CICLOTURISMO ÍNDIA – A FORÇA MÍSTICA DE VARANASI – DA CHINA PARA CASA BY BIKE – VOLTA AO MUNDO

TEMPORADA ÍNDIA

EPISÓDIO #2

CICLOTURISMO ÍNDIA – A FORÇA MÍSTICA DE VARANASI – DA CHINA PARA CASA BY BIKE – VOLTA AO MUNDO

A minha primeira parada na Índia foi em Varanasi, uma cidade de 1.2 milhões de habitantes, que segundo a lenda, foi fundada no século XI a. C. pelo Deus Shiva, sendo uma das cidades mais antigas do mundo e a capital espiritual da Índia. Varanasi significa “Porta do Céu”, e por isso, é um destino muito cobiçado pelos hindus.

Banhada pelo sagrado Rio Ganges, aqui, a doutrina hindu prevalece e nos atinge em cheio, com todo o seu misticismo e esplendor. Intensa, colorida, a cidade possui um ritmo alucinante, cheias de becos e ruelas, palácios e templos medievais, e um povo regido pelo misticismo e mistérios da religião hindu, que me fez adorá-la. Ao mesmo tempo, por ser suja, barulhenta, e exibir alguns costumes fora do meu padrão, me faz detestá-la. Uma cidade capaz de te transportar para outra dimensão com o cheiro de incensos vindos dos templos, e te trazer de volta no mesmo instante com o cheiro podre dos cantos das ruelas que são usados como banheiro público.

Varanasi exibe uma arquitetura bastante interessante, misturando elementos Hindu, Rajput e Mulçumana. A alma da cidade são as escadarias que dão acesso ao rio. Conhecidas como gaths, representam a ligação entre o divino e a terra. São mais de 90 e cada uma tem seu significado e encantamento.

Com o nascer do dia, os homens santos, e as mulheres vestidas com sáris, trazem um colorido gostoso e atraente, capaz de me deixar horas sentado nos Gaths, com um fio de indignação ao acompanhar cada mergulho de purificação no poluído Ganges.

No Gath de Dasaswamedh, todos os dias logo após o por do sol, milhares de pessoas se reúnem para a Cerimônia em Homenagem ao Ganges, Shiva e outros Deuses. Entoando mantras, milhares de indianos agradecem as graças alcançadas, enquanto eu, contemplando todo aquele misticismo, ia me embrenhando cada vez mais em um mundo completamente diferente e desconhecido. Foi difícil fazer uma conexão daquilo que estava assistindo com o verdadeiro significado. De qualquer modo, acaba sendo um espetáculo bem bonito!

O Templo Shri Kashi Vishwanath, onde são feitas as cremações é outro Gath bastante visitado. É um lugar tão sagrado para os Hindus que não é permitido fotografar. Centenas de corpos são cremados todos os dias. Um último banho de purificação é dado pelos familiares. O corpo molhado é colocado em cima da pilha de madeira e as flores que enfeitam a maca do cadáver é oferecida as vacas, animal sagrado, que perambulam soltas e livres pelo lugar espalhando fezes para todo lado. Apenas os homens da família participam da cerimônia, já que as mulheres choram, impedindo a purificação da alma. Os hindus acreditam na reencarnação e que seu comportamento vai determinar a ascensão ou declínio de casta na próxima vida. É muito difícil a ascensão social na Índia, quem nasce em uma casta, sempre viverá nela. A reencarnação é o único meio de mudar essa sina. O ritual termina com as cinzas sendo jogadas nas águas do rio.

No final da tarde, assim que a sombra cobre as escadarias, os locais se reúnem para jogar cricket, o esporte mais popular do país.

Outro lugar bastante interessante é o bairro velho, com suas ruelas apertadas que hora exalam o perfume de incensos vindos dos templos, hora de frituras vindos dos pequenos restaurantes e hora de lixo que são simplesmente deixados em qualquer lugar. Existe praticamente um templo em cada beco, tornando o lugar profundamente místico, com milhares de peregrinos transitando em busca de souvenires e oferendas para serem lançadas ao rio.

No bairro velho também está situado o Kash Vishwanath, ou Templo dourado, um dos mais famosos e sagrados templos hindu dedicado a Shiva, com mais de 3.500 anos. Todos os dias, milhares de fanáticos fazem uma grande fila para visitá-lo. A entrada é restrita apenas para os hindus.

A viagem ao redor do globo continua!

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CICLOTURISMO ÍNDIA – O PAÍS MAIS DIFÍCIL DA VOLTA AO MUNDO! – DA CHINA PARA CASA BY BIKE

TEMPORADA ÍNDIA

EPISÓDIO #1

CICLOTURISMO ÍNDIA – O PAÍS MAIS DIFÍCIL DA VOLTA AO MUNDO! – DA CHINA PARA CASA BY BIKE

A Índia foi sem sombra de dúvidas, o país mais difícil que pedalei até agora. E ao longo dessa temporada você vai entender bom o porquê!

O processo de entrada de pedido de visto é burocrático e ficou ainda mais difícil porque fiz o procedimento no Nepal, que estava em estado de calamidade pública devido ao terremoto. O processo que normalmente dura dois dias, acabou levando duas semanas, atrasando minha viagem. Na época, não havia possibilidade de aplicar o visto pela internet, mas hoje já é possível. Mas atenção, Pela internet o prazo máximo de permissão é de 60 dias, e não permite extensão. Pela embaixada, pode valer até 5 anos. Passaporte válido por no mínimo 6 meses, vacina contra a febre amarela, fotos 2,5 por 5 cm com fundo branco, preenchimento de formulário, pagamento de taxas e uma série de outros documentos são necessários. Recomendo a visita no site da embaixada para saber de mais detalhes. E atenção, o visto começa valer a partir da data de emissão, e não da data de chegada ao, país como é de praxe.

Entrei na Índia por Uttar Pradesh, o estado mais populoso do país com mais de 200 milhões de habitantes. Aliás, a quantidade de pessoas e de sujeira foi uma das coisas que mais me chamaram atenção por aqui. É praticamente impossível achar um lugar limpo e desabitado ao longo das rodovias. E isso interferiu bastante ao longo de toda a viagem.

Com um sol fortíssimo e temperaturas entre 42 e 50 graus célsius, sem um pingo de vento, muitas vezes era preferível pedalar para tomar um ventinho do que ficar parado naquele baita mormaço. Usei a estratégia de acordar bem cedo e fazer longas paradas no meio do dia.

Nessas paradas, foi praticamente impossível ficar sozinho. Tentei me esconder várias vezes para ter um pouco de sossego, mas não dava 5 minutos e já era descoberto. Na verdade eu gosto do contato com o povo local, mas no início não ficava confortável com a presença deles. Depois de comer alguma coisa, geralmente armava minha rede e queria mesmo era puxar um ronco, mas não me sentia seguro em dormir e deixar meus equipamentos desprotegidos. Sem falar que os indianos são super curiosos e colocam a mão em tudo. No começo foi meio tenso, e não conseguia descansar como gostaria.

Calor, pessoas, mosquitos e pernilongos, transformaram minhas paradas em um inferno, me deixando bem cansado. Tudo isso piorou com o calor das noites na barraca. Foi bem difícil a adaptação na Índia.

Uttar Pradesh é extremamente plano, fazendo da bicicleta um meio de transporte muito utilizado. E se transporta de tudo com a magrela. As pontes e viadutos, são os únicos pontos de subida nas estradas, que se por um lado facilita o deslocamento, por outro deixa a estrada sem vistas. A única distração, é mesmo a vida intensa que rola na beira da estrada.

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CICLOTURISMO NEPAL – LUMBINI: A TERRA ONDE NASCEU BUDA – DA CHINA PARA CASA BY BIKE – VOLTA AO MUNDO

TEMPORADA NEPAL

EPISÓDIO #4

CICLOTURISMO NEPAL – LUMBINI: A TERRA ONDE NASCEU BUDA – DA CHINA PARA CASA BY BIKE – VOLTA AO MUNDO

Depois que deixei o Parque Nacional de Chitwan, onde fiquei cara a cara com o rinoceronte de chifre, episódio que você pode assistir clicando no link acima, segui para Pokara, a terceira maior cidade do pais que fica às margens do lago Fewa, uma região muito famosa pelas cavernas e cachoeiras. Mas o que eu não sabia é que estávamos no final da época da seca, es as cachoeiras estavam praticamente sem água.

Como as cavernas estavam fechadas devido aos recentes terremotos, e também estava um pouco doente, preferi ficar descansando 3 dias em uma pequena pousada para seguir mais confiante para Lumbini, a terra onde Buda nasceu!

A viagem entre as montanhas foi dura, com longas subidas, forte calor e estradas um tanto quanto perigosas, serpenteando desfiladeiros e sem acostamento na maioria das vezes. O lado bom é que as vistas lá de cima são sempre revigorantes.

Existe muita gente vivendo à beira da estrada, onde não faltam pontos de apoio, oportunidades para conviver com os locais, e boas cenas para fazer fotos. A estratégia foi acordar cedo para fugir do sol forte, fazendo longas paradas no meio do dia. No final da tarde, contei com a ajuda da população para encontrar um lugar seguro para armar a barraca. E em todos os lugares fui muito bem recebido.

Lumbini está localizado na região oeste do Nepal, bem perto da divisa com a Índia. A cidade é famosa por ser o local de nascimento de Sidarta Gautama, ou simplesmente Buda, que em hindu significa “o iluminado”. Nascido no ano 563 a. C., em um pequeno reino chamado Sakia, ficou órfão de mãe sete dias depois de seu nascimento. Seu pai o educou no luxo, preparando-o para ser guerreiro e líder político para ser seu sucessor.

Com 29 anos, teve um choque ao descobrir a miséria e a fome durante um passeio pela cidade. Essa perplexidade o levou a se afastar do palácio, família e bens materiais se lançando na busca de explicações para os mistérios da vida.

Depois de meditar por anos, foi iluminado por um novo entendimento da vida e decidiu transmitir seus ensinamentos.

O Templo de Maya Devi é Patrimônio Mundial da UNESCO, possui estátuas, jardins e piscina sagrada, e ruinas datadas do século V, IV e III a. C., tornando o santuário Budista mais antigo do mundo.

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EMOÇÃO À FLOR DA PELE – CICLOTURISMO NEPAL – VOLTA AO MUNDO DE BICICLETA -DA CHINA PARA CASA BY BIKE

TEMPORADA NEPAL

EPISÓDIO #3

EMOÇÃO À FLOR DA PELE – CICLOTURISMO NEPAL – VOLTA AO MUNDO DE BICICLETA -DA CHINA PARA CASA BY BIKE

Fundado em 1973, o Parque Nacional de Chitwan, é o mais antigo parque nacional do Nepal. Com uma área de 932 km², está situado na região de Terai, no sopé das montanhas do Himalaia. Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1984, o parque abriga 68 espécies de mamíferos, 544 espécies de aves e 56 espécies de anfíbios e répteis e 126 espécies de peixes. No entanto, o parque é especialmente famoso pela proteção dos elefantes e por servir de lar para algumas das últimas populações de rinoceronte de chifre, e do tigre-de-bengala do planeta.

O parque oferece informações relevantes sobre a vida selvagem e programa de conservação e reprodução de elefantes. Mas eu estava atrás mesmo é do tigre de bengala e do rinoceronte. Dois animais que ainda não havia visto solto na vida selvagem.

E tentei de tudo… fiz caminhadas guiadas e passeio de barco. Depois tentei o passeio de elefante, mas foi no safari que realizei um grande sonho! Ver um rinoceronte de perto é uma emoção indescritível! Mesmo de cima de uma caminhonete. Afinal, essa espécie belíssima corre sérios risco de extinção. Dei sorte de encontrar alguns vivendo livremente na natureza. Já o tigre de bengala, não foi dessa vez! Sorte que já havia ficado cara-a-cara com esse felino nos Templo dos Tigres na Tailândia.

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MEU RESPEITO ÀS DIFERENÇAS – CICLOTURISMO NEPAL – PASHUPATINATH TEMPLE – VOLTA AO MUNDO

TEMPORADA NEPAL

EPISÓDIO #2

MEU RESPEITO ÀS DIFERENÇAS – CICLOTURISMO NEPAL – PASHUPATINATH TEMPLE – VOLTA AO MUNDO

O Templo Pashupatinath é o templo hindu mais antigo e mais sagrado de Katmandu e um dos 4 locais religiosos mais importantes da Ásia. Dedicado ao Senhor Shiva, membro da trindade divina do hinduísmo capaz de criar e destruir tudo à sua volta, o complexo templário possui mais de 490 templos, e está situado as margens do rio Bagmati, que ganha destacada importância por ser afluente do rio Ganges, conhecido como o rio da purificação, que é o mais sagrado do hinduísmo.

Erguido no século V, é o local dos festivais religiosos e das cremações ao ar livre. Embora existem áreas reservadas apenas aos hindus, o local é aberto ao público que pode acompanhar os rituais de cremação.

O ritual começa com todos os membros da família preparando o corpo na escadaria nas margens do rio. Depois, apenas os homens da família lavam o corpo no rio para purificá-lo, enquanto flores e comida são jogados no rio como forma de oferenda. O corpo também é envolto em óleos aromáticos e coberto com guirlandas e pétalas, enquanto são feitas as orações. Depois o corpo nu, é colocado nas plataformas bem acima do rio, em uma base de madeira, envolto em um tecido geralmente branco ou laranja, onde a família da 3 voltas entorno do corpo para despedir-se. Em seguida, o filho mais velho ascende a pira e um membros da casta Harijan, mais baixa casta social hindu, chamada de intocáveis, cuida do fogo para que o corpo se purifique e sua alma seja liberada, já que a base da religião é a crença na reencarnação, no renascimento e na continuidade da alma. Quanto maior a pilha, mais rica a família. Ao final do ritual, as cinzas são recolhidas e lançadas ao rio para serem purificadas.

O rio é bem poluído e tem um cheiro não muito agradável, mesmo assim, é usado como rituais de purificação por fanáticos religiosos. É chocante e constrangedor ver pessoas se banhando e bebendo daquela água bem a frente dos rituais de cremação.

Patrimônio Cultural da UNESCO, o Templo de Pashupatinath oferece uma mistura incomparável de experiências religiosas, culturais e espirituais. No entanto, também possui seu lado comercial. Os Sadhus, são pessoas comprometidas com a causa espiritual para atingir a iluminação, abrindo mão de qualquer bem material. Vivem como andarilhos, e se dedicam a meditação, yoga, renúncia e desapego. São seres místicos conhecidos como homens santos e são considerado sábios. Vivem de doações que são oferecidas como ato de gratidão, já que servem de exemplo de amor e espiritualidade. Mas aqui em Pashupanathh, sua aparência exótica virou atração turística e moeda de troca. Se você não desembolsar uma graninha, vai precisar fazer como eu, fazer fotos e tomadas de longe…

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MOMENTO MAIS DIFÍCIL DA VOLTA AO MUNDO – TERREMOTO NEPAL – CICLOTURISMO – DA CHINA PARA CASA BY BIKE

TEMPORADA NEPAL

EPISÓDIO #1

MOMENTO MAIS DIFÍCIL DA VOLTA AO MUNDO – TERREMOTO NEPAL – CICLOTURISMO – DA CHINA PARA CASA BY BIKE

Era a segunda vez que visitava o país. A primeira foi em 2009, quando fiz a caminhada ao Acampamento Base do Everest. Uma viagem de aventura repleta de desafios, que pelas dificuldades, é inevitável fazer uma análise interior. Nesta viagem, encontrei algumas respostas e no pé do Everest, decidi buscar um novo estilo de vida. Além de ser um dos lugares mais lindos que já visitei, hindus, budistas e muçulmanos, convivem em harmonia, tramando uma diversidade cultural e religiosa enraizadas na realidade do dia a dia, com crenças muito diferentes das nossas, tornando o Nepal, um lugar que ao mesmo tempo choca e deslumbra.

Apesar dos diferentes grupos étnicos, os nepaleses se caracterizam pelo sorriso puro e simpatia, tornando Kathmandu a capital mundial do sorriso, mesmo sendo um dos lugares mais pobres do planeta.

Na primeira vez que visitei o país, o impacto foi tão grande que voltei com a ideia de planejar uma grande viagem de bike juntando meus principais hobbies: viagem de aventura, gastronomia, fotografia, contato com a natureza e busca por novas culturas. E assim nasceu o Projeto Noruega by Bike, depois o Ásia by bike e agora o Da China para Casa by Bike, onde o Nepal, não poderia ficar de fora da minha volta ao mundo de bicicleta.

Desembarquei em Kathmandu, vindo da Mongólia. Estava empolgado! Afinal, voltava ao lugar onde tudo começou. Fiquei hospedado na casa de Dhane Blue, um professor norte americano membro do WS, que ficava no bairro de Dilli Bazar, cerca de 2,5 km do Thamel, o coração da cidade. Estava no quarto quando o chão tremeu levemente, ao mesmo tempo em que a energia foi cortada. Frações de segundos depois, veio o grande tremor… Eu demorei um pouco a perceber o que estava rolando… Logo pensei em um ataque terrorista ou bombardeio aéreo. Os tremores se seguiram por horas, variando a intensidade, deixando todos apreensivos e com medo. Ficamos sem energia e água por 36h, e sem , sem saber a verdadeira dimensão da tragédia. Só no final da tarde, soube da estimativa de mortos e feridos e da magnitude do terremoto.. 7.8 na escala Richter.

No total, foram 9.000 mortes e mais de 200 mil feridos e mais de 800 mil desabrigados em todo o país. Ao constatar a destruição da Dubar Square, um sentimento de tristeza e alívio tomou conta de mim! Foi duro ver todo aquele patrimônio arquitetônico, simbólico e espiritual, que tanto representa para os nepaleses, totalmente destruído. Ao mesmo tempo, estava vivo, e entendi que era a hora de retribuir, e ajudar esse povo incrível. A primeira coisa que fiz foi me voluntariar.

Fiz um um trabalho de profilaxia, contenção de epidemias e conscientização, espalhando bactericida em acampamentos de desabrigados e lugares com grande número de pessoas. A falta de estrutura, coleta de lixo, e saneamento básico deixava tudo mais difícil! Era comum ver pessoas defecando a céu aberto! Depois, ajudei na distribuição de água e alimentos, carregando caminhões; na limpeza e desinfecção de áreas de emergência de dois hospitais; e na remoção de escombros na Durbar Square.

O trabalho pesado a falta de sono e a precariedade da alimentação foi demais para mim. Depois de alguns dias, adoeci! Dor de cabeça, leve diarreia, e um pouco de febre e arrotos com cheiro de ou ovo podre. Estava com giárdia. Tomei medicamento e me hidratei por 3 dias.

Quis o lado bruto do destino, que o Nepal marcasse mais uma vez a minha vida. Esse foi o momento mais difícil da minha viagem. Por um instante passou pela minha cabeça: _ Vou morrer e não vai dar para fazer nada! E ironicamente, a minha bicicleta estava protegida dentro da caixa.

Para os nepaleses, restou meu sentimento de tristeza e solidariedade, e a esperança que esse povo forte e tão amável, de sorriso puro e cativante, encontre forças para se reerguer e superar um dos momentos mais difíceis da sua história recente.

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ACUMULANDO EXPERIÊNCIAS – CICLOTURISMO MONGÓLIA – DA CHINA PARA CASA BY BIKE – VOLTA AO MUNDO

TEMPORADA MONGÓLIA

EPISÓDIO #4

ACUMULANDO EXPERIÊNCIAS – CICLOTURISMO MONGÓLIA – DA CHINA PARA CASA BY BIKE – VOLTA AO MUNDO

Na última semana no país, rolou um estresse. O cronograma atrasou por causa do mal tempo e da péssima condição das estradas, e por isso, tive que recuperar um dia pegando uma carona na caçamba do caminhão para não perder o voo para o Nepal, o próximo país da viagem, que você confere a partir de quinta-feira que vem.

Foram apenas 60 km, mas pareceu uma eternidade tomando aquele vento gelado e sacolejando pra caramba! Cheguei na pousada enjoado de tanto frio e esforço que fiz para segurar a bicicleta. Conversando através de mímicas e desenhos, a proprietária de uma pequena pousada me oferece uma refeição emocionante, uma cabeça de cordeiro que me fez lembrar uma das pessoas mais queridas da minha vida! Essa cabeça estava o fino, Vô Luís!

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CICLOTURISMO MONGÓLIA – DESAFIOS E PRAZERES LADO A LADO -DA CHINA PARA CASA BY BIKE – VOLTA AO MUNDO

TEMPORADA MONGÓLIA

EPISÓDIO #3

CICLOTURISMO MONGÓLIA – DESAFIOS E PRAZERES LADO A LADO – DA CHINA PARA CASA BY BIKE – VOLTA AO MUNDO

Longas distâncias sem Apoio, estradas de chão, hora de pedras soltas, hora de areia fofa, subidas intermináveis, nevascas, vento forte e poeira, temperatura abaixo de zero, e dificuldade de comunicação… Por outro lado, paisagens belíssimas, e um mergulho na cultura local. Tudo isso faz da Mongólia um dos lugares mais desafiadores e magníficos que já pedalei!

O que faz da Mongólia um país desafiador são as dificuldades que surgem simultaneamente. O vento gelado chega com a nevasca ou levanta o poeira, irritando os olhos, nariz e garganta; a estrada de pedra solta ou areia fofa atrasa a viagem, pois exige desmontar e empurrar; o esforço das longas subidas faz transpirar, aumentando a sensação de frio com temperaturas abaixo de 0⁰ C; noites mal dormidas na barraca devido ao frio, ou no chão das casas dos locais; informações conflitantes; dificuldade de comunicação, bicicleta mais pesada com a necessidade de carregar mais suprimentos devido a falta de pontos de apoio; falta de banho ou de um banheiro confortável; necessidade de explicar tudo com mímica ou desenhos, tudo isso gera um estresse que acumula e aumenta muito o cansaço não só físico, mas também mental! No entanto, o que faz o desafio valer a pena e deixa a motivação sempre em alta, são as paisagens revigorantes e o esforço do povo local em ajudar.

Em cada país procuro me adaptar as condições locais para achar o ritmo ideal para pedalar. E quanto mais essa adaptação demora acontecer, maior o risco de meu planejamento furar. Por isso o planejamento é flexível, com metas reajustáveis.

Com a aproximação do verão, os dias vão se tornando mais longos. Começa a clarear pouco antes das 7h e só fica escuro depois das 21:30h. Geralmente estou pronto para pedalar por volta das 8h, e quase sempre a temperatura esta abaixo de 0°. Procuro seguir em um ritmo constante com curtas paradas devido ao frio. Geralmente nem desço da bike para fazer xixi ou comer alguma coisa, mesmo porque não é comum achar um lugar para apoiar a bicicleta. Árvores é raridade por aqui e muitos vezes na hora de fazer uma foto preciso deitar a bicicleta no chão. O horário mais quente do dia fica entre 13h e 17h, mas a temperatura nunca ultrapassa os 10⁰ C. É nesse intervalo que faço uma parada um pouco mais longa para almoçar. Geralmente tenho que trocar a roupa molhada por uma seca para aguentar o frio. Meu cardápio é restrito, já que vegetais e frutas é raridade.

Como não é sempre que tenho acesso a internet, faço minhas anotações sobre o tempo e vou avaliando a situação. Acontece, que sem o perfil altimétrico e todas as dificuldades que já mencionei, nunca se sabe onde se pode chegar. E outra, a pesquisa sobre as condições climáticas é feita em uma localidade, podendo sofrer variações importantes em uma distância de 50 km ou mais. Geralmente atravesso um ou dois passos de mais de 2500 m de altitude no dia, e o clima pode estar completamente diferente do outro lado da montanha, podendo até nevar. Felizmente os locais são muito solidários e adoram receber visitas. A partir da segunda semana, só acampei quando não achei nenhuma moradia por perto. Entendi que é só chegar nos Yurts, as típicas moradias local, e pedir para passar a noite. No final do dia, os moradores estão na lida com os animais. Os machos são separados das fêmeas e em seguida os filhotes são soltos para procurar as mães.

Em nenhum lugar encontrei água encanada. Nas pequenas vilas as casas de banho são pagas. Sinceramente não sei de quanto em quanto tempo os Mongóis tomam banho. As crianças estão sempre sujas!

Na Mongólia, as dificuldades da viagem conviveram lado a lado com os prazeres de cada objetivo alcançado. Uma etapa difícil e prazerosa, onde aprendi um pouco mais a aceitar e conviver com os altos e baixos da vida. Saio daqui com a certeza de que quanto maior a dificuldade, maior o prazer em superá-la.

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IMPORTÂNCIA DA PESQUISA E DO PLANEJAMENTO NO CICLOTURISMO – MONGÓLIA – DA CHINA PARA CASA BY BIKE

TEMPORADA MONGÓLIA

EPISÓDIO #2

IMPORTÂNCIA DA PESQUISA E DO PLANEJAMENTO NO CICLOTURISMO – MONGÓLIA – DA CHINA PARA CASA BY BIKE

Essa história de viajar sem planejamento por uma região desconhecida não é comigo! Sim, me considero um aventureiro, mas um aventureiro que calcula riscos, e não um destemido. Procuro usar as informações e a tecnologia ao meu favor! Lógico que tem dias que não é possível fazer pesquisas na internet para saber a previsão do tempo ou para que lado o vento vai soprar, no entanto, sempre que posso, uso a Internet, pergunto para os locais, verifico o GPS, abuso da minha própria experiência, e fico atento a qualquer sinal da natureza… Tudo isso, para gerenciar e minimizar os riscos e “sofrer” o mínimo possível. Mesmo assim, não descarto ser pego de surpresa. O negócio é ficar sempre alerta! Principalmente em lugares que você não conhece!

A ideia, é pedalar cerca de 1500 km em 4 semanas saindo de Ulan Bator, a capital da Mongólia, até o maior lago mongol, o lago Uvs, no norte do país, que permanece totalmente congelado boa parte do ano, e retornar a Ulan Bator, por um caminho distinto. No entanto, frequentes nevascas, estradas de terra sem estrutura em péssimo estado de conservação, poucos pontos de apoio, e muitas outras variáveis podem gerar atrasos significativos, e comprometer o cronograma planejado. Outro fator relevante é que a Mongólia possui a menor densidade populacional do mundo com menos de 2 habitantes por km², o que deixa a certeza de não poder contar muito com ajuda em caso de necessidade.

Depois que deixei o asfalto, encontrei alguns nômades guiando uma tropa de cavalos e cruzei com apenas dois ou três veículos. Antes de deixar a capital, comprei gás para cozinhar, algumas velas e álcool para servir de mecha para fazer fogo, e organizei minhas provisões com comida, água e roupas de frio. Por outro lado, deixei alguns equipamentos e roupas de verão, eliminando os alforjes dianteiros, já que voltaria a cidade antes de deixar o país.

Com as pesquisas na internet, sabia que teria 4 dias para percorrer cerca de 200 km até Zaamar, já que uma forte nevasca estava prevista. Chegar lá antes da tempestade era questão de vida ou morte.

A Mongólia é um planalto com 1500 metros de altitude em média, e teria que cruzar várias montanhas acima dos 2500m onde o frio é extremo. Neste trecho, as temperaturas nunca ultrapassaram 10°C durante o dia, e durante a noite chegou a 20°negativos. Tive muita dificuldade em dormir na barraca, chegando a passar duas noites em claro devido ao frio e a tempestade de areia que invadiu a barrada dificultando a respiração irritando os olhos e a garganta.

A pesquisa e o planejamento são importantes para dar confiança para seguir em frente, no entanto, em se tratar de viagem de bicicleta, é quase certo que algo vai sair fora do esperado. Por ser uma estrada nacional, esperava uma pista de terra em boas condições, mas o que encontrei foi uma estrada hora de areia fofa, hora de pedras soltas, me forçando a empurrar nos dois casos. Isso, quase comprometeu meu planejamento. Cheguei em Zaamar bem perto do pôr-do-sol, que nesta época do ano acontece pouco depois das 9 da noite. A tempestade chegou de madrugada! Não sei o que seria se estivesse na barraca. Esse susto me fez rever o roteiro e o cronograma para o restante da viagem.

Zaamar é um pequeno vilarejo ao lado do rio Tuul, onde existe uma das poucas pontes para cruzá-lo. Um posto de gasolina, duas vendas, um pequeno restaurante, algumas lojas de peças para veículos e alguns “yurts”, é tudo que a vila possui. Felizmente, a filha do dono de uma das vendas falava inglês e conseguiu arrumar um “yurt” para eu esperar o mal tempo passar. A tempestade veio forte, juntamente com uma nevasca que deixou o vilarejo 30 horas sem energia.

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A EMOÇÃO EM VIVER A CULTURA LOCAL – CICLOTURISMO MONGÓLIA – DA CHINA PARA CASA BY BIKE

TEMPORADA MONGÓLIA

EPISÓDIO #1

A EMOÇÃO EM VIVER A CULTURA LOCAL

Fiz questão de gravar esse vídeo no momento em que acordei, para compartilhar a preparação de uma família mongol para encarar o dia. Aqui, todos compartilham um só cômodo, em uma cabana chamada “yurt”, habitação típica, parecida com uma tenda de circo forrada com lã, sem banheiro, água encanada e o fogão movido a lenha ou carvão mineral além de preparar as refeições serve de aquecedor para o rígido clima de Ulan Bataar, capital da Mongólia.

O pai estuda buscando artigos na internet antes de levar as 13 cabeças de gado para a pastagem nas montanhas, enquanto a mãe prepara o café da manhã. As filhas, se preparam para ir à escola e dividem as tarefas da casa, como recolher os colchões e cobertores do chão onde dormem, varrer o chão ou buscar água de carriola no centro de distribuição que abastece todo o bairro.

Ficar com essa família foi um dos momentos mais emocionantes da viagem. A família de Berg é muito simples, e vivem praticamente do recurso das 13 cabeças de gado que ele possui. Até por isso, todas as partes do animal são aproveitadas.

Essa típica sopa de soro de leite com ossos é um prato típico feito no inverno e na primavera, onde os ossos são reutilizados várias vezes antes de serem descartados e assim aproveita-se todo seu valor nutricional. Assim que a quantidade de gordura ideal é liberada pelos ossos, eles são separados para serem reutilizados em uma próxima oportunidade. Enquanto a mão cuida da sopa, as crianças preparam a rústica massa que complementa o prato.

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