O milagre da renovação!

Olá Pessoal,

Essa é a minha mensagem de Feliz Ano Novo para Você, que é família, amigo, ou simplesmente pega uma carona na minha garupa!
Obrigado pelo carinho e pode esperar muito mais em 2015!
Enquanto eu pensava na vida... Um Muro em Aukland -  NZ, cruzou o meu caminho...

Enquanto eu pensava na vida… Um Muro em Aukland – NZ, cruzou o meu caminho…

“Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um individuo genial.
Industrializou a esperança,
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar
e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação
e tudo começa outra vez, com outro número
e outra vontade de acreditar
que daqui para diante tudo vai ser diferente.
Para você, desejo o sonho realizado,
o amor esperado,
a esperança renovada.
Para você, desejo todas as cores desta vida,
todas as alegrias que puder sorrir,
todas as músicas que puder emocionar.
Para você, neste novo ano,
desejo que os amigos sejam mais cúmplices,
que sua família seja mais unida,
que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe desejar tantas coisas…
Mas nada seria suficiente…
Então desejo apenas que você tenha muitos desejos,
desejos grandes.
E que eles possam mover você a cada minuto
ao rumo da sua felicidade.”
 “Carlos Drummond de Andrade”

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Tongariro National Park e um pouco mais da ilha norte

Depois de um dia sem muita novidade, com vistas um tanto quanto desinteressantes, a paisagem começou a mudar quando nos aproximamos de Waiouru, e de repente apareceu em nossa frente o pico do Mount Ruapehu para salvar o dia. Waiouru é uma das portas de entrada para conhecer o Tongariro National Park.

O Tongariro National Park foi fundado em 1894 e é o mais antigo parque nacional do país.  Declarado Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco em 1990, o parque tem como principais atrações os Montes Ruapehu e Ngauruhoe com 2.797 e 2.291 m de altitude respectivamente. Com forte significado religioso e cultural para o povo Maori (povo nativo da Nova Zelândia), as montanhas simbolizam as ligações espirituais entre seu povo e o meio ambiente. A melhor maneira de visitar o parque é caminhando, já que é possível fazer um trekking e conhecer de perto seus vulcões e lagos.

Nova Zelândia - Ilha Norte

Nova Zelândia – Ilha Norte

Chegando em Waiouru, primeira vista do Mont Ruapehu - Tongariro National Park - Nova Zelândia

Chegando em Waiouru, primeira vista do Mount Ruapehu – Tongariro National Park – Nova Zelândia

Um pouco mais do Mont Ruapehu - Tongariro National Park - Nova Zelândia

Um pouco mais do Mount Ruapehu – Tongariro National Park – Nova Zelândia

Sol gostoso em Tongariro National Park

Sol gostoso em Tongariro National Park

Acampamos alguns quilômetros depois de Waiouru em uma floresta de pinheiros, e pela manhã enfrentamos forte vento contra e uma longa escalada de 1.074 m. Tudo bem que o sol forte e o fato de ladear as montanhas amenizaram bastante o sofrimento. Ótima desculpa para parar, descansar e fazer umas fotos…

Acampamento na floresta de pinheiros - Waiouru - Nova Zelândia

Acampamento na floresta de pinheiros – Waiouru – Nova Zelândia

Deset Road - Nova Zelândia

Deset Road – Nova Zelândia

Mont Ngauruhoe - Tongariro National Park - Nova Zelândia.

Mount Ngauruhoe – Tongariro National Park – Nova Zelândia.

Mont Ruapehu - Tongariro National Park - Nova Zelândia

Mount Ruapehu – Tongariro National Park – Nova Zelândia

Depois que alcançamos o pico foi só alegria na descida… a velocidade era tamanha que quase atropelei um caminhão… no duro!!! Se a descida não acaba eu passaria por cima dele!!! kkkk MENOS BATISTA!!!! kkkk Lembrei daquela frase: _ Na subida cê me aperta… na descida nóis acerta!

Foi a primeira vez na vida que tive que usar o freio para não ultrapassar um caminhão! Eu tinha velocidade para isso, já que eu vinha embalado e ele controlando a velocidade devido a carga pesada e curvas sinuosas… Me aproximava e freava… como os motoristas maldosos fazem com os ciclistas por aí! Você que pedala sabe como é! Os caras tentam uma ultrapassagem forçada em lugares sem muita visibilidade e metem o pé no freio quando percebem o perigo vindo do outro lado! Descontei!! kkkk Mas não é que o fdp. soltou fumaça na minha cara no início da subida! Maldito!

Outra atração da ilha norte é o Lago Taupo e o Rio Waikato. O lago é gigantesco, e dele brota o rio que é maravilhoso. Percorremos uma trilha de 7 km em sua margem.

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Rio Waikato – Taupo – Nova Zelândia

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Bike trail ao lado do rio Waikato – Taupo – Nova Zelândia

A trilha é para mountain bike, não para quem viaja pesado como eu. O Resultado disso foi mais uma presilha de fixação do bagageiro dianteiro quebrada. Eu sabia do risco, pois já havia quebrado outras vezes. Nas trilhas a bike trepida muito! O reparo foi rápido, já que sempre carrego comigo peça de reposição.

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Hora do almoço com Jordi, uma boa hora para trocar a presilha de fixação do bagageiro

No final do dia a missão é achar um local para acampar… já havíamos pedalado 20 km a mais que o proposto para o dia e não achávamos um lugarzinho se quer… no duro mesmo!  O dia já ia embora, o sol que coloriu as nuvens de tons lilas-alaranjado já havia sumido no horizonte. O jeito foi bater na porta de uma fazenda… e mais uma vez fomos agraciado com um lugar para dormir… Um tanto quanto inusitado e um pouco fedido, mas naquela altura do campeonato, nos serviu como uma luva! Passamos a noite protegidos em um celeiro de tosa de ovelhas…

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Céu de tirar o fôlego em Tumunui – Nova Zelândia

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Dormindo no celeiro de tosa de ovelhas em Tumunui – Nova Zelândia

 

 

Início do pedal pela Ilha Norte da Nova Zelândia

Jordi e eu atrasamos ao máximo nossa saída de Wellington devido ao mau tempo. Nem tanto pelo vendaval que soprava na direção que seguíamos, felizmente, mas sim pela chuva que caiu durante toda a manhã. Já passava das 14h quando pegamos a estrada n° 2. Por conta do atraso, pedalamos até Pukaratahi Forest Park, onde acampamos.

A estrada n° 2 é super movimentada, e nosso plano era evitá-la ao máximo. Seguimos então por uma trilha (bike trail) em uma antiga estrada de ferro entre túneis, penhascos e florestas. Existe muita estrada de ferro desativada na Nova Zelândia e o governo, inteligentemente, aproveita a estrutura para criar ciclovias que passam a ser uma ótima opção de lazer aos finais de semana com área para piquenique, banheiros, e muito contato com a natureza.

Pakuratahi bike trail - Nova Zelândia.

Pakuratahi bike trail – Nova Zelândia.

Pakuratahi bike trail - Nova Zelândia.

Pakuratahi bike trail – Nova Zelândia.

Pakuratahi bike trail - Nova Zelândia.

Pakuratahi bike trail – Nova Zelândia.

Terminamos o dia em um acampamento na beira do rio, e o sol, depois de muito tempo, apareceu novamente. Na verdade eu já estava de saco cheio de tanta chuva! Todo santo dia!

Depois de muito tempo o sol apareceu...

Depois de muito tempo o sol apareceu…

Jordi e Eu aproveitando o dia de sol depois de vários dias de chuva.

Jordi e Eu aproveitando o dia de sol depois de vários dias de chuva.

Jordi - Ilha norte - Nova Zelândia

Jordi – Ilha norte – Nova Zelândia

Em Palmerston North ficamos hospedado na casa da Sra. Margaret. Ela nos hospedou em um confortável quarto e nos tratou muito bem! A ideia era ficar apenas um dia, no entanto esticamos um dia a mais. Aproveitamos para lavar roupas e usar a net. Com a chegada das férias de verão está cada vez mais difícil achar membros do warm shower em casa. Todo mundo viajando!

A simpática Sra. Margaret - Palmerston North

A simpática Sra. Margaret – Palmerston North

Com a chegada do sol, voltamos a aproveitar mais o dia. Passamos mais tempo na estrada em pequenas paradas para beliscar alguma guloseima, ou mesmo para curtir o visual.

Com o sol, tudo vira poesia!

Com o sol, tudo vira poesia!

Estrada secundária entre Ekatehuna e palmesrton North.

Estrada secundária entre Ekatehuna e Palmesrton North.

Entre economizar uma grana e privilegiar o contato com a natureza eu fico com os dois. No final do dia fico torcendo para achar um rio para poder passar a noite e pescar. Este Camping em Vinegar Hill é gratuito, fica á beira de um rio! Lugar perfeito! A água é um pouco gelada, mas deu para tomar um banho depois de um longo dia de pedal!

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Esse é o estilo de vida que estou levando…

 

Veja o vídeo da cicloviagem pelo litoral do Nordeste Brasileiro – Parnaíba (PI) e Japaratinga (AL)

Essa é para quem gosta de aventura, não se importa com o calor e é encantado pela região nordeste do Brasil!

Com Marcelo Luz, Sílvio Furukawa e Aurelio Magalhaes.

Deixamos Parnaíba (PI), no dia 15 de janeiro de 2013, e durante 25 dias, percorremos os estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, até Japaratinga, litoral norte de Alagoas. Foram 1143,14 Km pedalados, sem contar as travessias de barco e os trechos feitos de carro ou ônibus, para fugir de estradas perigosas e para dar fim a aventura. Com a proposta de pedalar ao máximo pela areia da praia, saíamos de acordo com o horário das marés, hora nos derrubando cedo da cama, ou da rede, hora nos expondo ao sol quente. O vento forte soprou quase sempre e sempre contra. Só a partir de Touros (RN), é que conseguimos uma trégua. A areia fofa nos obrigou a empurrar as bicicletas por intermináveis quilômetros. Por alguns momentos pedalamos dentro da água ou por cima das pedras para fugir do atoleiro. Atolamos no mangue, cruzamos rios, atravessamos dunas e sofremos com a falta de estrutura em longos trechos desertos e sem nenhuma sombra. No entanto, o sofrimento foi recompensado com praias e visuais maravilhosos, cidades históricas, vilas rústicas de pescadores e muito contato com a natureza. Nos caminhos que só uma viagem de bicicleta pode proporcionar, nos emocionamos com encontros inesquecíveis, como é o caso da menina de 9 anos que nunca havia visto um Japonês, e que deixou todos nós emocionados quando contou sobre seu sonho de ser médica. Deliciamos-nos com a simplicidade das pessoas e com a nossa também. Deixo meu agradecimento a Marcelo Luz e Silvio Furukawa, pelo companheirismo. Produção de Vídeo: Silvio Furukawa

Homenagem aos meus eternos estagiários

Antes de mais nada um professor! Formado, pós graduado, com vocação e apaixonado pela arte de ensinar e compartilhar o que aprendi, seja nas aulas, nas conversas com colegas, nos livros ou na prática do dia a dia.

Tenho orgulho das minhas conquistas profissionais. Ainda mais orgulho das relações que construí com meus alunos e principalmente com as pessoas que trabalharam comigo!

É difícil falar de mim, muito mais difícil falar da relação que tenho com as pessoas… mas hoje quero homenagear e dedicar esse post aos meus ex-estagiários.

Não que pendurei a chuteira, longe disso! Ainda me sinto atualizado e competente para continuar a minha jornada de educador físico, fisiologista do exercício ou simplesmente personal trainer. No entanto estou em uma nova fase, trilhando rumos por caminhos desconhecidos e não sei ao certo o que vai acontecer quando voltar ao Brasil… e é bom que se diga que estou sem pressa! kkk

Ao longo do tempo passei a ser uma espécie de espelho, conselheiro, amigo dos meus estagiários. Sempre com a intensão de influenciar positivamente seja na questão profissional ou na vida pessoal. Informalmente, ou ás vezes aos trancos e barrancos, sempre trabalhei em função do grupo e procurei ser justo. Nunca fui o chefe de ninguém, mas sei que sempre inspirei confiança, e quando o circo pegava fogo, quase uma constante no Departamento de Medicina Esportiva da antiga Fórmula Academia,  eles sabiam que podiam contar comigo! E vice-versa! Na hora do aperto, lá estava eu no fronte, buscando solucionar e salvar a pele dos menos experientes. Nunca deixei ninguém na mão!

Já defendi muitos estagiários e já mandei que eles “dessem seus pulos”, fui arrogante, prepotente e injusto… claro! Ninguém é perfeito! Tem estagiário que não pode nem ouvir o meu nome! Mas a grande maioria deles, tenho como amigo, irmão, filho, tutor… alguns ousam e vão longe demais, me chamando de mestre. Longe de títulos o que sempre vai importar é o carinho com que hoje nos tratamos. Só não gosto de ser o “tiozinho” e o “vovô” da turma! Kkkk

Sempre procurei separar o profissional do pessoal. Fui duro, as vezes até demais, com quem errou por dolo, e os mais cobrados eram justamente os que tinham mais potencial ou simplesmente os que eu gostava mais… O tempo me ensinou a perder tempo somente com as pessoas que valem a pena! No entanto nunca quis desmoralizar ou prejudicar ninguém. Sempre que intervi foi em benefício do grupo!  Isso gerou alguns desentendimentos, e se no momento não soubemos lidar com isso, o tempo foi professor e nos mostrou o caminho… Errei e errei muito batendo de frente, ignorando opiniões ou simplesmente desrespeitando as regras! Brinquei, xinguei, me desentendi, perdoei e fui perdoado!

Muitos começaram a estagiar comigo perto dos 20 anos, cheios de energia e vontade! Por outro lado imaturos, inexperientes ou totalmente crus! Aliás como fui um dia! Outro dia li que: “… o processo para determinar com convicção o desfecho de uma situação está relacionada ao acúmulo de experiência adquiridas de circunstâncias cotidianas”. E talvez tenha sido essa a minha vantagem! Fiquei mais tempo que a maioria por lá, 10 anos!

Se vira! Dá seus pulos! Você não é quadrado! Quem trabalhou comigo ouviu muito essas frases! Sempre acreditei que quanto melhor as pessoas ao meu lado, melhor eu ficaria. E sempre tentei tirar o melhor de cada um!

E depois desses anos todos, sou muito orgulhoso e feliz por contribuir de uma maneira ou de outra, a cada qual com suas particularidades, não apenas na formação profissional, mas principalmente no processo evolutivo de cada um!

Resolvi escrever este texto para agradecer o carinho e a paciência que sempre tiveram comigo! A cada homenagem que recebo, me traz a certeza que nossa amizade é para a vida toda! Sempre contem comigo!

Quem é motivado a aprender nunca para de ensinar!

Não pude estar presente no casamento do Maurício e fui homenageado com uma foto em tamanho real! Que homenagem legal!

Não pude estar presente no casamento da Lilian e do Maurício e fui homenageado com uma foto em tamanho real! Que homenagem legal!

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Simão Araujo – irmão

rodrigo evers

Rodrigo Evers – irmão

marisol ruiz

Marisol Ruiz (Uma das primeiras)

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Meus afilhados: Pri e Dioguito

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Marcos Japa – exemplo!

marco aurelio xavier

Marco Aurélio Xavier

luis siqueira

Luisinho

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Meus aflilhados – Lincoln e Lilian

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Fred Baixinho – eterno

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Carina Macedo – 

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Andreza Fragoso

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Márcio Carrer – o figura!

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Adriano Vieira ( O Truta)

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amigo e mestre. (postado no facebook)

 

 

…o sonho de ir além, romper fronteiras e vencer desafios!

Reproduzo na íntegra mensagem de Guilherme Brambilla, meu parceiro e amigo da Brambilla Comunicação, criador dos logos Ásia by Bike e Da China para Casa by Bike. Obrigado a todos da Brambilla Comunicação! Bom Natal e que 2015 seja o melhor ano da nossas vidas!

 

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Aurelio Magalhaes todos aqui na Brambilla Propaganda sentimos orgulho de participar dos seus projetos. Acreditamos que eles tocam e modificam profundamente as pessoas, começando por aqueles que estão próximos, até os mais distantes. De que valeria nosso trabalho se não pudéssemos, ao menos, buscar a evolução de cada pessoa, seja através de suas conquistas, mesmo que mercadológicas, seja através de suas experiências com a estética e conceito, seja através de uma semente plantada ou uma criança alimentada, seja na simples materialização de seus sonhos, buscamos nos envolver com projetos inspiradores, audaciosos e únicos. Nos identificamos com você, pois temos em cada um de nós o sonho de ir além, romper fronteiras e vencer desafios. Em cada postagem sua, encontramos valores que nos mostram como olhar para frente, como encarar as mudanças e as dificuldades, como improvisar em busca das melhores soluções e se virar Ásia by Bikecom o que temos disponível, e claro, diante de tantas culturas, estórias e lugares maravilhosos, o quanto ainda somos pequenos e podemos evoluir. Nos inspiramos em cada pedalada, pois elas despertam emoções que nos alimentam e fazem com que deixamos de lado, por alguns instantes o lado racional, e deixamos esta energia cósmica guiar nosso trabalho e, assim, contribuir de forma singela e humilde diante de projeto tão grande. Nós é que ganhamos um “presentaço” de natal em saber que temos um parceiro de extrema competência e talento em nossa carteira de clientes e amigos! Sebo nas canelas, coração aberto e siga em frente.

Grande abraço!”

Guilherme Brambilla

Barrado no baile!

Sem conseguir o visto, Japão ficará de fora do Projeto da China para Casa by Bike

Aproveitei a casa de Barry  e Fiona para colocar a “minha casa” em ordem. Baixar fotos, estudar roteiros, lavar roupas, arrumar soluções para algumas pendências no Brasil e tudo mais. No entanto gastei o maior tempo coletando documentos e buscando informações para aplicar o visto para o meu próximo destino, o Japão!

Tudo certinho! A Cynthia dá um jeito em tudo… quando ela não consegue ajeitar tudo por conta própria ela sai convocando o meu pai, mãe, irmã e cunhados (meus anjos da guarda), e coisa segue andando… É sempre assim… e se não fosse por eles acho que seria muito difícil fazer o que estou fazendo… é muita “coisinha” importante pacas!!!

Cartão de banco vencendo, CNH internacional, visto e autorização para a Ana Laura viajar e fazer passaporte, seguro saúde, pagamento de contas… ihhh … coisa pra caramba!

Aí segue dois dias arrumando tudo para o visto japonês… Toda documentação pronta, foto e lá vou eu!

Quando chego na embaixada fico sabendo que é impossível obter visto para o Japão fora do seu país de origem! Aí bate uma frustração e lá vou eu correndo atrás de uma saída…  tentando me apegar a uma esperança que na verdade nem sei se existe.

Telefonei para o setor consular do Brasil aqui em Wellington, falei com a simpática Ana, que tentou me ajudar. Ela levou o caso para a Vice-Consul e depois de um tempo me telefonou acabando com minhas esperanças…

O projeto da China para Casa by Bike não vai passar pelo Japão… e é claro que isso me deixa triste! Além da boa comida e de tudo que o país oferece vou perder uma ótima oportunidade de rever alguns amigos de Marília que estão por lá…

… é o que sempre digo: Na vida, um dia a gente ganha no outro a gente perde!

Mas já estou com a cabeça erguida novamente! Pois meu próximo destino passa a ser um lugar que brasileiro não necessita visto! Mas calma… só vou revelar perto de 22 de janeiro, data do meu vôo.

 

 

Último trecho da Ilha sul da Nova Zelândia até Wellington

A viagem pela ilha sul da Nova Zelândia chegou ao fim sem muitas novidades. Tudo ocorreu como o planejado.

Sem muita pressa, Jordi e eu resolvemos ficar mais um dia em Nelson, centro econômico e cultural da região norte da ilha sul da Nova Zelândia  para aproveitar o final de semana e conhecer a feira de produtos locais. Pequenos produtores de geleia, embutidos, queijo, pães, frutas, bijuteria, bolsas, roupas pratos típicos e tudo mais, fazem a alegria dos turistas e locais… bem parecida com as feirinhas do Brasil.

Vendedores de antiguidades da feirinha em Nelson.

Vendedores de antiguidades da feirinha em Nelson – Nova Zelândia.

Dia de descanso em Nelson - Nova Zelândia

Dia de descanso em Nelson – Nova Zelândia

Menina em Nelson no desfile de Natal para crianças. Nova Zelândia

Menina em Nelson no desfile de Natal para crianças. Nova Zelândia

Depois fizemos um desvio de um dia para conhecer Portage. No caminho acabamos encontrando um fazendeiro que ofereceu uma casa desocupada para passarmos a noite. Pedimos para acampar e ele ofereceu a casa! Essa foi boa!

Jordi e Eu fazendo um lanche em uma casa desocupada de um fazendeiro local.

Jordi e Eu fazendo um lanche em uma casa desocupada de um fazendeiro local.

A ideia era fazer uma trilha de um dia entre Portage e Camp Bay e voltar de barco direto para Picton, no entanto a trilha foi fechada para bicicletas dias atrás, o que gerou uma certa frustração… e o jeito foi voltar pedalando na mesma estrada até o trevo com a estrada 6 e de lá seguimos para Picton.

Trilhas fechadas para bicicleta devido ao enorme números de trilheiros...

Trilhas fechadas para bicicleta devido ao enorme números de trilheiros…

A balsa entre Picton e Wellington custa NZ$ 52,00 por pessoa + NZ$ 15,00 por bicicleta. São 3 horas de travessia, aproximadamente 96 km. É uma viagem bacana, entre montanhas, baias e enseadas.

Balsa entre Picton e Wellington - Nova Zelândia

Balsa entre Picton e Wellington – Nova Zelândia

Balsa entre Picton (ilha sul) e Wellington (ilha norte) - Nova zelândia

Balsa entre Picton (ilha sul) e Wellington (ilha norte) – Nova Zelândia

Chegamos em Wellington debaixo de uma fina garoa e vento fortíssimo. Escalamos uma montanha até chegar na casa de Barry e Fiona. Barry é um cicloturista experiente, pedalou no Brasil e ficou hospedado por um tempo na casa do Eduardo Sartor de Caxias do Sul. Eu e o “cavalo”, apelido carinhoso do Eduardo pela força e condição física para pedalar, nos conhecemos através dos Encontros do Clube de Cicloturismo do Brasil. Ao saber que a Nova Zelândia estava em meu roteiro ele nos apresentou através do facebook.

Vista da casa de Barry e Fiona. Wellington - Nova Zelândia

Vista da casa de Barry e Fiona. Wellington – Nova Zelândia

Fiona, Jordi, Barry e eu em um restaurante em Wellington ´- Nova Zelândia

Fiona, Jordi, Barry e eu em um restaurante em Wellington ´- Nova Zelândia

Wellington é a capital da Nova Zelândia com aproximadamente 400 mil habitantes.Assim como Christchurch e Auckland é um importante centro comercial, cultural e financeiro do país. Conhecida como Windy Wellington devido aos fortes ventos provenientes do Estreito de Cook a cidade já sofreu com terríveis terremotos (1848 e 1855), que ainda são frequentes, e possui pouca área plana, obrigando seus moradores a construir casas nas colinas ao redor do centro da cidade. Situada a 41° de latitude sul, é a mais meridional capital nacional do mundo, e suas principais atrações são o Museu TE PAPA ( “Nosso lugar” na língua Maori – língua falada pelos nativos da Nova Zelândia), a Catedral de St Paul´s, o Mont Victoria que oferece a melhor vista da cidade. Outros museus, zoo, casa do parlamento também são pontos a serem visitados se tiver bastante tempo na cidade.

 

 

Meu presente de natal!!! Obrigado Brambilla Comunicação

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Conceito: Uma viagem que vai a fundo na descoberta, nos hábitos culturais, que vai contra os clichês turísticos, certamente ampliam sua experiência com os costumes populares.  Por este motivo fizemos uso de “tipos da escrita popular” asiáticos e brasileiros para quebrar a frieza, ampliar a proximidade com os costumes e tornar a transição mais harmônica, porém mantendo a quebra entre CHINA e BRASIL. As cores Vermelho (China)  e verde e amarelo (Brasil) traduzem e ampliam cada cultura.

 

Bon appetit aos membros do Warm showers….

Estou usando e abusando do warm showers! Aquele site de hospedagem para ciclistas que já mencionei algumas vezes.

A logística é simples! Dias antes de chegar eu mando uma mensagem com algumas informações sobre mim e sobre o projeto da China para Casa by Bike e fico na torcida por uma resposta afirmativa. Vez ou outra não funciona… Algum ciclista chegou primeiro, ou o anfitrião não se encontra em casa ou simplesmente não obtenho resposta em tempo hábil… Mas no geral minhas investidas são aceitas e sou muito bem recebido!

O warm showers é legal porque a maioria dos anfitriões também viajam de bike e a sintonia é imediata! Eles sabem do que preciso, pois já viveram essa situação e as coisas se tornam bem mais fácil em comparação ao Couchsurfing por exemplo.

No geral, encontro lugar seguro para guardar a bike, máquina de lavar roupas, internet, cama confortável, boa comida e muito bate papo! É uma mistura de troca de conhecimento e algo mais, que só quem viaja de bike entende… Parece que já somos amigos de longa data e o papo rola solto… por todos os cantos e lugares do mundo… É uma delícia conversar e aprender com esse povo todo que encontro em minha jornada. Uns são vegetarianos, outros religiosos, tradicionais, modernos, alternativos… cada país com suas particularidades e variáveis… dentro de uma só cultura… interessantíssimo…

Vira e mexe, me convidam para cozinhar, e é claro que  eu aceito! Pois é uma ótima oportunidade de comer aquilo que eu adoro! Geralmente vou ao mercado, compro os ingredientes e aí… é só alegria!!! Mas estes mexilhões foram colhidos na hora!

Mexilhão ao creme.

Mexilhão ao creme.

Cozinhando na casa de Don. Westport - Nova Zelândia

Cozinhando na casa de Don. Westport – Nova Zelândia

Picadinho de filé

Picadinho de filé

Ceviche

Ceviche

Banana assada em dia de acampamento selvagem.

Banana assada em dia de acampamento selvagem.

Também encontro boa comida e gente que gosta de cozinhar… e a alegria é a mesma!!! kkkk

Ms. Glanys preparando curry de vegetais e grão de bico!

Ms. Glanys preparando curry de vegetais e grão de bico!

Schoot se deliciando com um hambúrguer.

Schoot se deliciando com um hambúrguer.