Nouakchott – Capital da Mauritânia

Devido a uma forte contratura muscular na região cervical que se estendeu até o ombro, acabei ficando uma semana em Nouakchott. Fui ao hospital, tomei algumas injeções, e comprei uma batelada de remédios. Com fortes dores, não tive ânimo para passear como normalmente faço ao visitar uma cidade pela primeira vez. Fiquei a maioria dos dias dentro do quarto do hotel, descansando, fazendo alongamento e desafiando minhas limitações tecnológicas. Finalmente, baixei o Movie Maker no computador e resolvi, depois de muito relutar, a aprender editar vídeos. Desci dos tamancos da excelência, vesti as sandálias da humildade, e resolvi publicar abaixo, meu primeiro vídeo editado, com imagens que fiz  durante uma tarde e quando estava deixando a cidade.

Me atrapalhei bastante nos comandos, teve coisas que não consegui deixar como eu queria, e para ser sincero, me parece que quando subi o vídeo no youtube, o japonesinho que mora dentro do meu computador, mudou algumas configurações. kkkk

Mas agora é tarde demais!!! A internet aqui é muito lenta! Este vídeo levou 6 horas baixando… e não vai rolar baixar de novo! Peço desculpas aos mais exigentes e prometo melhorar nos próximos.  Afinal, a prática é que leva a perfeição! É ou não é! Faça como eu, seja tolerante e confira como Nouakchott é fervilhante, colorida, caótica! Surpreenda-se!

 

Portugal, o último país visitado na Europa.

Minha passagem por Portugal durou apenas 10 dias, infelizmente! Tinha planos audaciosos, mas tive que sacrificá-los em virtude do tempo de permanência na Europa. Cheguei em Portugal na véspera da data limite de saída! Era preciso correr, pois não sabia direito quais as retalhações que sofreria na migração. Já havia feito algumas pesquisas com várias informações diferentes. Multa, proibição de voltar a Europa temporária ou definitivamente, e até extradição. Essas eram algumas das possibilidades que me deixavam preocupado. Por outro lado, achei relatos de pessoas que não tiveram problemas. Sabia que estava infringindo uma lei importante, no entanto, apostava no bom senso, sorte e principalmente na impressão que o tamanho da minha viagem já vem causando nas pessoas. Os números da minha aventura se transformaram em um aliado muito interessante. Percebo um certo respeito e admiração por onde passo e com isso as pessoas parecem mais dispostas a ajudar. E sinceramente, apostei todas as minhas fichas nesse quesito. Sabia que de alguma forma esses números ajudariam em um momento delicado como esse. Mas ao mesmo tempo, sabia que quanto mais tempo eu permanecesse irregular, menor seria a tolerância.

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Fronteira entre Espanha e Portugal.

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Pedrogão de São Pedro. Portugal

Entrei em Portugal por uma cidadezinha chamada Aldeia da Ponte. E logo comecei a receber o carinho e a hospitalidade dos patrícios, via couchsurfing, warmshowers e até mesmo em encontros imprevisíveis. Um deles foi bem inusitado!

Vinha subindo a encosta de um grande desfiladeiro depois de cruzar uma barragem no sopé do vale. O sol já vinha baixo, com seus raios não sendo mais capazes de vencer as altas montanhas. O frio começava a açoitar e enquanto vencia metro por metro aquela dura subida, elaborava em minha cachola uma estratégia para passar a noite. Investiguei um casarão abandonado na beira da estrada. Tinha condições razoáveis, mas o susto que levei com um pássaro me “dando um rasante”, pareceu-me um presságio! Resolvi seguir em frente!

Um pouco mais acima, parei uma camionete com um típico Sr. do campo, com cara de poucos amigos, chapéu “tolado”(como dizemos no interior, que significa que o chapéu está socado na cabeça), um cigarro na mão que segurava o volante, e um bigodão branco com pontas amareladas, escondendo uma acarda dentária irregular, impregnada de nicotina. Cumprimentei-o!

_ Boa tarde! Procuro um lugar para passar a noite. Sei que vai chover e gostaria de colocar a minha barraca em um lugar coberto. Um barracão, garagem ou coisa assim…

_ Por aqui não há! Disse o velho, acelerando sua sofrida camionete, e arrancando morro acima! Me cobrindo com uma fumaça preta e fedorenta!

O velho foi tão rápido e rude, que demorei um pouco para assimilar o golpe!Dei umas tossidas,  tomei um gole de água e continuei… ainda tentando entender a indelicadeza do velho.

Rapaz! Eu não andei 200 m. Ainda podia sentir em minhas narinas aquela fumaça preta. Duas mulheres passeando com os cachorros… vinham descendo o morro, aparecendo na mesma curva que o velho desaparecia. Notei o momento que elas o cumprimentaram, tentando controlar os cães que bradavam contra o veículo. Um pensamento maldoso veio à minha mente! Toma velho! Pega eles cão! Me controlei e exorcizei o pensamento na mesma fração de segundo.

Com a minha aproximação, elas pararam fora da pequena estrada, segurando os cães com cuidado, esperando que eu passasse. Sorriram ao mesmo tempo que acenaram a mão, com um sorriso antagônico ao do velho. Por um instante, devido ao encontro recente, exitei em perguntar! Mas mudei de ideia! De novo na mesma fração de segundos…

_ Nós já acomodamos outro ciclistas por aqui. Temos um quartinho com uma lareira, e você também pode tomar um banho quente!

Enquanto escutava a resposta, parecia não acreditar… Em 200 m duas respostas completamente diferentes! Pensei bastante sobre isso! Janice e Leola são mãe e filha. Inglesas que vivem já a 4 anos em Portugal. Super simpáticas, me ofereceram o jantar, café da manhã e frutas secas, tangerinas e vinho para eu levar comigo. Foi um encontro legal! Muito boa conversa!

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Leola, Janice e eu. Ameixal. Portugal

Num outro dia, estava mais uma vez na boca da noite quando parei no restaurante Zé Galante. Precisava de água. A D. Lurdes me atendeu com tanto carinho que além da água, me ofereceu um prato de sopa e um dos quartos da pousada para eu pernoitar.

Em Mouriscas tive um outro encontro super legal! Era hora de comer algo e resolvi pedir informação para um rapaz que tomava um sol, sentado na mesa em frente a um bar. Ele acabou me levando para um restaurante de amigos. Conversa vem, conversa vai, os meninos acabaram me oferecendo um sanduba e umas cervejas. Bate- papo descontraído e divertido!

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Jorito, eu, Tiago e Raquel. Mouriscas. Portugal

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Rio Tejo. Abrantes. Portugal.

Houve outros vários encontros. Como com os meninos do Clube de futebol de Tramagal, os meninos do colégio agrícola, a dona do café que fez questão de me oferecer um café com leite e uma broa…. no entanto, de todos os amigos que fiz em Portugal, foi com Gonçalo de Lisboa que rolou a maior identificação. Além de me hospedar, Gonçalo veio ao meu encontro para chegar comigo em Lisboa. Foi um dia de pedal bem legal, com sol forte, ótima comida e estradinhas secundárias perfeitas para pedalarmos lado-a-lado. Conversamos bastante!

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Gonçalo e eu a caminho de Lisboa. Portugal.

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Meu primeiro bacalhau em Portugal.

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Cegonhas. Portugal

Agora é preparar e organizar a minha saída da Europa e torcer para que tudo corra bem! E enquanto isso, lógico, fazer uma rápida visita em Lisboa.

 

 

Espanha

Minha primeira parada na Espanha não poderia ter sido melhor! Fui hospedado por Maria e Zigor em Aretxabaleta, uma pequena cidade no norte da Espanha que fica espremida em meio a um lindo vale montanhosos. Cruzei duas vezes com o casal. A primeira na Tasmânia e depois na Nova Zelândia. A história do nosso primeiro encontrou quase se transformou em uma tragédia. Fui recebido por um membro do warmshowers e quando estava levantando acampamento para partir, eles chegaram. Foi um encontro rápido, pois logo depois parti! Só no segundo encontro, quase 2 meses depois, onde compartilhamos um jantar e boas conversas em outro warmshowers, foi que soube do que havia acontecido naquele dia. Um forte incêndio ocorreu na floresta nas cercanias, e com a mudança repentina da direção do vento, o fogo voraz, exigiu muito empenho dos moradores para ser controlado.

Maria e Zigor viajaram de bicicleta por mais de 3 anos. Agora, Maria está grávida, e o casal aguarda ansiosamente a chegada do bebê para quem sabe, cair na estrada novamente. Enquanto isso, eles vão recebendo visitas! Enquanto estive com eles, conheci dois casais de amigos. Um deles, já viajam de bicicleta por 8 anos!

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Aitor e Laura (8 anos viajando de bike), Eu, Maria e o bebê e Zigor. Um encontro com muita conversa e descontração. Aretxabaleta. Espanha.

Usufruindo do conforto que meus amigos me proporcionaram, tive tempo de refazer os cálculos e reajustar meu roteiro em direção a Portugal. Definitivamente, os 90 dias de permissão de permanência na Europa passou a ser um grande problema! Com isso, no primeiro instante abortei a viagem pelo Caminho de Santiago de Compostela. Apenas fiz alguns trechos do Caminho que coincidiram com o meu trajeto. Essa volta levaria no mínimo 10 dias a mais! Alguns dias mais tarde, ainda abortei minha ida para Porto (Portugal), rumando direto para Lisboa.

Fiquei mais triste com o Porto do que com Santiago de Compostela. Eu gostaria de fazer o caminho de Santiago andando, acho mais original! Já a cidade do Porto, é uma cidade que já conheço e gosto bastante!  Vai ficar para a próxima!

Segui na Espanha em direção a Portugal alternando grandes cidades e pequenas vilas, margeando a auto-estrada na pacata e monótona rodovia N1, ou me aventurando por caminhos secundários quase sempre de terra. A essa altura, o número de quilômetros pedalados por dia passou a ter prioridade máxima! Não foram raros os dias que fiz mais de 100 km.Depois de um dia de chuva, me deparei com um lamaçal que ficou ainda mais pegajoso com as folhas das árvores se precipitando devido ao outono. A cada poucos metros tinha que parar para limpar as engrenagens e os espaços entre os pneus e o para-lamas. A massa pegajosa e escorregadia e o peso da bike dificultaram muita a minha transposição.

Quase sempre, cheguei em meu destino já na boca da noite. Uma parte da manhã seguinte era reservada a um tour na cidade pernoitada, e sentava o pé para ir o mais longe possível no período da tarde! Sempre contando com a ajuda dos sites de hospedagem ou contando com a sorte do “Deus dará” para achar um lugar para armar a barraca.

A sorte colocou algumas pessoas em meu caminho que facilitaram um pouco minha vida! Uma delas foi uma brasileira gente fina que conheci em um restaurante na beira da estrada. Jose ativou sua rede de contatos e encontrou Paula, outra brasileira que vive em Salamanca. Ela não estava em casa, mas me deixou nas mãos de seu marido Joaquim, que foi super hospitaleiro!

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Rápido encontro com a brasileira Jose. Espanha.

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O simpático amigo Joaquim. Salamanca. Espanha.

Outro encontro interessante foi com o francês Nicolas, que viaja de bike com um cachorro e três pranchas de surf! Uma figura! Temos uma boa parte do roteiro em comum e quem sabe nos encontraremos lá na frente!

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Eu, Nicolas e seu cachorro! Um breve encontro na beira da estrada. Espanha.

Carlos Roa foi outro amigo interessante que fiz via site de hospedagem. Além de me instalar confortavelmente em sua casa, agilizou um tour, uma visita ao mais típico restaurante da cidade e ainda uma entrevista no jornal que circula na região de Burgos.

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Eu e Carlos em Miranda de Ebro. Espanha.

O tempo deu uma firmada e sempre que não consegui hospedagem acampei. A temperatura durante as noites nunca foram menores que 5°C, porém, muito úmidas.

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Levantando acampamento em Villa Mediana. Espanha.

Infelizmente o ritmo do passeio na Espanha não foi como eu gostaria. Se tivesse mais tempo certamente aproveitaria mais! Mesmo assim, teve muita coisa legal! Abaixo segue algumas fotos que ajudam a contar um pouco de como foi esses caminho.

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Vitória. Espanha.

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Vitória. Espanha.

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Caminho de Santiago de Compostela.

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Caminho de Santiago de Compostela. Espanha.

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Miranda do Ebro. Espanha.

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Vilas ao lado da estrada N-1. Espanha.

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Famosa Catedral de Burgos. Espanha.

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Rio Arlazón. Espanha.

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Ainda existe animais silvestres por toda a Europa. Espanha.

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Canal de Castilla. Espanha.

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Eu e David, warmshoers, em Valadoli. Espanha.

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Salamanca, logo de manhãzinha. Espanha.

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Salamanca. Espanha.

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Salamanca. Espanha.

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Salamanca. Espanha.

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Final de tarde nas vilas espanholas. As chaminés começam a trabalhar para ajudar a elevar a temperatura e a preparar o jantar. Espanha.

Ainda com pressa…. é bicicleta né bicho?! Por mais que você corra, nunca é muito rápido, não é verdade? Por isso consegui provar e matar a saudade da gastronomia espanhola. Porco, cabrito, coelho, peixes e é claro, muitos embutidos como salames, copas, lombos e é claro o Jámon…

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Um primiado vinho branco de Castilla Y León, presente de Carlos Roa. Miranda de Ebro. Espanha.

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Atum e anchovas com pimentão.

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Dobradinha de porco.

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Sobremesa típica da região Castilla e León. Espanha.

Ainda na correria, vamos juntos desbravar o último país do continente europeu em que o Projeto da China para Casa by Bike vai visitar! Portugal, aí vamos nós! Hora pois!!!!

 

 

Bélgica de norte a sul!

Minha passagem pela Bélgica foi rápida, porém marcante! Cruzei o país de norte a sul, entrando pela Antuérpia, passando por Bruxelas e saindo por Mons, em apenas uma semana. No entanto, tive tempo de fazer novas amizades, provar alguns pratos típicos e deliciosos chocolates e degustar vários tipos de cervejas.

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Antuérpia. Bélgica.

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Antuérpia. Bélgica.

A Bélgica possui apenas 30.528 km², pouco maior que o estado de Alagoas, e por ser relativamente plano, é possível percorrer longas distâncias em um único dia. Priorizando muito mais os pontos onde consegui hospedagem via Warmshowers, do que propriamente as distâncias a percorrer, estabeleci um roteiro lógico, onde pude passar as noites bem abrigado do frio. Sempre chegando no final da tarde ou início da noite, fazendo um city tour na manhã seguinte e viajando teoricamente na parte mais quente do dia.

Essa estratégia me colocou na casas de diferentes tipos de pessoas. Com três idiomas oficiais, holandês, alemão e francês, tive a impressão que cada casa é regida conforme seu idioma. Em algumas, fui recebido com requinte, em outras com simplicidade. Mas todos me trataram super bem! Posso dizer que o Warmshowers funcionou muito bem por aqui!

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Lisette e Werner, meus anfitriões em Antuérpia. Bélgica.

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Sr. Michel e Sra. Monique, meus anfitriões em Ghlin. Bélgica.

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Minha anfitriã Audrey. Bruxelas. Bélgica.

A língua parece influenciar os pratos também! Dos sofisticados pratos franceses, como endívia gratinada, aos purês de batata, batata frita com salsicha alemãs e ou holandesas. A regra comum são as cervejas! Com mais de 1000 diferentes marcas, cada anfitrião me recebeu com a sua favorita. Todas muito mais encorpadas que a nossa! Fortes! Robustas! Biológicas! Escuras! Claras! Enfim! Tomei cerveja pra caramba!

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Audrey, Jelena, Jorge e eu na Brasserie Cantillon. Bruxelas. Bélgica. 

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Brasserie Cantillon. Bruxelas. Bélgica.

Para quem é fã de chocolates, a Bélgica é um paraíso! O país produz 170 mil toneladas por ano! Existe um estudo que afirme que o consumo de chocolate ultrapassa os 6 kg por pessoa por ano! PUDERA! São deliciosos! Ah! Dizem que o aeroporto de Bruxelas é o lugar que mais vende a iguaria no mundo! Fica a dica para os chocólatras.

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Mons. Bélgica

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Mons. Bélgica.

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Mons. Bélgica.

Passei um final de semana em Bruxelas onde conheci Audrey. Ela já morou no Brasil quando criança, fala um português perfeito e foi uma ótima anfitriã. Visitamos a cidade, bares e fomos a uma festa e a uma cervejaria com seus amigos Jelena e Jorge.

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Bruxelas. Bélgica.

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Bruxelas. Bélgica.

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Bruxelas. Bélgica.

Infelizmente peguei muito frio e chuva na Bélgica, comprometendo o número e a qualidade das imagens. Foi uma pena! As cores de outono estão mais lindas do que nunca!

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As cores do outono na Bélgica.

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Bélgica.

Minha próxima parada promete! Sobe na garupa e vamos juntos a Paris!

 

 

E na Alemanha eu vou… de abraços em abraços!

Depois que me despedi de Ronny e sua família, meu foco mudou, e passei a pedalar forte para encontrar Eric e Marc, que pedalaram comigo na Grécia e na Turquia. Eles vivem em Colônia, e para abraçá-los, foram sete dias de pedal por ciclovias cruzando vilas, cidades, castelos, fazendas e bosques ao longo de dois dos mais importantes rios da Europa, o Danúbio e Reno.

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Marc, eu e Eric em Colônia. Alemanha.

Pedalai pelas ciclovias nacionais alemã número 6, 9, 5 e 8, que em muitos trechos seguem as ciclovias internacionais EURO VELO. Todas muito bem conservadas, sinalizadas e seguras.

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Ciclovia ao lado do Rio Reno, Alemanha.

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Cidade típica ao lado das ciclovias alemãs.

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Cidade ao lado da ciclovia. Alemanha.

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Wuszburg. Alemanha.

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Ciclovia ao lado do Rio Reno. Alemanha.

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Castelo nas montanhas ao lado do Rio Reno. Alemanha.

Foi uma semana praticamente sem sol. Muita neblina pela manhã e nuvens cinza durante todo o dia. Se essa parte foi negativa, posso dizer que em termos de hospedagem foi bem legal! Praticamente um dia sim, um dia não, consegui warmshowers… e quando não rolou, acampei. Tá cada vez pior acampar… friaca, e os dias estão cada vez mais curtos. O horário de inverno está chegando. Os relógios serão atrasados em uma hora, o que significa que terei uma hora a menos de luz para pedalar… e vou ter que amargar longos períodos dentro da barraca! Isso é chato!

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Frio e neblina nas manhãs do outono alemão.

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Café da manhã com Jean, Andreas e o filho Gabor, membros do Warmshowers em Aschafemburgo. Alemnha.

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Jantando com os membros do Warmshowers,  Sr. Wolfgang e Ana Marie em Hochst. Alemanha.

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Acampamento ao lado da ciclovia alemã. 

Em Colônia, reencontrar Eric e Marc e suas namoradas, foi bem legal! Larissa e Hanna conheci na Albânia, na festa de ano novo. Bom receber o carinho de todos! Passeamos pela cidade, fomos ver shows; Eric me levou para conhecer alguns bares e restaurantes que ele gosta, e também rolou muitas lembranças e boas risadas.

Tive oportunidade de provar vários tipos de cerveja. Tanto tradicionais, como algumas inovadoras biológicas, que ganham cada vez mais força no exigente mercado alemão. Rolou algumas surpresas gastronômicas boas durante a viagem, e ainda tive tempo para cozinhar… coisa que já estava com saudade. Rolou um risoto de abóbora com leite de coco. A abóbora veio direto da horta da família de Marc…

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Colônia. Alemaha

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Um momento de sol em Colônia. Alemanha.

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Colônia, Alemanha.

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Arrisquei no menu alemão, e acabei com um surpreendente pimentão recheado. Alemanha.

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Cerveja boa! Alemanha.

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Joelho de porco. Alemanha.

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Eric devorando uma salsicha! Colônia. Alemanha.

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Eu e a namorada de Eric, Laissa. Colônia. Alemanha.

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Eric fez um belo selfie na cozinha de usa casa. 

Eu acho que já estou acreditando naquela frase: Tudo que é bom dura pouco! Estou com essa sensação desde quando deixei a casa de Ronny. Aqui também os dias passaram voando! A boa notícia é que Eric vai me encontrar em Amsterdam, meu próximo destino.

Vamos juntos para a Holanda! Sobe na garupa e vem comigo!