Espanha

Minha primeira parada na Espanha não poderia ter sido melhor! Fui hospedado por Maria e Zigor em Aretxabaleta, uma pequena cidade no norte da Espanha que fica espremida em meio a um lindo vale montanhosos. Cruzei duas vezes com o casal. A primeira na Tasmânia e depois na Nova Zelândia. A história do nosso primeiro encontrou quase se transformou em uma tragédia. Fui recebido por um membro do warmshowers e quando estava levantando acampamento para partir, eles chegaram. Foi um encontro rápido, pois logo depois parti! Só no segundo encontro, quase 2 meses depois, onde compartilhamos um jantar e boas conversas em outro warmshowers, foi que soube do que havia acontecido naquele dia. Um forte incêndio ocorreu na floresta nas cercanias, e com a mudança repentina da direção do vento, o fogo voraz, exigiu muito empenho dos moradores para ser controlado.

Maria e Zigor viajaram de bicicleta por mais de 3 anos. Agora, Maria está grávida, e o casal aguarda ansiosamente a chegada do bebê para quem sabe, cair na estrada novamente. Enquanto isso, eles vão recebendo visitas! Enquanto estive com eles, conheci dois casais de amigos. Um deles, já viajam de bicicleta por 8 anos!

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Aitor e Laura (8 anos viajando de bike), Eu, Maria e o bebê e Zigor. Um encontro com muita conversa e descontração. Aretxabaleta. Espanha.

Usufruindo do conforto que meus amigos me proporcionaram, tive tempo de refazer os cálculos e reajustar meu roteiro em direção a Portugal. Definitivamente, os 90 dias de permissão de permanência na Europa passou a ser um grande problema! Com isso, no primeiro instante abortei a viagem pelo Caminho de Santiago de Compostela. Apenas fiz alguns trechos do Caminho que coincidiram com o meu trajeto. Essa volta levaria no mínimo 10 dias a mais! Alguns dias mais tarde, ainda abortei minha ida para Porto (Portugal), rumando direto para Lisboa.

Fiquei mais triste com o Porto do que com Santiago de Compostela. Eu gostaria de fazer o caminho de Santiago andando, acho mais original! Já a cidade do Porto, é uma cidade que já conheço e gosto bastante!  Vai ficar para a próxima!

Segui na Espanha em direção a Portugal alternando grandes cidades e pequenas vilas, margeando a auto-estrada na pacata e monótona rodovia N1, ou me aventurando por caminhos secundários quase sempre de terra. A essa altura, o número de quilômetros pedalados por dia passou a ter prioridade máxima! Não foram raros os dias que fiz mais de 100 km.Depois de um dia de chuva, me deparei com um lamaçal que ficou ainda mais pegajoso com as folhas das árvores se precipitando devido ao outono. A cada poucos metros tinha que parar para limpar as engrenagens e os espaços entre os pneus e o para-lamas. A massa pegajosa e escorregadia e o peso da bike dificultaram muita a minha transposição.

Quase sempre, cheguei em meu destino já na boca da noite. Uma parte da manhã seguinte era reservada a um tour na cidade pernoitada, e sentava o pé para ir o mais longe possível no período da tarde! Sempre contando com a ajuda dos sites de hospedagem ou contando com a sorte do “Deus dará” para achar um lugar para armar a barraca.

A sorte colocou algumas pessoas em meu caminho que facilitaram um pouco minha vida! Uma delas foi uma brasileira gente fina que conheci em um restaurante na beira da estrada. Jose ativou sua rede de contatos e encontrou Paula, outra brasileira que vive em Salamanca. Ela não estava em casa, mas me deixou nas mãos de seu marido Joaquim, que foi super hospitaleiro!

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Rápido encontro com a brasileira Jose. Espanha.

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O simpático amigo Joaquim. Salamanca. Espanha.

Outro encontro interessante foi com o francês Nicolas, que viaja de bike com um cachorro e três pranchas de surf! Uma figura! Temos uma boa parte do roteiro em comum e quem sabe nos encontraremos lá na frente!

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Eu, Nicolas e seu cachorro! Um breve encontro na beira da estrada. Espanha.

Carlos Roa foi outro amigo interessante que fiz via site de hospedagem. Além de me instalar confortavelmente em sua casa, agilizou um tour, uma visita ao mais típico restaurante da cidade e ainda uma entrevista no jornal que circula na região de Burgos.

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Eu e Carlos em Miranda de Ebro. Espanha.

O tempo deu uma firmada e sempre que não consegui hospedagem acampei. A temperatura durante as noites nunca foram menores que 5°C, porém, muito úmidas.

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Levantando acampamento em Villa Mediana. Espanha.

Infelizmente o ritmo do passeio na Espanha não foi como eu gostaria. Se tivesse mais tempo certamente aproveitaria mais! Mesmo assim, teve muita coisa legal! Abaixo segue algumas fotos que ajudam a contar um pouco de como foi esses caminho.

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Vitória. Espanha.

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Vitória. Espanha.

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Caminho de Santiago de Compostela.

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Caminho de Santiago de Compostela. Espanha.

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Miranda do Ebro. Espanha.

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Vilas ao lado da estrada N-1. Espanha.

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Famosa Catedral de Burgos. Espanha.

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Rio Arlazón. Espanha.

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Ainda existe animais silvestres por toda a Europa. Espanha.

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Canal de Castilla. Espanha.

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Eu e David, warmshoers, em Valadoli. Espanha.

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Salamanca, logo de manhãzinha. Espanha.

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Salamanca. Espanha.

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Salamanca. Espanha.

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Salamanca. Espanha.

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Final de tarde nas vilas espanholas. As chaminés começam a trabalhar para ajudar a elevar a temperatura e a preparar o jantar. Espanha.

Ainda com pressa…. é bicicleta né bicho?! Por mais que você corra, nunca é muito rápido, não é verdade? Por isso consegui provar e matar a saudade da gastronomia espanhola. Porco, cabrito, coelho, peixes e é claro, muitos embutidos como salames, copas, lombos e é claro o Jámon…

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Um primiado vinho branco de Castilla Y León, presente de Carlos Roa. Miranda de Ebro. Espanha.

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Atum e anchovas com pimentão.

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Dobradinha de porco.

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Sobremesa típica da região Castilla e León. Espanha.

Ainda na correria, vamos juntos desbravar o último país do continente europeu em que o Projeto da China para Casa by Bike vai visitar! Portugal, aí vamos nós! Hora pois!!!!

 

 

Bélgica de norte a sul!

Minha passagem pela Bélgica foi rápida, porém marcante! Cruzei o país de norte a sul, entrando pela Antuérpia, passando por Bruxelas e saindo por Mons, em apenas uma semana. No entanto, tive tempo de fazer novas amizades, provar alguns pratos típicos e deliciosos chocolates e degustar vários tipos de cervejas.

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Antuérpia. Bélgica.

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Antuérpia. Bélgica.

A Bélgica possui apenas 30.528 km², pouco maior que o estado de Alagoas, e por ser relativamente plano, é possível percorrer longas distâncias em um único dia. Priorizando muito mais os pontos onde consegui hospedagem via Warmshowers, do que propriamente as distâncias a percorrer, estabeleci um roteiro lógico, onde pude passar as noites bem abrigado do frio. Sempre chegando no final da tarde ou início da noite, fazendo um city tour na manhã seguinte e viajando teoricamente na parte mais quente do dia.

Essa estratégia me colocou na casas de diferentes tipos de pessoas. Com três idiomas oficiais, holandês, alemão e francês, tive a impressão que cada casa é regida conforme seu idioma. Em algumas, fui recebido com requinte, em outras com simplicidade. Mas todos me trataram super bem! Posso dizer que o Warmshowers funcionou muito bem por aqui!

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Lisette e Werner, meus anfitriões em Antuérpia. Bélgica.

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Sr. Michel e Sra. Monique, meus anfitriões em Ghlin. Bélgica.

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Minha anfitriã Audrey. Bruxelas. Bélgica.

A língua parece influenciar os pratos também! Dos sofisticados pratos franceses, como endívia gratinada, aos purês de batata, batata frita com salsicha alemãs e ou holandesas. A regra comum são as cervejas! Com mais de 1000 diferentes marcas, cada anfitrião me recebeu com a sua favorita. Todas muito mais encorpadas que a nossa! Fortes! Robustas! Biológicas! Escuras! Claras! Enfim! Tomei cerveja pra caramba!

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Audrey, Jelena, Jorge e eu na Brasserie Cantillon. Bruxelas. Bélgica. 

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Brasserie Cantillon. Bruxelas. Bélgica.

Para quem é fã de chocolates, a Bélgica é um paraíso! O país produz 170 mil toneladas por ano! Existe um estudo que afirme que o consumo de chocolate ultrapassa os 6 kg por pessoa por ano! PUDERA! São deliciosos! Ah! Dizem que o aeroporto de Bruxelas é o lugar que mais vende a iguaria no mundo! Fica a dica para os chocólatras.

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Mons. Bélgica

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Mons. Bélgica.

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Mons. Bélgica.

Passei um final de semana em Bruxelas onde conheci Audrey. Ela já morou no Brasil quando criança, fala um português perfeito e foi uma ótima anfitriã. Visitamos a cidade, bares e fomos a uma festa e a uma cervejaria com seus amigos Jelena e Jorge.

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Bruxelas. Bélgica.

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Bruxelas. Bélgica.

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Bruxelas. Bélgica.

Infelizmente peguei muito frio e chuva na Bélgica, comprometendo o número e a qualidade das imagens. Foi uma pena! As cores de outono estão mais lindas do que nunca!

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As cores do outono na Bélgica.

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Bélgica.

Minha próxima parada promete! Sobe na garupa e vamos juntos a Paris!

 

 

E na Alemanha eu vou… de abraços em abraços!

Depois que me despedi de Ronny e sua família, meu foco mudou, e passei a pedalar forte para encontrar Eric e Marc, que pedalaram comigo na Grécia e na Turquia. Eles vivem em Colônia, e para abraçá-los, foram sete dias de pedal por ciclovias cruzando vilas, cidades, castelos, fazendas e bosques ao longo de dois dos mais importantes rios da Europa, o Danúbio e Reno.

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Marc, eu e Eric em Colônia. Alemanha.

Pedalai pelas ciclovias nacionais alemã número 6, 9, 5 e 8, que em muitos trechos seguem as ciclovias internacionais EURO VELO. Todas muito bem conservadas, sinalizadas e seguras.

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Ciclovia ao lado do Rio Reno, Alemanha.

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Cidade típica ao lado das ciclovias alemãs.

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Cidade ao lado da ciclovia. Alemanha.

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Wuszburg. Alemanha.

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Ciclovia ao lado do Rio Reno. Alemanha.

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Castelo nas montanhas ao lado do Rio Reno. Alemanha.

Foi uma semana praticamente sem sol. Muita neblina pela manhã e nuvens cinza durante todo o dia. Se essa parte foi negativa, posso dizer que em termos de hospedagem foi bem legal! Praticamente um dia sim, um dia não, consegui warmshowers… e quando não rolou, acampei. Tá cada vez pior acampar… friaca, e os dias estão cada vez mais curtos. O horário de inverno está chegando. Os relógios serão atrasados em uma hora, o que significa que terei uma hora a menos de luz para pedalar… e vou ter que amargar longos períodos dentro da barraca! Isso é chato!

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Frio e neblina nas manhãs do outono alemão.

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Café da manhã com Jean, Andreas e o filho Gabor, membros do Warmshowers em Aschafemburgo. Alemnha.

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Jantando com os membros do Warmshowers,  Sr. Wolfgang e Ana Marie em Hochst. Alemanha.

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Acampamento ao lado da ciclovia alemã. 

Em Colônia, reencontrar Eric e Marc e suas namoradas, foi bem legal! Larissa e Hanna conheci na Albânia, na festa de ano novo. Bom receber o carinho de todos! Passeamos pela cidade, fomos ver shows; Eric me levou para conhecer alguns bares e restaurantes que ele gosta, e também rolou muitas lembranças e boas risadas.

Tive oportunidade de provar vários tipos de cerveja. Tanto tradicionais, como algumas inovadoras biológicas, que ganham cada vez mais força no exigente mercado alemão. Rolou algumas surpresas gastronômicas boas durante a viagem, e ainda tive tempo para cozinhar… coisa que já estava com saudade. Rolou um risoto de abóbora com leite de coco. A abóbora veio direto da horta da família de Marc…

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Colônia. Alemaha

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Um momento de sol em Colônia. Alemanha.

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Colônia, Alemanha.

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Arrisquei no menu alemão, e acabei com um surpreendente pimentão recheado. Alemanha.

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Cerveja boa! Alemanha.

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Joelho de porco. Alemanha.

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Eric devorando uma salsicha! Colônia. Alemanha.

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Eu e a namorada de Eric, Laissa. Colônia. Alemanha.

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Eric fez um belo selfie na cozinha de usa casa. 

Eu acho que já estou acreditando naquela frase: Tudo que é bom dura pouco! Estou com essa sensação desde quando deixei a casa de Ronny. Aqui também os dias passaram voando! A boa notícia é que Eric vai me encontrar em Amsterdam, meu próximo destino.

Vamos juntos para a Holanda! Sobe na garupa e vem comigo!

É tanto carinho que nem sei se mereço!

Quando coloquei a Alemanha em meu roteiro, estabeleci uma rota priorizando visitar alguns amigos que fiz na estrada. E foi por isso que passei em Kosching! Terra dos meus amigos Ronny, Edi (General) e Daniel, que pedalaram comigo no Vietnã.

Infelizmente não conseguir dar um abraço em Daniel, mas fui super bem recepcionado pelo General e sua esposa Melitta, e por Ronny, sua esposa Heike e sua filha Lisa.

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Lisa, Heike, Eu, Melitta, Ronny e Edi. Koshing – Alemanha.

Ronny, Heike e Lisa, seguem meu blog desde que nos conhecemos. E é claro que à medida que me aproximava, trocamos mais e mais emails. Ronny é mecânico de bike nas horas vagas e se candidatou a dar uma geral na minha bicicleta. O que eu não esperava foi o “patrocínio” das peças! Cabos dos câmbios, K7, coroas, pedais, corrente, gancheira e umas coisinhas mais. Ronny deixou minha bike nova! Zerada!

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Minha bike no pedestal e nas mãos de Ronny! Koshing-Alemanha.

E não foi só isso! Eles preparam jantares, passeios, fomos a restaurantes típicos, me presentearam com roupas de inverno, com uma nova bandeira do Brasil, lanterna de cabeça, já que a minha o tempo tratou de dar um fim, um monte de guloseimas para a viagem… Rapaz! Cada hora era uma coisa! Até meu estoque de remédios eles renovaram… Bateu de novo aquele sentimento que já me referi aqui tempos atrás! Uma mistura de vergonha  e orgulho! Manja? Rola um certo constrangimento com tantos presentes e ao mesmo tempo, sei que eles estão felizes em poder ajudar!

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A bandeira do Brasil me esperando no quarto de hóspedes da família Berthold. Kosching. Alemanha.

O carinho que Ronny tem por mim é tão grande que chega a surpreender. Na parede da loja de bike onde compramos as peças, tem um quadro com uma foto minha de quando pedalamos juntos no Vietnã. Olha só que legal!

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Minha foto em uma feira de rua no Vietnã na parede da loja de bicicletas em Inglostadt. Alemanha.

Ronny é funcionário da Audi. Ele me levou para conhecer a linha de montagem de alguns modelos. O tour é fascinante! Robôs de última geração, precisão em cada detalha, logística, programação… Um Audi leva 30 horas para ser montado e a cada 83 segundos um carro fica pronto! Rapaz! Fiquei encantado! Infelizmente não é permitido fotografar ou filmar…

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Heike, Ronny (orgulhosíssimo funcionário), Lisa e eu. Fábrica da Audi. Inglostadt. Alemanha.

Edi fez questão de me visitar todos os dias na casa de Ronny. Ronny e Heike prepararam deliciosas receitas típicas! E para a nossa sorte elas estarão no próximo livro! Aguardem!!!

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Ronny e sua deliciosa receita que vai estar no livro Da China para Casa by Bike!

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Lisa saboreando o segundo prato preparado pelos Bertholds.

Ronny ainda me acompanhou por 90 km até Donauworth. Um deliciosa viagem beirando o Rio Danúbio, onde pudemos matar um pouco a saudade de pedalar juntos. Com os dias de descanso, a bike tinindo, e sem os alforjes, já que Heike e Lisa vieram jantar conosco, me senti um leão em cima da bicicleta.

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Vai Lisa! Tira logo a foto!!! O sol está nos segando.. kkk! Ronny e eu prontos para pedalar juntos depois de quase 2 anos. Kosching. Alemanha.

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Ciclovia Alemã.

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Ciclovia do Rio Danúbio. Alemanha

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Sinalização padrão das ciclovias alemãs.

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Lindo pôr do sol para coroar nossa despedida. Donauworth. Alemanha.

Foi mais uma despedida dolorida e emocionante. Daquelas que você parte querendo ficar! Assim como na despedida de Marco em Ravenna, não consegui segurar as lágrimas. Gratidão, carinho, amizade! Ronny é mais do que um amigo… é um irmão que fiz na estrada!

Muito obrigado Ronny, Heike, Lisa, Edi e Melitta! Espero vocês no Brasil… ou em algum lugar nesse mundão afora!

Bem vindos à Alemanha.

Entre Innsbruk na Áustria e Munique na Alemanha, foram 3 dias de pedal com muita chuva. Apenas no terceiro dia, já bem perto de Munique, o sol apareceu novamente. Foi o último trecho de Jordi, que volta para Barcelona amanhã, enquanto eu, sigo minha jornada rumo norte, onde pretendo visitar bons amigos que fiz na estrada.

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Innsbruk. Áustria.

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Innsbruk, Áustria.

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Jordi eem Innsbruk, Áustria.

A ciclovia que liga essas duas cidades seguiu no mesmo padrão dos Alpes. Muito bem sinalizada, boa infraestrutura, quase sempre exclusiva para pedestres e ciclistas, e em ótimo estado de conservação. Na Áustria, a ciclovia segue ao lado do Rio Inn, afluente do Rio Danúbio, fato que garante boas fotos, mesmo com o tempo nublado. O céu nublado, a chuva, as baixas temperaturas e as folhas das árvores que colorem as trilhas com tons que vai do amarelo, passando pelo cobre e chegando ao marrom, oferecem um cenário original típico de outono. No entanto, o vale do Rio Inn é um importante centro agropecuário, com plantações e pastos ainda verdinhos.

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Ciclovia entre Innsbruk e Munique. Alemanha.

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Típica paisagem do Rio Inn. Áustria.

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Vale do Rio Inn. Áustria.

A chuva associada ao frio, é literalmente, um banho de água fria para fazer fotos. Luvas grossas, lentes molhadas e embaçadas… fica chato pra caramba! Como vai secar ou desembaçar a lente se tudo está molhado?  A chuva também enche o saco na hora de buscar um lugar para passar a noite. Não conseguimos Warmshowers e não tivemos sucesso com o Padre, que por sinal, nem se quer estendeu a mão para me cumprimentar! Super rude o lazarento! Me deixou com uma raiva desgraçada! Tudo bem! Não precisa aceitar o meu pedido, mas não me cumprimentar foi demais! Fiquei o resto do dia ruminando aquele momento. Padre du C.! Não me deu a mão e fechou a porta na minha cara! Ahhhh….. Bom deixa para lá! O jeito foi encarar a chuva e acampar…

Na primeira noite cozinhamos dentro da barraca e na segunda usamos uma casinha de caçadores de patos. O cardápio foi praticamente o mesmo, com pequenas variações. Uma deliciosa sopa com milho verde e abóbora que colhemos ao longo da ciclovia.

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Jordi e eu cozinhando em dia de chuva dentro da barraca, próximo à fronteira entre Áustria e Alemanha. Áustria.

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Acampando na Alemanha.

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Acampando na Alemanha e mostrando a língua para o Padre!

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Cozinhando na casinha de caçadores de pato para se proteger da chuva. Alemanha.

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Casinha de caçadores de pato. Alemanha.

Munique é a terceira maior cidade alemã, capital da região da Baviera, o maior dos 16 estados alemão. Nesta região, a cozinha é rústica, destacando todos os tipos de carne, em especial as carnes de caça, vitelo, pato, os diferentes tipos de salsichas e o porco, talvez a estrala maior da gastronomia da região. Os doces como o Apfelsrudel, torda de maça e creme; e o Nusschneken, uma caracol de massa folhada com diferentes sabores, também são bem interessantes, seja na sobremesa ou na hora do cafezinho com leite para esquentar do frio. No entanto, eles não são lá tão açucarados como os nossos doces brasileiros, e podem decepcionar os fanáticos por açúcar. Ahhh… as cervejas também são muito famosas por aqui. Até a semana passada estava rolando a Oktoberfest!

Com uma “crise de gota”, confesso que ainda não experimentei as carnes. Mas já rolou uns docinhos típicos.

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Apfelsrudel – torta de maça alemã.

Já entrei com a medicação e estou torcendo para melhorar o mais breve possível! Afinal, tem muita coisa para provar, não só na região da Baviera, mas em toda a Alemanha. Sobe na garupa e vamos juntos!

 

Ahhhh… os Alpes! Que coisa mais linda!

Cruzar os Alpes em duas rodas foi sem dúvida uma das mais belas jornadas da minha viagem. Certamente é um trecho que recomendo para todos os amantes do cicloturismo. É preciso preparo físico, mas garanto que você, assim como eu, vai se encantar com as paisagens, vilas e a natureza esplêndida que separa a Itália da Áustria.

Cruzar os Alpes pedalando requer muito empenho e determinação! Longas subidas e dois passos com 1530 m e 1370 m de altitude, sem contar o sobe e desce das encostas das montanhas. O frio e o vento também são grandes desafios nesta época do ano. No entanto, o visual é incrível! E este trecho entre Veneza e Innsbruk, foi sem dúvida um dos mais lindos de todo o Projeto Da China para casa by Bike!

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Parque Nacional Tre Cime – Dolomites. Itália.

A ciclovia que liga Veneza na Itália, a Innsbruk na Áustria é sensacional, oferecendo boa infraestrutura, segurança e um visual de tirar o fôlego!

Super bem sinalizada, é praticamente impossível se perder da rota, que segue em grande parte em vias exclusivas para ciclistas e pedestres. É claro que com isso o perfil altimétrico aumenta consideravelmente, mas a tranquilidade em poder pedalar com segurança em meio a natureza é recompensadora. A maioria do trajeto é asfaltado. Os trechos em terra e cascalhos são muito bem conservados. Mesmo com pneus relativamente finos (700x35cc), não encontrei nenhuma dificuldade. Jordi, com pneus de mountain bike, parecia pedalar no asfalto!

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Ciclovia Veneza-Monique . Alpes, Itália.

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Ciclovia Veneza-Munique. Alpes. Itália.

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JOrdi e eu na ciclovia Veneza-Munique. Alpes. Itália.

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Ciclovia Veneza-Munique. Alpes, Itália.

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Ciclovia Veneza-Munique. Alpes, Itália.

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Ciclovia Veneza-Munique. Alpes, Itália

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Ciclovia Veneza-Munique. Alpes, Itália.

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Ciclovia Veneza-Munique. Alpes, Itália.

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Túnel da ciclovia Veneza-Munique. Alpes, Itália.

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Ciclovia Veneza-Munique. Passo Cimabanche. Alpes, Itália.

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Ciclovia Veneza-Munique. Alpes, Itália.

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Ciclovia Veneza-Munique. Alpes, Itália.

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Ciclovia Veneza-Munique. Alpes, Itália.

As distâncias entre vilas e cidades são curtas! Toda hora tem uma linda vila ou cidade onde é possível se abastecer de comida e água. Mas cuidado, tudo está fechado entre 12:30h e 15:30h, inclusive alguns restaurantes. E como é uma região turística, os preços não são muito atrativos. As pizzas é a opção mais barata do cardápio. Os preços em geral vão de 6 a 11 euros. E não se esqueça, aqui é Itália, belo! Elas são ótimas! Também compramos queijos, salames e presuntos no mercado. Delícia! No jantar, sempre cozinhamos! Na última vila andes de pararmos, compramos cebola, alho, e ingredientes para uma pasta. Ah! E um vinhosinho para esquentar um pouco…

Um fato curioso é que nesta região da Itália a língua mais falada é o alemão, e não o italiano.

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Jordi se hidratando em uma das fontes de água potável da ciclovia Veneza-Munique. Alpes, Itália.

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Ciclovia Veneza-Munique. Alpes, Itália.

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Cortina d’Ampezzo. Alpes, Itália.

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Pieve di Cadore. Alpes, Itália.

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Pizza capreze: Mussarela de búfala, tomate e orégano! Massa fantástica! Itália.

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Preparando um penne carbonara para o amigo Jordi. Alpes. Itália.

Levamos cinco e dias para fazer esse trecho de 345 km. As subidas são longas e exige bastante esforço. Outro fator que deixa a viagem morosa são as paradas para as fotos. O visual é tão lindo que paramos toda hora para fotografar. Fizemos também algumas longas parada para poder se esquentar e se proteger da chuva e do vento gelado.

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Alpes, Itália.

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Alpes, Itália.

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Dolomites Nacional Parque. Alpes, Itália.

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Ciclovia Veneza-Munique. Alpes, Itália.

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Aples, Itália.

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Ciclovia Veneza-Munque. Alpes, Itália.

Conseguimos nos abrigar em todas as noites. Uma vez na Paróquia em Pieve di Cadore, uma noite no sala de uma escola de música em Vandoies di Sotto e duas noites em casas ao lado da estrada. A primeira casa foi em Marcora, tinha pernilongo pra burro, estava em fase final de reforma. A segunda estava abandonada, foi bem pertinho do Passo Comabanche, onde chegou a gear de madrugada.

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Casa onde passamos a noite em Marcora. Itália.

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Preparando o café da manhã em casa abandonada perto do Passo Comabanche (1530 m). Itália.

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Sala da escola de música onde passamos a noite aquecidos em Vandoies di Sotto. Itália

Praticamente não existe fronteira entre a Itália e a Áustria. Passei pela pequena placa indicando que havia trocado de país sem perceber. Jordi mais atento do que eu chamou minha atenção. Voltei e fiz uma foto e um vídeo para registrar a minha entrada no 38° país do Projeto da China Para Casa by Bike. Estava um frio de lascar!

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Fronteira entre Itália e Áustria. 

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Chegando em Innsbruk, Áustria.

Embora o vento gelado continuou a nos açoitar, depois que cruzamos a fronteira foi só alegria com um descidão delicioso. Como estávamos com muito frio, quase que “atropelamos” esse trecho. Só queríamos um lugar quente e um banho! Chegamos em Innsbruk já na boca da noite. Estamos hospedados na casa de Benjamin que é membro do Warmshower. E aqui, conseguimos tudo queríamos! Um lugar quente e um banho! Ufa!

É a minha segunda vez em Innsbruk. A ideia é descansar, cuidar de uma antiga lesão no pé, e rever alguns pontos da cidade em um único dia e seguir viagem. Minha jornada na Áustria será curta! Por isso, não vacila! Sobe na garupa e vem comigo até meu próximo destino: Munique – Alemanha.

 

Veneza! Despedidas, comemoração, encontros, imprevistos…

Depois de me despedir do irmão Gian Luca e da D. Lea, seguimos em uma deliciosa manhã ensolarada na companhia de Marco, que nos guiou por estradinhas secundárias até Camacchio, conhecida como a “Pequena Veneza”.

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Eu, Marco e Jordi deixando Ravenna. Itália.

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Jordi e Marco a caminho de Camacchio. Itália.

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Camacchio. Itália.

Em Camacchio, almoçamos um arroz delicioso que D. Lea preparou carinhosamente para nós, tomamos um café e nos despedimos com um forte abraço. Uma despedida emocionante tanto para mim como para Marco. Vi lágrimas nos olhos do amigo e confesso que minha vista também embaçou! Vou sentir saudade do amigo! Mas estou certo que nos encontraremos novamente em breve!

Ainda pensando em tudo que aprendi com Marco e com as lembranças dos bons momentos que passei com sua família e amigos, rapidamente chegamos em Mesola. Mesola é minúscula e não foi difícil encontrar o padre que foi super gente boa! Nos acomodou na paróquia e nos ofereceu alguns enlatados para o jantar. Fiz uma gororoba com feijão, atum e tomates e uns temperinhos… Ficou bom pra burro!

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Cozinhando na Paróquia de Mesola. Itália.

No outro dia foi aniversário de Jordi. A ideia foi fazer um pedal tranquilo para comemorar. Optamos por atravessar algumas ilhas até chegar em Veneza ao invés de seguir pelo caminho tradicional. Da simpática Chioggia, onde nos abastecemos com pão, queijos, presuntos, salames, azeitonas, vinho e outras coisinhas mais, seguimos para a ilha de Palestrina. Na travessia conhecemos duas cicloturistas alemãs que digamos, deixou nossa festinha um pouco mais animada! kkk. Jéssica e Laura estavam no seu último dia de tour e também tinham algo para festejar. De noite, pegariam o trem para Munique.

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Chioggia. Itália.

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Em Chioggia, esperando a balsa para Palestrina.

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Comemorando o aniversário de Jordi com as cicloturistas alemãs Laura e Jessica. Ilha Palestrina. Itália.

Depois do lanche, no despedimos das amigas e seguimos em um delicioso pedal através da ilha , até o ponto para tomar uma nova balsa para a Ilha de Lido. Como o lanche foi mais demorado do que esperávamos, praticamente cortamos Lido sem parar. Mas não adiantou… o pneu de Jordi começou esvaziar e por poucos minutos perdemos a balsa até Veneza, nossa última travessia do dia. Jordi teve tempo de reparar o pneu e por incrível que pareça, encontramos mais duas cicloturistas alemãs. Como Laura e Jessica, elas também pegariam o trem noturno para Munique. Foi um encontro legal… mas tão rápido que os seus nomes se perderam na memória…

De certa forma o atraso foi bom! Conhecemos as alemãs e pudemos desfrutar de um belo pôr do sol em Veneza.

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Cicloturistas alemãs na travessia entre as Ilhas de Lido e Veneza. Itália.

 

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Veneza. Itália.

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Pôr do sol em Veneza. Itália.

Na balsa, notei que o pneu de Jordi havia abaixado novamente. Como já estava escurecendo, ele optou por não reparar o furo e ir enchendo o pneu toda vez que sentisse necessidade. Ainda tínhamos 11 km de pedal até Mestre, na parte continental da Itália, onde passaríamos a noite. Ouvimos o conselho das alemãs e atravessamos a movimentada ponte que liga Veneza ao continente pela passarela, que fica no sentido de quem chega na ilha, ou seja, no sentido oposto que seguíamos. Quando a ponte terminou nos vimos sem saída, pois não havia como continuar. Decidimos seguir pela beirada da pista, em uma pequena picada, com o guardrail (cerca de proteção) entre nós e a estrada. Chegou um ponto que não deu mais! Eu estava bravo por estar naquele lugar cheio de mosquitos e muito perigoso e já de noite. Em uma manobra que exigiu força, levantamos as bikes por cima da grade. A do Jordi foi fácil. A minha escorregou e o câmbio traseiro bateu com tudo. A gancheira, parte que conecta o câmbio traseiro na bicicleta entortou levemente e perdi as passagens de marcha. Fiquei ainda mais puto! Atravessamos a estrada, entramos em mais uma picada e finalmente conseguimos alcançar o lado certo da pista. Mas ainda tinha um tantão para pedalar na estrada movimentada e escura. Em uma pequena subida para cruzar uma ponte, Jordi se assustou com um trem urbano e ao me ultrapassar, seu pneu entrou no buraco do trilho e o desequilibrou. Um tombo bobo que rendeu um ralado no braço e no joelho aumentando ainda mais o nervosismo.

Jordi chegou no albergue empurrando a bike e nós dois com um “bico” deste tamanho! Depois do banho, já mais calmos, resolvemos dar sequência as comemorações dos seus 36 anos e fomos comer uma pizza.

Na manhã seguinte, fomos a uma bicicletaria onde pude dar um jeito na gancheira e no câmbio e Jordi repor a câmara de ar, antes de visitamos Veneza.

A cidade de Veneza é composta por um arquipélago com 117 ilhotas, separadas por pequenos canais usados por todos os tipos de embarcações que substituem os carros, e conectadas por inúmeras pontes, onde turistas do mundo inteiro se encantam com a arquitetura e as obras de arte espalhadas pelos palácios, largos, praças e ruelas, num ambiente que mescla romantismo, mistérios, agitação.

Com mais de 1000 anos, a cidade ostenta um legado histórico cultural  ímpar, sendo uma das cidades mais visitadas do mundo. O bacalhau, o arroz ou pasta com tinta de lulas, os peixes e frutos do mar em geral, são as melhores opções da gastronomia local.

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Veneza. Itália.

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Veneza. Itália.

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Veneza. Itália.

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Veneza. Itália.

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Veneza. Itália.

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Veneza. Itália.

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Veneza. Itália.

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Veneza. Itália.

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Veneza. Itália.

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Veneza. Itália.

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Veneza. Itália.

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Veneza. Itália.

Mais uma vez, recomendo um bom guia de viagens para melhor explorar a cidade. Para os cicloturistas fica o alerta de que as bicicletas são proibidas em Veneza. A melhor opção é buscar uma acomodação na Ilha de Lido ou em Mestre, e visitar a cidade a pé ou de barco. Eu optei por Mestre devido aos preços. Já Lido é uma ótima opção se estiver viajando em casal.

A Itália de bons amigos, lugares incríveis e gastronomia de dar água na boca!

Deixamos Roma em uma manhã ensolarada com temperatura muito agradável. Jordi, que havia pedalado comigo na Nova Zelândia, veio de Barcelona para me fazer companhia por alguns dias. Como já nos conhecíamos, foi fácil “achar” o ritmo da viagem. Nas duas primeiras noites, dormimos em duas paróquias. A Primeira foi em Sutre, onde encontrei um padre brasileiro. Já há muito tempo na Itália, Padre Fernando, nos ajudou cedendo uma sala da paróquia. A segunda foi em San Lourenço Novo. Tanto em San Lourenço como em Sutre, conseguimos achar bons restaurantes com preços justos. Estas cidades estão na rota de peregrinação chamada Via Francigena. Algumas igrejas  estão preparadas para acomodar os peregrinos enquanto os restaurantes oferecem o “menu do peregrino” com preços que variam entre 6 e 15 euros. A via Francigena foi uma importante estrada que ligava a Inglaterra a Roma, usada desde então por peregrinos que desejam visitar os túmulos dos apóstolos Pedro e Paulo. A via corta vilas e paisagens incríveis!

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Paisagem da Via Francigena. Itália.

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Sutre . Itália

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Salão paroquial de Sutre. Itália.

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Via Francigena. Toscana. Itália.

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Bolsena – Itália

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Itália.

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Bem vindos a Toscana! Bar Paralelo 43. Itália.

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Via Francigena. Toscana. Itália.

Em Siena ficamos na casa do Carlinhos e da Valéria. O Carlinhos é primo do meu cunhado. Nos encontramos em Barcelona meses atrás e meio que deixamos certos minha passagem por lá. Infelizmente coincidiu com suas férias. O casal deixou tudo acertado e ficamos nas mãos carinhosa da D. Ciça, mãe da Valéria. D. Ciça nos recebeu com um sorriso daqueles que todos gostam de ganhar! Com simplicidade e a elegância de uma boa anfitriã, D. Ciça desfilou seus dotes culinários nos brindando com pratos deliciosos! Do brasileiríssimo arroz com feijão a uma belíssima pasta italiana, passando por sobremesas incríveis. Jordi, que teve o primeiro contato com a gastronomia brasileira ficou encantando com as mãos mágicas da nossa anfitriã! Tudo delicioso! D. Ciça também me presenteou com uma deliciosa receita que conecta as gastronomias brasileira e italiana. Sorvete de café! Nosso tão conhecido café com o melhor sorvete do mundo! Eu já provei! E vocês não perdem por esperar. Mais uma receita para o livro Da China para Casa by Bike!

Valéria emprestou seu carro para agilizarmos um tour pelas redondezas de Siena. Visitamos o Castelo de Monteriggioni e a lindíssima e sofisticada San Gimignano.

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Castelo de Monteriggioni. Toscana. Itália

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Castelo de Monteriggioni. Toscana. Itália.

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San Gimignano. Toscana. Itália.

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San Gimignano. Tosccana. Itália.

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San Gimignano. Toscana. Itália.

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San Gimignano. Toscana. Itália.

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Eu e a queridíssima D. Ciça. Siena. Itália.

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Piazza del Campo. Siena. Itália

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Catedral de Siena. Itália.

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Siena. Toscana. Itália.

Gostaria de deixar registrado aqui meus sinceros agradecimentos ao Carlinhos, Valéria e D. Ciça! Muitíssimo obrigado! Deixo um abraço também ao Wandré, neto da D. Ciça.

De Siena seguimos firmes para a bela Florença. Passamos a tarde na cidade. Visitamos os principais pontos turísticos e passamos a noite nos fundos de um posto de gasolina já na saída da cidade. As montanhas deste dia serviram de aquecimento para o que estava por vir.

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Siena – Florença. Toscana. Itália.

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Siena – Florença. Toscana. Itália.

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Florença. Itália

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Florença. Itália

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Florença. Itália.

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Terminando o dia com uma pizza. Florença. Itália.

Chegou a hora de cruzar os Apeninos, a mais importante cadeia montanhosa da Itália que se estende de norte a sul do país, por mais de 1000 km . Pela estrada SS 67, atravessamos o Passo del Muraglione, com 906 metros de altitude. A estrada também corta cidadezinhas charmosas, vinícolas, plantações de uva, florestas e um dos três parques nacionais da Toscana.

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Enfrentando o Apeninos em etapas. Hora de descansar. Estrada SS 67. Florença – Ravenna. Itália.

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Estrada SS 67. Próximo ao passo Del Muraglione. Apeninos, Toscana. Itália.

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Esse tonel entro no meu caminho… Itália.

Depois de escalar, veio um delicioso descidão que nos levou para a região de Emília-Romanha, mais precisamente em Ravenna, onde estou agora. Escolhi vir a Ravenna para encontrar Marco e alguns amigos que fiz na estrada. Para minha surpresa Matteo veio de Reggio Emilia, onde mora, para passar uns dias com a gente. De quebra, também revi Colin, que acabara de voltar de Honduras. Pedalei com eles na Austrália.

A identificação com Marco e seu parceiro Gio, que ainda está na estrada, foi imediata. Parecia chegar na casa de um velho amigo! Me senti super à vontade com toda sua família. A mãe de Marco, D. Lea, é uma fofa! Sorriso terno, gostoso, falando alto e gesticulando! Uma típica mama italiana. Daquelas donas de casa que não param um segundo. D. Lea esbanjou categoria na cozinha. Como se come na Itália, não! Além de pratos típicos, é uma fartura de queijos, presuntos e tudo quanto é tipo de frios! Perdição! O pai é mais tranquilão! Nas horas vagas é caçador de trufas. E o irmão Gian Luca é um bonachão! Cara legal, sempre sorridente e bem engraçado!

Foram dias super agradáveis com meus amigos. Teve uma baladinha de leve, praia, churrasquinho nas montanhas, e ótimos bate papos. Compartilhamos lembranças e nos divertimos com conversas e mais momentos que serão lembrados no futuro.

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Eu, Marco, Matteo e Jordi. Só cicloturistas! Ravenna. Itália

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Churrasquinho em Premilcoure. Toscana . Itália.

Além dos jantares em família na casa de Marco, fomos convidados pelos pais de Gio para um jantar. Ali, tive a certeza que a amizade que fiz com Marco e Gio será para sempre. Mais delícias gastronômicas italianas e ótimo papo! E é claro! Todo o carinho dos anfitriões. Saio de Ravenna com a certeza que verei todos novamente. Espero um dia poder retribuir um pouco do carinho que recebi aqui!

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Gian Luca (irmão de Marco), Matto, Jordi, Marco, D. Rita (mãe de Gio), Giulia (irmã de Matteo), Eu, Sr. Giordano (pai de Gio) e Valentina (irmã de Gio). Ravenna. Itália.

A mama de Marco e a mama de Gio.

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Exato lugar onde Marco e Gio iniciaram a Volta ao Mundo. Ravenna. Itália.

Daqui, sigo para Veneza, ainda com Jordi. Convido você para subir na garupa e vir com a gente! Aliás, clica o bontãozinho “seguir” lá em cima, do lado direito do blog. Além de saber das novidades em primeira mão, você ainda me dá uma forcinha aumentando o número de seguidores! Valeu e até Veneza!

 

 

 

 

 

Roma, belíssima!

Roma é sem dúvida umas das cidades mais fascinantes que já visitei! Um museu a céu aberto! Já havia visitado suas principais atrações anos atrás, e por isso, resolvi gastar meus dois dias caminhando pelas ruas, com a minha máquina fotográfica na mão. Não estava afim de enfrentar longas filas e gastar uma grana, para ver de novo o Museu do Vaticano, a Capela Sistina e o Coliseu, que para mim, são suas principais atrações. Se você não conhece, não perca! Mas posso afirmar que explorar a cidade caminhando vai te surpreender! Praças, largos, relíquias do império romano, arquitetura, igrejas, monumentos… em fim! Se “perder” nas ruas de Roma é fascinante!

Se tem intenção de visitar “A cidade eterna”, invista em um bom guia, prepare suas pernas e divirta-se!

Como estou na correria, sem tempo para escrever, termino esse post com alguns clicks da belíssima cidade de Roma.

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Basílica de São Pedro. Vaticano. Roma.

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Piazza del Popolo. Roma.

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Scalinata di Trinitá del Monti. Roma

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Fountain Trevi. Roma.

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Monumento a Vitor Emanuel. Piazza Venezia. Roma.

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Roma. Itália.

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Ruínas de Roma.

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Coliseu. Roma

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Roma

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Pantheon. Roma

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Porchetta. Típica iguaria de Roma. 

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Piazza Navona. Roma

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Roma

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Roma: a terra do sorvete!

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Castelo de Santo Ângelo. Roma

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Sanfoneiro em Roma

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Roma

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Roma

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Roma