Bélgica de norte a sul!

Minha passagem pela Bélgica foi rápida, porém marcante! Cruzei o país de norte a sul, entrando pela Antuérpia, passando por Bruxelas e saindo por Mons, em apenas uma semana. No entanto, tive tempo de fazer novas amizades, provar alguns pratos típicos e deliciosos chocolates e degustar vários tipos de cervejas.

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Antuérpia. Bélgica.

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Antuérpia. Bélgica.

A Bélgica possui apenas 30.528 km², pouco maior que o estado de Alagoas, e por ser relativamente plano, é possível percorrer longas distâncias em um único dia. Priorizando muito mais os pontos onde consegui hospedagem via Warmshowers, do que propriamente as distâncias a percorrer, estabeleci um roteiro lógico, onde pude passar as noites bem abrigado do frio. Sempre chegando no final da tarde ou início da noite, fazendo um city tour na manhã seguinte e viajando teoricamente na parte mais quente do dia.

Essa estratégia me colocou na casas de diferentes tipos de pessoas. Com três idiomas oficiais, holandês, alemão e francês, tive a impressão que cada casa é regida conforme seu idioma. Em algumas, fui recebido com requinte, em outras com simplicidade. Mas todos me trataram super bem! Posso dizer que o Warmshowers funcionou muito bem por aqui!

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Lisette e Werner, meus anfitriões em Antuérpia. Bélgica.

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Sr. Michel e Sra. Monique, meus anfitriões em Ghlin. Bélgica.

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Minha anfitriã Audrey. Bruxelas. Bélgica.

A língua parece influenciar os pratos também! Dos sofisticados pratos franceses, como endívia gratinada, aos purês de batata, batata frita com salsicha alemãs e ou holandesas. A regra comum são as cervejas! Com mais de 1000 diferentes marcas, cada anfitrião me recebeu com a sua favorita. Todas muito mais encorpadas que a nossa! Fortes! Robustas! Biológicas! Escuras! Claras! Enfim! Tomei cerveja pra caramba!

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Audrey, Jelena, Jorge e eu na Brasserie Cantillon. Bruxelas. Bélgica. 

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Brasserie Cantillon. Bruxelas. Bélgica.

Para quem é fã de chocolates, a Bélgica é um paraíso! O país produz 170 mil toneladas por ano! Existe um estudo que afirme que o consumo de chocolate ultrapassa os 6 kg por pessoa por ano! PUDERA! São deliciosos! Ah! Dizem que o aeroporto de Bruxelas é o lugar que mais vende a iguaria no mundo! Fica a dica para os chocólatras.

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Mons. Bélgica

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Mons. Bélgica.

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Mons. Bélgica.

Passei um final de semana em Bruxelas onde conheci Audrey. Ela já morou no Brasil quando criança, fala um português perfeito e foi uma ótima anfitriã. Visitamos a cidade, bares e fomos a uma festa e a uma cervejaria com seus amigos Jelena e Jorge.

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Bruxelas. Bélgica.

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Bruxelas. Bélgica.

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Bruxelas. Bélgica.

Infelizmente peguei muito frio e chuva na Bélgica, comprometendo o número e a qualidade das imagens. Foi uma pena! As cores de outono estão mais lindas do que nunca!

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As cores do outono na Bélgica.

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Bélgica.

Minha próxima parada promete! Sobe na garupa e vamos juntos a Paris!

 

 

Amsterdam! Uma homenagem a ela… que fez minha cabeça!!!

Sem sombra de dúvidas, Amsterdam foi a cidade mais preparada com relação ao uso da bicicleta em que o Projeto da China para Casa by Bike visitou nesses quase 3 anos de viagem. Eu sei que isso não é novidade para ninguém! Mas também sei que poucas pessoas tiveram a oportunidade de pedalar por aqui. Eu já estive em Amsterdam como turista convencional, e confesso que minha paixão pela cidade só aumentou na companhia da minha bike. Só mesmo usando, é que se pode ter a verdadeira impressão, do tamanho e da qualidade da malha cicloviária da cidade. Embora o sol apareceu apenas uma vez nos dias em que fiquei por lá, usei bastante a bicicleta. Só quando Eric e Larissa chegaram de Colônia para curtir um feriado, é que deixei a bike descansando para perambularmos juntos entre os canais, ruelas, bares e cafés, curtindo o incrível colorido do outono e de alguma forma se infiltrando no ritmo, hora lento, hora agitado da cidade.

E como mais uma vez eu estou na correria, sem muito tempo para me dedicar ao computador, cumpro com minha responsabilidade, e trago para você, algumas fotos que fiz na cidade.

Ahh!! Esse post é em homenagem a minha bicicleta, viu!! Minha parceira, que me aguenta todos os dias, mais ou menos como em um casamento, nos últimos 3 anos. Pensou que era para quem?

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Rua em que me hospedei em Amsterdam. Holanda.

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Largas ciclovias e espaço para pedestres. Amsterdam. Holanda.

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Amsterdam. Holanda.

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Todos os tipos de bike em Amsterdam. Holanda.

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Amsterdam. Holanda.

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Amsterdam, Holanda.

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Contrastando com São Paulo e as grandes cidades brasileiras, aqui o desafio é achar um lugar para estacionar a bicicleta e não o carro. Amsterdam. Holanda.

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Amsterdam. Holanda.

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Casas flutuantes em dos canais de Amsterdam. Holanda.

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Sempre uma bicicleta no detalhe. Amsterdam. Holanda.

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Amsterdam. Holanda.

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Amsterdam. Holanda.

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Larissa, Eric, nosso anfitrião Leannaert, e eu. Amsterdam. Holanda.

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Estacionamento de bicicletas da estação de trem de Amsterdam. Holanda.

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Prédio exclusivo para estacionar bike. Amsterdam. Holanda.

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Semáforo. Amsterdam. Holanda.

E na Alemanha eu vou… de abraços em abraços!

Depois que me despedi de Ronny e sua família, meu foco mudou, e passei a pedalar forte para encontrar Eric e Marc, que pedalaram comigo na Grécia e na Turquia. Eles vivem em Colônia, e para abraçá-los, foram sete dias de pedal por ciclovias cruzando vilas, cidades, castelos, fazendas e bosques ao longo de dois dos mais importantes rios da Europa, o Danúbio e Reno.

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Marc, eu e Eric em Colônia. Alemanha.

Pedalai pelas ciclovias nacionais alemã número 6, 9, 5 e 8, que em muitos trechos seguem as ciclovias internacionais EURO VELO. Todas muito bem conservadas, sinalizadas e seguras.

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Ciclovia ao lado do Rio Reno, Alemanha.

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Cidade típica ao lado das ciclovias alemãs.

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Cidade ao lado da ciclovia. Alemanha.

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Wuszburg. Alemanha.

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Ciclovia ao lado do Rio Reno. Alemanha.

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Castelo nas montanhas ao lado do Rio Reno. Alemanha.

Foi uma semana praticamente sem sol. Muita neblina pela manhã e nuvens cinza durante todo o dia. Se essa parte foi negativa, posso dizer que em termos de hospedagem foi bem legal! Praticamente um dia sim, um dia não, consegui warmshowers… e quando não rolou, acampei. Tá cada vez pior acampar… friaca, e os dias estão cada vez mais curtos. O horário de inverno está chegando. Os relógios serão atrasados em uma hora, o que significa que terei uma hora a menos de luz para pedalar… e vou ter que amargar longos períodos dentro da barraca! Isso é chato!

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Frio e neblina nas manhãs do outono alemão.

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Café da manhã com Jean, Andreas e o filho Gabor, membros do Warmshowers em Aschafemburgo. Alemnha.

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Jantando com os membros do Warmshowers,  Sr. Wolfgang e Ana Marie em Hochst. Alemanha.

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Acampamento ao lado da ciclovia alemã. 

Em Colônia, reencontrar Eric e Marc e suas namoradas, foi bem legal! Larissa e Hanna conheci na Albânia, na festa de ano novo. Bom receber o carinho de todos! Passeamos pela cidade, fomos ver shows; Eric me levou para conhecer alguns bares e restaurantes que ele gosta, e também rolou muitas lembranças e boas risadas.

Tive oportunidade de provar vários tipos de cerveja. Tanto tradicionais, como algumas inovadoras biológicas, que ganham cada vez mais força no exigente mercado alemão. Rolou algumas surpresas gastronômicas boas durante a viagem, e ainda tive tempo para cozinhar… coisa que já estava com saudade. Rolou um risoto de abóbora com leite de coco. A abóbora veio direto da horta da família de Marc…

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Colônia. Alemaha

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Um momento de sol em Colônia. Alemanha.

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Colônia, Alemanha.

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Arrisquei no menu alemão, e acabei com um surpreendente pimentão recheado. Alemanha.

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Cerveja boa! Alemanha.

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Joelho de porco. Alemanha.

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Eric devorando uma salsicha! Colônia. Alemanha.

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Eu e a namorada de Eric, Laissa. Colônia. Alemanha.

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Eric fez um belo selfie na cozinha de usa casa. 

Eu acho que já estou acreditando naquela frase: Tudo que é bom dura pouco! Estou com essa sensação desde quando deixei a casa de Ronny. Aqui também os dias passaram voando! A boa notícia é que Eric vai me encontrar em Amsterdam, meu próximo destino.

Vamos juntos para a Holanda! Sobe na garupa e vem comigo!

É tanto carinho que nem sei se mereço!

Quando coloquei a Alemanha em meu roteiro, estabeleci uma rota priorizando visitar alguns amigos que fiz na estrada. E foi por isso que passei em Kosching! Terra dos meus amigos Ronny, Edi (General) e Daniel, que pedalaram comigo no Vietnã.

Infelizmente não conseguir dar um abraço em Daniel, mas fui super bem recepcionado pelo General e sua esposa Melitta, e por Ronny, sua esposa Heike e sua filha Lisa.

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Lisa, Heike, Eu, Melitta, Ronny e Edi. Koshing – Alemanha.

Ronny, Heike e Lisa, seguem meu blog desde que nos conhecemos. E é claro que à medida que me aproximava, trocamos mais e mais emails. Ronny é mecânico de bike nas horas vagas e se candidatou a dar uma geral na minha bicicleta. O que eu não esperava foi o “patrocínio” das peças! Cabos dos câmbios, K7, coroas, pedais, corrente, gancheira e umas coisinhas mais. Ronny deixou minha bike nova! Zerada!

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Minha bike no pedestal e nas mãos de Ronny! Koshing-Alemanha.

E não foi só isso! Eles preparam jantares, passeios, fomos a restaurantes típicos, me presentearam com roupas de inverno, com uma nova bandeira do Brasil, lanterna de cabeça, já que a minha o tempo tratou de dar um fim, um monte de guloseimas para a viagem… Rapaz! Cada hora era uma coisa! Até meu estoque de remédios eles renovaram… Bateu de novo aquele sentimento que já me referi aqui tempos atrás! Uma mistura de vergonha  e orgulho! Manja? Rola um certo constrangimento com tantos presentes e ao mesmo tempo, sei que eles estão felizes em poder ajudar!

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A bandeira do Brasil me esperando no quarto de hóspedes da família Berthold. Kosching. Alemanha.

O carinho que Ronny tem por mim é tão grande que chega a surpreender. Na parede da loja de bike onde compramos as peças, tem um quadro com uma foto minha de quando pedalamos juntos no Vietnã. Olha só que legal!

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Minha foto em uma feira de rua no Vietnã na parede da loja de bicicletas em Inglostadt. Alemanha.

Ronny é funcionário da Audi. Ele me levou para conhecer a linha de montagem de alguns modelos. O tour é fascinante! Robôs de última geração, precisão em cada detalha, logística, programação… Um Audi leva 30 horas para ser montado e a cada 83 segundos um carro fica pronto! Rapaz! Fiquei encantado! Infelizmente não é permitido fotografar ou filmar…

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Heike, Ronny (orgulhosíssimo funcionário), Lisa e eu. Fábrica da Audi. Inglostadt. Alemanha.

Edi fez questão de me visitar todos os dias na casa de Ronny. Ronny e Heike prepararam deliciosas receitas típicas! E para a nossa sorte elas estarão no próximo livro! Aguardem!!!

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Ronny e sua deliciosa receita que vai estar no livro Da China para Casa by Bike!

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Lisa saboreando o segundo prato preparado pelos Bertholds.

Ronny ainda me acompanhou por 90 km até Donauworth. Um deliciosa viagem beirando o Rio Danúbio, onde pudemos matar um pouco a saudade de pedalar juntos. Com os dias de descanso, a bike tinindo, e sem os alforjes, já que Heike e Lisa vieram jantar conosco, me senti um leão em cima da bicicleta.

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Vai Lisa! Tira logo a foto!!! O sol está nos segando.. kkk! Ronny e eu prontos para pedalar juntos depois de quase 2 anos. Kosching. Alemanha.

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Ciclovia Alemã.

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Ciclovia do Rio Danúbio. Alemanha

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Sinalização padrão das ciclovias alemãs.

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Lindo pôr do sol para coroar nossa despedida. Donauworth. Alemanha.

Foi mais uma despedida dolorida e emocionante. Daquelas que você parte querendo ficar! Assim como na despedida de Marco em Ravenna, não consegui segurar as lágrimas. Gratidão, carinho, amizade! Ronny é mais do que um amigo… é um irmão que fiz na estrada!

Muito obrigado Ronny, Heike, Lisa, Edi e Melitta! Espero vocês no Brasil… ou em algum lugar nesse mundão afora!

Bem vindos à Alemanha.

Entre Innsbruk na Áustria e Munique na Alemanha, foram 3 dias de pedal com muita chuva. Apenas no terceiro dia, já bem perto de Munique, o sol apareceu novamente. Foi o último trecho de Jordi, que volta para Barcelona amanhã, enquanto eu, sigo minha jornada rumo norte, onde pretendo visitar bons amigos que fiz na estrada.

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Innsbruk. Áustria.

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Innsbruk, Áustria.

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Jordi eem Innsbruk, Áustria.

A ciclovia que liga essas duas cidades seguiu no mesmo padrão dos Alpes. Muito bem sinalizada, boa infraestrutura, quase sempre exclusiva para pedestres e ciclistas, e em ótimo estado de conservação. Na Áustria, a ciclovia segue ao lado do Rio Inn, afluente do Rio Danúbio, fato que garante boas fotos, mesmo com o tempo nublado. O céu nublado, a chuva, as baixas temperaturas e as folhas das árvores que colorem as trilhas com tons que vai do amarelo, passando pelo cobre e chegando ao marrom, oferecem um cenário original típico de outono. No entanto, o vale do Rio Inn é um importante centro agropecuário, com plantações e pastos ainda verdinhos.

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Ciclovia entre Innsbruk e Munique. Alemanha.

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Típica paisagem do Rio Inn. Áustria.

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Vale do Rio Inn. Áustria.

A chuva associada ao frio, é literalmente, um banho de água fria para fazer fotos. Luvas grossas, lentes molhadas e embaçadas… fica chato pra caramba! Como vai secar ou desembaçar a lente se tudo está molhado?  A chuva também enche o saco na hora de buscar um lugar para passar a noite. Não conseguimos Warmshowers e não tivemos sucesso com o Padre, que por sinal, nem se quer estendeu a mão para me cumprimentar! Super rude o lazarento! Me deixou com uma raiva desgraçada! Tudo bem! Não precisa aceitar o meu pedido, mas não me cumprimentar foi demais! Fiquei o resto do dia ruminando aquele momento. Padre du C.! Não me deu a mão e fechou a porta na minha cara! Ahhhh….. Bom deixa para lá! O jeito foi encarar a chuva e acampar…

Na primeira noite cozinhamos dentro da barraca e na segunda usamos uma casinha de caçadores de patos. O cardápio foi praticamente o mesmo, com pequenas variações. Uma deliciosa sopa com milho verde e abóbora que colhemos ao longo da ciclovia.

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Jordi e eu cozinhando em dia de chuva dentro da barraca, próximo à fronteira entre Áustria e Alemanha. Áustria.

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Acampando na Alemanha.

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Acampando na Alemanha e mostrando a língua para o Padre!

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Cozinhando na casinha de caçadores de pato para se proteger da chuva. Alemanha.

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Casinha de caçadores de pato. Alemanha.

Munique é a terceira maior cidade alemã, capital da região da Baviera, o maior dos 16 estados alemão. Nesta região, a cozinha é rústica, destacando todos os tipos de carne, em especial as carnes de caça, vitelo, pato, os diferentes tipos de salsichas e o porco, talvez a estrala maior da gastronomia da região. Os doces como o Apfelsrudel, torda de maça e creme; e o Nusschneken, uma caracol de massa folhada com diferentes sabores, também são bem interessantes, seja na sobremesa ou na hora do cafezinho com leite para esquentar do frio. No entanto, eles não são lá tão açucarados como os nossos doces brasileiros, e podem decepcionar os fanáticos por açúcar. Ahhh… as cervejas também são muito famosas por aqui. Até a semana passada estava rolando a Oktoberfest!

Com uma “crise de gota”, confesso que ainda não experimentei as carnes. Mas já rolou uns docinhos típicos.

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Apfelsrudel – torta de maça alemã.

Já entrei com a medicação e estou torcendo para melhorar o mais breve possível! Afinal, tem muita coisa para provar, não só na região da Baviera, mas em toda a Alemanha. Sobe na garupa e vamos juntos!

 

A Itália de bons amigos, lugares incríveis e gastronomia de dar água na boca!

Deixamos Roma em uma manhã ensolarada com temperatura muito agradável. Jordi, que havia pedalado comigo na Nova Zelândia, veio de Barcelona para me fazer companhia por alguns dias. Como já nos conhecíamos, foi fácil “achar” o ritmo da viagem. Nas duas primeiras noites, dormimos em duas paróquias. A Primeira foi em Sutre, onde encontrei um padre brasileiro. Já há muito tempo na Itália, Padre Fernando, nos ajudou cedendo uma sala da paróquia. A segunda foi em San Lourenço Novo. Tanto em San Lourenço como em Sutre, conseguimos achar bons restaurantes com preços justos. Estas cidades estão na rota de peregrinação chamada Via Francigena. Algumas igrejas  estão preparadas para acomodar os peregrinos enquanto os restaurantes oferecem o “menu do peregrino” com preços que variam entre 6 e 15 euros. A via Francigena foi uma importante estrada que ligava a Inglaterra a Roma, usada desde então por peregrinos que desejam visitar os túmulos dos apóstolos Pedro e Paulo. A via corta vilas e paisagens incríveis!

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Paisagem da Via Francigena. Itália.

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Sutre . Itália

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Salão paroquial de Sutre. Itália.

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Via Francigena. Toscana. Itália.

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Bolsena – Itália

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Itália.

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Bem vindos a Toscana! Bar Paralelo 43. Itália.

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Via Francigena. Toscana. Itália.

Em Siena ficamos na casa do Carlinhos e da Valéria. O Carlinhos é primo do meu cunhado. Nos encontramos em Barcelona meses atrás e meio que deixamos certos minha passagem por lá. Infelizmente coincidiu com suas férias. O casal deixou tudo acertado e ficamos nas mãos carinhosa da D. Ciça, mãe da Valéria. D. Ciça nos recebeu com um sorriso daqueles que todos gostam de ganhar! Com simplicidade e a elegância de uma boa anfitriã, D. Ciça desfilou seus dotes culinários nos brindando com pratos deliciosos! Do brasileiríssimo arroz com feijão a uma belíssima pasta italiana, passando por sobremesas incríveis. Jordi, que teve o primeiro contato com a gastronomia brasileira ficou encantando com as mãos mágicas da nossa anfitriã! Tudo delicioso! D. Ciça também me presenteou com uma deliciosa receita que conecta as gastronomias brasileira e italiana. Sorvete de café! Nosso tão conhecido café com o melhor sorvete do mundo! Eu já provei! E vocês não perdem por esperar. Mais uma receita para o livro Da China para Casa by Bike!

Valéria emprestou seu carro para agilizarmos um tour pelas redondezas de Siena. Visitamos o Castelo de Monteriggioni e a lindíssima e sofisticada San Gimignano.

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Castelo de Monteriggioni. Toscana. Itália

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Castelo de Monteriggioni. Toscana. Itália.

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San Gimignano. Toscana. Itália.

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San Gimignano. Tosccana. Itália.

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San Gimignano. Toscana. Itália.

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San Gimignano. Toscana. Itália.

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Eu e a queridíssima D. Ciça. Siena. Itália.

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Piazza del Campo. Siena. Itália

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Catedral de Siena. Itália.

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Siena. Toscana. Itália.

Gostaria de deixar registrado aqui meus sinceros agradecimentos ao Carlinhos, Valéria e D. Ciça! Muitíssimo obrigado! Deixo um abraço também ao Wandré, neto da D. Ciça.

De Siena seguimos firmes para a bela Florença. Passamos a tarde na cidade. Visitamos os principais pontos turísticos e passamos a noite nos fundos de um posto de gasolina já na saída da cidade. As montanhas deste dia serviram de aquecimento para o que estava por vir.

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Siena – Florença. Toscana. Itália.

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Siena – Florença. Toscana. Itália.

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Florença. Itália

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Florença. Itália

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Florença. Itália.

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Terminando o dia com uma pizza. Florença. Itália.

Chegou a hora de cruzar os Apeninos, a mais importante cadeia montanhosa da Itália que se estende de norte a sul do país, por mais de 1000 km . Pela estrada SS 67, atravessamos o Passo del Muraglione, com 906 metros de altitude. A estrada também corta cidadezinhas charmosas, vinícolas, plantações de uva, florestas e um dos três parques nacionais da Toscana.

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Enfrentando o Apeninos em etapas. Hora de descansar. Estrada SS 67. Florença – Ravenna. Itália.

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Estrada SS 67. Próximo ao passo Del Muraglione. Apeninos, Toscana. Itália.

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Esse tonel entro no meu caminho… Itália.

Depois de escalar, veio um delicioso descidão que nos levou para a região de Emília-Romanha, mais precisamente em Ravenna, onde estou agora. Escolhi vir a Ravenna para encontrar Marco e alguns amigos que fiz na estrada. Para minha surpresa Matteo veio de Reggio Emilia, onde mora, para passar uns dias com a gente. De quebra, também revi Colin, que acabara de voltar de Honduras. Pedalei com eles na Austrália.

A identificação com Marco e seu parceiro Gio, que ainda está na estrada, foi imediata. Parecia chegar na casa de um velho amigo! Me senti super à vontade com toda sua família. A mãe de Marco, D. Lea, é uma fofa! Sorriso terno, gostoso, falando alto e gesticulando! Uma típica mama italiana. Daquelas donas de casa que não param um segundo. D. Lea esbanjou categoria na cozinha. Como se come na Itália, não! Além de pratos típicos, é uma fartura de queijos, presuntos e tudo quanto é tipo de frios! Perdição! O pai é mais tranquilão! Nas horas vagas é caçador de trufas. E o irmão Gian Luca é um bonachão! Cara legal, sempre sorridente e bem engraçado!

Foram dias super agradáveis com meus amigos. Teve uma baladinha de leve, praia, churrasquinho nas montanhas, e ótimos bate papos. Compartilhamos lembranças e nos divertimos com conversas e mais momentos que serão lembrados no futuro.

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Eu, Marco, Matteo e Jordi. Só cicloturistas! Ravenna. Itália

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Churrasquinho em Premilcoure. Toscana . Itália.

Além dos jantares em família na casa de Marco, fomos convidados pelos pais de Gio para um jantar. Ali, tive a certeza que a amizade que fiz com Marco e Gio será para sempre. Mais delícias gastronômicas italianas e ótimo papo! E é claro! Todo o carinho dos anfitriões. Saio de Ravenna com a certeza que verei todos novamente. Espero um dia poder retribuir um pouco do carinho que recebi aqui!

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Gian Luca (irmão de Marco), Matto, Jordi, Marco, D. Rita (mãe de Gio), Giulia (irmã de Matteo), Eu, Sr. Giordano (pai de Gio) e Valentina (irmã de Gio). Ravenna. Itália.

A mama de Marco e a mama de Gio.

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Exato lugar onde Marco e Gio iniciaram a Volta ao Mundo. Ravenna. Itália.

Daqui, sigo para Veneza, ainda com Jordi. Convido você para subir na garupa e vir com a gente! Aliás, clica o bontãozinho “seguir” lá em cima, do lado direito do blog. Além de saber das novidades em primeira mão, você ainda me dá uma forcinha aumentando o número de seguidores! Valeu e até Veneza!

 

 

 

 

 

Roma, belíssima!

Roma é sem dúvida umas das cidades mais fascinantes que já visitei! Um museu a céu aberto! Já havia visitado suas principais atrações anos atrás, e por isso, resolvi gastar meus dois dias caminhando pelas ruas, com a minha máquina fotográfica na mão. Não estava afim de enfrentar longas filas e gastar uma grana, para ver de novo o Museu do Vaticano, a Capela Sistina e o Coliseu, que para mim, são suas principais atrações. Se você não conhece, não perca! Mas posso afirmar que explorar a cidade caminhando vai te surpreender! Praças, largos, relíquias do império romano, arquitetura, igrejas, monumentos… em fim! Se “perder” nas ruas de Roma é fascinante!

Se tem intenção de visitar “A cidade eterna”, invista em um bom guia, prepare suas pernas e divirta-se!

Como estou na correria, sem tempo para escrever, termino esse post com alguns clicks da belíssima cidade de Roma.

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Basílica de São Pedro. Vaticano. Roma.

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Piazza del Popolo. Roma.

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Scalinata di Trinitá del Monti. Roma

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Fountain Trevi. Roma.

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Monumento a Vitor Emanuel. Piazza Venezia. Roma.

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Roma. Itália.

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Ruínas de Roma.

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Coliseu. Roma

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Roma

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Pantheon. Roma

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Porchetta. Típica iguaria de Roma. 

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Piazza Navona. Roma

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Roma

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Roma: a terra do sorvete!

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Castelo de Santo Ângelo. Roma

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Sanfoneiro em Roma

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Roma

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Roma

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Roma

 

 

 

 

Benvenuti in Italia

A minha viagem pela Itália começou com muitas surpresas, me mostrando um país diferente daquele que conheci anos atrás. É a magia da bicicleta me proporcionando novas experiências em um país que eu adoro! Antes, meu fascínio era pela gastronomia e pela suas atrações históricas. Agora, com a minha bicicleta, estou mais perto do italianos, coisa muito difícil de acontecer como um turista tradicional!

Como sempre faço, antes de chegar a um novo destino, recorro a minha agenda de contatos e geralmente recebo uma ajuda importante para a minha viagem. Dicas, alertas, informações das mais variadas e muito mais! Ainda na Austrália, dois anos atrás, conheci Marco e Gio que também estavam em volta ao mundo de bike. Aliás, Gio continua sua empreitada e já rodou mais de 50.000 km. Já Marco, foi fisgado pelo amor e resolveu ficar no Canadá. Os dois conectaram seus familiares e amigos e já estou recebendo os benefícios. Aqui em Roma, onde faço uma pequena pausa, estou hospedado na casa da namorada de Gio, Flávia.

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A vovó Teresa, Flávia e a mamãe Ornella. Recebendo o carinho das 3 gerações em Roma, Itália.

Durante os meu primeiros dias de pedal na Itália, fui forçado a parar por alguns dias em Mondragone, na região da Campania, a terra da mussarela de búfala. Que rapaz! É de chorar!!!!

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Mussarela de búfala com salada de tomates em Mondragone. Itália.

Uma antiga lesão na sola do pé esquerdo se manifestou novamente alguns dias atrás, me obrigando a baixar o selim da bicicleta para aliviar o contato com a região afetada. Essa manobra mudou a biomecânica da pedalada, resolvendo o problema do pé esquerdo, mas afetou outra antiga lesão no tornozelo direito. Quando atravessava as ruas de pedras de Nápoles, acabei exigindo muito e o tornozelo inchou bastante. Além disso, pedalei 113 km neste dia. Não me restou alternativas se não procurar uma pousadinha para melhor tratar a lesão.

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Rápida passagem por Nápoles, para provar a mais famosa pizza do Mundo! Margherita da Pizzaria da Michele. Nápoles.

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Nápoles.

Rapaz! E que surpresa boa tive em Mondragone! Nicola, Elena e o filho Paolo transformaram o quartinho dos fundos da casa na Pousada Verdemare. Eles acabaram se encantando com a minha viagem e me ajudaram muito! Além de um baita desconto, me convidaram a comer com eles, preparando pratos para lá de especiais!

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Elena e o filho Paolo preparando um delicioso prato com frutos do mar. Pousada Verdemare. Mondragone. Itália.

Uma outra surpresa legal neste início de viagem foi encontrar Paolo, um  cicloturista italiano de Turim, que fazia uma viagem entre Brindisi, ao sul da Itália, até Roma. Nos encontramos em Gaeta e pedalamos juntos por dois dias, até pertinho de Roma, quando ele teve que se apressar para não perder o trem até sua cidade natal. Foi uma pena sua viagem ter acabado! Fizemos uma rápida amizade! Ele se mostrou um cara bacana, companheiro!

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Mais um amigo! Obrigado Paolo!

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Eu, Paolo e Don Pier Luigi. Capela de Frasso, Itália.

Paolo tem uma carteirinha de peregrino e acabou me levando com ele até a Igreja de Frasso di Sonnino, onde pernoitamos. O Padre Pier Luigi nos tratou muito bem! Nos alojou em confortáveis suítes individuais com wi-fi, e não aceitou de forma alguma, a oferta voluntária de praxe que os peregrinos oferecem.

Um bom trecho dos 323 km entre Salerno e Roma, pedalei pela famosa Via Appia, uma das principais estrada da Roma Antiga. Sua construção foi iniciada em 312 a.C. É uma estrada relativamente plana, pelo menos no trecho que percorri, tornando se ondulada apenas nas proximidades de Roma. Cortando vários vilarejos e cidade, a estrada possui duas colunas de enormes árvores que a deixam ainda mais bela e ajuda a proteger do sol. Por outro lado, é uma estrada estreita, com tráfego relativamente pesado e um tanto quanto perigosa. Em alguns trechos, optei por pedalar em vias adjacente. O asfalto no sul da Itália é bastante  irregular ou esburacado, principalmente no entorno das cidades, exigindo bastante atenção.

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Via Appia. Itália.

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Via Appia. Itália

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Formia. Itália.

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Praia de Gaeta. Itália.

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Terracina. Itália.

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Terracina. Itália.

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Já provei vários tipos de uvas na beira da estrada! Época certa para visitar o país se for apaixonado por frutas como eu! Itália.

Já em Roma, visitei apenas o Vaticano que estava no caminho para a casa da Flávia. Hoje choveu bastante!

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E de repente o Vaticano aparece em meu caminho. Roma. Itália 

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Piazza San Pietro. Vaticano, Roma. Itália.

A última surpresa boa que compartilho com vocês ainda está por vir. Quem chega amanhã direto de Barcelona é meu amigo Jordi, que pedalou comigo na Nova Zelândia. A ideia é visitar Roma e seguir juntos rumo norte! Legal pra caramba! Baita surpresa!

E você, pega uma garupa com a gente e vamos juntos!

Tunísia: Um lugar inesquecível

Minha viagem de bicicleta pela Tunísia teve tudo que uma aventura pode oferecer! Lugares de tirar o fôlego, diversão, encontros inesquecíveis, amizade, imprevistos e improvisos e um verdadeiro mergulho na gastronomia e cultura local.

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Sra. Zribi, nossa querida anfitriã em Mareth. Tunísia.

Entre a Ilha de Djerba e Tunes, foram 700 km em 9 dias de sol forte, hora com vento contra hora com ele nos ajudando, sempre em um terreno relativamente plano. Pegamos um pouco de subidas apenas no último dia. Adotamos a estratégia de acordar cedo e fazer uma longa parada no horário mais quente do dia, para voltar a pedalar no fim de tarde. Mas na maioria dos dias, nos atrasamos um pouco e pedalamos na boca da noite, exigindo ascender os faróis da bicicleta. As estradas na Tunísia não são lá tão seguras. Geralmente são estreitas, com acostamento irregular, nos obrigando a pedalar na margem da estrada. Por outro lado, o trânsito é moderado ou baixo.

A estrutura é boa. Existe muitas vilas ao longo do caminho e não existe a necessidade de carregar muitos suprimentos. Como estava com Samir, não tivemos problemas de comunicação, mas vale lembrar que o segundo idioma na Tunísia é o francês. No interior, é raro encontrar alguém que fale inglês, assim como banheiro com papel higiênico. Um caninho com água e as mãos fazem as vezes do papel.

Samir foi um parceiro incrível! Cuidadoso e sempre disposto a mostrar o que seu povo e país tem de melhor, meu novo amigo de 53 anos, que faz aniversário no mesmo dia que eu, não poupou esforços para me colocar em contato direto com o povo local e as principais atrações turísticas do nosso roteiro. Me mostrou coisas que passariam despercebidas se eu estivesse sozinho e teve muita paciência em sanar toda a minha curiosidade, já que seu inglês é limitado. Pude perceber o quanto ele é querido pelos seus amigos que nos receberam em suas casas. Notei sua preocupação com os animais, crianças e o meio ambiente. Religioso, sempre faz 5 orações por dia.

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Samir em uma das 5 orações que faz por dia. Tunísia.

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Família do Sr. Ali. Mareth. Tunísia.

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Recebendo o carinho da Sra. Zibri. Mareth. Tunísia.

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Delicioso jantar na casa da família Amorri que nos recebeu em Gabés. Tunísia.

Nas paradas, Samir se apresentava dizendo de onde vínhamos de bike, e falava um pouco sobre mim, sensibilizando e ganhando a simpatia dos locais, que muitas vezes nos ajudaram inesperadamente. Um lugar para passar a noite, uma água bem gelada, uma fruta, pão, cafezinho, ou simplesmente uma pose para foto! Um dia, já escurecendo, Samir pediu permissão para acampar ao dono de um café, bem ao lado da estrada. O dono sem cerimônias, permitiu na hora! Aí, papo vai e papo vem, depois de meia hora, além da permissão de cozinhar, o dono ofereceu o interior do bar para passarmos a noite. Samir é aquele cara que chega de mansinho e vai conquistando todo mundo! Lembra uma pessoa muito querida que eu chamo de pai.

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Samir e o Sr. Mohammed, dono do café em Skhira. Tunísia.

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Samir fazendo amizade em uma de nossas paradas. Tunísia.

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Samir fazendo mais amigos… Tunísia.

Teve um dia, que estava calor pacas, e não achávamos uma sombra sequer para esfrias os miolos. Avistamos uma mesquita! Bastou ele explicar ao Imame (pregador da mesquita) quem éramos e o que estávamos fazendo, que fomos convidados a tomar banho e descansar na refrescante atmosfera do interior da mesquita. Fato que não é comum por aqui! Em geral, só os muçulmanos podem entrar nas mesquitas.

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Eu e Samir com o Imame e as crianças em frente a mesquita em que descansamos. Tunísia.

Dormimos dentro de casa apenas uma vez, com a família Amorri. Acampamos na praia e  jardins, dormimos na beira de estrada, construções inacabadas, dentro de um bar e quintal de locais. A temperatura de noite é super agradável, e com a certeza de que nunca chove nesta época do ano, minha rede ganhou preferência.

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Levantando acampamento em El Jem. Tunísia.

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Acampamento na praia em Hammamet. Tunísia.

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Em Rtbia, dormimos no quintal de locais. Tunísia.

De todos os pontos turísticos que vi, o que mais impressionou foi o Anfiteatro Romano de El Jem. Construído no século III (230 a 238 d. C.) por Gordian, com capacidade para 35 mil espectadores, foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1979. O anfiteatro tem a fama de ser o segundo maior e o mais bem conservado do mundo.

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Anfiteatro Romano em El Jem, Tunísia

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Anfiteatro Romano em El Jem, Tunísia.

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Anfiteatro Romano em El Jem, Tunísia.

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Anfiteatro Romano em El Jem, Tunísia.

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Anfiteatro Romano em El Jem,Tunísia.

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Anfiteatro Romano em El Jem, Tunísia.

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Gladiador no Anfiteatro Romano em El Jem, Tunísia.

A surpresa negativa da nossa viagem foi em relação ao pneu traseiro da bicicleta. Quando ele murchou pela primeira vez, não reparei que o problema era causado pela fita protetora que fica entre o pneu e a câmara. Percebi que a câmara de ar estava rachada, e não furada. Associei o fato a sua idade, já que ultrapassava os 30.000 km rodado. Só percebi na segunda vez que o pneu murchou! E aí dei azar, pois as minhas duas câmaras reservas estavam com problemas. A nova, que nunca havia usado, apresentou problema na válvula, e a outra, já remendada, vazou no remendo. O resultado disso foi muita encheção de saco e três trocas em 24 horas.

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Imprevisto de viagem… Ehhh laiá!!! 3 reparos em 24h…. Tunísia.

A forte influência da colonização francesa deixou heranças na arquitetura e na língua falada. No entanto, sua gastronomia rústica, provém dos Magrebinos, ou seja, de países do norte da África, como Marrocos, Argélia e Líbia. O cuscuz é muito apreciado, sempre servido com verduras, peixes, frutos do mar, frango, carneiro ou boi, com um molho de tomates e especiarias.

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Delicioso cuscuz com carne de cordeiro na casa do Sr. Ali. Mareth, Tunísia.

Também encontrei uma salada típica com cebola, tomate, pimentões verdes temperada com limão e azeite. A gastronomia italiana marca presença com os internacionais espaguetes e lasanhas. Todo restaurante serve espaguete com molho de tomates e Harissa, uma deliciosa pasta de pimenta piripiri ardente e espessa, frescas ou defumadas, com aparência do nosso extrato de tomates. Também é servida como entrada com azeite e em pequenas porções em quase todos os pratos.

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Fábrica de Harissa, típico condimento local. Tunísia.

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Senhoras trabalhadoras na fábrica de Harissa. Tunísia.

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Samir com as fieiras de pimentas defumadas na fábrica de Harissa. Tunísia.

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Aprendendo a colocar as pimentas nas fieiras para serem defumadas na fábrica de Harissa. Tunísia.

Outra salada muito comum por aqui é Mechouia, com pimentões e berinjelas grelhadas nas versões levemente e absurdamente picantes. É o “primeiro prato” mais comum, pelo menos por onde passei.

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Mechouia – Salada típica da Tunísia.

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Típica venda de especiarias. Tunísia.

Aliás, tudo é muito temperado e as especiarias levam destaque em tudo, principalmente o cominho, coentro e o cúrcuma. O cravo, a pimenta da Jamaica, canela, gengibre (geralmente em pó) e a pimenta caiena também são usadas em abundância. Na verdade o que rola é um “garam masala” (mistura de especiarias moídas indiana) que aqui tem características parecidas e leva o nome de “ras ranut”. A quantidade de ingredientes na confecção do “ras ranut” varia de família para família e por isso é quase impossível comer dois cuscuz iguais, por exemplo.

O azeite, as azeitonas, as tâmaras e as frutas frescas como uvas, melões, melancias, figos e pêssegos completaram as nossas refeições. A novidade em relação as frutas foi a fruta do cactos, que são abundantes nessa época do ano. São levemente adocicadas e cheia de sementes… assim como as goiabas, só que diferentes… kkkk. Tem um gosto suave, lembram o perfume de flor.

Samir com a fruta do cactos já descascadas.

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Sempre rolou uma paradinha para as frutas. Tunísia

Como estávamos na maioria do tempo no litoral, demos preferência aos pescados, hora cozinhando, hora comendo em pequenos restaurantes.

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Rolou peixes e legumes grelhados em dia de acampamento. Tunísia.

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Cabeça de peixe ensopado. Iguaria típica da Ilha de Djerba. Tunísia.

 

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Dourada grelhada. Tunísia.

Também é muito comum sentir o cheiro dos pimentões que vem dos fogões dos locais. Eles são geralmente grelhados e estão em todas as refeições nesta época do ano. O churrasco de cordeiro também é muito apreciado. O detalhe que chama atenção são os animais pendurados em frente aos restaurantes. Eles são destrinchados na hora de ir para o fogo. Carne mal passada por aqui não rola! Nem precisa falar o porquê, não é mesmo!

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Pimentões grelhados em casa de locais. Tunísia.

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Churrasqueiro orgulhosos em frente a um típico restaurante de beira de estrada na Tunísia.

Em Tunes, tiramos a tradicional foto de chegada no marco zero da cidade, onde fomos acolhidos pelos amigos de Samir. Seif e Mannoubi, dois jovens aventureiros geólogos, nos providenciaram acomodação, lugar para eu guardar a bike enquanto espero o dia do meu embarque para a Itália e organizaram um mini apresentação, com meia dúzia de amigos, onde pude mostrar um pouco da minha viagem em um café no centro de Tunes.

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Minha viagem de bike com Samir chegou ao fim! Torre do relógio em Tunes. Tunísia.

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Os amigos Mannoubi (na direção) e Seif, que nos ajudaram em tudo que precisamos em Tunes. Tunísia.

 

E depois da apresentação, levei um grande susto! Nos despedimos dos amigos e seguimos pedalando para o albergue, cerca de 10 km do centro da cidade. Mais ou menos na metade do caminho, notei que havia esquecido a minha mochila com o computador, gps e outras coisitas mais! Rapaz, que desespero! Partes das minhas fotos sem backups!!!! O prejuízo que teria para repor os perdidos… Voltei rasgando para o café… que já estava fechado! Samir chegou alguns minutos depois enquanto eu tentava explicar para o segurança do hotel ao lado o que havia rolado… O cara com um puta pouco caso… me dando as costa e sem a menor vontade de ajudar. Samir falou com um guarda que pediu para irmos a delegacia fazer uma ocorrência…  Não vai rolar!!! Cara, passou apenas 20 minutos… precisamos achar o segurança que havia nos pedido para deixar o estabelecimento. Só nós estávamos no bar. As luzes apagadas… dificilmente alguém conseguiria avistar a bolsa preta do lado de fora. As coisas começaram a mudar quando mais uma vez a minha história de estar viajando o mundo de bike, com todas as fotos e registros no computador, sensibilizou o chefe dos policiais. Ele começou a disparar ordens e desapareceu por 2 minutos. Voltou com o fone do segurança do café, o mesmo que havia pedido para sairmos. Bingo!!!! O cara guardou a mochila!!! Não me contive de felicidade e dei um baita abraço no cara! Que alívio!!! Nem me incomodei em morrer com uma grana para recompensar o carinha!!! Era minhas coisas de volta! Mais que o material, que poderia ser restabelecido, o prejuízo emocional certamente me derrubaria por vários dias…

O segurança do café com a minha mochila e o policial amigo entre eu e Samir, no bairro Medina em Tunes. Tunísia.

Minha viagem para Itália é somente no dia 8, pois não encontrei passagem antes. Com uma semana de folga, aceitei o convite do incrível amigo Samir e retornei a Djerba para descansar e poder planejar a minha próxima perna da viagem.

Queria deixar registrado aqui, todo o meu agradecimento a Samir, sua esposa Latifa e seu filho Hakim, que desde o primeiro momento que nos encontramos, não pouparam esforços para me fazer sentir em casa, providenciando tudo aquilo que precisei e mais um pouco! Samir é mais um amigo que fiz para vida toda! Vou ficar muito contente se um dia tiver a oportunidade de retribuir todo o carinho que recebi! Muito obrigado Samir, Latifa e Hakim… espero vocês no Brasil!