Parque Nacional Diawling, um santuário ecológico que abriga  mais de 200 espécies de aves como pelicanos, flamingos, cegonhas negras e também crocodilos, javalis e diversas espécies de peixes. Também tem muito gado pantaneiro e camelos, que certamente foram introduzidos nesta região pela população ribeirinha, devido a abundante oferta de alimentos. Existe bastante semelhança entre o parque e a região do Pantanal, inclusive com os enxames de pernilongos perto do nascer e pôr do sol. Barbaridade! Vale lembrar que a malária corre solta neste região. Fato que exige cuidado!

IMG_2525

Típica vegetação do deserto. Mauritânia.

IMG_2545

Descanso em Keur Macéne, cidade entre o deserto e o alagado. Mauritânia.

IMG_2546

Keur Macene. Mauritânnia.

IMG_2550

Ribeirinho. Parque Nacional Diawling. Mauritânia.

IMG_2554

Javali. Parque Nacional  Diawling. Mauritânia.

IMG_2557

Parque Nacional Diawling. Mauritânia.

IMG_2987

Parque Nacional Diawling. Mauritânia.

IMG_2999

Parque Nacional Diawling. Mauritânia.

IMG_3012

Parque Nacional Diawling. Mauritânia.

Se por um lado o ecossistema do parque nos distraiu depois de um longo período de seca, por outro, a estrada de chão foi arruinando minha lesão. Já tomei a decisão de parar e descansar assim que tiver oportunidade. Mas não sou apenas eu que estou sofrendo! Alguns dos meus equipamentos também padecem com a ação do tempo! Já se foram 3 anos e 4 meses de estrada meu! E muita coisa já possuía desde antes da viagem! Os equipamentos vão quebrando ou se danificando pelo simples fato de envelhecer! Muito uso! Desgaste natural! Tudo tem validade! A válvula do meu colchonete quebrou de tanto abrir e fechar! Diversos feixes dos alforjes já eram! Os alforjes estão “comendo” o alumínio na zona de contato com os racks. O fixador da bomba no quadro da bike já era! Barraca com problemas como relatei outro dia. Os pneus já muito perto da vida útil! Câmaras de ar ressecadas, muito tempo guardadas sem usar. Uma das conexões da mangueira dos freios ressecou e o óleo vazou. Estou com apenas um funcionando! Preço de viajar com sistema hidráulico! Eu sei! Mas já tinha a bike antes de viajar… e outra… saí de casa para ficar apenas 6 meses na estrada, lembra?  Pois é! Meus equipamentos vão minguando com o tempo e os riscos devem ser avaliados e levados em consideração para o planejamento da minha próxima etapa, que será definida muito em breve!

Infelizmente não consegui a qualidade desejada com relação a gastronomia na Mauritânia. Os pratos típicos são mais ou menos iguais ao Marrocos, como é o caso do cuscuz e tajine. O arroz acompanhado de frango, ou guizado de carne de ovelha ou de camelo também são muito apreciados. O suco da fruta do cactos é bem interessante e o chá com hortelã é a bebida nacional, servida depois de qualquer refeição ou simplesmente fazendo o papel do nosso cafezinho no meio da tarde.

A expectativa agora se volta para a minha recuperação completa, fato complicado que exige paciência, pois estou trabalhando com hipóteses, já que ainda não tenho um diagnóstico fechado; para Senegal, o 47° país visitado pelo Projeto da China para Casa by Bike; e pela aproximação de uma importante meta pessoal, que me orgulha, me fortalece, me motiva a seguir em frente ou me deixa pronto para voltar para casa! Aguardem novidades!

 

 

 

 

 

 

 

Fotos entre Casablanca e a linda praia de Legzira, Marrocos

As fotos abaixo contam um pouco de como foram meus primeiros 1000 km com Jordi nesta terceira carona (primeira na Nova Zelândia e segunda na Europa) que ele pega com o Projeto da China Para casa by Bike.

img_1868

Forte de Al Jadidia. Marrocos.

img_1873

Cozinha rica em frutos do mar e peixe em El Jadida. Marrocos.

img_1875

Marrocos.

img_1876

Estrada no Marrocos

img_1877

Hospitalidade Marroquina

img_1884

Linda vista mesmo em dia feio. Marrocos.

img_2882

Senhor Marroquino

img_1901

Chef orgulhoso de seu Tajine de peixe. Marrocos.

img_1904

Medina de Safi. Marrocos.

img_1913

Safi – Marrocos.

img_1962

Dura vida no campo. Marrocos.

img_1985

Medina de Mogador. Marrocos.

img_1995

Estradas do Marrocos

img_2001

Bete-papo na beira da estrada do Marrocos.

img_2906

Mulher marroquina.

img_2911

Ambulante. Marrocos.

170216-4

Jordi e eu preparando o café da manhã. Marrocos.

170216-9

Estradas do Marrocos.

170216-16

Boas lembranças do outro lado do Atlântico. Ehhh Saudade!!! Marrocos.

170216-20

Acampamento no Marrocos.

img_2053

Jordi se deliciando ladeira abaixo. Marrocos.

img_2067

Vai um cafezinho? Marrocos.

img_2072

Transportando bananas. Marrocos.

img_2074

Hora da reza. Marrocos.

img_2077

Pescaria. Marrocos.

img_2915

Padaria. Marrocos.

img_2078

O caminho no Saara. Marrocos

img_2080

Boa conversa… Marrocos.

img_2081

Da minha bicicleta. Marrocos

img_2087

A flora do semi-deserto. Marrocos.

img_2088

Filha e mãe. Marrocos.

img_2092

Acampamento na praia de Legzira. Marrocos.

img_2099

Arco de Legzira. Marrocos.

Marrocos: fortes emoções

Deserto, montanhas nevadas, lindas praias, cidades históricas, arquitetura, diversidade cultural, povo hospitaleiro, novos amigos, cheiros e sabores deliciosos e muita diversão! Minha viagem pelo Marrocos está sendo muito divertida e surpreendente!

Embora meu natal tenha sido melancólico, sozinho dendro de um quarto de hotel, meu Ano Novo não poderia ter começado melhor! Meus pais fizeram a gentileza de trazer minha filha Ana Laura, e juntos, além de comemorar seus 15 anos, passeamos pelos principais destinos do país. Uma viagem que me colocou frente a frente com as diferenças em viajar como turista convencional e de bicicleta. Acostumado a receber gentilezas quando estou com a minha magrela, estranhei um pouco o fato de não ser “mimado” pelos locais como de costume, e experimentei de maneira mais incisiva, a abordagem hiperbólica do mundo turístico na busca sedenta pelo dinheiro! Uma insistência que tira qualquer um do sério!!! Aquela velha prática da barganha do mundo árabe… e o vender a qualquer custo! Qualquer coisa!

img_4018

Passeio em família. Deserto do Saara. Merzouga. Marrocos.

O deserto do Saara é uma das principais atrações do Marrocos, ocupando grande parte do seu território. Para chegar até as dunas de areia é preciso cruzar o país e chegar bem pertinho da fronteira com a Argélia, atravessando a cordilheira Atlas ou Rif, que se estende por mais de 2400 km entre o oceano e o deserto. A montanha mais alta da cordilheira é  a Jbel Toubkal, com 4 167 m acima do nível do mar, a segunda mais alta da África, perdendo apenas para o Kilimanjaro na Tanzânia. Nesta época do ano, os picos mais altos estão nevados, deixando a paisagem ainda mais bonita!

Os Berberes são o povo do deserto. Nômades, vivem principalmente da criação de camelos e do turismo, explorando desde os fósseis da região até excursões para os entusiastas que desejam passar a noite debaixo do incrível céu estrelado do Saara. Acompanhar o pôr do sol, e as sutileza das mudanças de cores das dunas é imperdível.

img_1548

Deserto do Saara. Merzouga. Marrocos

img_1611

Deserto do Saara. Merzouga. Marrocos.

img_1639

Os berberes no deserto do Saara. Merzouga. Marrocos.

img_1650

Crianças berberes vendendo fósseis e souvenires. Saara. Merzouga. Marrocos

img_4026

Passeio de camelo nas dunas do Saara. Merzouga. Marrocos.

img_4055

Por do sol no Saara. Merzouga. Marrocos.

img_1588

Instituto Berbere em prevenção a língua e cultura berbere. Merzouga. Marrocos.

img_1518

Cordilheira Atlas. Marrocos.

img_1519

Estrada marroquina em direção as Cordilheiras Atlas.

img_1831

Cordilheira Atlas. Marrocos.

img_1786

Cordilheira Atlas. Marrocos.

img_1774

A fauna da Cordilheira Atlas. Marrocos.

img_1757

Azrou. Marrocos.

img_1837

Cordilheira Atlas. Marrocos.

img_2670

Marrocos

Chefchaouen, a cidade azul, situada no norte do país, nas encostas da cordilheira, é outro ponto muito visitado do Marrocos. Fundada em 1471 para tentar impedir a invasão portuguesa no continente africano, a cidade acabou virando refúgio dos judeus a partir de 1930. Existe muitas teorias para explicar o azul, entre elas, que espanta mosquitos. No entanto, a teoria mais aceita é que os judeus, para preservar a tradição sagrada das roupas dos reis do Antigo Testamento, resolveram reverenciar o azul, fazendo da pacata cidade a “extensão do céu”. O número de judeus da cidade é bem pequeno nos dias de hoje, mas os habitantes ainda seguem a tradição, pintando as fachadas, ruelas e escadarias em diferentes tons de azul.

Chefchaouen passou a ser ponto obrigatório para os “malucos”. Dizem que o haxixe da região é um dos melhores do mundo!

img_1149

Chefchaouen. Marrocos.

img_1180

Chefchaouen. Marrocos.

img_1171

Chefchaouen. Marrocos.

img_1170

Chefchaouen. Marrocos.

As grandes cidades como Fez, Casablanca, Rabat (capital), Marraquexe e Tanger, possuem como principal atração os palácios reais, as grandes mesquitas e a Medina. Medina é o nome do bairro mais antigo da cidade. Toda cidade tem a sua, que geralmente é cercada por grandes muralhas que no passado serviam de fortificações. A dica é se hospedar dentro das muralhas em um Riad, nome dado aos pequenos hotéis tipo pousada. Geralmente administrado por famílias que também habitam o local.

As Medinas são verdadeiros emaranhados formados por ruelas, escadarias e becos que exigem bastante do senso de direção. Certamente você vai se perder dentro dela. Então, procure guardar o nome de um ponto de referência como uma mesquita, o nome do hotel ou um dos grandes portões das muralhas Todos os portões possuem nomes. E não se preocupe, há sempre um guia para te levar de volta em troca de alguns trocados.

Além da arquitetura genuína, as Medinas possuem identidade única, um comércio vibrante, onde turistas e locais se espremem em meio a carroças, motos e bicicletas em um agitado frenesi. Em geral, parecem desorganizadas, mas existe os Souks, setorizando diferentes áreas do comércio como vestimenta, especiarias, restaurantes e souvenir por exemplo.

img_4136

Medina de Fez. Marrocos.

img_4141

Riad em Fez. Marrocos.

img_1406

Fez. Marrocos.

img_1427

Curtume em Fez. Marrocos.

img_2648

Fez. Marrocos.

img_2646

Fez. A maior medina do mundo árabe. Marrocos.

img_1409

Medina. Fez. Marrocos.

img_4119

Mesquita Hassan II. Casablanca. Marrocos.

img_1308

Feira livre na Medina de Casablanca. Marrocos.

img_1299

Casablanca. Marrocos.

img_1695

Marraquexe. Marrocos.

img_1108

Marraquexe. Marrocos.

img_1283

Rabat. Marrocos.

img_1275

Rio Bouregreg. Rabat. Marrocos.

img_1277

Medina de Rabat. Marrocos.

Viajar de bicicleta pelo centro-norte do Marrocos é bastante excitante, com paisagens de tirar o fôlego! Geralmente o trânsito é moderado, mas as pistas sem acostamentos, as curvas nas regiões de montanha, a frota antiga e motoristas agressivos exigem muita atenção. As vilas ou cidades são frequentes, e os marroquinos estão sempre dispostos a ajudar, seja com um simples copo de água, passando por um prato de comida e até um lugar para passar a noite. Carente de saneamento básico, o povo do interior é muito simples, vivem quase que exclusivamente da produção rural de subsistência, calcado por grandes latifúndios de plantação de trigo, soja e milho, fazendo algum dinheiro com o excedente da produção. Os mais afortunados possuem pequenos comércios ou industrias de manufaturas que exploram a matéria prima local. Pequenas fábricas de azeite,pão, especiarias, tapetes, panelas de barro, artesanato são alguns exemplos.

img_1794

Estadas do Marrocos.

img_1792

Marrocos.

img_1233

Marrocos.

img_1220

Estradas do Marrocos.

img_1252

Estradas do Marrocos.

img_1036

Mulher marroquina vendendo hortaliças em feira livre. Chefchauoen. Marrocos.

img_2598

Mulher do campo. Marrocos.

img_1081

Tear. Marrocos.

img_1249

Mulher do campo II. Marrocos.

img_1219

Hospitalidade local. Marrocos.

img_1235

Pão fresco o dia todo. Marrocos.

img_2654

Um dos símbolos da superstição marroquina.

img_1836

Mulher do campo III. Marrocos.

A diversidade gastronômica do Marrocos é incrível! Quase sempre rústica, com carnes variadas, peixes e vegetais, o país se orgulha do cuscuz (sêmola de trigo), e do tajine. Na verdade tajine é o nome da panela em forma de vulcão, geralmente de cerâmica, que dá nome ao prato servido com uma carne e vegetais. O tajine de cordeiro é o meu preferido.

Os restaurantes de beira de estrada possuem um açougue agregado que servem os dois pratos típicos e também churrasco. Os miúdos como fígado, coração e rins também são muito apreciados. Você escolhe a parte que quer assar, compra por peso, e é adicionado uma taxa para preparar. Um quilo de carrê de cordeiro sai em torno de US$ 7.

O Harira é uma sopa de grão de bico, o Maticha, espécie de omelete que pode levar queijo, tomate ou embutidos, também são muito populares, assim como os peixes e frutos do mar, que podem ser encontrados, fritos, empanados ou na brasa.

Nas casas a comida é geralmente servida em um único prato. O pão acompanha todas as refeições, fazendo o papel dos talheres, que são encontrados apenas em restaurantes mais sofisticados. Embora o país seja o paraíso das especiarias, o cominho é predominante em todos os pratos. Até ovo cozido é “xunxado”  no cominho em pó. Embora os pratos não sejam picantes, o molho de pimenta chamado Harissa acompanha tudo, sempre servido separadamente.

Todas as refeições são acompanhadas de chá, que no geral são de hortelã e bem doce. Por ser um país muçulmano não é comum encontrar bebida alcoólica por aqui. As frutas secas, nozes e castanhas, verduras e hortaliças são abundantes. O quilo de tâmaras custa em média US$ 2,5. Nem preciso falar que caio matando, né? kkk As frutas também são deliciosas, com destaque para a maça, pêra tipo portuguesa e as minhas favoritas mexericas. Ual! São deliciosas!!! Lembra as da minha infância no sítio dos meus avós.

img_1833

Típico restaurante de beira de estrada. Marrocos.

img_1298

Comendo um peixinho. Marrocos.

img_1265

Tajine de cordeiro. Meu prato favorito. Marrocos.

img_1226

Tajine. Marrocos.

img_1140

Fábrica de panela Tajine. Marrocos.

img_1054

Jantando com amigos em Tanger. Marrocos.

img_1040

Cozinha típica de restaurante do Marrocos.

img_1278

Vendedor de pimenta. Rabat. Marrocos.

img_1846

Comida de rua. Marrocos.

img_1851

Jantar com a família de Yacine, membro do warmshower. Sale. Marrocos.

Nesta época do ano a produção de azeite de oliva está a todo vapor! Geralmente são as mulheres que debulham as azeitonas do pé com longas varas, na base da pancada. Daí, os frutos são recolhidos e enviados para pequenas fábricas ou para moendas movidas por animais. O quilo da azeitona sai por US$ 2, e o azeite USS 6 o litro. Estou abusando do azeite, azeitonas e um queijo tipo coalhada vendido por mulheres na beira de estrada. Delícia sem fim!

img_1208

Mulher colhedora de azeitonas. Marrocos.

img_2612

Colhendo azeitonas. Marrocos.

img_1214

Moenda de azeitonas. Marrocos.

img_1679

Azeitonas do Marrocos.

img_2591

Vendedora de queijo. Marrocos.

img_1110

Queijo tipo coalhada. Marrocos.

Mesmo ao nível do mar, as temperaturas durante a noite são baixas, exigindo proteção. Em algumas noites, dormi em restaurantes de beira de estrada, aproveitando da hospitalidade do povo local. Chove pouco nesta época do ano, os ventos são relativamente fortes e mudam bastante de direção.

img_1258

Restaurante onde passei a noite atrás do balcão. Marrocos.

img_1285

Restaurante onde montei minha barraca para passar a noite. Marrocos.

Ainda em Tanger, conheci Leighton, um canadense, e no nosso primeiro dia de pedal, cruzamos o inglês Luck, escalando a primeira grande subida em território marroquino. Todos com planos bem parecidos, seguimos juntos nos primeiros dias. Nos entrosamos bem, mas como estava indo encontrar a minha família me separei precocemente dos amigos. Lucas chegaria em Marraquexe e voltaria para casa. O canadense, voltou para a França, e infelizmente fiquei sabendo que teve a bicicleta roubada. Um duro golpe para o garoto que tinha ambição de chegar ao sul da Croácia.

img_1175

Leighton, eu e Lucas, tomando chá em Chefchaouen. Marrocos.

img_1245

Leighton, Lucas e eu recebendo o carinho do povo local em uma fazenda onde passamos a noite. Marrocos.

img_1127

Leighton e Lucas descansando depois de longa escalada. Marrocos.

img_1118

Eu e meus amigos ajustando a rota em casa abandonada onde passamos a noite. Marrocos.

Agora minha férias acabou! Curti tudo que pude, claro, querendo mais! Ainda posso sentir o cheiro de todos! E isso me alimenta! Me sinto com as baterias carregadas para enfrentar, ou melhor, curtir 2017 de maneira intensa! Meu coração está pronto para as emoções!

Já renovei meu passaporte, e o visto da Mauritânia, meu próximo destino, estréia meu novo documento. As atenções agora se voltam aos preparativos para enfrentar um dos grandes desafios do projeto Da China para Casa by Bike até aqui. Para chegar a Mauritânia será preciso desbravar o maior deserto do mundo, o Saara. Mas antes disso, ainda tem um longo trecho de Marrocos até chegar lá! A boa notícia é que meu velho e companheiro Jordi, o catalão que já pedalou comigo na Nova Zelândia e Europa, está chegando para me acompanhar por mais um trecho.

img_1844

A vice-cônsul, Sra. Silvia Ali e Khalid, com meu novo passaporte. Mais uma vez muito bem tratado em uma embaixada. Rabat. Marrocos.

img_9965

Welcome Jordi! The Saara is waiting for us! Bem vindo Jordi! O Saara nos espera!

Esse é o meu primeiro post do ano. Aproveito a oportunidade para desejar um ótimo 2017 a todos, e dizer que a sua visita no blog, as curtidas, os recados e mensagens, continuam sendo um grande combustível para eu seguir em frente!

Para me ajudar um pouco mais, da um clik no botão de seguir aí do blog! Fica lá em cima, a direita! Convida um amigo! Tenho como objetivo para esse ano, melhorar a propagação da minha aventura.

Muito obrigado e vamos juntos, de peito aberto, com ou vento a favor, ou não, para o melhor ano de nossas vidas! INSHA’ALLAH (em árabe: esperança em um acontecimento; se Deus, ou Alá, quiser).

Lisboa: o ponto final!

Lisboa foi a última cidade visitada pelo Projeto da China para Casa by Bike na Europa. Foram mais de 180 dias no velho continente, incluindo a primeira passagem no Leste Europeu. Era a minha terceira visita na cidade, e desta vez, mesmo sendo a mais curta, foi a melhor! Não tive a oportunidade de ir as principais atrações turísticas, nem de voltar a alguns restaurantes ou conhecer outros tantos… nem mesmo fui a Belém comer um pastel! Não fui ao Jõao do Grão, um dos restaurantes favoritos do meu mais português dos parentes, meu querido Tio João Caetano… e também não escutei fado! Mas por outro lado, a bicicleta, esse meio de transporte incrível, me colocou em contato direto com os lisboenses, me dando a oportunidade de ver a cidade através da ótica dos moradores locais, seus pontos de vistas, como pensam e vêem a cidade, e conhecendo seus lugares favoritos.

Fiquei hospedado na casa de Gonçalo Peres via warmshowers. Sempre disposto a ajudar e disponível, Gonçalo me ajudou com os preparativos para deixar a Europa, me levou a um show de uma banda popular, por um tour na cidade e fez questão de me apresentar alguns pratos típicos para ajudar o meu projeto.Enveredamos por vários assuntos em longas conversas interessantes, onde tive a oportunidade de aprender bastante com o novo amigo.

img_0947

Lisboa – Portugal.

img_0966

Castanhas portuguesas. Lisboa – Portugal

img_0967

Atenção a TV do bar. É hora de Benfica x Sporting. Lisboa – Portugal.

img_0973

Lisboa – Portugal.

img_0974

Lisboa – Portugal.

img_0975

Lisboa – Portugal.

img_0977

Simpatia dos lisboenses. Lisboa – Portugal.

img_0985

Lisboa – Portugal.

img_0986

Lisboa – Portugal.

img_0987

Delícias de Lisboa. Portugal.

img_0988

Lisboa – Portugal.

img_0989

Bob Marley em Lisboa – Portugal.

img_0990

Mosaico de Amália Rodrigues. Lisboa – Portugal.

img_0999

Sandra e Gonçalo. Meus amigos portugueses. Lisboa – Portugal.

img_1003

Lisboa – Portugal.

Agora a aventura toma outros rumos! Depois do Sudeste Asiático, Oceania, parte da Ásia Central e Oriente Média, totalizando 44 países e mais de 36.600 km pedalados, o Projeto da China para Casa by Bike volta para a África. Depois de Egito e Tunísia, te convido mais uma vez a subir na minha garupa, e seguir comigo para o Marrocos.