Meus primeiros dias de Austrália

Com dificuldade em achar pontos de internet grátis, vou resumir meus primeiros dias de Austrália, e assim que estiver mais adaptado ao ritmo do país, vou tentar voltar a postar com mais regularidade.

Fui muito bem recepcionado por Heather e Lindsay, um casal do warmshower que aceitou o meu pedido de hospedagem em Brisbane. Atenciosos e hopitaleiros, me ofereceram um confortável quarto onde pude descansar da minha árdua jornada no sudeste asiático e também ver o jogo do Brasil com Camarões.

Já no primeiro dia de Austrália me levaram para um maravilhoso por do sol  a beira mar regado a queijo e vinho em sua Combi 75. Olive, no caso a combi, é totalmente equipada para acampamento. Fiquei encantado com ela!

Healther orgulhoso com sua Combi 75.

Healther orgulhoso com sua Combi 75.

Healther e Lindasay aguardando o por do sol em Brisbane.

Heather e Lindsay aguardando o por do sol em Brisbane.

Por do sol em Brisbane no meu primeiro dia de Austrália.

Por do sol em Brisbane no meu primeiro dia de Austrália.

Perambulei bastante pelas ruas de Brisbane para comprar roupas e um saco de dormir apropriado ás temperaturas que irei encontrar. Aqui é inverno e a temperatura nunca passa dos 22⁰ C e pode chegar a ficar abaixo de zero. Em Melbourne, por exemplo, fez 6⁰ C ontem.

Lindsay fez um filé delicioso e enorme para eu matar a saudade de carne. Ficou sensacional! Para retribuir, no dia seguinte fiz um ceviche com salmão, peixe branco e atum. Os peixes são caros, mas com excelente padrão de qualidade.

Historic Brigdge, Brisbane.

Story Brigdge, Brisbane.

Delicioso filé servido por Lindsay.

Delicioso filé servido por Lindsay.

Delicioso jantar com Heather e Lindsay. Ceviche e caipirinha

Delicioso jantar com Heather e Lindsay. Ceviche e caipirinha

Depois de uma rápida passagem por Gold Coast e Surfer Paradise, pedalei até Byron Bay. Fiz um delicioso camping selvagem à beira mar no caminho e agora estou confortavelmente instalado na casa de Nuno, Taíssa e Marco, 3 brazucas que me foram indicados por Bruna Carnaval, outra carioca que morou aqui. Eu e a Cynthia conhecemos Bruna na Tailândia. Rapidinho ela agilizou um lugarzinho maneiro, como dizem os cariocas. Valeu Moçada!

Calçadão em Surfer Paradise

Calçadão em Surfers Paradise

Acampamento selvagem na Austrália

Acampamento selvagem na Austrália

Meu primeiro canguru.

Meu primeiro canguru.

Cheguei em Byron Bay no dia do jogo com o Chile! Sufoco total!

Ainda não deu tempo de conhecer tudo. Nuno e Taíssa me levaram para dar uma volta rápida na cidade. Eles trabalham bastante. Dão duro para conseguir estudar, no entanto são recompensados com uma cidade deliciosa e uma qualidade de vida muito legal!

Em breve mais de Byron Bay

 

Último dia de sudeste asiático

Depois de 7 meses no sudeste asiático estou empacotando a minha bicicleta rumo à Oceania. Lá, meu plano é pedalar na Austrália e Nova Zelândia para depois quem sabe, pedalar na Ásia Central.

Hong Kong, Macau, China, Vietnã, Cambójia, Tailândia, Malásia, Singapura, Filipinas e por fim Indonésia… pouco mais de 8000 km e muitas histórias, emoções, fotos, receitas… no entanto o que mais me marcou foi o contato que tive com as pessoas. Foi o sorriso, o carinho, a simplicidade, o espanto, a ajuda involuntária que deu o colorido especial até aqui. É claro que tive algumas decepções, pois a estrada não é feita só de alegrias e confesso que em alguns casos esperava mais das pessoas. Mas isso serve de aprendizado… e cada situação superada o sentimento de saber que posso ” contar comigo” só aumenta. Me deixa mais forte e confiante para seguir em frente.

Minha última grande emoção foi ver essas crianças cantando o Hino Nacional da indonésia. Eu não sei explicar direito o por que de ter me emocionado tanto… acredito que a saudade da minha filha e de todos aí no Brasil,  ver a família reunida em um gostoso evento (niver do meu querido sobrinho Rafinha), a estréia do Brasil na Copa (um evento que eu adoro), e a eminência de perder um ente querido me fez chorar ao ver essas crianças. Um lapso emocional que mostra um pouco de fraqueza? Pode ser… ninguém é de ferro, não é verdade? Esse meu coração bate cheio de saudade! Cada dia que passa a batalha da saudade só aumenta… Isso é um leão que mato todos os dias…. Putz! Mas de vez em quando ela me derruba!

Mas a fé e a coragem estão aqui para me ajudar!

Força Tia Dira! Obrigado pelo carinho e por tudo que fez por nós!

 

 

 

Yogyakarta — Lugar do maior templo budista do mundo.

Minha passagem por Yogyakarta foi rápida, no entanto muito intensa. A cidade é um importante centro artístico, cultural e educacional da Indonésia, e o destino mais procurado da Ilha de Java, graças as suas ruínas, mesquita secreta, templos e principalmente ao templo de Borobudur, o maior templo budista do mundo.

Me hospedei na casa de Sutardi, outro membro do Couchsurfing que aceitou o meu convite. Ele mora em uma casa muito simples no subúrbio da cidade com seus pais e dois irmãos. Infelizmente, apaguei sem querer os filmes e as fotos que fiz em sua casa. Foi uma das experiencias mais marcantes da viagem. Família humilde, sem grandes recursos. Sua pequena casa é sustentada com aguá de poço, não tem geladeira, chuveiro, vaso sanitário, forro no teto. O piso é de chão batido, a paredes sem reboco e quase não existe conforto. A pequena TV preta e branco ostenta uma imagem com chuvisco intenso, o fogão é de lenha e os animais como galinha e cabra são criados no quintal. Na sala, uma cama de casal, um banco de madeira, uma pequena mesa e iluminação precária, assim como o restante da casa.

Saturdi fez o jantar no fogão de lenha chamado Sambal Kering Tempe. Um prato típico da Indonésia com feijão fermentado, amendoim e caramelo, e pimenta é claro! É esse filme que tinha preparado para mostrar para vocês aqui no blog. Era a oportunidade perfeita de mostrar um pouco da gastronomia e da simplicidade do povo local. Vai ficar para a próxima! Fiquei muito chateado em perder não só o filme como também as fotos.

Saturdi, segundo ele próprio, hospeda pessoas em sua casa para aprimorar o seu inglês e para fazer contatos com pessoas e culturas de todos os lugares do mundo, pois tem sonhos de conhecer alguns países e pretende ser retribuído de alguma forma. Ao mesmo tempo, sabe que oferece em sua casa uma experiência única para os visitantes.

Ele trabalha em uma agência de turismo e também faz bico de guia. Foi uma mão na roda para conhecer e saber um pouco mais da cidade.

Vou ficar devendo o vídeo, mas abaixo tenho algumas boas imagens para mostrar. Espero que gostem!

A senhora e sua bicicleta na feira. Yogyakarta.

A senhora e sua bicicleta na feira. Yogyakarta.

Vendedora de tofu na feira em Yogyakarta.

Vendedora de tofu na feira em Yogyakarta.

Vendedora de Curry na feira em Yogyakarta.

Vendedora de Curry na feira em Yogyakarta.

Vendedora de verduras na feira em Yogyakarta.

Vendedora de verduras na feira em Yogyakarta.

Típica barraca de feira em Yogyakarta.

Típica barraca de feira em Yogyakarta.

Saturdi nas Ruínas de Yogyakarta.

Saturdi nas Ruínas de Yogyakarta.

Mesquita Subterrânea - Sumur Gumuling - Yogyakarta, Indonésia.

Mesquita Subterrânea – Sumur Gumuling – Yogyakarta, Indonésia.

Mulher muçulmana em Sumur Gumuling - Mesquita Subterrânea em Yogyakarta.

Mulher muçulmana em Sumur Gumuling – Mesquita Subterrânea em Yogyakarta.

Mesquita Subterrânea - Sumur Gumuling - Yogyakarta, Indonésia.

Mesquita Subterrânea – Sumur Gumuling – Yogyakarta, Indonésia.

Tamansari - Castelo das Águas em Yogyakarta.

Tamansari – Castelo das Águas em Yogyakarta.

Tamansari - Castelo das Águas em Yogyakarta.

Tamansari – Castelo das Águas em Yogyakarta.

Tamansari - Castelo das Águas em Yogyakarta.

Tamansari – Castelo das Águas em Yogyakarta.

Estudantes no Templo de Borobudur.

Estudantes no Templo de Borobudur.

Borobudur, o maior templo budista do mundo.

Borobudur, o maior templo budista do mundo.

Borobudur, o maior templo budista do mundo.

Borobudur, o maior templo budista do mundo.

Fã da seleção brasileira em Borobudur, o maior templo budista do mundo.

Fã da seleção brasileira em Borobudur, o maior templo budista do mundo.

Borobudur, o maior templo budista do mundo.

Borobudur, o maior templo budista do mundo.

 

Jakarta – Capital da Indonésia

Estou hospedado na casa de Hadi, um membro do Couchsurfing (site de hospedagem) que passou a ser minha principal ferramenta para achar acomodação. Essa estratégia além da economia, me coloca em contato direto com o povo local. Ver as crianças se arrumando e chegando da escola, o dia a dia da dona de casa, o preparo das refeições… é muito legal acompanhar e de alguma forma participar da cultura local.

Hadi

Hadi

A Indonésia é formada por 17.508 ilhas, possui mais de 740 línguas e dialetos e mais de 300 grupos étnicos.  É possível ver uma sinopse da cultura indonésia no Taman Mini Indonésia Indah, um parque nacional que é uma das principais atrações de Jakarta. O parque expõe aspectos da vida diária e da arquitetura das províncias provenientes das diferentes regiões do país. O parque é enorme, talvez um dia não seja suficiente para ver tudo. A ideia de apresentar a Indonésia em pequena escala foi concebida pelo ex-primeira dama indonésia, Siti Hartinah, mais conhecido como Tien Suharto em 13 de março de 1970, com o objetivo de cultivar o orgulho nacional dos indonésios.

 

Aspectos arquitetônicos em Taman Mini.

Aspectos arquitetônicos em Taman Mini.

Taman Mini Parque.

Taman Mini Parque.

Taman Mini Parque.

Taman Mini Parque.

Jakarta tem um trânsito infernal! Preferi o transporte público ao invés de pedalar para visitar a cidade. É muito parecido com São Paulo, com o curioso fato de que homens e mulheres viajam separados nos ônibus. As mulheres vão na frente e os homens vão atrás. Em uma das viagens que fiz os homens se espremiam do meio para trás enquanto as mulheres viajavam com um certo conforto do meio para frente.

Homens e mulheres viajam separadamente nos ônibus em Jakarta.

Homens e mulheres viajam separadamente nos ônibus em Jakarta.

 

Outro ponto muito visitado em Jakarta é o monumento nacional, conhecido como Monas (1975). Uma torre com 132 metros de altura construída para comemorar a luta pela independência do país. Do alto da torre é possível ter uma boa visão da cidade e no subsolo um museu conta a história da luta política da Indonésia.

Monumento nacional de Jakarta - Monas

Monumento nacional de Jakarta – Monas

 

Vista do alto da torre de Monas.

Vista do alto da torre de Monas.

 

Também tive tempo de visitar o maior mercado da cidade, o Pasar Induk (Mercado Mãe). Nunca havia visto tanta pimenta na vida. O cheiro forte impregna no nariz e em pouco tempo o olho começa arder e lacrimejar. Na verdade foi um dos lugares que mais gostei de visitar em Jakarta apesar da imundice. Tudo que é descartado é jogado no chão e a sujeira e o mal cheiro prevalece. O mercado funciona 24h e o frenesi não para. Ótimo lugar para fazer fotos, embora seja relativamente escuro.

Mercado de Pasar Induk.

Mercado de Pasar Induk.

Vendedor de pimenta orgulhoso em Mercado de Pasar Induk.

Vendedor de pimenta orgulhoso em Mercado de Pasar Induk.

Mercado de Pasar Induk.

Mercado de Pasar Induk.

Mercado de Pasar Induk.

Mercado de Pasar Induk.

Cesto de pimenta em Mercado de Pasar Induk.

Cesto de pimenta em Mercado de Pasar Induk.

Senhora no Mercado de Pasar Induk.

Senhora no Mercado de Pasar Induk.

 

No entanto, para quem gosta de fotografar pessoas e momentos, foi nas ruas que tive as melhores oportunidades. Veja algumas fotos que fiz de relance.

Estudantes pousando para foto na fila do elevador em Monas.

Estudantes pousando para foto na fila do elevador em Monas.

 

Fumante na feira.

Fumante na feira.

Vendedor de chapéus.

Vendedor de chapéus.

Típica Indonésia na feira.

Típica Indonésia na feira.

Crianças varrendo a frente da escola.

Crianças varrendo a frente da escola.

Criança na escola.

Criança na escola.