MEU RESPEITO ÀS DIFERENÇAS – CICLOTURISMO NEPAL – PASHUPATINATH TEMPLE – VOLTA AO MUNDO

TEMPORADA NEPAL

EPISÓDIO #2

MEU RESPEITO ÀS DIFERENÇAS – CICLOTURISMO NEPAL – PASHUPATINATH TEMPLE – VOLTA AO MUNDO

O Templo Pashupatinath é o templo hindu mais antigo e mais sagrado de Katmandu e um dos 4 locais religiosos mais importantes da Ásia. Dedicado ao Senhor Shiva, membro da trindade divina do hinduísmo capaz de criar e destruir tudo à sua volta, o complexo templário possui mais de 490 templos, e está situado as margens do rio Bagmati, que ganha destacada importância por ser afluente do rio Ganges, conhecido como o rio da purificação, que é o mais sagrado do hinduísmo.

Erguido no século V, é o local dos festivais religiosos e das cremações ao ar livre. Embora existem áreas reservadas apenas aos hindus, o local é aberto ao público que pode acompanhar os rituais de cremação.

O ritual começa com todos os membros da família preparando o corpo na escadaria nas margens do rio. Depois, apenas os homens da família lavam o corpo no rio para purificá-lo, enquanto flores e comida são jogados no rio como forma de oferenda. O corpo também é envolto em óleos aromáticos e coberto com guirlandas e pétalas, enquanto são feitas as orações. Depois o corpo nu, é colocado nas plataformas bem acima do rio, em uma base de madeira, envolto em um tecido geralmente branco ou laranja, onde a família da 3 voltas entorno do corpo para despedir-se. Em seguida, o filho mais velho ascende a pira e um membros da casta Harijan, mais baixa casta social hindu, chamada de intocáveis, cuida do fogo para que o corpo se purifique e sua alma seja liberada, já que a base da religião é a crença na reencarnação, no renascimento e na continuidade da alma. Quanto maior a pilha, mais rica a família. Ao final do ritual, as cinzas são recolhidas e lançadas ao rio para serem purificadas.

O rio é bem poluído e tem um cheiro não muito agradável, mesmo assim, é usado como rituais de purificação por fanáticos religiosos. É chocante e constrangedor ver pessoas se banhando e bebendo daquela água bem a frente dos rituais de cremação.

Patrimônio Cultural da UNESCO, o Templo de Pashupatinath oferece uma mistura incomparável de experiências religiosas, culturais e espirituais. No entanto, também possui seu lado comercial. Os Sadhus, são pessoas comprometidas com a causa espiritual para atingir a iluminação, abrindo mão de qualquer bem material. Vivem como andarilhos, e se dedicam a meditação, yoga, renúncia e desapego. São seres místicos conhecidos como homens santos e são considerado sábios. Vivem de doações que são oferecidas como ato de gratidão, já que servem de exemplo de amor e espiritualidade. Mas aqui em Pashupanathh, sua aparência exótica virou atração turística e moeda de troca. Se você não desembolsar uma graninha, vai precisar fazer como eu, fazer fotos e tomadas de longe…

A viagem ao redor do globo continua!

Para adquirir um exemplar do livro NORUEGA BY BIKE, mande um e-mail para: atmagalhaesbybike@gmail.com , com o título: LIVRO NORUEGA BY BIKE, com seu nome, endereço de entrega e comprovante de depósito. Dados bancários: Aurélio Tanuri Magalhães CPF: 151.956.888.69 Banco Itaú Agência: 8482 Conta Corrente: 05369 4

A jornada ao redor do globo continua.

DA CHINA PARA CASA BY BIKE, compartilhando a viagem enquanto ela acontece! Toda quinta-feira um novo episódio com dicas, curiosidades e o dia a dia de uma VOLTA AO MUNDO DE BICICLETA.

Se inscreva no canal! Curta, compartilhe, comente! Seu envolvimento ajuda a me manter motivado! Para APOIAR o projeto e me dar aquela forcinha, conheça minha campanha de FINANCIAMENTO COLETIVO,: https://apoia.se/dachinaparacasabybike , as recompensas começam a partir de R$ 8 por mês.

Obrigado por me seguir!

Facebook: @aureliomagalhaesbybike

Instagram: @aureliotanurimagalhaes

Blog: http://www.atmagalhaes.wordpress.com

MOMENTO MAIS DIFÍCIL DA VOLTA AO MUNDO – TERREMOTO NEPAL – CICLOTURISMO – DA CHINA PARA CASA BY BIKE

TEMPORADA NEPAL

EPISÓDIO #1

MOMENTO MAIS DIFÍCIL DA VOLTA AO MUNDO – TERREMOTO NEPAL – CICLOTURISMO – DA CHINA PARA CASA BY BIKE

Era a segunda vez que visitava o país. A primeira foi em 2009, quando fiz a caminhada ao Acampamento Base do Everest. Uma viagem de aventura repleta de desafios, que pelas dificuldades, é inevitável fazer uma análise interior. Nesta viagem, encontrei algumas respostas e no pé do Everest, decidi buscar um novo estilo de vida. Além de ser um dos lugares mais lindos que já visitei, hindus, budistas e muçulmanos, convivem em harmonia, tramando uma diversidade cultural e religiosa enraizadas na realidade do dia a dia, com crenças muito diferentes das nossas, tornando o Nepal, um lugar que ao mesmo tempo choca e deslumbra.

Apesar dos diferentes grupos étnicos, os nepaleses se caracterizam pelo sorriso puro e simpatia, tornando Kathmandu a capital mundial do sorriso, mesmo sendo um dos lugares mais pobres do planeta.

Na primeira vez que visitei o país, o impacto foi tão grande que voltei com a ideia de planejar uma grande viagem de bike juntando meus principais hobbies: viagem de aventura, gastronomia, fotografia, contato com a natureza e busca por novas culturas. E assim nasceu o Projeto Noruega by Bike, depois o Ásia by bike e agora o Da China para Casa by Bike, onde o Nepal, não poderia ficar de fora da minha volta ao mundo de bicicleta.

Desembarquei em Kathmandu, vindo da Mongólia. Estava empolgado! Afinal, voltava ao lugar onde tudo começou. Fiquei hospedado na casa de Dhane Blue, um professor norte americano membro do WS, que ficava no bairro de Dilli Bazar, cerca de 2,5 km do Thamel, o coração da cidade. Estava no quarto quando o chão tremeu levemente, ao mesmo tempo em que a energia foi cortada. Frações de segundos depois, veio o grande tremor… Eu demorei um pouco a perceber o que estava rolando… Logo pensei em um ataque terrorista ou bombardeio aéreo. Os tremores se seguiram por horas, variando a intensidade, deixando todos apreensivos e com medo. Ficamos sem energia e água por 36h, e sem , sem saber a verdadeira dimensão da tragédia. Só no final da tarde, soube da estimativa de mortos e feridos e da magnitude do terremoto.. 7.8 na escala Richter.

No total, foram 9.000 mortes e mais de 200 mil feridos e mais de 800 mil desabrigados em todo o país. Ao constatar a destruição da Dubar Square, um sentimento de tristeza e alívio tomou conta de mim! Foi duro ver todo aquele patrimônio arquitetônico, simbólico e espiritual, que tanto representa para os nepaleses, totalmente destruído. Ao mesmo tempo, estava vivo, e entendi que era a hora de retribuir, e ajudar esse povo incrível. A primeira coisa que fiz foi me voluntariar.

Fiz um um trabalho de profilaxia, contenção de epidemias e conscientização, espalhando bactericida em acampamentos de desabrigados e lugares com grande número de pessoas. A falta de estrutura, coleta de lixo, e saneamento básico deixava tudo mais difícil! Era comum ver pessoas defecando a céu aberto! Depois, ajudei na distribuição de água e alimentos, carregando caminhões; na limpeza e desinfecção de áreas de emergência de dois hospitais; e na remoção de escombros na Durbar Square.

O trabalho pesado a falta de sono e a precariedade da alimentação foi demais para mim. Depois de alguns dias, adoeci! Dor de cabeça, leve diarreia, e um pouco de febre e arrotos com cheiro de ou ovo podre. Estava com giárdia. Tomei medicamento e me hidratei por 3 dias.

Quis o lado bruto do destino, que o Nepal marcasse mais uma vez a minha vida. Esse foi o momento mais difícil da minha viagem. Por um instante passou pela minha cabeça: _ Vou morrer e não vai dar para fazer nada! E ironicamente, a minha bicicleta estava protegida dentro da caixa.

Para os nepaleses, restou meu sentimento de tristeza e solidariedade, e a esperança que esse povo forte e tão amável, de sorriso puro e cativante, encontre forças para se reerguer e superar um dos momentos mais difíceis da sua história recente.

A viagem ao redor do globo continua!

Para adquirir um exemplar do livro NORUEGA BY BIKE, mande um e-mail para: atmagalhaesbybike@gmail.com , com o título: LIVRO NORUEGA BY BIKE, com seu nome, endereço de entrega e comprovante de depósito. Dados bancários: Aurélio Tanuri Magalhães CPF: 151.956.888.69 Banco Itaú Agência: 8482 Conta Corrente: 05369 4

A jornada ao redor do globo continua.

DA CHINA PARA CASA BY BIKE, compartilhando a viagem enquanto ela acontece! Toda quinta-feira um novo episódio com dicas, curiosidades e o dia a dia de uma VOLTA AO MUNDO DE BICICLETA.

Se inscreva no canal! Curta, compartilhe, comente! Seu envolvimento ajuda a me manter motivado! Para APOIAR o projeto e me dar aquela forcinha, conheça minha campanha de FINANCIAMENTO COLETIVO,: https://apoia.se/dachinaparacasabybike , as recompensas começam a partir de R$ 8 por mês.

Obrigado por me seguir!

Facebook: @aureliomagalhaesbybike

Instagram: @aureliotanurimagalhaes

Blog: http://www.atmagalhaes.wordpress.com

ACUMULANDO EXPERIÊNCIAS – CICLOTURISMO MONGÓLIA – DA CHINA PARA CASA BY BIKE – VOLTA AO MUNDO

TEMPORADA MONGÓLIA

EPISÓDIO #4

ACUMULANDO EXPERIÊNCIAS – CICLOTURISMO MONGÓLIA – DA CHINA PARA CASA BY BIKE – VOLTA AO MUNDO

Na última semana no país, rolou um estresse. O cronograma atrasou por causa do mal tempo e da péssima condição das estradas, e por isso, tive que recuperar um dia pegando uma carona na caçamba do caminhão para não perder o voo para o Nepal, o próximo país da viagem, que você confere a partir de quinta-feira que vem.

Foram apenas 60 km, mas pareceu uma eternidade tomando aquele vento gelado e sacolejando pra caramba! Cheguei na pousada enjoado de tanto frio e esforço que fiz para segurar a bicicleta. Conversando através de mímicas e desenhos, a proprietária de uma pequena pousada me oferece uma refeição emocionante, uma cabeça de cordeiro que me fez lembrar uma das pessoas mais queridas da minha vida! Essa cabeça estava o fino, Vô Luís!

A viagem ao redor do globo continua!

Para adquirir um exemplar do livro NORUEGA BY BIKE, mande um e-mail para: atmagalhaesbybike@gmail.com , com o título: LIVRO NORUEGA BY BIKE, com seu nome, endereço de entrega e comprovante de depósito. Dados bancários: Aurélio Tanuri Magalhães CPF: 151.956.888.69 Banco Itaú Agência: 8482 Conta Corrente: 05369 4

A jornada ao redor do globo continua. DA CHINA PARA CASA BY BIKE, compartilhando a viagem enquanto ela acontece! Toda quinta-feira um novo episódio com dicas, curiosidades e o dia a dia de uma VOLTA AO MUNDO DE BICICLETA.

Se inscreva no canal! Curta, compartilhe, comente! Seu envolvimento ajuda a me manter motivado!

Para APOIAR o projeto e me dar aquela forcinha, conheça minha campanha de FINANCIAMENTO COLETIVO,: https://apoia.se/dachinaparacasabybike , as recompensas começam a partir de R$ 8 por mês.

Obrigado por me seguir!

Facebook: @aureliomagalhaesbybike

Instagram: @aureliotanurimagalhaes

Blog: http://www.atmagalhaes.wordpress.com

CICLOTURISMO MONGÓLIA – DESAFIOS E PRAZERES LADO A LADO -DA CHINA PARA CASA BY BIKE – VOLTA AO MUNDO

TEMPORADA MONGÓLIA

EPISÓDIO #3

CICLOTURISMO MONGÓLIA – DESAFIOS E PRAZERES LADO A LADO – DA CHINA PARA CASA BY BIKE – VOLTA AO MUNDO

Longas distâncias sem Apoio, estradas de chão, hora de pedras soltas, hora de areia fofa, subidas intermináveis, nevascas, vento forte e poeira, temperatura abaixo de zero, e dificuldade de comunicação… Por outro lado, paisagens belíssimas, e um mergulho na cultura local. Tudo isso faz da Mongólia um dos lugares mais desafiadores e magníficos que já pedalei!

O que faz da Mongólia um país desafiador são as dificuldades que surgem simultaneamente. O vento gelado chega com a nevasca ou levanta o poeira, irritando os olhos, nariz e garganta; a estrada de pedra solta ou areia fofa atrasa a viagem, pois exige desmontar e empurrar; o esforço das longas subidas faz transpirar, aumentando a sensação de frio com temperaturas abaixo de 0⁰ C; noites mal dormidas na barraca devido ao frio, ou no chão das casas dos locais; informações conflitantes; dificuldade de comunicação, bicicleta mais pesada com a necessidade de carregar mais suprimentos devido a falta de pontos de apoio; falta de banho ou de um banheiro confortável; necessidade de explicar tudo com mímica ou desenhos, tudo isso gera um estresse que acumula e aumenta muito o cansaço não só físico, mas também mental! No entanto, o que faz o desafio valer a pena e deixa a motivação sempre em alta, são as paisagens revigorantes e o esforço do povo local em ajudar.

Em cada país procuro me adaptar as condições locais para achar o ritmo ideal para pedalar. E quanto mais essa adaptação demora acontecer, maior o risco de meu planejamento furar. Por isso o planejamento é flexível, com metas reajustáveis.

Com a aproximação do verão, os dias vão se tornando mais longos. Começa a clarear pouco antes das 7h e só fica escuro depois das 21:30h. Geralmente estou pronto para pedalar por volta das 8h, e quase sempre a temperatura esta abaixo de 0°. Procuro seguir em um ritmo constante com curtas paradas devido ao frio. Geralmente nem desço da bike para fazer xixi ou comer alguma coisa, mesmo porque não é comum achar um lugar para apoiar a bicicleta. Árvores é raridade por aqui e muitos vezes na hora de fazer uma foto preciso deitar a bicicleta no chão. O horário mais quente do dia fica entre 13h e 17h, mas a temperatura nunca ultrapassa os 10⁰ C. É nesse intervalo que faço uma parada um pouco mais longa para almoçar. Geralmente tenho que trocar a roupa molhada por uma seca para aguentar o frio. Meu cardápio é restrito, já que vegetais e frutas é raridade.

Como não é sempre que tenho acesso a internet, faço minhas anotações sobre o tempo e vou avaliando a situação. Acontece, que sem o perfil altimétrico e todas as dificuldades que já mencionei, nunca se sabe onde se pode chegar. E outra, a pesquisa sobre as condições climáticas é feita em uma localidade, podendo sofrer variações importantes em uma distância de 50 km ou mais. Geralmente atravesso um ou dois passos de mais de 2500 m de altitude no dia, e o clima pode estar completamente diferente do outro lado da montanha, podendo até nevar. Felizmente os locais são muito solidários e adoram receber visitas. A partir da segunda semana, só acampei quando não achei nenhuma moradia por perto. Entendi que é só chegar nos Yurts, as típicas moradias local, e pedir para passar a noite. No final do dia, os moradores estão na lida com os animais. Os machos são separados das fêmeas e em seguida os filhotes são soltos para procurar as mães.

Em nenhum lugar encontrei água encanada. Nas pequenas vilas as casas de banho são pagas. Sinceramente não sei de quanto em quanto tempo os Mongóis tomam banho. As crianças estão sempre sujas!

Na Mongólia, as dificuldades da viagem conviveram lado a lado com os prazeres de cada objetivo alcançado. Uma etapa difícil e prazerosa, onde aprendi um pouco mais a aceitar e conviver com os altos e baixos da vida. Saio daqui com a certeza de que quanto maior a dificuldade, maior o prazer em superá-la.

A viagem ao redor do globo continua!

Para adquirir um exemplar do livro NORUEGA BY BIKE, mande um e-mail para: atmagalhaesbybike@gmail.com , com o título: LIVRO NORUEGA BY BIKE, com seu nome, endereço de entrega e comprovante de depósito. Dados bancários: Aurélio Tanuri Magalhães CPF: 151.956.888.69 Banco Itaú Agência: 8482 Conta Corrente: 05369 4

A jornada ao redor do globo continua.

DA CHINA PARA CASA BY BIKE, compartilhando a viagem enquanto ela acontece! Toda quinta-feira um novo episódio com dicas, curiosidades e o dia a dia de uma VOLTA AO MUNDO DE BICICLETA.

Se inscreva no canal! Curta, compartilhe, comente! Seu envolvimento ajuda a me manter motivado!

Para APOIAR o projeto e me dar aquela forcinha, conheça minha campanha de FINANCIAMENTO COLETIVO,: https://apoia.se/dachinaparacasabybike , as recompensas começam a partir de R$ 8 por mês.

Obrigado por me seguir!

Facebook: @aureliomagalhaesbybike

Instagram: @aureliotanurimagalhaes

Blog: http://www.atmagalhaes.wordpress.com

IMPORTÂNCIA DA PESQUISA E DO PLANEJAMENTO NO CICLOTURISMO – MONGÓLIA – DA CHINA PARA CASA BY BIKE

TEMPORADA MONGÓLIA

EPISÓDIO #2

IMPORTÂNCIA DA PESQUISA E DO PLANEJAMENTO NO CICLOTURISMO – MONGÓLIA – DA CHINA PARA CASA BY BIKE

Essa história de viajar sem planejamento por uma região desconhecida não é comigo! Sim, me considero um aventureiro, mas um aventureiro que calcula riscos, e não um destemido. Procuro usar as informações e a tecnologia ao meu favor! Lógico que tem dias que não é possível fazer pesquisas na internet para saber a previsão do tempo ou para que lado o vento vai soprar, no entanto, sempre que posso, uso a Internet, pergunto para os locais, verifico o GPS, abuso da minha própria experiência, e fico atento a qualquer sinal da natureza… Tudo isso, para gerenciar e minimizar os riscos e “sofrer” o mínimo possível. Mesmo assim, não descarto ser pego de surpresa. O negócio é ficar sempre alerta! Principalmente em lugares que você não conhece!

A ideia, é pedalar cerca de 1500 km em 4 semanas saindo de Ulan Bator, a capital da Mongólia, até o maior lago mongol, o lago Uvs, no norte do país, que permanece totalmente congelado boa parte do ano, e retornar a Ulan Bator, por um caminho distinto. No entanto, frequentes nevascas, estradas de terra sem estrutura em péssimo estado de conservação, poucos pontos de apoio, e muitas outras variáveis podem gerar atrasos significativos, e comprometer o cronograma planejado. Outro fator relevante é que a Mongólia possui a menor densidade populacional do mundo com menos de 2 habitantes por km², o que deixa a certeza de não poder contar muito com ajuda em caso de necessidade.

Depois que deixei o asfalto, encontrei alguns nômades guiando uma tropa de cavalos e cruzei com apenas dois ou três veículos. Antes de deixar a capital, comprei gás para cozinhar, algumas velas e álcool para servir de mecha para fazer fogo, e organizei minhas provisões com comida, água e roupas de frio. Por outro lado, deixei alguns equipamentos e roupas de verão, eliminando os alforjes dianteiros, já que voltaria a cidade antes de deixar o país.

Com as pesquisas na internet, sabia que teria 4 dias para percorrer cerca de 200 km até Zaamar, já que uma forte nevasca estava prevista. Chegar lá antes da tempestade era questão de vida ou morte.

A Mongólia é um planalto com 1500 metros de altitude em média, e teria que cruzar várias montanhas acima dos 2500m onde o frio é extremo. Neste trecho, as temperaturas nunca ultrapassaram 10°C durante o dia, e durante a noite chegou a 20°negativos. Tive muita dificuldade em dormir na barraca, chegando a passar duas noites em claro devido ao frio e a tempestade de areia que invadiu a barrada dificultando a respiração irritando os olhos e a garganta.

A pesquisa e o planejamento são importantes para dar confiança para seguir em frente, no entanto, em se tratar de viagem de bicicleta, é quase certo que algo vai sair fora do esperado. Por ser uma estrada nacional, esperava uma pista de terra em boas condições, mas o que encontrei foi uma estrada hora de areia fofa, hora de pedras soltas, me forçando a empurrar nos dois casos. Isso, quase comprometeu meu planejamento. Cheguei em Zaamar bem perto do pôr-do-sol, que nesta época do ano acontece pouco depois das 9 da noite. A tempestade chegou de madrugada! Não sei o que seria se estivesse na barraca. Esse susto me fez rever o roteiro e o cronograma para o restante da viagem.

Zaamar é um pequeno vilarejo ao lado do rio Tuul, onde existe uma das poucas pontes para cruzá-lo. Um posto de gasolina, duas vendas, um pequeno restaurante, algumas lojas de peças para veículos e alguns “yurts”, é tudo que a vila possui. Felizmente, a filha do dono de uma das vendas falava inglês e conseguiu arrumar um “yurt” para eu esperar o mal tempo passar. A tempestade veio forte, juntamente com uma nevasca que deixou o vilarejo 30 horas sem energia.

A viagem ao redor do globo continua!

Para adquirir um exemplar do livro NORUEGA BY BIKE, mande um e-mail para: atmagalhaesbybike@gmail.com , com o título: LIVRO NORUEGA BY BIKE, com seu nome, endereço de entrega e comprovante de depósito. Dados bancários: Aurélio Tanuri Magalhães CPF: 151.956.888.69 Banco Itaú Agência: 8482 Conta Corrente: 05369 4

A jornada ao redor do globo continua. DA CHINA PARA CASA BY BIKE, compartilhando a viagem enquanto ela acontece! Toda quinta-feira um novo episódio com dicas, curiosidades e o dia a dia de uma VOLTA AO MUNDO DE BICICLETA.

Se inscreva no canal! Curta, compartilhe, comente! Seu envolvimento ajuda a me manter motivado! Para APOIAR o projeto e me dar aquela forcinha, conheça minha campanha de FINANCIAMENTO COLETIVO,: https://apoia.se/dachinaparacasabybike , as recompensas começam a partir de R$ 8 por mês.

Obrigado por me seguir!

Facebook: @aureliomagalhaesbybike

Instagram: @aureliotanurimagalhaes

Blog: http://www.atmagalhaes.wordpress.com

A EMOÇÃO EM VIVER A CULTURA LOCAL – CICLOTURISMO MONGÓLIA – DA CHINA PARA CASA BY BIKE

TEMPORADA MONGÓLIA

EPISÓDIO #1

A EMOÇÃO EM VIVER A CULTURA LOCAL

Fiz questão de gravar esse vídeo no momento em que acordei, para compartilhar a preparação de uma família mongol para encarar o dia. Aqui, todos compartilham um só cômodo, em uma cabana chamada “yurt”, habitação típica, parecida com uma tenda de circo forrada com lã, sem banheiro, água encanada e o fogão movido a lenha ou carvão mineral além de preparar as refeições serve de aquecedor para o rígido clima de Ulan Bataar, capital da Mongólia.

O pai estuda buscando artigos na internet antes de levar as 13 cabeças de gado para a pastagem nas montanhas, enquanto a mãe prepara o café da manhã. As filhas, se preparam para ir à escola e dividem as tarefas da casa, como recolher os colchões e cobertores do chão onde dormem, varrer o chão ou buscar água de carriola no centro de distribuição que abastece todo o bairro.

Ficar com essa família foi um dos momentos mais emocionantes da viagem. A família de Berg é muito simples, e vivem praticamente do recurso das 13 cabeças de gado que ele possui. Até por isso, todas as partes do animal são aproveitadas.

Essa típica sopa de soro de leite com ossos é um prato típico feito no inverno e na primavera, onde os ossos são reutilizados várias vezes antes de serem descartados e assim aproveita-se todo seu valor nutricional. Assim que a quantidade de gordura ideal é liberada pelos ossos, eles são separados para serem reutilizados em uma próxima oportunidade. Enquanto a mão cuida da sopa, as crianças preparam a rústica massa que complementa o prato.

A viagem ao redor do globo continua!

Para adquirir um exemplar do livro NORUEGA BY BIKE, mande um e-mail para: atmagalhaesbybike@gmail.com , com o título: LIVRO NORUEGA BY BIKE, com seu nome, endereço de entrega e comprovante de depósito. Dados bancários: Aurélio Tanuri Magalhães CPF: 151.956.888.69 Banco Itaú Agência: 8482 Conta Corrente: 05369 4

A jornada ao redor do globo continua. DA CHINA PARA CASA BY BIKE, compartilhando a viagem enquanto ela acontece! Toda quinta-feira um novo episódio com dicas, curiosidades e o dia a dia de uma VOLTA AO MUNDO DE BICICLETA.

Se inscreva no canal! Curta, compartilhe, comente! Seu envolvimento ajuda a me manter motivado! Para APOIAR o projeto e me dar aquela forcinha, conheça minha campanha de FINANCIAMENTO COLETIVO,: https://apoia.se/dachinaparacasabybike , as recompensas começam a partir de R$ 8 por mês.

Obrigado por me seguir!

Facebook: @aureliomagalhaesbybike

Instagram: @aureliotanurimagalhaes

Blog: http://www.atmagalhaes.wordpress.com

AS SURPRESAS DO CAMINHO – CICLOTURISMO TAIWAN – DA CHINA PARA CASA BY BIKE -VOLTA AO MUNDO BICICLETA

TEMPORADA TAIWAN

EPISÓDIO #3

AS SURPRESAS DO CAMINHO – CICLOTURISMO TAIWAN – DA CHINA PARA CASA BY BIKE -VOLTA AO MUNDO BICICLETA

Um dos grandes baratos em viajar de bicicleta, é passar por lugares fora do roteiro turístico, conhecer pessoas comuns, e os hábitos que fazem parte do seu dia a dia.

Taiwan herdou uma forte influência cultural dos chineses que pode ser notada desde o idioma mandarim, passando pela arquitetura, religião e é claro, a gastronomia.

Dongshan, é uma pequena e tranquila cidade na parte central do país com aproximadamente 25 mil habitantes, que possui forte influência rural, onde é possível encontrar pequenos produtores vendendo frutas, legumes, ovos, carnes, verduras e vários tipos de iguarias nas barraquinhas espalhadas na avenida principal. Sem falar no pato, do qual a cidade se orgulha de ser grande produtora. Muita gente do país vem comer o pato de Dongshan.

Na cidade, fiquei mais uma vez com os bombeiros que me trataram muito bem. De cara, fiz amizade com River, o único por ali que falava inglês e o mais empolgado com a minha maneira de viajar. Enquanto tomava banho, ele navegou pelo meu blog e ficou ainda mais entusiasmado ao saber sobre a pegada gastronômica do meu projeto, já que cozinhar também é seu hobby. A identificação foi rápida, e ele me convidou para ficar mais uma noite na cidade para ir ao casamento de uma prima e conhecer o mercado noturno. E é claro que aceitei.

O casamento foi um cerimonial simples, bem parecido com os casamentos no Brasil, com a noiva entrando sobre um tapete estendido, mesas arrumadas, e muita comida e bebida. Nada fora do comum…

O mercado noturno é uma ótima opção para conhecer a típica e diversa gastronomia do país e também se divertir tal qual os locais. River me fez provar duas iguarias marcantes. O “Stink Tofu” , que traduzido do inglês significa “Tofu Fedido”, com um puta cheiro de merda detestável, e a maravilhosa cabeça de pato, do qual seu bico, coisa que nunca imaginei, é sensacional! A carne da cabeça derrete na boca e possui um toque doce delicado, deixando um rastro picante no paladar que só aparece no final e que perdura por um tempo. E o surpreendente bico, com as mesmas características da carne, mas com a crocância de batata frita tipo “pringles”… Rapaz… uma delícia!!!

Segui meu caminho rumo norte sofrendo com os fortes ventos que sopravam direto na minha testa a uma velocidade média de 11m\s.

Cheguei bem cansado em Taichung para passar alguns dias na casa de Jean. Jean é uma simpática taiwanesa que me deixou super a vontade em sua casa. Ela também adora bicicleta e rolou uma amizade gostosa. Cozinhamos, passeamos pela cidade, e fomos visitar seus restaurantes favoritos. Todos muito simples, mas deliciosos.

Também fomos ao Rainbow Village, que é uma antiga vila de ex-militares que lutaram ao lado do ditador Chiang Kai-shek em 1946 na luta contra a o exército chinês. A vila foi convertida em arte de rua por um ex-soldado para salvar o assentamento da demolição, onde vários veteranos e seus familiares passaram grande parte de suas vidas. Hoje, restam apenas 11 casas graças aos estudantes universitários, que conseguiram junto as autoridades, divulgar o projeto que atrai milhares de visitantes todos os anos.

A minha visita em Taiwan já está no final, mas o próximo destino também promete! Nos vemos na Mongólia!

A viagem ao redor do globo continua!

Para adquirir um exemplar do livro NORUEGA BY BIKE, mande um e-mail para: atmagalhaesbybike@gmail.com , com o título: LIVRO NORUEGA BY BIKE, com seu nome, endereço de entrega e comprovante de depósito. Dados bancários: Aurélio Tanuri Magalhães CPF: 151.956.888.69 Banco Itaú Agência: 8482 Conta Corrente: 05369 4

A jornada ao redor do globo continua. DA CHINA PARA CASA BY BIKE, compartilhando a viagem enquanto ela acontece! Toda quinta-feira um novo episódio com dicas, curiosidades e o dia a dia de uma VOLTA AO MUNDO DE BICICLETA.

Se inscreva no canal! Curta, compartilhe, comente! Seu envolvimento ajuda a me manter motivado!

Para APOIAR o projeto e me dar aquela forcinha, conheça minha campanha de FINANCIAMENTO COLETIVO,: https://apoia.se/dachinaparacasabybike , as recompensas começam a partir de R$ 8 por mês.

Obrigado por me seguir!

Facebook: @aureliomagalhaesbybike

Instagram: @aureliotanurimagalhaes

Blog: http://www.atmagalhaes.wordpress.com

A ILHA FORMOSA PARA CICLOTURISMO – TAIWAN – DA CHINA PARA CASA BY BIKE – VOLTA AO MUNDO

TEMPORADA TAIWAN

EPISÓDIO #2

A ILHA FORMOSA PARA CICLOTURISMO – TAIWAN – DA CHINA PARA CASA BY BIKE – VOLTA AO MUNDO

Não é por menos que a Ilha de Taiwan recebeu o apelido de “Formosa” pelos espanhóis na época da colonização. A ilha é maravilhosa e um paraíso para quem gosta de pedalar. Mar, montanhas, vales, lagos, zona rural, um povo incrivelmente hospitaleiro com uma cultura super tradicional e um clima temperado que faz do pedalar, uma agradável experiência. O país praticamente oferece tudo que um cicloturista procura. De planícies à beira mar, e desafiadoras montanhas na parte central, é possível escolher um roteiro de acordo com a sua aptidão física, e fazer um belo passeio. No entanto, mesclar um pouco de praias e montanhas me parece ser a melhor opção. No litoral estão as maiores concentrações urbanas, enquanto no centro da ilha, entre ou à beira das montanhas, o clima é mais rural, e o tempo parece ter outra dimensão, fazendo com que tudo lembre paz e tranquilidade. Cortada pelo trópico de câncer, Taiwan tem um clima temperado ótimo para se pedalar. Plantações de abacaxi, atemóia, pinha, manga, goiaba, cana, tomate, melancia, limão e perfumadas laranjeiras e jardins floridos e coloridos aparecem a cada curva.

Pelas estradas, comida e pontos de apoio é o que não faltam. São muitas cidades e vilas pelo caminho e todos os postos polícias oferecem auxilio para quem viaja de bike. Água, banheiro, bomba de ar, kit de reparos simples e de vez em quando até rola um sofá com internet para dar uma relaxada. Também é possível encontrar muitos templos religiosos na beira das estradas, muitos com banheiros, pátios e boas sombras para fazer um lanche ou descansar.

Taiwan tem um custo de vida relativamente barato. É possível fazer uma boa refeição simples por menos de US$ 3. (Lembro que o dólar em 2015 girava em torno de 3 reais). A hospedagem é o maior custo de uma cicloviagem em Taiwan. Uma cama em quarto compartilhado em um hostel sai por aproximadamente US$ 13. Aproveitando a hospitalidade e a generosidade do povo local, encontrei uma forma de hospedagem muito legal, que ao mesmo tempo reduziu o meu gasto a zero e ainda me colocou em contato direto com o povo local. Minha viajem por Taiwan durou um mês, sendo que mais da metade das noites encontrei acomodação e fui muito bem recebido pelas corporações dos bombeiros. Amigáveis e solidários, sempre arranjavam um lugarzinho para eu passar a noite. As vezes em um quarto só para mim, outras, compartilhando com os soldados ou mesmo disponibilizando um espaço para a minha barraca. Mostrando interesse em minha viagem e na cultura brasileira, mesmo com pouca fluência no inglês, o papo rolava solto com os membros da corporação, me fazendo responder com mímicas e risadas, inúmeras perguntas. Esse carinho era sempre recompensado com um convite para o jantar. E sabendo da minha saga de corporação em corporação, e da veia gastronômica do projeto, rolou até um desafio entre eles para saber onde fui melhor recebido! E essa competição era garantia de um menu caprichado e muitas vezes inusitado e surpreendente. A boa relação com os bombeiros também rendeu algumas surpresas culturais, como foi o caso de um show folclórico em um festival.

A viagem ao redor do globo continua!

Para adquirir um exemplar do livro NORUEGA BY BIKE, mande um e-mail para: atmagalhaesbybike@gmail.com , com o título: LIVRO NORUEGA BY BIKE, com seu nome, endereço de entrega e comprovante de depósito. Dados bancários: Aurélio Tanuri Magalhães CPF: 151.956.888.69 Banco Itaú Agência: 8482 Conta Corrente: 05369 4

A jornada ao redor do globo continua. DA CHINA PARA CASA BY BIKE, compartilhando a viagem enquanto ela acontece! Toda quinta-feira um novo episódio com dicas, curiosidades e o dia a dia de uma VOLTA AO MUNDO DE BICICLETA. Se inscreva no canal! Curta, compartilhe, comente! Seu envolvimento ajuda a me manter motivado!

Para APOIAR o projeto e me dar aquela forcinha, conheça minha campanha de FINANCIAMENTO COLETIVO,: https://apoia.se/dachinaparacasabybike , as recompensas começam a partir de R$ 8 por mês.

Obrigado por me seguir!

Facebook: @aureliomagalhaesbybike

Instagram: @aureliotanurimagalhaes

Blog: http://www.atmagalhaes.wordpress.com

A MAIS BELA ESTRADA DA VIAGEM – CICLOTURISMO TAIWAN – VOLTA AO MUNDO – DA CHINA PARA CASA BY BIKE

TEMPORADA TAIWAN

EPISÓDIO #1

A MAIS BELA ESTRADA DA VIAGEM – CICLOTURISMO TAIWAN – VOLTA AO MUNDO – DA CHINA PARA CASA BY BIKE

Com cerca de 24 milhões de habitantes Taiwan é um país insular que está localizado na Ásia Oriental. Colonizada por portugueses e holandeses em diferentes épocas, pertenceu ao Japão e a China comunista até 1949, herdando forte influência cultural, religiosa e gastronômica que perduram até os dias de hoje. Até 1975 foi governada pelas mãos de ferro do ditador Chinag Kai-Shek, após sua morte, a ilha continuou a ser governada pelo Partido Nacionalista. Apenas em 1990 passou a ser democrática com eleições livres. Com uma agricultura forte, que abastece principalmente o Japão, Taiwan teve um crescimento industrial importante nas últimas décadas, principalmente no setor têxtil e eletrônico, responsável pela melhora da qualidade de vida da população.

Taipei é a capital, o centro político, comercial e cultural de Taiwan e a maior cidade do país com cerca de 3 milhões de habitantes. Seus prédios modernos, contrastam com os templos tradicionais e sua população é acolhedora e está sempre com um sorriso no rosto. Passear pelos templos espalhados pela cidade e visitar seus mercados para experimentar a maravilhosa gastronomia do país, é uma ótima forma de gastar o tempo na cidade, que possui um custo de vida relativamente baixo.

Atenção! É preciso aplicar o visto para conhecer Taiwan.

Todos os anos, no início da temporada de plantio que coincide com o ano novo chinês, ocorre o festival de Balões de Pingxi, o nordeste do país. Segunda a tradição, os festivais tiveram início no ano 220 DC, na época dos 3 Reinos, para transmitir informações militares. No início do século XIX, os balões lançados ao céu já traziam orações e mensagens para seus ancestrais, com pedidos de proteção, prosperidade, um bom casamento, ou simplesmente pedindo uma benção ou informando que tudo estava bem… Os balões lançados ao céu também significam a purificação da alma e simbolizam esperança para o novo ano. Aliás, o Discovery Channel elegeu este festival como a segunda festa de Réveillon do mundo! Independente da fé e do perigo eminente de incêndios, é um espetáculo visual de rara beleza, cuja magia é transformada em esperança e desejo, transcendendo as barreiras culturais, que deixa no coração de todos os visitantes, um misto de felicidade e esperança.

Com vento forte contra e céu nublado, segui em direção ao sul, beirando o lindíssimo litoral, escalando algumas montanhas e tomando muito cuidado com as perigosas estradas que são sinuosas, estreitas e com muito caminhões. Em contra partida as vistas são bem atraentes.

Ainda em fase de adaptação, tive dificuldade em encontrar bons lugares para passar a noite, chegando a acampar no estacionamento de uma delegacia, até que conheci as instalações de bombeiros.

O Taroko National Park é um dos 9 parques nacionais de Taiwam e o maior deles com 92.000 hectares. Localizado nos condados de Haulien e Nantou, o parque é basicamente um desfiladeiro esculpido pelo rio Liwu, abrigando recursos geológicos e naturais únicos, incluindo 27 picos com mais de 3.000 m de altitude, e uma reserva inesgotável de mármore. A estrada nacional n°8 corta o parque de leste a oeste, atravessando a densa cordilheira e oferece por si só, um passeio magnífico. A estrada foi esculpida nas encostas, e se você gosta de viajar de bicicleta, garanto que essa aventura será inesquecível! Escalar as montanhas deste cânion pode não ser fácil, mas te proporcionará vistas incríveis de templos, pontes, túneis e cachoeiras, fazendo valer a pena cada km percorrido. A distância entre as paredes íngremes do cânion é tão estreita que foi batizada de “fio para o céu”, pelos chineses, e ali as nuvens parecem correr mais depressa. Sem dúvida, essa é uma das estradas mais bonitas dos 65.000 km que percorri até agora!

A viagem ao redor do globo continua!

Para adquirir um exemplar do livro NORUEGA BY BIKE, mande um e-mail para: atmagalhaesbybike@gmail.com , com o título: LIVRO NORUEGA BY BIKE, com seu nome, endereço de entrega e comprovante de depósito. Dados bancários: Aurélio Tanuri Magalhães CPF: 151.956.888.69 Banco Itaú Agência: 8482 Conta Corrente: 05369 4

A jornada ao redor do globo continua. DA CHINA PARA CASA BY BIKE, compartilhando a viagem enquanto ela acontece! Toda quinta-feira um novo episódio com dicas, curiosidades e o dia a dia de uma VOLTA AO MUNDO DE BICICLETA.

Se inscreva no canal! Curta, compartilhe, comente! Seu envolvimento ajuda a me manter motivado!

Para APOIAR o projeto e me dar aquela forcinha, conheça minha campanha de FINANCIAMENTO COLETIVO,: https://apoia.se/dachinaparacasabybike , as recompensas começam a partir de R$ 8 por mês.

Obrigado por me seguir!

Facebook: @aureliomagalhaesbybike

Instagram: @aureliotanurimagalhaes

Blog: http://www.atmagalhaes.wordpress.com

O DIA EM QUE VI A MORTE DE PERTO – CICLOTURISMO COREIA DO SUL – VLTA AO MUNDO – DA CHINA PARA CASA

TEMPORADA COREIA DO SUL

EPISÓDIO #3

O DIA EM QUE VI A MORTE DE PERTO – CICLOTURISMO COREIA DO SUL – VLTA AO MUNDO – DA CHINA PARA CASA

A viagem de navio entre Busan e a Ilha de Jeju dura cerca de 12 horas. Jeju é a maior ilha da Coreia e um dos principais pontos turísticos do país. Além dos 560 mil habitantes, a ilha recebe todos os dias milhares de turistas.

Formada por erupções vulcânicas, oferece lindos visuais de rochedos, praias de areias brancas e negras, cavernas, montanhas, cachoeiras, e muito contato com a natureza. A ilha também é famosa pelo golfe, pelas tangerina e chá verde.

Dei a volta completa na ilha. Foram exatos 231,5 km, enfrentando vento forte, chuva e frio, mesmo assim estava animado com a boa comida e o lindo visual que a ilha oferece a cada curva e as poucas horas de sol pelas manhãs.

Jeju é incrivelmente mística e cheia de tradições…

Os Dol-Harubang, são estátuas de pedras vulcânicas, consideradas deuses pelo povo local, que acreditam trazer proteção e fertilidade, além de proteger contra os demônios da realidade. Elas estão espalhadas por toda a ilha em diferentes formas e tamanhos.

As Haenyeo ou as Sereias de Jeju contam uma história bastante interessante sobre a cultura local. O povo de Jeju possui uma relação estreita com a pesca. Com os homens trabalhando em alto mar por semanas, as mulheres adotaram a prática do mergulho em busca de algas, mariscos e moluscos, uma fonte inesgotável de alimentos por aqui. Com mais gordura corporal, se adaptaram melhor a temperatura da água e em tempo de escassez, ou com a dificuldade dos homens em arrumar trabalho, elas passaram a ser chefes de família, sustentando a cas, criando um forte atrito na cultura machista da Coreia, deixando os homens com as crianças e cuidando do lar. Usando apenas o ar dos pulmões, elas chegam a ficar 1 minuto debaixo da água e alcançam a profundidade de 20 m. Para recuperar o fôlego, soltam uma espécie de assobio característico conhecido como sumbisori. Hoje, devido aos ataques de tubarões, os riscos cardíacos causados pelo mergulho, e a falta de interesse das jovens em um trabalho tão difícil, existem menos de 5.000 mergulhadoras, e mais da metade acima de 60 anos.

O Hallasan ou Monte Halla, é um vulcão adormecido a mais de 1000 anos que possui 1950 m de altitude e está situado no centro da ilha. Sua cratera é um dos lugares mais visitados da ilha, Comecei a subida bem cedo, com forte neblina e muito frio. São quase 9 km de subida íngreme em meio a trilha coberta por gelo que levou cerca de 4 horas para ser percorrida. Depois que cruzei a linha da neblina, o sol apareceu e deixou o visual magnífico!

O Seongsan Ilchulbong é a cratera de um vulcão adormecido no extremo leste a Ilha de Jeju. Com 182 m de altura, possui formação cônica, típica de um vulcão, com uma enorme cratera criada a mais de 5 mil anos. Para alcançar o topo é preciso enfrentar uma escadaria que exige bastante preparo físico. E foi justamente nessas escadarias que tive a pior experiência da viagem quando um senhor que estava pouco degraus acima teve uma parada cardíaca. Notei que era o único ali que poderia fazer algo. Mesmo assim, meu esforço foi em vão. No blog, escrevi mais sobre isso. Se quiser saber mais detalhes, visite: https://atmagalhaes.wordpress.com/2015/02/21/tudo-vinha-bem-na-ilha-de-jeju-ate-que-vi-a-morte-de-perto/

Na minha cabeça se estabeleceu um misto de culpa e frustração ao mesmo tempo que a realidade me dava a certeza que não teríamos chances de salvá-lo. Ali, dei a viagem pela ilha encerrada, me perguntando quando iria conseguir tirar tudo aquilo da cabeça.

Peguei o barco de volta até Busan e fiquei mais uma vez na casa de Kim, que me tratou super bem! Ele já havia arrumado a caixa para empacotar a bicicleta, e fez a gentileza de me levar ao aeroporto no meio da madrugada gelada. Deixo aqui meu agradecimento ao Kim, e a todos os coreanos que contribuiram com a minha jornada no país.

Nos vemos em Taiwan na quinta feira que vem!

A viagem ao redor do globo continua!

Para adquirir um exemplar do livro NORUEGA BY BIKE, mande um e-mail para: atmagalhaesbybike@gmail.com , com o título: LIVRO NORUEGA BY BIKE, com seu nome, endereço de entrega e comprovante de depósito. Dados bancários: Aurélio Tanuri Magalhães CPF: 151.956.888.69 Banco Itaú Agência: 8482 Conta Corrente: 05369 4

A jornada ao redor do globo continua. DA CHINA PARA CASA BY BIKE, compartilhando a viagem enquanto ela acontece! Toda quinta-feira um novo episódio com dicas, curiosidades e o dia a dia de uma VOLTA AO MUNDO DE BICICLETA.

Se inscreva no canal! Curta, compartilhe, comente! Seu envolvimento ajuda a me manter motivado! Para APOIAR o projeto e me dar aquela forcinha, conheça minha campanha de FINANCIAMENTO COLETIVO,: https://apoia.se/dachinaparacasabybike , as recompensas começam a partir de R$ 8 por mês.

Obrigado por me seguir!

Facebook: @aureliomagalhaesbybike

Instagram: @aureliotanurimagalhaes

Blog: http://www.atmagalhaes.wordpress.com