Sol da Meia Noite

Sol da meia-noite é a designação comum para o fenômeno que ocorre nas latitudes acima de 66º 33’ 39″ Norte ou Sul, ou seja, para além do círculo polar ártico ou do círculo polar antártico, quando o Sol não se põe durante pelo menos 95 horas seguidas. Em latitudes superiores a 80 graus, o Sol não se põe por mais de setenta dias, ou seja, não há noites durante mais de dois meses.

Tabela do sol da meia-noite:

C. P. Árctico: 12 de Junho a 1 de Julho
Bodø: 4 de Junho a 8 de Julho
Svolvær: 28 de Maio a 14 de Julho
Harstad: 25 de Maio a 18 de Julho
Bardufoss: 23 de Maio a 19 de Julho
Andenes: 22 de Maio a 21 de Julho
Tromsø: 20 de Maio a 22 de Julho
Bossekop: 19 de Maio a 24 de Julho
Vardø: 17 de Maio a 26 de Julho
Hammerfest: 16 de Maio a 27 de Julho
Berlevåg: 15 de Maio a 28 de Julho
Cabo Norte: 14 de Maio a 29 de Julho
Longyearbyen: 20 de Abril a 22 Agosto

Bodø, o fim da linha!


Bodø é uma comuna da Noruega, com 1.385 km² de área com aproximadamente 45.000 habitantes, situada na região de Nordland. É o ponto final da linha férrea do país. Viajar sentido norte a partir de Bodø, sim, mas não mais de trem. Lá é o fim da linha!
Situado praticamente no Círculo Polar Ártico (66° Lat. Norte), pedalarei aproximadamente mais 2.000 km em rotas alternativas até Kirkenes, o ponto final da viagem. Vento, chuva, frio, instabilidade atmosférica e a baixa densidade populacional são pontos que não devem ser desconsiderados.

Fiordes

Kjeragbolten


Fiorde é uma grande entrada do mar em torno de altas montanhas rochosas. Os fiordes situam-se principalmente na costa oeste da península escandinava onde são um dos elementos geológicos mais emblemáticos da paisagem, e têm origem na erosão das montanhas devido ao gelo.
Os fiordes formaram-se, originalmente, devido a ação de imensas placas de gelo chamadas geleiras, ou glaciares, que se movimentam em rumo ao mar como se fossem grandes rios congelados. Os fiordes modernos só existem em regiões costeiras montanhosas onde o clima é, ou foi frio suficiente para permitir a formação de geleiras abaixo do nível atual do mar. A sua origem remonta a aproximadamente 12 mil anos, quando o mar ocupou os espaços que os glaciares haviam escavado na costa atlântica durante a última Era Glacial. Essas enormes entradas de relevo podem chegar a centenas de quilômetros, da costa para o interior. São circundadas por falésias separadas entre si por poucos quilômetros.

Os noruegueses e a natureza

A adoração norueguesa pela natureza é um ingrediente vital na identidade nacional do país. Mais da metade da população tem acesso a uma cabana. As escolas organizam dias de esqui obrigatórios anuais e a maior parte dos cartões postais produzidos pela indústria turística possui cenas da natureza em lugar de atrações culturais.
A maior parte dos noruegueses mora em casas ou apartamentos grandes, equipados com todos os aparelhos elétricos que se possa imaginar. Ainda assim, é atribuído um grande valor à proximidade com a natureza e a um estilo de vida simples. Um fato curioso é que o filósofo mais conhecido da Noruega, Arne Næss, fundador do movimento de ecologia profunda, passa a maior parte do seu tempo em uma cabana rústica e geograficamente isolada nas montanhas entre Oslo e Bergen. E está longe de ser o único. Milhares de noruegueses passam os fins-de-semana e os feriados em cabanas familiar, que, em condições ideais, deverá estar situada num local desabitado e cercada pela paisagem incólume das montanhas.
As caminhadas e passeios a pé são um modo de sair da casa, como os noruegueses costumam dizer. “Deixa-se para trás a civilização e todos os seus confortos e depravação para entrarmos em contato com o nosso eu interior e sentirmo-nos pessoas autênticas”. As caminhadas e passeios podem ser efetuados num dia de semana depois do trabalho, mas normalmente trata-se de uma atividade de fim-de-semana. Uma tabela normal para medir o sucesso de um passeio é o número de pessoas que se encontra pelo caminho. Quanto menos pessoas, mais bem-sucedido será o passeio.
A adoração pela natureza na Noruega tem muitas facetas.
É oficial e tem uma faceta política; a natureza incólume é um símbolo nacional.
É privada e está associada aos rituais familiares, tal como a vida numa cabana. Mas também é pessoal e individual, e nesta área a veneração da natureza tem laivos claros de religião. A religião estatal na Noruega é a fé Luterana, mas a veneração da natureza encontra-se também fortemente enraizada.

O Roteiro

Roteiro das Principais Cidades

Depois de dias de estudos debruçado sobre o mapa da Noruega, aos poucos os pontinhos das cidades foram se unindo. Calculei distâncias, estudei travessias, rotas principais e rotas alternativas. Já tenho todo roteiro e cronograma prontos. Começo a pedalar em Oslo no dia 11 de abril, chegando em Grense Jakobselv entre os dia 01 e 04 de agosto.
PRINCIPAIS CIDADES
OSLO, DRAMMEN, LARVIK, KRAGERO, OYSANG, RISOR, ARENDAL, GRIMSTAD, KRISTIANSAND, MANDAL, LINDESNES, FLEKKEFJORD, EGERSUND, SANDNES, STAVANGER, TAU, HJELMELAND, NEVISK, VINDSVIK, SAND, SANDEID, OLEN, SKANEVIK, UTAKER, LOFALLSTRAND, GJERMUNDSHAVN, VAGE, HALHJEM, BERGEN,
KNARVIK, LINDAS, LEIRVAG, STEINE, RUTLEDAL, RYSJEDALSVIKA, LEIRVIK, DALE, FORDE, FLORO, SMORHAMN, OLDEIDE, MALOY, KOPARNES, ARVIK, ULSTEINVIK, SOLAVAGEN, ALESUND, VESTNES, MOLDE, KRISTIANSUND, KANESTRAUM, HALSA, ORKANGER, TRONDHEIM, STJORDAL, LEVANGER, STIKESTAD, STEINKJER, NAMSOS, LUND, HOFLES, NAEROY, KOLVEREID, HOLM, VENNESUND, VIK, BERG, HORN, ANNDALSVAGEN, FORVIK, TJOTTA, ALSTAHAUG, SANDNESSJOEN, LAVONG, LEIRVIK, HEMMESBERGET, MO I RANA, KILBOGHAMN, JEKTVIK, TJONG, FOROY, GLOMFJORD, ORNES, STRAUMEN, BODO, REINE, SVOLVAER, STKMARKNES, SORTLAND, HASTARD, ROLLA, SORREISA, FINNSNES, MALSELV, NORDKJOSBOTN, TRONSO, FAGERNES, BREIVIKEIDET, SVENSBY, LYNGSEIDET, OLDERDALEN, ALTA, SKAIDI, HAMMERFEST, HONNINGSVAG, VARDO, VADSO, VARANGERBOTN, BUGOYNES, NEIDEN, KIRKENES, GRENSE JAKOBSELV.

Natal tradicional na Noruega

O Natal é cheio de tradições, cerimônias e costumes baseados em várias superstições antigas que permanecem até os dias atuais. Velhos e jovens, amigos e família se unem em várias semanas de festividades.
Antigamente, Natal era um banquete que acontecia durante o inverno – um festival de luzes marcando a transição do inverno sombrio para primavera e verão. O Natal era um tempo de celebrar a colheita, fertilidade, nascimento e morte. Em 1.900 o Rei Haakon I decidiu que o costume pagão de beber Jul (yule) deveria ser mudado para 25 de dezembro, em honra ao nascimento de Jesus Cristo.
Gradualmente, o banquete pagão foi se tornando cada vez mais cristão. O nome Jul foi conservado, mas o feriado foi dedicado a Jesus Cristo. O Natal é deste modo, uma mistura de festa pagã antiga e tradições Cristãs mais modernas.
Nos velhos tempos, as preparações para o Natal eram extensas. Tudo, desde fazer os presentes de Natal a sacrificar o animal a ser comido deveria ser feito em casa. As fazendas eram auto-suficientes, e esperava-se que os animais sacrificados antes do Natal durassem o resto do ano.
A data para o sacrifício variava, mas a melhor época era antes do Natal na lua nascente.
As mulheres eram responsáveis por preparar o banquete do inverno e preparavam a maior parte da comida. Os homens faziam o trabalho pesado, como cortar madeira, afiar facas e cortavam as carnes. A maior parte era salgada e curada. As crianças esperavam ansiosamente a comida ficar pronta, da mesma maneira que fazem hoje. Pelo menos sete tipos de biscoitos doces eram assados. Depois que a cerveja era fabricada e os assados preparados, a família trabalhava em conjunto para limpar a casa inteira.
Tudo precisava estar limpo e brilhante para o Natal. Os homens cortavam e traziam para dentro de casa madeira suficiente para durar o feriado inteiro. Os ramos de aveia eram postos do lado de fora para os pássaros, porque as famílias acreditavam que, se os pássaros cantavam e gorjeavam ruidosamente, seria um bom ano. No celeiro, os animais recebiam um pouco de feno extra e alimentação.
A porta do celeiro era marcada com uma cruz para manter afastados os espíritos do mal, e a cruz era também usada como decoração no pão, na manteiga ou no teto acima da mesa do Natal. Os cardápios variavam, mas em toda parte a mesa era cheia da melhor e mais gostosa comida que a casa pudesse oferecer. Todas as pessoas que viviam na fazenda – empregados, família e convidados – comiam o jantar de Natal juntos. Todos iam para um culto matinal da igreja no Dia de Natal, e em muitos lugares pessoas apostavam corrida até em casa. Enquanto a Véspera de Natal era passada em casa com a família, os noruegueses socializavam no Dia de Natal, visitando amigos e vizinhos, próximos e distantes.
Grupos de crianças e adultos fantasiados com um bukk (bode), era uma visão comum. Em troca de canto e entretenimento, eles recebiam guloseimas e brincadeiras. Em muitos distritos, eram habituais corridas de uma fazenda a outra, incluindo um total de 30 cavalos de cada vez. Depois de muitos dias de festa, o 13° dia do Natal marcava o fim dos feriados. Era comum beber Yule e comer todas as sobras. Tudo o que sobrava nas cestas presas às árvores no Natal era para ser comido.
Fonte: Site oficila da Noruega noBrasil

Pesca sustentável

Secagem do Bacalhau


Segundo o Ministério Norueguês da Pesca, a exportação do bacalhau é a segunda maior atividade econômica da Noruega, ficando atrás apenas da exploração e comercialização do petróleo.
Na Noruega, a riqueza dos mares é o futuro do país, princípio que determina a ação do Ministério das Pescas e dos Assuntos Pesqueiros, cujo principal objetivo é criar condições estáveis para uma pesca, uma aquacultura e outras atividades econômicas baseadas em organismos marinhos, que sejam sustentáveis e lucrativas.
O país criou todos os pré-requisitos necessários para garantir uma pesca sustentável e ecológica. Um conjunto de leis e disposições que regulamentam cada elo da indústria pesqueira, desde o pescador até aos compradores, passando pelas autoridades e as organizações industriais. São fixadas quotas de pesca anuais em conjunto com organizações internacionais e o seu cumprimento é controlado constantemente, tanto no mar como na terra.