Mais um amigo norueguês no caminho

Minha intenção era pedalar até Hauge. Uma cidadezinha que fica no meio do caminho até Egesund. Mesmo porque tinha grandes desafios no caminho. Várias montanhas. Fiz uma média de 11 km/h.

275m acima do nível do mar


275m acima do nível do mar


Foto do meu capacete


Quando cheguei à cidade fui pedir informação. Como a maioria das cidades que tenho passado pouquíssimas pessoas na rua. Ao longe vi duas pessoas conversando no fundo de um barracão. Um era ciclista. Antes mesmo de saber quem eu era, Svein foi muito simpático e em três minutos de conversa me convidou para ficar em sua casa que fica á 9 km de Egersund. Svein tem 64 anos e vive com sua esposa Riza.

Svein me recebeu em sua casa.


Svein tem um espírito jovial, um risada espalhafatosa adorável, e adora conversar. Me deixou super a vontade em sua casa.

Another Norwegian friend on the way

I Intended to pedal to Hauge, a town half the way to Egesund. I knew the trip would be a challenge. I made an average of 6.83 miles an hour.
When I arrived at the city I asked for information. Like most of the cities I had passed by, there were very few people in the streets. At a certain distance I saw two people talking in a shed. It was a biker, Svein. He was very friendly and after talking to me for three minutes, not even knowing me, I was invited to stay in his house 5.59 miles from Egersun. Svein is 64 years old and lives with his wife Riza.
Svein is a young at heart kind of person, easily bursts out laughing, and loves to talk. I felt very comfortable in his house.

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Dia de descanso…

Hoje tirei o dia para fazer alguns ajustes na La Macchina. Lubrifiquei a corrente, ajustei o câmbio traseiro, e passei um pano no quadro e pneu. Ela estava imunda!
Depois dei uma volta em Flekkefjord.

Flekkefjord


Cidade fantasma.

Flekkefjord


Até o meio dia ninguém na rua. Apenas a igreja recebia alguns fiéis. Só velhinhos.

Velhinhos na igreja


Depois de comer alguma coisa em um restaurante Chinês, fiz amizade com o proprietário que me emprestou a vara de pescar. Ainda não é a época de pesca por aqui. Mas sabe como é… pescador é pescador… hahahaha

O grande escapou...

A Day to rest…

Today I took the chance to make some adjustments in “La Macchina”. Lubricated the chain, adjusted the rear gear, cleaned the tire and the frame. It was filthy! Than I went for a ride around Flekkefjord.
Until midday I couldn’t see anybody in the street. Just a few faithful elders in the church.
After having something to eat in a Chinese restaurant, I made a friendship with the owner who lent me his fishing rod. It is not fishing season around here yet. But you know a fisherman is a fisherman….hahahaha…

Alcancei o ponto mais distante do objetivo final

A hospitalidade do brasileiro é marcante! Deixo aqui meu muito obrigado a família Oliveira Hellestol. Com honra ao mérito ao John, que é norueguês, e que me recebeu de braços abertos.

Família Oliveira Hellestol


Ponto mais distante do objetivo final


Hoje fui ao ponto mais ao sul da Noruega. Lindesnes fica a 2518 km em linha reta do Cabo Norte, ou seja, daqui para frente estou me aproximando do meu destino final. Até então, a cada dia me distanciava.
Infelizmente o tempo estava fechado e a visão ficou limitada. A neblina é muito comum nesta época do ano.

Farol mais ao sul do país


Já rodei 554 km até agora. Só faltam 90%.
Depois do passeio despedi-me dos meus amigos e segui viagem até Flekkefjord. Amanhã é dia de descanso.

Feda, impossível passar e não tirar fotos...

I reached the furthest point of the final goal

The hospitality of the Brazilians is overwhelming! I would like to thank the Olivieira Hellestol family. A special honor for John, who is Norwegian and received me so warmly.
Today I reached the southernmost point of Norway. Lindesnes is 1565 miles from the North Cape in a straight line, that means from now on I will be each time getting closer to my final destination. Until today I was each time more distant.
Unfortunately the weather was overcast and the view was limited. At this time of the year it is very foggy.
I have already ridden 344 miles up to now. I still have 90% of the route to go.
After hanging out with my friends I said good bye and went on my trip to Flekkefjord. Tomorrow is a day to rest.

Uma buzina com sotaque brasileiro

Logo de manhã fui ao mercado para comprar suprimentos para os próximos dias. Tudo fecha no feriado da páscoa.
Depois segui em direção a Mandal. Feito as pazes com o GPS cheguei por volta das 14h e resolvi seguir para Vigeland. Por incrível que pareça, após pedalar 67km sentia me disposto e resolvi adiantar mais um trecho e segui viagem para Lyngdal onde dormiria com certeza.
A estrada já estava bem movimentada devido ao feriado prolongado. A minha idéia era procurar um hotel quando chegasse. Como minha intenção não era pedalar ate aqui, não me preocupei com reserva de hotel. Tinha como plano “B” minha barraca.
Foi então que meu esforço foi recompensado. Já nas intermediações de Lyngdal escutei uma buzina com um “sotaque diferente”. Minha bandeira do Brasil foi avistada por Jacqueline, uma brasileira que mora na Noruega há 4 anos. Nos apresentamos e fui convidado a ficar em sua casa e conhecer sua família. John o marido, e os filhos Vanessa, Diego e Jessica.
Me acolheram muito bem. Tomamos uma cerveja com castanha de caju do Empório Chiappetta e jantamos arroz, bife e maionese de batata que serviu para matar a saudade da nossa comidinha do dia a dia.

I heard a Brazilian horn!

Early this morning I went to the market to buy some supply for the next days. All the stores were close because of Easter Holliday. So I went to Mandal. In peace with my GPS I arrived there at about 2pm and continued to Vigeland. Amazingly, after pedaling for 42 miles I was still feeling very well so I decided to go on to Lingual where I would spend the night for sure.

The traffic was already very heavy because of the long holiday. I was thinking of looking for a hotel by the time I got there. As I didn’t intend to pedal to Lyngdal, I hadn’t thought about making a reservation at any hotel. Camping would be the second choice.

That’s when I was rewarded for my effort. When I was about to get to Lyngdal I heard a horn with a “different accent”. Jacqueline a Brazilian who has been living in Norway for 4 years saw the Brazilian flag in my bike. We introduced ourselves to each other and she invited me to stay at her place and meet her family, John, her husband and their children Vanessa, Diego and Jessica.
I was very well received. We had some beer and cashew nuts from Emporio Chiappetta (a grocery in Brazil) and we had rice, steak, and potatoes mayonnaise salad for dinner which sated my desire for the missing everyday meals from home.

Parado pela polícia rodoviária

Depois de dar um giro em Lillesand, parei de frente ao mar em uma pracinha para assistir umas crianças alimentar os pássaros e dar rumo ao GPS.

Olha o passarinho...


O tempo estava nublado embora soubesse que não choveria. Acho que finalmente consegui entender o bendito GPS.
Rota planejada e lá fui eu, rumo a Kristiansand. O vento pela primeira vez ajudou e consegui estabelecer uma média de 24 km/h durante quarenta minutos. No entanto sentia que algo estava esquisito. A estrada que trafegava era bem diferente das que pedalara até então. Ela mantinha uma inclinação leve em declive com alguns túneis que não me deixava confortável. Os carros e caminhões passavam a toda!
Pela primeira vez não me sentia seguro pedalando na Noruega. Pela primeira vez também as placas de sinalização e o GPS mostravam a mesma distância. Pedalei por um bom tempo e nada de ciclovias. Senti que algo estava errado.
Lá na frente, avistei uma rotatória que permitia um acesso a ciclovia. Dava para ver que ela acompanhava a estrada. Já havia percorrido 17 km. Na rotatória um carro de policia me fez sinal para parar.
Com muita educação o policial me disse que aquela via (E 18) era proibida ao tráfego de bicicletas e teria que me multar em Kr 900. Cerca de R$ 300.
Me desculpei e apresentei meu mapa que não mostrava nenhuma restrição ao tráfego de bicicletas naquele trecho. Os dois policiais caíram na gargalhada ao ver o meu mapa. Disseram que aquele trecho é novo e que não estava no mapa. Perceberam que eu realmente não sabia da proibição e me deixaram ir.
Não sabia se ria ou se chorava!

Kristiansand


Feita as pazes com meu GPS e recuperado do susto, cheguei por volta da 15h a Kristiansand. Dei uma volta e fui jantar um delicioso prato com salmão, bacalhau fresco, camarão, marisco, vieira, e vegetais. Uma delícia!

Delicioso!

Stopped by the traffic police

After riding around Lillesand, I stopped by a small square in front of the sea to watch the children feed the birds and to give directions to the GPS.
It was cloudy although I knew it wouldn’t rain. I thing I finally understood the blessed GPS.
As the route was planned, I left on my way to Kristiansand. For the first time the wind helped me and I could make an average of 15 miles an hour for 40 minutes. Nevertheless, I noticed that something was strange. The road I was riding was much different than the ones I had ridden before. I didn’t feel much at easy riding on this road that was slightly inclined with slopes and tunnels. Cars and trucks passed over me speeding up!
For the first time I didn’t feel safe pedaling in Norway. Also for the first time the signposts and the GPS showed the same distance. I pedaled for a long time and couldn’t find any bike lane. I noticed something was wrong. Ahead of me I saw a roundabout that would take me to the bike lane. I could see that it was all along the road. I had already rode for about ten and half miles. At the roundabout a police car signaled me to stop.
Very politely the police officer told me that the road was the (E18) and that bikes were not allowed and that he would have to give me a fine of Kr 900. About R$ 300,00.
I apologized and showed him my map in which there was no bike restriction for that route. The officers burst into laughing when they saw my map. They said that, that part of the road was new and it wasn’t in the map. They realized that I really didn’t know about the restriction and they let me go. I didn’t know whether I should laugh or cry!
After reconciling with my GPS and recovered from the shock, I got to Kristiansand at about 3pm. I went for a ride around the town and stopped to have dinner. I had a delicious dish with salmon, fresh codfish, shrimp, shellfish, scallop, and vegetables. Delicious!

Acampei pela primeira vez!

Em algum lugar no caminho


Ontem acampei pela primeira vez. Estava quase chegando a Arendal e como não havia reservado hotel decidi fazer um camping selvagem. Meu estoque de comida e água foi suficiente. No entanto, minha máquina fotográfica estava sem bateria.
Pedalei 80 km e estava bem cansado. Meu equipamento de camping é de ótima qualidade. Demorei menos de 10 minutos para levantar acampamento. Depois comi e deitei por voltas das 21h.
Eu e os pássaros. Como é legal pegar no sono ouvindo só os passarinhos. Fazia muito tempo que isso não acontecia comigo.
Me senti protegido dentro do saco de dormir. Acordei algumas vezes, mas não por causa do frio. Dormir em um saco não é muito confortável.

Arendal

Arendal é agradável e cheia de vida. Almocei em um banco da praça como os locais. Todo mundo aproveita o sol. As aves bailam em busca de resto de comida oferecendo um show especial.

Almoço na praça em Arendal


Grimstad

Camping for the first time

Yesterday I camped for the first time. I was just about getting to Arenda and I hadn’t made any reservation at the hotel so I decided to go wild camping. The water and food supply was enough. However, there was no battery in my camera. I had pedaled for 43 miles and was pretty tired. The camping equipment was very good. It took me less than 10 minutes to set up the tent. Than I had something to eat and went to bed at about 9pm. Me and the birds. How good it is to follow asleep only with the sound of the birds. It had been a long time since it didn’t happen to me. I felt safe inside my sleeping bag! I woke up for a couple of times, but not because of the cold. It is not very comfortable to sleep in a bag.
Arendal is very pleasant and full of life place. I had lunch in a square on a bench just like the local people do. Everyone takes the chance to be out on a sunny day. The birds present a show when dancing in search for the people’s leftover.