Um parceiro com mais de 100 anos de história

É com muito orgulho que apresento meu primeiro parceiro.

O Empório Chiappetta é uma empresa de origem familiar, instalada no Brasil em 1908 que, além de retratar a tradição da família italiana, atua desde 1933 com loja no Mercado Central de São Paulo.
Desde 1908 o Empório Chiappetta desenvolve produtos e fornecedores, acompanhando as mudanças e exigências do mercado e consumidores. Importou e implantou novas linhas de produtos da Europa, comercializa no mesmo endereço do Mercado – rua G 8 – e nas unidades de shopping centers, produtos como frutas secas, azeitonas, cereais, queijos, frios, antepastos, conservas, molhos, temperos, condimentos, secos e molhados, bebidas e doces , de fornecedores nacionais e importados.
O Empório Chiappetta, presente desde a fundação do Mercado Municipal de São Paulo, em 1933, é considerado o mais tradicional.
Já na 3ª geração da família Chiappetta, o empório vende mais de 2000 produtos, entre nacionais e importados. Dentre os produtos vendidos, destacam-se o bacalhau; azeites; queijos; vinhos; cereais e frutas secas.
Apesar de estar no Mercadão desde 1933, o Empório Chiappetta completou seu centenário de fundação em 2008. De 1908 até a mudança para o Mercadão, o Empório permaneceu instalado na tradicional avenida São João, região central de São Paulo.
Atualmente, o Empório se divide entre as lojas de varejo, no Mercadão e no shopping Eldorado. Segundo seus gestores o maior prêmio é o reconhecimento dos clientes, que os procuram em busca de qualidade e bom atendimento. Tais motivos fazem o box do Empório Chiappetta um dos mais movimentados do Mercadão.

Palmito Pupunha com Bacalhau da Noruega

Eu adoro essa combinação. Palmito e bacalhau nasceram um para o outro, assim como o manjericão e o tomate; ou a goiabada e o queijo.

Rendimento: 2 porções
Dificuldade: Média
Tempo de preparo: 1 hora

Ingredientes:

Recheio

– 350g de peixe tipo Bacalhau Saithe dessalgado e desfiado
– 2 dentes de alho
– 50ml de azeite extra-virgem
– 100g de purê de batata
– Creme de leite fresco (quando basta)
– Pimenta do reino em grão a gosto (ralada na hora)
– Noz moscada (ralada na hora)
– Sal a gosto

Palmito

– 4 palmitos pupunha grossos
– 2 colheres (sopa) de manteiga
– Pimenta do reino em grão a gosto (ralada na hora)
– Sal
– Pimenta dedo de moça a gosto (sem semente e em rodelas médias)
– Queijo parmesão de boa qualidade a gosto (ralado na hora)

Modo de Preparo:

Recheio

Fritar o alho no azeite, refogar o bacalhau para ressecar. Adicionar o purê de batata e temperar. Misturar até que se forme uma pasta, acrescentando um pouco de creme leite fresco. Quando uma pasta fina se formar, adicionar o restante do azeite. Reserve.

Palmito

Enrolar em papel alumínio o palmito com sal, manteiga e pimenta. Deixar assar por 35 minutos, a 180 graus. Retirar o centro do palmito e rechear com o bacalhau. Cobra os palmitos com um pouco de creme de leite fresco, rodelas médias de pimenta dedo de moça, e salpique queijo parmesão ralado. Leve ao forno e deixe gratinar.

Sugestão de acompanhamento: Mix salada de alface crespa, alface roxa, alface americana, rúcula, radicchio e passas pretas e brancas, regada com molho de mostarda dijon e mel

Sámi: os índios noruegueses

Família Sami


O povo Sami é reconhecido como um povo indígena na Noruega. Eles formam um grupo étnico nativo da Lapônia, abrangendo as regiões setentrionais da Noruega, Suécia, Finlândia e Rússia. É um dos maiores grupos indígenas da Europa.
Os Samis falam dez línguas distintas denominadas genericamente de Sami ou lapão, pertencentes à um grupo lingüístico raro no qual se encontram o finlandês e o húngaro. Destas, seis possuem sua própria norma escrita. As línguas Sami têm um alto grau de parentesco, mas não são mutuamente inteligíveis; por exemplo, falantes do Sami do sul não são capazes de compreender o Sami do norte. Inicialmente referia-se a estas distintas línguas como “dialetos”, mas hoje considera-se esta terminologia incorreta, devido às grandes diferenças entre as variedades. A maior parte destas línguas é falada em mais de um país, devido ao fato de as fronteiras linguísticas não corresponderem às fronteiras nacionais.

As fontes tradicionais de sustento do povo Sami incluem a criação de renas, a caça, a pesca, a agricultura e o duodji, que é seu artesanato.
Não existem números exatos sobre a população Sami na Noruega, mas estima-se que estejam entre 30.000 e 35.000 habitantes. Entre 15 e 25 mil vivem na Suécia, mais de 6.000 na Finlândia e aproximadamente 2.000 na Rússia.
Desde 2004, 6 de Fevereiro é o Dia Nacional dos Sami, um dia nacional oficial na Noruega. O Dia Nacional dos Sami serve de símbolo de uma nação Sami unida que ultrapassa as fronteiras das nações. Nesta data comemora-se o primeiro congresso Sami, realizado em 6 de Fevereiro de 1917, que estabeleceu as fundações para o desenvolvimento da cooperação a nível nacional e transfronteiriço do povo Sami.

Bandeira Sámi


Em Abril de 2003, a Lei relativa ao uso de bandeiras em edifícios públicos municipais foi motivo de emenda de modo a incluir a bandeira Sami. Os municípios e condados noruegueses estão hoje em dia autorizados a hastear a bandeira Sami em qualquer ocasião.
A constituição genética do povo Sami tem sido motivo de grande interesse devido à grande “distância” entre eles e os demais povos europeus, incluindo seus vizinhos mais próximos. As investigações baseiam-se principalmente nos Samis do norte e do leste, uma vez que uma variação considerável é encontrada entre diferentes grupos Sami – contudo todos compartilham de um mesmo ancestral comum.
A pesquisa indica que 95,6% do DNA Sami é originário da Península Ibérica tendo somente 4,4% de origem sibero-asiática (Tambets 2004). Uma ligação genética foi também encontrada entre o povo Sami e os Berberes do norte da África datando de 9000 anos (Achilli 2005), levantando a possibilidade de que a Europa Meso-Ocidental, Setentrional e do Sudoeste, e o Noroeste da África (Montes Atlas) eram habitadas por povos com origens em comum, que foram varridos do mapa aos poucos durante a expansão dos povos indo-europeus do Leste para o Oeste, e dos quais o principal resquício atual são os bascos, única etnia que sobreviveu a esta invasão massiva da Europa por parte dos chamados arianos (ou indo-europeus).

Trajetórias Vikings

Os suecos iniciaram sua expansão em direção ao Leste e navegaram por lagos e rios russos até chegar aos mares Cáspio e Negro, o que lhes permitiu entrar em contato com o império bizantino e com os povos islâmicos da Pérsia. Suas expedições tiveram caráter mais comercial do que guerreiro e foram responsáveis pelo início das atividades econômicas nas bacias dos rios Dnieper e Volga. Da fusão de suecos e eslavos surgiram os primeiros principados russos, entre os quais se destacou, já no século IX, o de Kiev. O comércio dos vikings também provocou, no leste da Europa, o surgimento do ducado da Polônia e do reino da Hungria.
Os noruegueses se expandiram para oeste e ocuparam sucessivamente as ilhas Shetland, Faroe, Órcadas, Hébridas e a Islândia. Também se estabeleceram em diversos pontos da costa irlandesa. O chefe Erik, o Vermelho, chegou à Groenlândia no século X e seus filhos atingiram o continente americano num local que denominaram Vinland, “terra das vinhas”.
Os dinamarqueses foram, ao longo de três séculos, o terror da Europa, sobretudo do reino da França. Aproveitando-se da debilidade dos países da Europa ocidental após a morte de Carlos Magno, realizaram repetidas incursões às zonas litorâneas do mar do Norte, tanto no continente quanto nas ilhas britânicas. Suas embarcações, de pequeno calado, tinham grande mobilidade, e isso lhes permitia seguir sem problemas os cursos dos rios, o que os tornou temidos também no interior. Em meados do século IX, subiram o Sena e saquearam Paris; pelo curso do Garona, chegaram a Toulouse; pelo Guadalquivir, a Sevilha; pelo Ródano, a Valencia e pelo Volga, a Portugal.
Os normandos ou “homens do Norte” eram vikings que se fixaram na França (na região agora denominada Normandia), tendo então conquistado a Inglaterra em 1066. Uma famosa tapeçaria normanda, que se encontra num museu da cidade de Bayeux, mostra cenas desta conquista.

(A) Noruega, (B) Dinamarca, (C) Suécia, (D) Ilhas Britânicas, (E) França, (F) Itália, (G) Rússia, (H) Ilhas Shetland, (I) Ilhas Faroe, (J) Islândia, (K) Groenlândia, e Vinland (L).

No final do oitavo século d.C., vindos do mar distante, de onde hoje chamamos Noruega (A), Dinamarca (B), e Suécia (C), os Vikings empreenderam uma série de viagens audazes, comerciando, colonizando e também, muitas vezes, pilhando. Durante mais de 250 anos, foram se estabelecendo pela Europa – das Ilhas Britânicas (D) e da França (E) à Itália (F) e Rússia (G). Os vikings noruegueses, em especial, foram os primeiros europeus a descobrirem uma passagem para a América do Norte através do Atlântico. Foram por etapas, assentando bases por onde passavam – Ilhas de Shetland (h), Ilhas de Faroe (I), Islândia (J), Groenlândia (K), e – por apenas alguns anos – o lugar que chamaram de “Terra das Vinhas” (L).

Em branco as rotas dos Vikings Noruegueses, rumo ao oceano Atlântico, ilhas Britânicas e Normandia.
Em laranja as rotas dos Vikings Dinamarqueses, rumo ao sul a Inglaterra, Normandia e Mediterrâneo.
Em vermelho as rotas dos suecos, também conhecidos como Varegues. Eles chegaram a Constantinopla e
fundaram o primeiro Reino da Rússia (com capital em Kiev), além de dominarem a Finlândia.

Drakkars e Knorrs – as temíveis naus vikings

Drakkars - embarcação viking


No início da Idade Média, noruegueses e dinamarqueses desenvolveram um tipo de embarcação que só veio a ser superada cerca de seiscentos anos mais tarde pelos portugueses, com a invenção das Caravelas e Naus.
As embarcações vikings eram de dois tipos básicos: as de transporte e comércio; e as de guerra. Ambas tinham em comum o fato de serem longas, estreitas e com quilhas (parte de baixo do navio) que penetravam muito pouco na água, o que permitia navegar com estabilidade tanto no mar profundo, quanto em rios rasos, podendo chegar até a praia para que os guerreiros descessem e atacassem o lugar.
A diferença entre elas era que as embarcações destinadas à guerra, as chamadas drakkars, eram menores e mais estreitas que as mercantes e de transporte, chamadas knorrs – destinadas ao transporte de produtos, algumas vezes levavam até gado, além de transportarem as pessoas comuns que se mudavam para alguma das colônias recém estabelecidas.
Tantos as drakkars quanto as knorrs eram enfeitadas com cabeças de dragões ou serpentes em suas proas e com velas listradas (ou xadrezes) em misturas de verde, vermelho ou azul com branco. Nas drakkars, cada homem ia sentado em cima de um pacote contendo suas armas e armadura, e esse pacote lhe servia de banco. Cada um, também, tinha um remo, e o último homem era o encarregado do leme, que dava direção ao navio. Quando o navio estava para chegar ao local planejado, os homens desfaziam seus pacotes e se preparavam para o ataque. Cada drakkar transportava em média quarenta guerreiros; uma knorr transportava muito mais pessoas ainda. Foi graças as drakkars e as knorrs que os vikings conseguiram colonizar grande parte das ilhas Britânicas, assaltar a Europa e descobrir a Islândia, a Groenlândia e a América.

OS VIKINGS

Não se sabe quando, exatamente, eles se fixaram no extremo Norte da Europa, nas penínsulas Escandinava e da Jutlândia. Entraram para a História com o nome de Vikings (mesmo sendo chamados de nórdicos ou normandos na época) mas não eram um único povo – distinguiam-se em três grupos bem definidos: os noruegueses, os dinamarqueses e os suecos.
Durante três séculos, entre 800 e 1100 d.C aproximadamente, eles protagonizaram a chamada “Era Viking”, atacando a Europa em sucessivas invasões que lhes renderam a imagem de bárbaros sanguinários, saqueadores impiedosos e pagãos, o que de fato, também, foram, mas não foram só isso. Conquistaram, fundaram e colonizaram povoados, revitalizando, em plena Idade Média, o comércio marítimo Europeu, ainda que temporariamente, com rotas através dos mares Báltico e do Norte, além de rios Europeus como o Ródano, o Reno, o Sena e o Tâmisa.
Em comum, esses três povos tinham a língua, o modo de vida e a religião nórdica, com preceitos tão avançados que só foram de novo pensados (ou copiados) no século 16, por Lutero e Calvino. Usavam as Runas (letras mágicas gravadas em pedras)como forma de adivinhação. Possuíam um apurado senso estético e viviam num peculiar regime democrático regido por assembléias populares, enquanto todo o resto do continente estava atolado no feudalismo. Eram comerciantes, agricultores e exímios artesãos, sabendo trabalhar a madeira, o marfim e o ferro muito bem.
Porém o que mais os distinguia era a maestria como construtores de navios, valendo-se de técnicas tão avançadas que só foram superadas pelos portugueses no século 15, ou seja, mais de quatrocentos anos depois. Construíam frotas de velozes e espaçosas embarcações, projetadas para o transporte de seus exércitos, e as usavam com velocidade e mobilidade. Foi esse prodígio náutico, insuperável na maior parte da Europa, que lhes deu decisivas vantagens em seus ataques em tão grande número de costas, e os transformou nos “Reis dos Sete Mares” que exploraram cada canto do Atlântico Norte e expandiram-se para bem longe – costearam toda a Europa rodeando as costas européias desceram os rios Dnieper e Volga e chegaram aos mares Mediterrâneo, Negro e Cáspio. Estiveram em Bagdá; criaram um reino na Ucrânia, e, navegando para Oeste, descobriram a Groenlândia, chegando ao continente norte-americano, onde estabeleceram um assentamento, cerca de 500 anos antes de Cristóvão Colombo.
Os barcos eram tão importantes na cultura nórdica que serviam de urna funerária para os grandes chefes. Graças a esse costume, que ajudou a preservar várias embarcações enterradas no solo fofo da Escandinávia, hoje se conhece bastante bem as técnicas de construção deles.

“Noruega By Bike” no Jornal Diário de Marília

23/01/2011 06:00:23
Ciclista mariliense realiza feito histórico na Noruega
Desafio é pedalar 5000 km pelo litoral do país

Viajante, esportista, apaixonado por fotografia e um talentoso cozinheiro, assim se define o mariliense Aurélio Tanuri Magalhães de 39 anos. Formado em educação física em 1995, e adepto a viagens pelo mundo, o esportista descobriu recentemente, após percorrer uma trilha no Everest, no Nepal em 2009, sendo o primeiro mariliense a cumprir tal façanha, um importante gosto pelo “desafio”. E viajar não é problema para o atleta que já passou por mais de 20 países da Europa, Ásia e África.
“Depois de conhecer várias partes do mundo, descobri recentemente o gosto em conhecer lugares e colocar desafios cada vez mais competitivos na minha vida. Realmente gosto de realizar aventuras que pouca gente teria coragem de fazer”, conta Magalhães.
No dia 11 começa o desafio em pedalar por todo o litoral da Noruega, saindo de Oslo até a divisa com a Rússia, ultrapassando em mais de 800 km o Círculo Polar Ártico. São quase 5000 km a serem percorridos.
O mariliense está se preparando para viajar há mais de um ano, onde vai passar por temperaturas entre – 5º a + 20 ºC. O desafio vai durar quatro meses, e segundo ele, o objetivo é buscar e descobrir em cada região percorrida, os costumes, hábitos e principalmente receitas da gastronomia do país. “Depois de cumprir essa missão, pretendo dissipar sua cultura, e dividí-las com todos aqueles que compartilham de um sentimento como esse”, explica.
Ele lembra que está numa fase para captação de recursos, buscando parceiros que se identificam com esse projeto, pois uma viagem como esta necessita de equipamentos especiais, como roupas para vencer o frio e a chuva, barraca, bicicleta específica, seguro viagem, passagem aérea. A experiência é definida como um desafio de autoconhecimento, que conta ao mesmo tempo com o seu condicionamento físico, força de vontade, superação e fé. “Um livro contando tudo isso pode pintar em breve”, revelou.