Entrei em uma gelada chamada Coréia do Sul.

Modernidade, tradição, boa comida e muito frio! Assim começa minha visita pelo 11° país do Projeto Da China Para Casa By Bike.

Minha viagem pela Coréia do Sul começa pela capita Seul, centro de um aglomerado de 22,7 milhões de pessoas, o segundo maior de toda Ásia. Estou no bairro de Myeong-dong, coração e um dos principais centros financeiros do país, que me fez lembrar a região central de São Paulo, com calçadões, prédios altos, lojas e muitos ambulantes.

Calçadão no bairro comercial de Myeong-dong. Seul - Coréia do Sul

Calçadão no bairro comercial de Myeong-dong. Seul – Coréia do Sul

Ambulante no bairro comercial de Myeong-dong. Seul - Coréia do Sul

Ambulante no bairro comercial de Myeong-dong. Seul – Coréia do Sul

Conhecida como a capital do celular, Seul é considerada a cidade mais plugada do planeta e o maior laboratório global da web com 90% da população conectada à internet. A modernidade e agitação tecnológica, com outdoors eletrônicos, o trânsito carregado, e muita gente apressada nas ruas, contrastam com a tradição e a tranquilidade dos Palácios históricos, praças e monumentos espalhados pela cidade.

O Gyeongbokgung, Deoksugung, Changdeokgung, Changgyeonggung são os principais palácios da capital, todos com uma arquitetura muito similar. O primeiro é o mais importante e antigo, sede do Museu Nacional do Palácio, com artefatos dos reis coreanos. O Changdeokgung é conhecido pelo seu tranquilo Jardim Secreto. O combo para conhecer os 4 Palácios custa 9.000 won, cerca de US$ 9.

Palácio Gyeongbokgung. Seul, Coréia do Sul.

Palácio Gyeongbokgung. Seul, Coréia do Sul.

 

Jardim secreto do Palácio Changdeokgung. Seul - Coréia do Sul

Jardim secreto do Palácio Changdeokgung. Seul – Coréia do Sul

A Torre de Seul é um dos lugares mais visitados da capital. Conhecida como Namsan Tower,  com 237 metros de altura, oferece vista de 360°, lojas de souvenir, quitutes e restaurantes. A subida pode ser feita de teleférico ou caminhando.

Namsan Tower. Seul, Coréia do Sul

Namsan Tower. Seul, Coréia do Sul

Seul a noite

Seul a noite vista da Namsan Tower

A gastronomia da Coréia do Sul é muito variada e quase tudo é apimentado. A base é sempre arroz ou noodls complementados com muita verdura, peixes, frutos do mar, carne de porco, frango e vaca e também o tofu. A marca registrada dos pratos coreanos sãos os banchans, que são os muitos acompanhamentos servidos com o prato principal. Os pratos mais tradicionais são o Bulgogi: carne marinada com shoyo, alho e semente de gergilim, servido com verduras; o Galbi ou Kalbi: uma espécie de churrasco picante de costela de porco ou vaca; e o bibimbap: que é uma mistura de arroz, vegetais e carne misturados e preparados em uma tigela.

Mini polvo e vegetais preparados na hora com muuuuiiita pimenta. Seul - Coréia do Sul

Mini polvo e vegetais preparados na hora com muuuuiiita pimenta. Seul – Coréia do Sul

Kalbi e vários banchans.

Kalbi e vários banchans.

Eu ainda tenho alguns dias em Seul, pois apliquei o visto para o meu próximo destino e estou esperando meu passaporte. A minha ideia é seguir pedalando até Busan, no sul do país e depois conhecer a ilha de Jeju, um dos principais destinos turísticos da Coréia. Devo começar a pedalar no sábado. A temperatura por aqui está perto ou abaixo de 0°C, e já choveu, fez sol e ficou nublado. Assim como na Noruega, vou enfrentar mais uma vez a difícil sensação de pedalar no frio.

 

 

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O Roteiro

Minha partida está marcada para o dia 17 de novembro e o retorno previsto para 1 de maio. Já estou com um baita frio na barriga!

Sudeste Asiático

Sudeste Asiático

Inicio a viagem em Hong Kong, onde sigo cerca de 800 km pelo sul da China, em uma região com diversos costumes étnicos, caracterizada por paisagens espetaculares, em direção à Nanning, cruzando a fronteira para o Vietnã. Entro pelo norte, pedalo cerca de 2000 km pelo Vietnam, desbravo sua capital Hanói, passando por Hô Chi Minh, antiga Saigon, cruzando parques nacionais, seus típicos arrozais, e seu incrível litoral, deixando o país pelo sul. Em seguida, pedalo aproximadamente 700 km de leste a oeste do Camboja, um país com 95% da população devota ao Budismo, que nos convida a conhecer sua beleza secreta, riquezas arqueológicas, templos, florestas e sua capital Phnom Penh, situada à beira do rio mais importante da região, o Mekong. Na exótica Tailândia serão cerca de 1600 km entre paisagens exuberantes, palácios suntuosos e uma das mais famosas gastronomias do mundo na atualidade, passando por cidades como Bangkok e Puket. Na Malásia, um país no qual 3 povos e 3 religiões convivem lado a lado (malaios muçulmanos, indianos hinduístas, e chineses budistas), e o velho e o novo se combinam, pedalo cerca de 800 km pela península continental asiática, passando pela misteriosa Kuala Lumpur, a oitava cidade que mais recebe turistas no planeta e seus prédios mais altos do mundo (452 m de altura), contornando seu belo litoral até chegar em Singapura, considerada a cidade mais verde da Ásia e a mais limpa do mundo, onde em abril de 2014, coloco fim a essa grande expedição.