Saltstraumen – corrente marítima mais forte do mundo

Saltstraumen

Saltstraumen é o local da corrente marítima mais forte do mundo. Entre as subidas e descidas da maré, forma-se um turbilhão em que as águas podem chegar a 25 km/h dependendo da lua.
Um estreito canal de apenas 40 metros de profundidade liga um enorme fiorde que chega a 500 m de profundidade e 100 km de extensão, e o oceano. Imaginem o movimento da água. É uma manifestação impressionante da força e da beleza da natureza.

Meia noite em Saltstraumen

Saltstraumen – the strongest ocean current in the world

Saltstraumen where there is the strongest ocean currents in the world. Between the ups and downs of the tides, a whirl comes up and the waters current can travel at up to 25 km/h depending on the moon.

A narrow channel only 40 meters deep connects to a fjord which can reach 500 meters deep and 1oo km in length, to the ocean. Imagine the water movement. It’s an impressive demonstration of nature’s e beauty and strength.

Entrei em território polar

Hoje foi um dia emocionante. Cruzei a linha imaginária do Círculo Polar Ártico que fica á 66⁰ 33’ de latitude N.

Posição registrada no GPS - Círculo Plar Ártico


Me emocionei! Chorei! Frio na barriga. Arrepiei! O coração disparou e fiquei dividido entre a excitação e a preocupação.
Agora entro em um território totalmente desconhecido por mim. Tudo fica mais difícil. As cidades são mais distantes e menores. As estradas cada vez menos oferecem apoio. O clima fica cada vez mais instável e o vento sopra mais forte. Comida e água recebem atenção redobrada á partir de agora, assim como o cuidado com as roupas.
Estou ao mesmo tempo preocupado e confiante. Acredito na minha preparação, manterei a logística das roupas que esta dando certo e apenas torço por dias melhores.

Monumento que representa a linha imaginária do Círculo Polar Ártico

I entered the Polar territory

Today was an exciting day. I crossed the Arctic Polar Circle imaginary line which is Latitude 66° 33’ North.
It was an emotion! I cried! I was very emotional! A thrill! My heart was beating hard and I got half excited half worried.
Now I am entering in a completely unknown territory for me. Everything gets more difficult. The cities are getting each time further one from the other and each time smaller. There is less and less support on the roads. Weather gets more and more unstable and the wind blows stronger. From now on I will need an extra attention on food and water supply as well as extra care with the clothes.
I am confident and worried at the same time. I believe I am well prepared, I will keep the same logistic with the clothes that is working out well and I only pray for better days.

Reflexões: Coração apertado de saudade!

Domingo de muita chuva. Quando não se pedala, a solitude senta na garupa, e pesa!

Saudade aperta com essas cores

Quem tem amigos nunca sentirá solidão. É muito bom sentir saudade… Ela trás, onde você estiver uma chama quente ao coração que faz a vida ter sentido! Triste aquele que não sente…
A superficialidade com que as relações são feitas por aqui faz com que lembro mais dos meus amigos. A vontade de abraçá-los é tamanha que minha imaginação esta sempre conversando com um.
Às vezes, entre o barulho do vento, chuva, carros, e ruídos da bike, escuto meu telefone tocar (+47 4824 4359 esta aí para quem quiser!). É quase uma alucinação. De qualquer maneira verifico se é real. Nunca é! Dou risada de mim mesmo.

Vem comigo na subida...

Nos momentos difíceis de subida minha imaginação também pede uma companhia. Alguns, eu coloco dentro de um carro com meio corpo para fora me incentivando e agitando os braços com gestos característicos de vamos… falta pouco!! Alguns pedalam comigo, e quem passa a incentivá-los sou eu.
Quando a pedalada é suave, minha imaginação se solta. Compartilho a paisagem e as sensações. Vira e meche, tem um amigo diferente ao meu lado. Conversas rápidas, que minha imaginação não consegue sustentar por muito tempo. Num piscar de olhos, volta para a realidade da solitude novamente.
A conclusão que chego é que não se pode estar longe de alguém que esta dentro do seu coração.

Aproveite a paisagem

Você deve estar perguntando… e a Ana Laura? Não falou dela? É que a saudade que sinto dela não cabe no coração… e acaba transbordando pelos olhos…

Princesa do Pai

Reflections: My heart hurts! Strong Homesickness!

Rainy Sunday. When I am not pedaling the solitude follows me and it hurts!
People who have friends will never feel lonely. It’s very good to miss the ones we love….It brings us a warm flame in our hearts that gives a sense to our lives! It must be very sad not to miss anyone…
The superficiality with which many relationships are made around here makes me remember my friends even more. I feel like hugging them so much and in my imagination I am always talking to one of them.
Sometimes in the middle of the noise of the wind, rain, cars and of the bike, I hear my phone ringing (+47 4824 4359 it’s here if anyone wants to call me too!). It’s like a hallucination. Even though I check to see if it’s real. But never is! I laugh to myself.
In difficult moments when I am pedaling up a hill I also imagine how much I would like to have a company. In some of them, I imagine myself inside a car with half my body out of the window speaking out loudly and waving my hands as if I were encouraging the other to keep on going …saying let’s go…we are almost there!! Sometimes I imagine others pedaling with me and in other times I am the one encouraging them.
In times when I am pedaling softly, my imagination flies. I share the landscape and sensation with the ones in my imagination. Every once in a while there is a different friend by my side. Quick talks that are not held for too long by my imagination. In a blink, I return to the reality of my solitude again.
I get to the conclusion that we can’t be away from someone who is inside your heart.
You must be asking… and Ana Laura? Didn’t you mention her? Its because the pain of so much missing her doesn’t even fit in my heart… and it ends up overflowing from the inside of my eyes …

Encontro com norueguesa que pedala de norte a sul do país

Nesna


Nesna


Ontem conheci uma norueguesa que também esta viajando de bike. Marit tem 55 anos e saiu de Nordkapp em 8 de abril com objetivo de chegar em Lindsness em 5 meses. Ela começou a viagem com esquis devido á neve. Assim que o gelo derreteu, optou pela bicicleta. Conversamos e trocamos muitas informações.

Marit, 55 anos - exemplo de determinação

Pedalei mais de 70 km e não encontrei um posto de combustível ou qualquer lugar para comprar comida. Sem falar que contornei um fiorde de aproximadamente 60 km para ganhar apenas 26 km para o norte. É super estranho pedalar em uma direção e ver o outro lado da estrada a menos de 5 km que você vai passar depois de 40 km pedalando. Uma ponte ou uma balsa encurtaria sensivelmente a viagem. No entanto as vistas que o fiorde oferece são sensacionais. Vale cada km pedalado.

Vista do caminho

Foto do meu capacete

Estou em algum lugar entre Stokkvagen e Oresvika, em frente à ilha de Aldra. Fui super bem recepcionado no Aldesund Motell & Camping pela Sra. Unni Reithe que preparou o Oksesmåsteik. Um prato típico delicioso de carne ao molho, servido com batata, cenoura, couve flor, brócolis, purê de ervilhas e geléia de lingonberry.

Mama Unni Reithe

Oksesmåsteik

Meeting with a Norwegian pedaling from The North to the South of the Country

Yesterday I met a Norwegian who is also traveling by bike. Marit is 55 years old. She left Nordkapp on the 8th of April with the goal of reaching Lindsness in 5 months. She started the trip on skis due to the snow. As soon as the ice melted, she chose the bike. We talked and exchanged a lot of information.
I pedaled for more than 70 kms and couldn’t find any gas station or any place to buy food. Not to mention that I surrounded a fjord of about 60 km only to gain 26 km towards north. It’s super strange to pedal in a direction and see the road in which you will pass after pedaling for 40kms just 5 km away from you on the other side. A bridge or a ferry would make the trip much shorter. However the views offered by the fjords are overwhelming. It worth while for each km pedaled.
I am somewhere between Stokkvagen and Oresvika, in front of the Aldra island. I was very well received at the Aldesund Motel & Camping by Mrs. Unni Reithe who prepared an Oksesmåsteik. A typical delicious dish of mee with sauce served with potatoes, carrots, cauliflower, brocoli, mashed peas and lingonberry jam.

Rumo ao Círculo Polar Ártico

Hoje ultrapassei o paralelo de latitude 66⁰ Norte. Isso significa que estou próximo do Círculo Polar Ártico que fica a 66⁰ 33’ Norte.

Posição atual

O frio polar já vem me dando às boas vindas há alguns dias. A temperatura não ultrapassa os 10⁰ C já faz dias. O pior que esta chovendo bastante também, com exceção de ontem. O vento diminuiu de intensidade e direção. Agora ele vem de leste atrapalhando pouco.

Vista do caminho

Hoje pela primeira vez estou usando uma típica acomodação norueguesa. As cabines são bem rústicas e oferecem apenas o básico. Podemos dizer que esta entre o camping e o albergue. Em dias de chuva como hoje é uma boa opção.

"Cabine" - típica acomodação norueguesa

Ontem cruzei com o famoso Elg. É um tipo de alces que vivem no norte do hemisfério norte. Os machos exibem um par de chifres imponentes. As fêmeas não são tão fotogênicas, vamos dizer assim.

Mãe e filhote elg na estrada

Towards the Arctic Circle

Today I crossed 66th parallel North. That means I am closer to the Arctic Circle which is on the 66th 33 North.
The cold polar weather is welcoming me for a couple of days. The temperature has not exceeded 10° C in the last days. The worst is that it is also raining a lot, except for yesterday. The wind is not so strong and has changed directions. Now it is blowing eastward and it is disturbing me a lithe bit.
Today for the first time I am staying on a typical Norwegian lodge. The cabins are rustic and offer only the basic. We can say that it is something between a camping and a hostel. It is a good choice for rainy days like today.
Yesterday I run across a famous Elg. It is a type of moose that lives in the Northern Hemisphere. The males exhibit a couple of imposing horns. The females are not so photogenic, let’s put it this way.

Resumo dos 44 dias

Estudando a rota

Tem um pessoal louco pra saber quantos km eu percorri. Outros perguntam se tomo banho todos os dias. Alguns me perguntam sobre média, gasto calórico, peso e etc.
Segue abaixo um resumo dos 44 dias de estrada.
Quando me pesei antes de sair do Brasil estava com 82 Kg, agora estou com 77,5 kg;
Dos 44 dias de viagem pedalei 32. Media de 63,31 km por dia pedalado, totalizando 2.026 km pedalados e 2425 km percorridos. Restam 3410 km no total.
Pedalei em média 5:20h com freqüência cardíaca media de 146 bpm. Gastei 3.731 calorias dias. Isso gira em torno de 119.392 calorias no total.
Dormi 5 vezes em barraca sendo que 4 sem banho.
Acho que isso responde a maioria das perguntas.

44 days overview

There are some people wondering about how many kilometers I have already ridden. Others ask if I had taken a bath everyday. Some ask me about how many calories in average I spend, my weight, etc….
Below is a summary of the 44 days on the road .
Before leaving Brazil I was weighing 82 Kg, now I am weighing 77,5 kg;
I have pedaled for 32 days out the 44 days travelled. I have pedaled an average of 63,31 km per day, a total of 2.026 kms pedaled and 2425 kms ridden. There is still a total of 3410 kms to go.
I pedaled an average of 5:20h a day and my heart rate has been an average of 146 beats per minute. I spent 3.731 calories a day. This totals about 119.392 calories.
I slept 5 times in the tent, 4 of them without a bath.
I guess this can answer most of the questions.

Torghatten – passeio com muita chuva

Acordei bem cedo. Sabia que a partir do meio da tarde o tempo iria piorar. 8:30h já estava na estrada.

Kolvereid

Hoje pela primeira vez vi o típico bacalhau salgado secando. Da estrada avistei-os pendurados atrás de uma casa a beira mar.

Bacalhau secando

Minha idéia era pedalar até Vennesund. Mas na travessia conheci um motorista de ônibus que me sugeriu um hotel em Vik, cerca de 10 km ao norte. Aceitei a sua sugestão e aqui estou.

Foto do meu capacete

O tempo está bem feio. Sem dúvida o pior dia da viagem. Vento forte, chuva pesada e neblina. A previsão para amanhã é a mesma de hoje. Vou pensar no que fazer.
Durante o jantar fiz amizade com duas norueguesas. Charlotte e sua mãe Heidi. Elas estão de férias e estavam saindo para visitar Torghatten. Uma caverna com saída para o mar e para o continente. Infelizmente o tempo não ajudou.

Torghatten


Heidi, Charlotte e os cães. Ao fundo a entrada da caverna

Torghatten – out in the rain

I woke up very early. I knew the weather would be awful from 12 o ‘clock on. 8.30 I was on the road.
Today I saw the typical salty codfish drying. I could see them hanging behind a house by the sea from the road.
My idea was to pedal to Vennesund. But when I was crossing I met a bus driver who suggested me a hotel about 10 km North in Vik. I accepted the suggestion and here I am.
The weather was terrible. Doubtlessly the worst of the trip. Strong wind, heavy rain and fog. The weather forecast for tomorrow is the same as the one for today. I will think about what I am going to do.
During dinner I made a friendship with two Norwegians. Charlotte and her mother Heidi are on vacation and were going out to visit Torghatten. A cave with exit to the sea and to the continent. Unfortunately the weather didn’t help.

Hotel bizarro

Hora do lanche


Dois dias sem muitas novidades. Digamos que a paisagem um tanto monótona ofereceu muito pouco.
Confesso que pela primeira vez fiquei entediado. Não via à hora do dia acabar. Quase não tirei fotos.
Ontem, quando cheguei ao hotel em Namsos, ele estava fechado. Havia um número de telefone em uma placa com alguns dizeres em norueguês. Resumindo, depois de interpretar o que a placa dizia, fiz a ligação e me explicaram que o hotel estava aberto e que devria procurar a chave debaixo do tapete em frente aos quartos. Se não houvesse chave, o quarto já estaria ocupado. Encontrei a chave no quarto número 5. Um baita quarto com dois andares e 4 camas. No café da manhã acertaria a diária. E assim foi feito! Estranho!

Vista do caminho

Namsos

Bizarre Hotel

No special news for the last two days. Let’s say that the monotonous landscape has offered very little. I must confess that this was the first time I got bored. I couldn’t wait for the end of the day. I almost didn’t take photos.
Yesterday when I got to the Namsos hotel, it was closed. There was a telephone number on a sign with something written in Norwegian. In short, after understanding what it was written in the sign, I called and they explained that the hotel was opened and that I should look for the keys under the rugs in front of the rooms. In case there were no keys under the rugs it meant the room was already taken. I found a key in front of the room number 5. A big two floor room with 4 beds. I was supposed to pay for it at breakfast in the next morning.That’s how it was done! Wird!

Dia de descanso com churrasco de salmão com manga

Salmão com manga


Hoje passei o dia descansado na casa de Lúcia e Geir. Mais um casal de brasileira e norueguês que me recebeu muito bem.

Churrasco na casa de Lúcia e Geir


Fizemos um rápido passeio pela manhã e de tarde fizemos um churrasco de salmão com manga. O sol estava gostoso e lembrou um dia de Brasil.

A day to rest – Salmon with mango barbecue

Today I spent the day resting at Lucia’s and Geir’s . One more Brazilian and Norwegian couple by whom I have been so well received.
We went for a quick ride in the morning and made a delicious barbecue of salmon and mango in the afternoon. The sun was nice and remind me of a Brazilian Day.

40 dias na estrada!


Estou me sentindo bem e feliz. A dor no joelho praticamente desapareceu. Minhas pernas sentem o cansaço de horas de pedalada, no entanto, isso já estava dentro do previsto. Minha cervical fica dolorida no final do dia. Geralmente no banho faço alongamentos e lavo minhas roupas.
Entre 2 e 5 da tarde é quando encontro a melhor temperatura para pedalar. Aos pouco vem esquentando. Já é comum a temperatura subir mais que 12 graus em uma parte do dia se estiver sol. O vento gelado e o frio continuam o mesmo.
Já estou bem adaptado á logística de montar e desmontar a La Macchina todos os dias. Perco quase 40 minutos fazendo isso. É muito tempo para quem carrega pouca bagagem como eu, mas nunca fui surpreendido com a chuva e quando preciso de um equipamento quando estou pedalando o acesso a ele é fácil. Às vezes troco de roupa 4 vezes durante o dia.
As montanhas diminuíram sensivelmente nos últimos dez dias. a velocidade media aumentou deixando a pedalada um pouco mais agradável.
A La Macchina vem se comportando muito bem! As pecas foram trocadas na hora certa e apenas um pneu furado. O desgaste do pneu traseiro é bem maior do que o dianteiro devido ao peso e a tração. O tempo de vida dos freios é menor do que eu estava projetando devido ao peso da bicicleta e as descidas abruptas. A vida útil da corrente diminuiu em 500 km.
Estou perto do paralelo de latitude 62 Norte. À medida que sigo em direção norte a instabilidade climática aumenta.
Já é bem comum ver os noruegueses fora de casa. No final da tarde tem muita gente cuidando dos jardins. A tulipa me parece ser as flores prediletas.
Estou curtindo muito tirar fotos. Já visitei lugares maravilhosos e únicos. Prekestolen, Geiranger, Atlantic Road… Mas as cidades também oferecem cenários fantásticos e ajudam bastante.
Já provei muita comida boa e sei que tem muito mais para conhecer.
Sei que as coisas ficaram mais difíceis a partir de agora. As distâncias entre as cidades aumentam. Já deixei para trás a parte mais populosa do país. Não tenho mais referências de brasileiro até chegar próximo de Kirkenes. Agora é redobrar a atenção e seguir em frente.
A saudade da família, dos amigos e principalmente da Ana Laura aumenta a cada dia. É uma alegria quando consigo falar com ela.
Deixo meu carinho á todos aqueles que de alguma maneira me ajudaram até agora. Sem vocês, essa viagem não teria o mesmo brilho e seria muito mais difícil. Valeu!
Estou louco por uma picanha suculenta! Mas muito feliz de estar vivendo um grande sonho!

40 Days on the road!

I am feeling well and happy. The pain on my knee has just about vanished. My legs are tired because of pedaling for hours; however, this was already predicted. At the end of the day my neck sores. I usually stretch and wash my cloth while bathing.
The best temperature to pedal is between 2 and 5 pm in the afternoon. It gradually gets warmer. It’s becoming usual for the temperature to rise above 12 grades at a certain time of the day when it’s sunny. The cold wind and the low temperature are still the same.
I am very well adapted to the logistic of assembling and disassembling La Macchina but
I loose about 40 minutes every day doing so. It’s too much time for someone who carries little baggage like me, but I have never been surprised by the rain, and when I need any equipment when pedaling I can grab them easily. Sometimes I change clothes 4 times a day.
There have been fewer mountains in the last tem days. The average speed has risen so it has become a bit nicer to pedal.
La Macchina is very well behaved! The parts were changed on the right time and the tire got flat just once. The rear tire wears out much more than the front one due to weight and traction. The breaks last less than I expected due to the bike weight and the steep hills. The life span of the chains has dropped down to 500 km.
I am close to the 62nd parallalel north. The weather instability increases as I head northward.
It is already very common to see the Norwegian outdoors. At the end of the afternoon we can see many people taking care of their gardens. The tulips seem to be the most favorite flowers.
I already visited wonderful and unique places. Prekestolen, Geiranger, Atlantic Road… But the cities also offer fantastic landscapes and are also very helpful.
I have tasted very delicious food and I realize that there is still a lot to know.
I know that things will become harder from now on. The distances between cities will be greater. I have left behind the most populous part of the country. I have no more references of Brazilans before I get close to Kirkenes. From now on I have to double the attention and go ahead.
Each day I miss more and more my family, my friends and specially Ana Laura. It is happiness when I can speak to her.
I am very sensitive and thank all who have helped me somehow so far. Without you, this trip wouldn’t have had the same brightness and it would have been much harder. I am really thankful!
I can’t wait for a “juicy picanha(Brazilian beef)”! But I am very happy to experience a great dream!