Singapura! A cidade que encerra o projeto Ásia by Bike é incrível!!!

Singapura é incrível! Cidade organizada, limpa, segura, com um excelente sistema de transporte público, ciclovias, e incrivelmente verde. A cidade oferece muitas atrações para os mais variados interesses. Museu, parques, shopping centers, bares e restaurantes. Tem também Zoológico, o maior aquário do mundo, uma incrível floresta urbana fechada por uma cúpula que reproduz o ambiente de uma floresta tropical e muito mais…

Eu ainda não tive tempo de visitar tudo e precisaria de muito mais tempo do que disponho… comecei pelo Bairro de Bugis, onde fica a tradicional Arabic Street, perto de onde estou hospedado. Conheci também Chinatown, Marina Bay e compartilhei o sábado a noite com locais e turistas em Clarke Quay, um conjunto de 5 enormes armazéns restaurados  que abriga vários restaurantes e discotecas com gente das mais variadas tribos… É o principal centro noturno da cidade! A única coisa que atrapalha um pouco são os preços… bem diferente dos outros países que passei, o padrão aqui é alto!

Veja algumas fotos que fiz e espere no próximo post a novidade que prometi!

Arabic Street - Singapura

Arabic Street – Singapura

Ótimos restaurantes...

Ótimos restaurantes…

Mesquita em Bugis - Arabic District.

Mesquita em Bugis – Arabic District.

 

Chinatown - Singapura

Chinatown – Singapura

Templo Budista Chinatown - Singapura

Templo Budista Chinatown – Singapura

Roda Gigante - Singapura

Roda Gigante – Singapura

Marina Bay - Singapura

Marina Bay – Singapura

Marina Bay - Singapura

Marina Bay – Singapura

 

 

 

 

 

 

Melaka – Malásia: Meu último destino turístico antes de Singapura.

Localizada em um lugar estratégico no mapa, Melaka se tornou um importante entreposto portuário. O comércio impulsionou sua economia tornando-a próspera e uma importante base de expansão territorial na Índia Oriental (1400 dC). Colonizada por portugueses, holandeses e britânicos em épocas distintas,  a cidade mistura uma arquitetura que lhe rendeu o título de Patrimônio Mundial da Unesco em 2008. Em meio a essa arquitetura, a cidade exibe um charme especial, com casarões coloridos em tons pastéis, lindas fachadas, bares, cafés e lojas sofisticadas. As ruelas de Chinatown é o lugar mais animado da cidade. No fim da tarde, pelo menos aos domingos, dia que estava por lá, as ruelas são fechadas para os carros e  o bairro vira um enorme restaurante a céu aberto. Os cheiros e as etnias se misturam… malaios, chineses, indianos e turistas de todo o mundo!

Chinatown - Melaka - Malásia

Chinatown – Melaka – Malásia

Fachada no bairro de Chinatown em Melaka - Malásia

Fachada no bairro de Chinatown em Melaka – Malásia

Melaka - Malásia

Melaka – Malásia

Porta de Santiago - Melaka - Malásia

Porta de Santiago – Melaka – Malásia

Melaka - Malásia

Melaka – Malásia

Chinatown - Melaka - Malásia

Chinatown – Melaka – Malásia

Museu Marítimo - Melaka - Malásia

Museu Marítimo – Melaka – Malásia

Kuala Lumpur – Capital da Malásia – Uma aventura para quem pedala…

Com 1,6 milhões de habitantes, mais de 7 milhões se considerar a Grande Kuala Lumpur, a capital da Malásia é muito parecida com São Paulo do ponto de vista de um ciclista. Motoristas apressados, vias rápidas sem acostamento, e quase nenhuma estrutura para ciclista torna a cidade muito difícil para pedalar. Isso sem falar nos motoristas sem educação…

Chegar ao centro da cidade onde fica meu hotel foi uma verdadeira aventura. Por sorte, cheguei em um domingo a tarde quando o trânsito é mais calmo. O caminho que meu GPS indicou possuía apenas um pequeno trecho de ciclovia. Depois, tive que me aventurar por avenidas rápidas e interligações muito parecidas com as marginais de São Paulo. Em alguns trechos achei uma faixa exclusiva para motos. A velocidade média dos carros e motos são altas comparadas a outras cidades do sudeste asiático, me senti razoavelmente seguro apenas nas faixas exclusivas. Pedalar aqui me deixou tenso! É mais ou menos como pedalar em São Paulo, é preciso prestar muita atenção em tudo… Com o agravante de não conhecer o caminho.

Para se ter uma ideia, costumo fotografar ciclistas em todos os lugares por onde passo, seja pedalando ou circulando a pé pela cidade. Já estou na cidade a três dias e não consegui fotografar ninguém pedalando.

Pedalando na faixa exclusiva para motos chegando em Kuala Lumpur.

Pedalando na faixa exclusiva para motos chegando em Kuala Lumpur.

 

O calor e as fortes chuvas estão atrapalhando bastante minha visita. Mesmo assim, consegui visitar alguns dos principais pontos turísticos da cidade, com destaque para as maiores torres gêmeas do mundo.

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Torre Menara Kuala Lumpur – 421m de altura

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China Town – Kuala Lumpur

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Torres Gêmeas de Petronas – Kuala Lumpur – 452m de altura

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Kuala Lumpur

Mesquita Masjid Jamek – Kuala Lumpur.

Altos e baixos na Malásia

Influenciada basicamente por 3 grandes culturas, malaios (60%), chineses (25%) e indianos (10%), a Malásia está sendo um enigma para mim. Ainda não consegui me adaptar ao ritmo do país e estou tendo bastante dificuldade enquanto pedalo.

É a primeira vez que visito um país com maioria islâmica, embora os budistas e hindus também são muito presentes por aqui. Aliás, a diferença religiosa está sendo a maior atração nestes primeiros dias de Malásia. É comum chegar em algum lugar frequentado pelos 3 povos e consequentemente presenciar 3 culturas bem distintas que são fortemente embasadas na religião. No entanto, as vezes me surpreendo ao estacionar a bike e ver apenas um dos povo frequentando o local. Eu não sei, mas me parece que existe um certo distanciamento entre as culturas beirando a discriminação.

Malásia, um país, várias culturas.

Malásia, um país, várias culturas.

No meu segundo dia no país, parei para almoçar em um grande restaurante a beira da estrada. O cheiro de curry misturado com fritura já não causou boa impressão… a comida exposta na bancada tinha um aspecto não muito atraente, para não dizer horrível. Escura, remexida com algumas moscas que meus olhos insistiam em seguir enquanto eu pensava: Não senta aí não… Depois, uma família de chineses cortou a fila na caruda,  enquanto o suor causado pelas horas de pedal e pelo incrível calor escorria por todos os lados da minha cabeça, irritando inclusive meu olho. Ao sair da fila para lavar o rosto, já quase sem apetite, avistei uma família inteira de hindus usando as mãos ao invés de talheres para comer… Eu já havia presenciado isso no Nepal e respeito o hábito, mas aquela cena foi demais naquele momento… Saí do restaurante sem olhar para trás e acabei comendo um hambúrguer de frango em um KFC com ar condicionado alguns quilômetros á frente.

Agora estou em George Town, uma cidade muito aconchegante e organizada com 220 mil habitantes fundada pelos ingleses em 1786.

Igreja de Sâo George

Igreja de Sâo George

 

Decoração em bairro chinês em George Town

Decoração em bairro chinês em George Town

Estou na casa do Leonardo Azevedo, vulgo Sarita que já está por estas bandas á 8 anos. Leo é preparador físico do Penang, time que disputa a primeira divisão do país. O Renê Duarte que nos apresentou. Nós 3 trabalhamos juntos na antiga Fórmula Academia, no entanto o horário de trabalho distinto não permitiu que eu conhecesse o Leo. Fui muito bem tratado pelo Leo e a esposa Mônica que sete meses atrás tiveram gêmeas, Maia e Lara. Duas mesticinhas lindas que são a alegria da casa.

Leo, Mônica e as gêmeas Lara e Maia.

Leo, Mônica e as gêmeas Lara e Maia.

Ontem fui para a cozinha depois de muito tempo. Fiz um ceviche com três tipos de peixe e um risoto de abóbora, semente de erva-doce e camarão. Foi uma maneira bacana de retribuir o carinho que recebi. Acho que todos gostaram, inclusive os convidados do Leo que vieram de Kuala Lumpur para fazer uma visita. Aliás, Kuala Lumpur, a capital do país é o meu próximo destino, distante cerca de 350 km de George Town.

Deixo aqui meu muito obrigado ao Leo e sua esposa Mônica e ao Rene Duarte que nos apresentou!