CICLOTURISMO POLÔNIA – LEMBRAR PARA NÃO REPETIR – CAMPO DE CONCENTRAÇÃO NAZISTA – AUSCHWITZ

TEMPORADA POLÔNIA

EPISÓDIO #2

CICLOTURISMO POLÔNIA – LEMBRAR PARA NÃO REPETIR – CAMPO DE CONCENTRAÇÃO NAZISTA – AUSCHWITZ – DA CHINA PARA CASA BY BIKE – VOLTA AO MUNDO DE BICICLETA.

Auschwitz foi o maior campo de concentração nazista e estima-se que mais de 1,1 milhões de judeus foram assassinados ali, entre 1940 e 1945. Localizado ao sul da Polônia, cerca de 50 km de Cracóvia, o Museu Memorial recebe mais de 2 milhões de turistas todos os anos.

Logo no início da Segunda Guerra Mundial, a cidade de Auschwitz foi tomada pelos Nazistas e transformado em um local de extermínio em massa por envenenamento a gás, experimentos médicos, fuzilamento, torturas, trabalho escravo ou simplesmente frio e fome. Foi o sétimo campo criado pelos alemães e o maior deles.

Fundado em 1947 por iniciativa de ex-prisioneiros e do parlamento polonês, o Museu Estatal de Auschwitz foi declarado Patrimônio Mundial da Unesco desde 1979, e possui 3 grandes pavilhões que retratam os horrores do holocausto de uma maneira muito original e verdadeira.

Desde a chegada dos trens abarrotados,; a triagem; o trabalho forçado; experimentos médicos, até a execução. O museu sensibiliza, comove e expõe os horrores praticados pelos nazista de uma forma tão impactante que é impossível não se consternar. Suas 4 câmaras de gás possuíam a capacidade de matar mais de 4.500 pessoas por dia.

No portão de entrada a frase: “O trabalho liberta”, tentava passar uma falsa esperança, mas 80% das pessoas que ali chegavam, eram mandados direto para a câmara de gás. Geralmente os mais fracos, deficientes físicos, idosos, crianças, homossexuais e gestantes.

Em 1944, o complexo que foi construído para 30.000 prisioneiros, chegou a ter mais de 90.000 pessoas agonizando para a morte. A expectativa de vida ali dentro era de apenas 3 meses.

Nos pavilhões, aqueles que ainda aguentavam o trabalho forçado, eram obrigados a conviver com o ódio e a morte de uma forma tão brutal e desumana, que é difícil acreditar que isso foi um fato tão recente da nossa história.

Gastei um pouco mais de 3 horas e meia para Visitar o Campo de Concentração e Extermínio de Auschwitz. Era minha segunda vez no local. Já havia visitado o museu em 1997, e confesso que sai dali com o mesmo sentimento de indignação e perplexidade que senti da outra vez. Visitar Auschwitz pode não ser o melhor plano de férias. A visita é no mínimo perturbadora. Mas, experiências como essas, nos oferece oportunidades de reflexões que nos trás novas perspectivas sobre o futuro da humanidade e nos faz relembrar a história, para que ela nunca mais seja repetida.

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