Outback Australiano – Muito mais que um simples deserto

A região desértica e semi-árida da Austrália é conhecida como Outback e cobre boa parte do interior do país. O solo é formado por uma grossa areia avermelhada. Apenas uma vegetação rasteira e alguma árvores muito resistentes são capazes de sobreviver ali, no entanto suas reservas de ferro, alumínio, urânio, chumbo, níquel, zinco e até ouro em menor quantidade, trazem imensa riqueza para o país.

Eu fui para o Outback para visitar o Parque nacional de Uluru e  Kata Tjuta, Patrimônio Mundial da Unesco que fica na minúscula cidade de Yulara.

Também conhecido como Ayes Rock, Uluru é um monólito ( estrutura geológica formada por uma única pedra ou rocha) no meio de uma enorme planície que lembra ao longe um gigantesco formigueiro. Por considerar a formação sagrada, os Anangus (aborígenes locais), não autorizam fotografar uma das faces da rocha que apresenta uma formação similar a um cérebro e tentam persuadir os visitantes a não escalar, embora não exista a proibição de se chegar ao topo. Segundo a lenda, há várias histórias de turistas que levaram para casa um pedaço do Monte Uluru e devolveram a lembrança alegando que traria azar. Eles dizem que foram amaldiçoados por levar uma parte do monumento, considerado sagrado para os aborígenes. O Parque responsável pela administração do monte, diz receber um pacote por dia, enviado de várias partes do mundo, com uma amostra do Uluru e um pedido de desculpas.

O Uluru apresenta uma variação notável de coloração de acordo com o horário do dia, em especial ao nascer e por-do-sol. O monte possui ainda inúmeras fendas, poços com água, cavernas e pinturas antigas.

 

Parque Nacional de Uluru.

Parque Nacional de Uluru.

 

O Kata Tjuta, também conhecido por Monte Olga, é uma formação rochosa formado por 36 domos ou cúpulas tão bonito e exótico quanto Uluru.  Em uma caminhada de 2 ou 3 horas pelo conglomerado de enormes rochas vermelho-ferrugem, é possível ver um pouco da fauna e da flora do semi-árido australiano.

 

Kata Tjuta - Outback - Austrália

Kata Tjuta – Outback – Austrália

Kata Tjuta - Outback - Austrália

Kata Tjuta – Outback – Austrália

Kata Tjuta - Outback - Austrália

Kata Tjuta – Outback – Austrália

Fauna do semi-árido australiano.

Fauna do semi-árido australiano.

Flora do semi-[arido australiano.

Flora do semi-[arido australiano.

Flora do semi-[arido australiano.

Flora do semi-[arido australiano.

Byron Bay – Um cantinho privilegiado na imensa Austrália

Sabe aqueles 4 amigos gente boa pra caramba, viajando juntos pelo sudeste asiático, que você cruza por acaso, e esses moleques são massa véio!!! Então, eu e a Cynthia cruzamos com eles na Tailândia… Molecada boa praça! Foi uma passagem rápida, apenas dois ou três dias. Tempo suficiente para rolar uma amizade legal para a Bruna Carnaval agilizar rapidinho um cantinho para eu ficar.  Estou na casa do Nuno, Taíssa e Marcão… 3 brazucas que moram em Byron Bay, uma cidadezinha apaixonante no extremo leste da Austrália.

Não apenas pelas belezas naturais, Byron Bay é apaixonante pelo ritmo em que a cidade vibra. Muita gente tem a bike e o skate como principal meio de transporte, pico bom para pegar onda. Cidade verde, organizada, limpa, que oferece bares, restaurantes, parques, praia e um por do sol de tirar o fôlego. A galera trabalha com tempo de curtir o dia a dia. Todo mundo aproveita o fim de tarde de alguma forma.

A galera me levou para dar um rolê, curti!

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Farol em Byron Bay

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Por do sol em Byron Bay – Vista do Farol.

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Taíssa, Nuno e Jana.

Linda cobra passeando no quintal da casa dos Brasileiros em Byron Bay.

Linda cobra passeando no quintal da casa dos Brasileiros em Byron Bay.

Estilo de vida!

Estilo de vida!

Show na rua...

Show na rua em Nimbin.

Pegando onda no final da tarde em Byron Bay

Pegando onda no final da tarde em Byron bay

Byron Bay

Byron Bay

Show de percussão na praia...

Show de percussão na praia…

Clássica foto em Byron Bay.

Clássica foto em Byron Bay.

Piquenique na represa em Byron Bay.

Piquenique na represa em Byron Bay.

Caminhada em Byron Bay.

Caminhada em Byron Bay.

Ciclovia em Byron Bay.

Ciclovia em Byron Bay.

Pedal em Byron Bay.

Pedal em Byron Bay.

Jakarta – Capital da Indonésia

Estou hospedado na casa de Hadi, um membro do Couchsurfing (site de hospedagem) que passou a ser minha principal ferramenta para achar acomodação. Essa estratégia além da economia, me coloca em contato direto com o povo local. Ver as crianças se arrumando e chegando da escola, o dia a dia da dona de casa, o preparo das refeições… é muito legal acompanhar e de alguma forma participar da cultura local.

Hadi

Hadi

A Indonésia é formada por 17.508 ilhas, possui mais de 740 línguas e dialetos e mais de 300 grupos étnicos.  É possível ver uma sinopse da cultura indonésia no Taman Mini Indonésia Indah, um parque nacional que é uma das principais atrações de Jakarta. O parque expõe aspectos da vida diária e da arquitetura das províncias provenientes das diferentes regiões do país. O parque é enorme, talvez um dia não seja suficiente para ver tudo. A ideia de apresentar a Indonésia em pequena escala foi concebida pelo ex-primeira dama indonésia, Siti Hartinah, mais conhecido como Tien Suharto em 13 de março de 1970, com o objetivo de cultivar o orgulho nacional dos indonésios.

 

Aspectos arquitetônicos em Taman Mini.

Aspectos arquitetônicos em Taman Mini.

Taman Mini Parque.

Taman Mini Parque.

Taman Mini Parque.

Taman Mini Parque.

Jakarta tem um trânsito infernal! Preferi o transporte público ao invés de pedalar para visitar a cidade. É muito parecido com São Paulo, com o curioso fato de que homens e mulheres viajam separados nos ônibus. As mulheres vão na frente e os homens vão atrás. Em uma das viagens que fiz os homens se espremiam do meio para trás enquanto as mulheres viajavam com um certo conforto do meio para frente.

Homens e mulheres viajam separadamente nos ônibus em Jakarta.

Homens e mulheres viajam separadamente nos ônibus em Jakarta.

 

Outro ponto muito visitado em Jakarta é o monumento nacional, conhecido como Monas (1975). Uma torre com 132 metros de altura construída para comemorar a luta pela independência do país. Do alto da torre é possível ter uma boa visão da cidade e no subsolo um museu conta a história da luta política da Indonésia.

Monumento nacional de Jakarta - Monas

Monumento nacional de Jakarta – Monas

 

Vista do alto da torre de Monas.

Vista do alto da torre de Monas.

 

Também tive tempo de visitar o maior mercado da cidade, o Pasar Induk (Mercado Mãe). Nunca havia visto tanta pimenta na vida. O cheiro forte impregna no nariz e em pouco tempo o olho começa arder e lacrimejar. Na verdade foi um dos lugares que mais gostei de visitar em Jakarta apesar da imundice. Tudo que é descartado é jogado no chão e a sujeira e o mal cheiro prevalece. O mercado funciona 24h e o frenesi não para. Ótimo lugar para fazer fotos, embora seja relativamente escuro.

Mercado de Pasar Induk.

Mercado de Pasar Induk.

Vendedor de pimenta orgulhoso em Mercado de Pasar Induk.

Vendedor de pimenta orgulhoso em Mercado de Pasar Induk.

Mercado de Pasar Induk.

Mercado de Pasar Induk.

Mercado de Pasar Induk.

Mercado de Pasar Induk.

Cesto de pimenta em Mercado de Pasar Induk.

Cesto de pimenta em Mercado de Pasar Induk.

Senhora no Mercado de Pasar Induk.

Senhora no Mercado de Pasar Induk.

 

No entanto, para quem gosta de fotografar pessoas e momentos, foi nas ruas que tive as melhores oportunidades. Veja algumas fotos que fiz de relance.

Estudantes pousando para foto na fila do elevador em Monas.

Estudantes pousando para foto na fila do elevador em Monas.

 

Fumante na feira.

Fumante na feira.

Vendedor de chapéus.

Vendedor de chapéus.

Típica Indonésia na feira.

Típica Indonésia na feira.

Crianças varrendo a frente da escola.

Crianças varrendo a frente da escola.

Criança na escola.

Criança na escola.

 

 

Feliz Ano Novo em Hanói – Capital do Vietnã

Através de Sôt, minha pequena amiguinha vietnamita, conheci Nini, que tem uma Tia que vive em Hai Phong, cidade onde deixei minha bike para seguir de ônibus para Hanói. Em alguns dias, volto para pegar minha bike e dar sequência a minha jornada.

Bicicleta descansando na Mercearia da tia de Nini.

Bicicleta descansando na Mercearia da tia de Nini.

A simpática Tia de Nini em seu comércio.

A simpática Tia de Nini em seu comércio.

 

Hanói é a segunda maior cidade do Vietnã com aproximadamente 6,5 milhões de habitantes e possui aproximadamente 3,7 milhões de motos, o que faz da cidade um verdadeiro caos. Posso afirmar que o trânsito de São Paulo é “fichinha” se comparado a Hanói. As motos fazem filas de mais de um quarteirão nas horas de pico nos semáforos.

Trânsito Hanói

Trânsito Hanói

Rua tomada por motos, bicicleta e pessoas...

Rua tomada por motos, bicicleta e pessoas…

As calçadas viram estacionamentos e muitas vezes rota de fuga para fugir da confusão estabelecida em um cruzamento. Para piorar, pequenos restaurantes servindo variados tipos de Noodles (macarrão de arroz) colocam suas mesas na calçadas. São milhares deles! A impressão é que todos comem nas ruas.

Opções para comer Noodles em restaurantes de rua em Hanói.

Opções para comer Noodles em restaurantes de rua em Hanói.

Almoço na calçada.

Almoço na calçada.

As calçadas tomadas forçam os pedestres a caminhar pelas ruas, piorando o trânsito e aumentando a sensação de insegurança.

As bicicletas geralmente são usadas como bancas de camelô e vendem de tudo!

Bike vendendo porcelana nas ruas de Hanói

Bike vendendo porcelana nas ruas de Hanói

Bike vendendo frutas, calçadas tomadas por motos estacionadas, motociclista na contramão. Isso é Hanói!

Bike vendendo frutas, calçadas tomadas por motos estacionadas, motociclista na contramão. Isso é Hanói!

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Bike camelô vendendo artesanato em Hanói.

Embora o Vietnã siga o calendário lunar, comemorando sua festa de ano novo somente na primeira lua cheia do ano, (meados de janeiro), constata-se que uma forte influência ocidental vem tomando conta do país. A cidade estava ainda mais agitada que o normal, e perto das 23:30h, muita gente foi ao Lago Hoan Kien esperar por uma queima de fogos que não aconteceu. Nem mesmo essa frustração atrapalhou a alegria dos locais, que tomaram as ruas e os bares da cidade. 

Foto celular. Reveillon em Hanói. Cecília, inês, Fede, Marileide, eu e as Vietnamitas.

Reveillon em Hanói. Cecília, inês, Fede, Marileide, eu e as Vietnamitas.

 

 

 

Sôt,13 anos de pura simpatia.

Estava preocupado! Tinha poucos trocados em moeda local (Dong). Nas oportunidades que tive para trocar, ou encontrei os bancos fechados, ou eles não trocavam US$. Os dois caixas eletrônicos que encontrei não operavam cartão estrangeiro. Eram em cidades muito pequenas! Então, meu plano era parar em Tiên Yên, uma cidade um pouco maior no caminho para Ha Long, meu próximo destino.

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Na entrada da cidade, Sôt, essa figurinha de 13 anos começou a me seguir com sua bike. Com um sorriso no rosto fez como toda criança vietnamita que cruza meu caminho e disse: Hello! Tirando a mão rapidamente do guidão e acenando.

Para minha surpresa, ela falava um inglês bem razoável e soltou em seguida: Can I help you?

Disse a ela que estava procurando um banco e ela soltou: Ok! Folow me! E lá fui eu atrás da menininha.

Consegui sacar dinheiro e pedi a ela para me levar a um restaurante. A menininha descolada, sentou comigo, me adicionou ao facebook e traduziu para alguns adultos o que eu estava fazendo, para onde eu estava indo e tudo o mais.

Fiquei encantado com a minha nova amiguinha! Uma criança que tem alguns repentes de adulto… Cheguei a me emocionar algumas vezes. A saudade me fez imaginar estar conversando com a minha filha. Até os óculos me fez lembrar a Ana Laura! Esse encontro valeu o dia!

É por essas e outras que é muito bom viajar de bicicleta!

A Chegada

A viagem até Istambul foi tranquila! A mistura de cansaço, churrasco e um pequeno exagero no consumo de cerveja superaram a ansiedade e dormi muito!

Na viagem para Hong Kong sentei ao lado de dois irmãos e mais uma vez a viagem de bike chamou a atenção. Em uma outra oportunidade escrevo os nomes, pois ainda não consegui me familiarizar com o idioma… kkkk

Os meus novos amigos locais foram sensacionais. Imagine eu chegando com a caixa da bike, uma mala pesando quase 30 kg, o alforje dianteiro e o top rack (bolsa que vai na garupa da bicicleta) pendurado nos ombros, tendo que pegar o metrô e decifrar aquelas letrinhas características… kkk. Nossa! Se não fosse esses caras acho que nem conseguiria sair do aeroporto… kkk

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Meus primeiros novos amigos.

Meus primeiros novos amigos.

Eles são proprietários de uma empresa que fabrica brinquedos em miniatura e cabos USB e exportam para alguns países da Europa. Meus novos amigos me deram uma carona em uma Van até o centro da cidade onde fica o escritório da empresa. Lá montei minha bike. Apenas uma baixa. Meu pára-choque traseiro quebrou na emenda do parafuso… com uma gambiarra consertei… vou ver se consigo achar um novo por aqui. Caso contrário, vamos ver quanto tempo a gambiarra vai funcionar.

K 12

Montando a bike na K12, sede da emprese dos meus novos amigos.

Acabei de montar a bike por volta das 22h. O jeito foi pegar outra Van até o Albergue que fica em cima de um morro com uma bonita vista da Ilha de Kowlonn.

Vista da Ilha de Kowlonn

Vista da Ilha de Kowlonn

Um convite na hora certa!

Tem coisas que acontece na vida da gente que é bem difícil explicar… Olha o Preparador Físico que arrumei para a fase de polimento (final) da minha preparação física! Um grande amigo e colega de profissão com grande experiência no ciclismo, que mais do que ninguém, sabe os cuidados a serem tomados para permanecer longos períodos em cima de uma bicicleta. (Dói tudo, verdade?!).

Agradeço a você Edu, pelo carinho e verdadeira amizade, e pela oportunidade que me oferece de aprendizado. É bem legal receber um convite desses!

Explica pra turma aí!

edumamola

Olá, meu nome é Eduardo Gomes, sou educador físico graduado pela Universidade São Judas Tadeu e acabo de obter o título de mestre em ciências da saúde conferido pela UNIFESP. Pois bem, dentre as minhas ocupações eu destaco a de preparador físico de ciclistas, personal trainer e sócio proprietário de um estúdio de treinamento funcional direcionado para a melhora do desempenho de ciclistas.

Esse mundo dá muitas voltas mesmo, alguns anos atrás o Aurélio realizou a jornada pela Noruega, eu o vejo como um brasileiro especial, diferenciado, pela competência e coragem, aliás, cito uma frase que aprendi com ele que me identifiquei quando fiz as 24 horas de Le Mans de ciclismo: “ tudo não é mais que um sonho”.

Em um certo dia, ligo meu computador, acesso minha página em uma dessas redes sociais e vejo que o “indivíduo citado” anteriormente, aquele diferenciado… resolve agora dar um “girinho” ( gíria adotada no ambiente do ciclismo para pequenos trechos percorridos de forma leve) pela Ásia. OK, novos sonhos, novos rumos, novos projetos, mas tudo isso no mesmo corpo. Conheci o Aurélio em uma grande academia de ginástica, eu acredito que foi a maior academia do Brasil sei que o Aurélio é um exímio fisiologista e um ótimo profissional da saúde, sabendo disso eu entro em contato via mensagem de texto no celular e pergunto se ele não quer conhecer meu estúdio de treinamento funcional, certo que alguém já devia ter se manifestado e colaborado com os treinamentos físicos para a jornada da Ásia. Resumindo: Nos encontramos e marcamos para o dia seguinte os detalhes finais da sua preparação física. Foi um misto de orgulho por poder ter a chance de agradecer por tudo o que ele fez por mim e enorme responsabilidade de tê-lo como atleta, me proporcionando um momento, mesmo que curto, mas de extrema relevância e contribuindo com um maravilhoso, poético e saboroso projeto.

Um grande beijo do seu amigo

Edu”