Bye bey Turquia!Welcome Líbano!

Meus últimos dias de Turquia foram movimentados. Teve passeio por ruínas e monumentos históricos, escalada, caminhada, um mergulho no Mediterrâneo e muita comida boa!

Nuzhet e seus amigos Benam e Murat nos levaram para um tour no feriado do dia 19. Depois de um banquete no café da manhã em um restaurante nos arredores de Mersin, fomos conhecer várias atrações da região.

IMG_7021

Entrada da caverna Cennet and Cehennem “Céu e inferno”, região de Mersin, Turquia.  

IMG_7043

Caverna Cennet and Cehennem, região de Mersin, Turquia.

IMG_7072

Eu tendo aula de escalada com o mestre Murat. Região de Mersin, Turquia.

IMG_7106

As janelinhas no paredão faz parte de um aqueduto romano com 36 km de extensão. Região de Mersin, Turquia.  

IMG_7129

Eu, Murat, Eric, Larissa, Nuzhet e Benam, após escalada e caminhada em um cânion na região de Mersin, Turquia. 

IMG_7143

Uma das entradas do Monastério de Alahan, região de Mersin, Turquia.

IMG_7145

Ruínas do Monastério de Alahan, região de Mersin, Turquia.

IMG_7149

Ruínas do Monastério de Alahan, região de Mersin, Turquia.

IMG_7159

Ruínas na região de Mersin, Turquia.

IMG_7172

Aqueduto na região de Mersin, Turquia.

IMG_7178

Esculturas romanas no paredão de um cânion na região de Mersin, Turquia.

IMG_7183

Vista de onde se localiza as esculturas romanas. Com a lua cheia em destaque. Região de Mersin, Turquia.

De volta a estrada, levei dois dias para chegar em Tasucu, porto onde parte todas as terças e quintas-feiras, as 20h, os barcos para o Líbano. Com tempo de sobra, arrisquei uma pescaria e depois de muito tempo dei sorte. Quando cheguei ao lugar que iria acampar, um senhor arrumava suas tralhas para ir embora. O netinho, feliz da vida, me mostrava os peixes dentro de um balde branco. Pedi umas iscas e o simpático velhinho deixou quatro camarões. Tudo que ele tinha na verdade. Fez sinal com as mãos dizendo para eu descascá-los e parti-los ao meio antes de por no anzol. Chequei o tamanho do anzol  e nos despedimos, com o netinho babando na minha bike…

Levantei acampamento e segui para o local que o senhor indicou. Arrumei a vara, descasquei o camarão, cortei ao meio, coloquei a parte mais próxima do rabo que me pareceu mais apetitoso no anzol e arremessei, com toda categoria! Não deu um minuto! Pumba!!! Meu jantar estava garantido! KKKK Só pensava no Eric!!! Puta pé frio!!! KKKK Tentamos pescar várias vezes enquanto estávamos juntos e não pegamos nada!! Aí, na primeira vez depois que nos separamos… rapidinho… KKKKK!!!

Pensei tanto no amigo que a sorte foi embora!!! KKK Não beliscou mais!!! Mas já era o suficiente!! Guardei meu arroz e dei outro rumo para as cebolas, alhos, pimentões e berinjelas que seriam refogados.

IMG_7189

Último jantar na Turquia, a caminho de Tasucu.

IMG_7190

Legumes e peixe na brasa. Turquia.

Já em Tasucu, comprei minha passagem e fiz uma horinha no centrinho da cidade. O vento soprava forte quando cheguei ao porto. Por algum motivo que não descobri, o barco zarpou com 4 horas de atraso e balançou muito durante toda a viagem. Adotei a estratégia de dormir em um sofá e não tive enjoos. No desembarque, todos ficaram retidos por duas horas e meia dentro da embarcação. Também não descobri o motivo. Nesse tempo, fiz amizade com os caminhoneiros, a grande maioria dos passageiros. Todos muito curiosos com a minha viagem. Quando fomos liberados, me deixaram ser o primeiro a passar na imigração. Agradeci a gentileza e finalmente pisei na terra dos meus antepassados.

IMG_7193

Caminhoneiro orgulhoso mostrando o braço tatuado no Brasil. Porto de Trípoli, Líbano. 

IMG_7198

Trípoli, Líbano.

IMG_7199

Bem vindos ao Líbano!

Minha viagem pelo Líbano mau começou e já me emocionei algumas vezes… O primeiro pôr-do sol; o senhor dissecando a ovelha no meio da rua- lembrou meus tempos de garoto quando acompanhava meus avôs na lida com os animais; o senhor que me abordou falando em português com sotaque árabe; a devoção a religião cristã… Pequenos acontecimentos que de alguma forma me conectam com o passado… e olha que ainda não deu tempo de provar a típica gastronomia local!

IMG_7201

Senhor Libanês dissecando um animal na calçada. Líbano.

IMG_7212

Primeiro pôr-do-sol no Líbano.

IMG_7213

Senhor libanês que morou no Brasil entre 1955 e 1961, falando um português com sotaque típico dos árabes, surpreendendo a família. Sil´ata, Líbano.

IMG_7218

A fé cristã dos libaneses sendo passada de geração para geração. Broumana, Líbano.

IMG_7216

minha bicicleta sofrendo com o calor… imagina o dono! Líbano!

Agora estou em Broumana, uma pequena cidade em meio as montanhas, a 800 m de altitude, na casa de Chedi Ge, membro do warmshowers. Ele aceitou o meu pedido de hospedagem e vai tentar me ajudar a encontrar algum membro da minha família. Na verdade, sei muito pouco sobre eles. Apenas que vieram de uma cidade chamada Baskinta, cerca de 30 km daqui, a 1300 m de altitude. E é para lá que estou indo antes de rumar para a capital Beirute.

Eu no Líbano, em busca de fortes emoções!

Conto com sua torcida, bons pensamentos e boas energias… e se puder, me ajuda, curtindo, comentando e compartilhando meus posts!

Até breve e muito obrigado!

 

 

 

 

Entre mar, montanhas, amigos e festival

Para encontrar Eric, sua na morada Larissa e Oz Gun, deixei minha bike na casa de Nuzhet e fiz uma viagem de 10 horas de ônibus entre Mersin e Antália. Passamos uma semana explorando a região que possui o mesmo nome da cidade, e voltamos todos para Mersin para prestigiar o festival anual dos nômades. Antes de partir para ver meus amigos, tive a honra de participar de um programa de rádio e fiz uma palestra na Mersin University onde contei um pouco sobre mim e a minha viagem.

 

Antália possui aproximadamente 1 milhão de habitantes, situada ás margens do Mediterrâneo no sul da Turquia, fundada em 150 a. C.. O porto e o centro histórico tentam manter o charme de um passado distante, com ruelas estreitas e casarões típicos, e as altas montanhas que a cercam oferecem lindas vistas. No entanto, nas praias mais próximas ao centro, a impressão de artificialidade predomina, com turistas mesocêntricos e grandes hotéis modernos, com fachadas de muito mau gosto, que não combinam em nada com o azul translúcido do Mediterrâneo.

IMG_6695

Porta de Antália, Turquia.

É ao redor da cidade que estão as melhores atrações da região. Cercada pela cordilheira dos Montes Tauro, a região combina montanhas que mergulhão abruptamente nas águas azuis do Mediterrâneo, vales, cânions, cachoeiras, rios subterrâneos, cavernas, e pequenas planícies costeiras formando lindas baías e penínsulas. Um lugar incrível para quem privilegia o contato com a natureza. Em meio a tudo isso, existe um valioso conjunto histórico arquitetônico dos diferentes impérios que dominaram a região ao longo dos anos, como o bizantino, otomano, grego, romano entre vários outros . A cadeia montanhosa possui vários picos com mais de 3000 metros de altitude, e entre elas, serpenteiam as famosas águas dos rios Tigres e Eufrates.

Nas primeiras três noites optamos por acampar nas montanhas na região do Cânion Koprulu e nas outras duas noites, descemos ao nível do mar para armar nossas barracas no Pan Camping em Kemer.

Nas montanhas, nos encantamos com as lindas vistas, fizemos rafting nas corredeiras do Rio Kopru e nadamos nas geladas águas cristalinas de seus afluentes. Também visitamos as ruínas de um antigo teatro romano em Selge.

IMG_6702

Eu, Larissa, Oz Gun e Eric, bonitos na fita, prontos para descer o rio Kopru. Antália, Turquia.

IMG_6729

Gelada!!!!! Afluente do rio Kopru. Antália, Turquia.

IMG_6737

Larissa e Eric. Antália, Turquia.

IMG_6745

Cânion de Koprulu. Antália, Turquia.

IMG_6762

Parque Nacional de Koprulu. Antália, Turquia.

IMG_6814

Minha barraca no Parque Nacional de Koprulu, Antália, Turquia.

IMG_6819

Rios subterrâneos desaguando no rio Kupru. Antália, Turquia.

IMG_6821

Rios subterrâneos que formam o cânion de Kuprulu. Antália, Turquia.

IMG_6768

Vendedora de artesanato. Selge, Antália, Turquia.

IMG_6777

Selge, Antália, Turquia.

IMG_6778

Ruínas de teatro romano em Selge, Antália, Turquia.

IMG_6812

Ruínas de teatro Romano em Sege, Antália, Turquia.

Em Kerme, praticamente morgamos o dia todo entre um mergulho e outro no mar. É claro que rolou uma cervejinha e um churrasquinho de leve. As amoreiras do Pan Camping estavam carregadas e deliciosas.

O Festival Nacional dos Nômades acontece dias antes da migração para as montanhas mais altas. No inverno, o clima mais ameno permite que as ovelhas pastem em regiões mais baixas. Com o forte calor do verão, as pastagens se tornam abundantes em altitudes mais elevadas, onde a temperatura oferece a condição ideal para as ovelhas ganharem peso. O festival é na verdade uma grande festa de despedida, já que cada família segue para um lado e só se reencontram no próximo inverno.

Fomos muito bem recebidos pela comunidade. Todos vinham até nós para tentar um diálogo e oferecer as boas vindas. De alguma forma, parecia que eles se divertiam mais com a nossa presença do que nós com o festival.

IMG_6859

Eric e eu vestidos com a Salvar, as calças típicas usadas pelos nômades. Festival nômades. Gozne Yaylasi, Mersin, Turquia.

A simplicidade do festival fica evidente nas improvisações. O local da festa fica em um descampado entre as montanhas no meio do nada. A cozinha fica ao ar livre e usa-se lenha. O abastecimento de água é feito por um caminhão pipa. A comida é servida em bandejas de isopor e os talhares são de plástico. Tudo doado! Um gerador barulhento é a única fonte de energia e só abastece o palco. Quase não existe árvores e muita gente trás sua própria barraca para tentar fugir do sol ardente. O banheiro químico só apareceu no meio da tarde de domingo. Antes, as necessidades eram feitas ás margens do vale, aos pés das montanhas, atrás de alguns arbustos.

IMG_6916

Local do festival nômades. GozneYaylasi, Mersin, Turquia.

IMG_6927

Modo tradicional de preparação do ayran, bebida de iogurte. Festival nômades. Gozne Yaylasi, Mersin, Turquia.

No sábado a noite, uma brincadeira em volta de uma enorme fogueira deu início ao festival. Uma tipo de pega-pega onde o pegador tenta surpreender usando a fogueira como aliada. Um enorme círculo feito pelos participantes delimita a área. Uma corneta e um bumbo ditam o ritmo…

No domingo pela manhã, enquanto os convidados vão chegando e se reunindo com seus familiares para tomar um chay e colocar o papo em dia, os últimos preparativos vão sendo executados. Mudam o gerador de lugar, montam o palco, trazem as cadeiras de plástico, equacionam o som, dão os últimos retoques nas barracas, trazem os burros e as ovelhas, organizam o estacionamento dos carros, finalizam os preparativos na cozinha e tudo o mais…

Foi legal ver a comunidade se organizando, se divertindo e se confraternizando com trajes tradicionais,  brincando em volta da fogueira, ou simplesmente tomando um chay entre parentes e amigos. Dezenas de quilos de grão-de-bico, feijão branco com pedaços de carne de carneiro e pão, são preparados e oferecidos gratuitamente. Muita gente trás sua própria comida e seu fogão para fazer chá.Álcool não faz parte da festa. Alguns ambulantes formam uma feirinha onde são vendidos desde utensílios de cozinha, roupas, relógios, bijuterias, até brinquedos e algodão-doce para as crianças. Tudo muito simples! Também teve shows musicais e apresentações de danças típicas. Houve o momento da fé e agradecimento na tradicional leitura do alcorão. As crianças tiveram sua vez nas competições de arco e flecha  e luta. Para os nômades, o ponto alto da festa foram as competições de tosa de ovelha, corrida de burros, o mais belo animal e a tenda mais caracterizada. Os primeiros colocados são premiados com dinheiro e pequenas barras de ouro.

IMG_6895

Mulheres nômades na lida em cozinha improvisada. Gozne Yaylisa, Mersin, Turquia.

IMG_6906

Mulher nômade cortando lenha para abastecer a cozinha. Festival Nômade em Gozne Yaylasi, Mersin, Turquia. 

IMG_6952

Festival Nômade em Gozne Yaylasi, Mersin, Turquia.

IMG_6951

O show vai começar… Festival Nômade, Gozne Yaylasi, Mersin, Turquia.

IMG_6949

É hora de agradecer… Festival Nômade, Gozne Yaylasi, Mersin, Turquia.

IMG_6944

Festival Nômade, Gozne Yaylasi, Mersin, Turquia.

IMG_6936

Dois anos e meio vivendo como eles! Um nômade brasileiro no meio do festival. Gozne Yaylasi, Mersin, Turquia.

IMG_6932

Festival Nômade, Gozne Yaylasi, Mersin, Turquia. 

IMG_6957

Festival Nômade, Gozne Yaylasi, Mersin, Turquia.

IMG_6966

Apresentação de dança no Festival Nômade, Gozne Yaylasi, Mersin, Turquia.

IMG_6977

Típico acampamento de família Nômades no Festival. Gozne, Mersin, Turquia.

IMG_6989

Campeonato de luta para as crianças no Festival Nômade. Gozne Yatlasi, Mersin, Turquia.

IMG_7003

Competição de toa de ovelhas no Festival Nômade. Gozne Yaylasi, Mersin, Turquia.

IMG_7013

Oz Gun, Eric, Larissa e eu no Festival Nômade, Gozne Yaylasi, Mersin, Turquia.

Ao final do festival, Oz Gun retornou a Istambul, e Larissa, Eric e eu voltamos para a casa de Nuzhet (warmshowers) em Mersin. Vamos aproveitar o feriado nacional do dia 19 e passar o final de semana conhecendo melhor a região. Essa é a minha última semana na Turquia. É a última chance de você concorrer a uma viagem de 15 dias comigo em qualquer parte do meu roteiro. É só acertar meu próximo destino. Click aqui e confira o regulamento no post anterior. 

Um abraço e continue na garupa!

Pedal entre a Capadócia e o Mediterrâneo

Antes de deixar a Capadócia, Eric e eu fomos até a escola onde Semih (dono da chácara onde ficamos hospedados) é diretor, dar uma palestra sobre nós e a nossa viagem. Visitamos 3 salas de aulas e conversamos 40 minutos em cada uma delas. Gostamos bastante! É legal ver como os adolescentes se interessam por uma aventura como a nossa!

IMG_6613

Eric e eu recebendo presentes após palestrar em uma das salas de aula do colégio onde Semih é diretor. Nevsehir, Turquia.

O pedal entre a Capadócia e Mersin, cidade com cerca de 1 milhão de habitantes situada as margens do Mar Mediterrâneo, onde estou agora, foi sem dúvida o trecho mais legal da minha viagem na Turquia se tratando de visual. Finalmente a monótona paisagem de plantações de trigo deu lugar a uma região de montanhas rochosas com picos nevados, florestas de pinheiros, vales e plantações frutíferas. Claro que com isso, tive que me superar escalando seguidas montanhas, geralmente com vento contra. Mas no entanto, no final desse trecho, me deliciei com uma longa descida com mais de 1300 metros de desnível. Os trechos mais complicados em relação ao trânsito foram entre as cidades de Ulukisla e Pozanti (estrada D750), e entre Tarsus e Mersin (estrada D400). O restante, foi relativamente tranquilo.

IMG_6619

As montanhas ao longe anunciam longas subidas e belos visuais. Estradas da Turquia.

IMG_6621

Ao fundo, em meio ao vale, a cidade de Nigde. Turquia.

IMG_6623

Passo Kolsuz Geçidi, 1490 m de altitude. Turquia.

IMG_6628

Passo Çaykavak – 1600 m de altitude. Turquia.

IMG_6639

Lá vai eu morro acima! Turquia.

IMG_6641

Cidade de Akçatekir, Turquia.

IMG_6648

Passo Kandilsirti Geçidi, 1370 metros de altitude. Turquia.

IMG_6652

Recuperando o fôlego… e aproveitando a vista. Montanhas da Turquia.

Sem o meu companheiro Eric, e com uma notícia triste e preocupante vinda do Brasil, procurei manter o foco e seguir com o mesmo padrão que adotei desde o primeiro dia de viagem na Turquia. Não ter hora para levantar, tomar um café da manhã reforçado, fazer várias paradas e interagir com os locais, estar seguro com as provisões (água e comida), e contar com uma mistura entre estratégia e sorte para conseguir um lugar seguro para passar a noite.

 

Quando cheguei em Tarsus, já quase ao nível do mar, parei em um Café, no shopping da cidade. Precisava de conexão wi-fi para avaliar as condições do clima e fazer contato com os membros do warmshowers (site de hospedagem para ciclistas). Nessa hora, vieram conversar comigo 4 meninas. Gonul, Ezgi Su, Helin e Mirar, todas com 12 anos. Chegaram timidamente, com certa dificuldade em falar inglês pela falta de prática, já que possuíam um bom vocabulário. Aos poucos, foram se soltando e iniciamos um diálogo que resultou em presentes gastronômicos da região. Fiquei um tanto quanto emocionado com a ação das meninas que garantiram o meu jantar, e é claro que fiz uma conexão inevitável com minha filha. A saudade bateu forte naquele dia! Felizmente consegui conversar com minha filha Ana Laura algumas horas depois, aproveitando a conexão de wi-fi de um outro Café, dentro das dependências de uma mesquita onde passei a noite. As meninas se foram, contentes da vida, assim como eu, que fiquei nas mãos de Hookah, um simpático estudante universitário que acabara de chegar de um passeio de bike com seus amigos.

IMG_2772

Gonul, Ezgi Su, Helin e Mirar me presenteando com guloseimas local. Tarsus, Turquia.

Um turco apaixonado por bicicletas, encontra um estrangeiro dando a volta ao mundo de bike… Não deu outra! Hookah foi logo abrindo o leque e mostrando a típica hospitalidade turca. Antes de sairmos em busca de um lugar para eu passar a noite, fez questão de me pagar um café enquanto ligava e mandava recados para os amigos tentando achar um canto para mim. Como não teve sucesso, não desistiu… saiu pedalando comigo e depois de 3 tentativas, conseguiu convencer o Imame (pregador no culto islâmico), a me deixar acampar no jardim da mesquita. Antes de partir, me ajudou a levantar acampamento e ainda ficou comigo mais um tempão, conversando, tomando chay e comendo sementes de girassóis com mais alguns locais.

Foi uma noite segura e tranquila! E a primeira, desde que desembarquei em Moscou em agosto do ano passado, que não precisei do meu saco de dormir. A noite estava incrivelmente agradável!

No outro dia de manhã, Hookah foi me pegar na mesquita e fomos juntos provar uma das maravilhas gastronômicas da região. O hommus (pasta de grão-de-bico) é um dos pratos mais apreciados dessa região, e aqui leva uma porção extra de Pastirma (carne salgada e seca ao ar livre). Foi um dos pratos turcos que mais apreciei até agora! Sensacional!

Já em Mersin, fui super bem recepcionado por Nuzhet. Professora universitária, amante da bicicleta e envolvida em causas sociais, Nuzhet me levou para conhecer uma comunidade nômade de criadores de ovelhas que habitam as montanhas próximas a Mersin. Querida por todos, Nuzhet ajuda a organizar o festival anual da comunidade que acontece no próximo final de semana. Formada por apenas 16 famílias, essa minúscula comunidade que corre o risco de extinção, recebe mais de 2000 convidados todos os anos. Além de presenciar a reunião de organização, visitamos e jantamos na casa de um dos líderes da comunidade. Esse encontro foi mais um momento muito especial da minha jornada.

IMG_6672

Nuzhet com as crianças nômades. Região de Mersin – Turquia.

IMG_6687

Emocionante jantar na casa de uma família nômade na Turquia.

Ainda fico em Mersin por mais alguns dias antes de seguir para Antália, a última região que irei visitar na Turquia. Fique ligado e aguarde novidades! Em breve vou anunciar meu próximo destino! Deixe um comentário com o seu palpite! O primeiro que acertar ganha o direito de pedalar 15 dias comigo em qualquer parte do meu roteiro. Só serão válidos os palpites postados no blog! (No facebook NÃO VALE!!!!!) Ahhh! A viagem será custeada com seu próprio recurso, é claro! kkkk

Obrigado pelo carinho! Não desse da garupa!